Mangá² #286 – Retrospectiva 2021

Sejam bem-vindos ao episódio 286 do Mangá², o seu repetitivo podcast semanal sobre mangás.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho, Boxa e Izzo (Dentro da Chaminé) fazem uma retrospectiva do ano de 2021 no mundos dos mangás. É isso, não tem mais nada pra escrever na descrição, é bem simples.

Mangás Comentados no Episódio
Arte de ZeZeZe
Participantes do Mangá² falando de ZeZeZe

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Cronologia do episódio
(00:00:24) Retrospectiva 2021
(01:04:00) Leitura de Emails
(01:13:30) Recomendação da Semana Vida à Deriva

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9 comentários

  1. 2021 tirando shingeki e one piece eu só li os mangás pro podcast de vocês, e lá vou eu ler Sunny

    Fiquei muito triste com a morte do Miura apesar de estar centenas de capítulos atrasado de onde parou

  2. sobre o episódio:
    eu praticamente não acompanhei nada em 2021, por motivos de não gostar e de ter passado a maior parte do tempo escrevendo sobre rap nacional. As únicas coisas q eu mantive foram One Piece (q continua bom), Kaguya-sama (q tá a passos largos de fechar com um 10/10) e Black Clover (q agr tá TÃO RUIM quanto a Guerra de Naruto).

    aliás, aquele mangá do MIzukami, de periodicidade espaçada, continua bom? sempre torço por ele.

  3. Slowpoke Report: Recado a Adolf

    este tal de Tezuka era bom hein?

    eu vou dizer q a recomendação q fizeram do mangá já tinha me deixado curioso pra ver onde ia a história, mas acabei achando Adolf muito melhor do q a encomenda. Na moral, tudo q o Urasawa faz de bom em suas obras, eu sinto ter encontrado aqui.

    A começar com a trama intrincada. Sendo um mangá narrando a história de 3 personagens com o mesmo nome do Verme (sendo um deles o próprio), era natural que houvesse um apanhado histórico mais trabalhado. Mas o Tezuka dá muita nuance pras relações de classe e de etnia daquele contexto. O cara consegue descrever perfeitamente como até uma criança mestiça acabou internalizando toda a ideologia nazista, ao ponto de se tornar um dos braços do Fuher, e participar ativamente de toda a violência q ele promovia. Eu não fui a fundo das referencias q o Tezuka pegou, mas na minha opinião, essa foi talvez a melhor “jornada de um vilão” q eu já vi num mangá.

    E a relação com o Adolf (judeu) só vai deixando ainda mais tenso o rumo da história; porque você como aquela inocência (seletiva) do “vc não é como eles, pq vc é meu amigo” vai desmoronando conforme a Guerra se agrava. Pra um mangá que se passa num dos maiores conflitos bélicos da história, Recado a Adolf consegue ser muito sensível quando comenta o micro.

    A quadrinização tá um pouquinho datada mesmo, mas a arte ainda funciona muito pra transmitir o quão opressivo mundo tava naquela época, principalmente para aqueles que faziam resistência a propaganda de guerra, sejam eles estudantes, jornalistas ou civis. Li esse mangá logo após terminar a biografia do Marighella, e ver logo no primeiro capítulo um dos protagonistas ser torturado pela Gestapo me impactou demais.

    Pelas notas que o Tezuka deixou após concluir a série, teve muitas coisas no final q ele queria ter feito de forma diferente. Mas acho q no geral, Recado a Adolf continua sendo uma obra excelente, e obrigatória pra quem duvida do quanto a mídia pode se posicionar (e enfrentar) um cenário opressivo.

    nota pessoal 9/10

  4. Slowpoke Report: Ayako

    MALDITO SEJA O LATIFÚNDIO!

    é meio loko como um um artista tão reconhecido por personagens esperançosos e universalmente simpatizáveis tbm seja capaz de descrever pessoas tão desprezíveis assim.. Tem maluco sendo ativamente escroto, maluco deixando a merda acontecer e começando a participar, maluco fechando os olhos pro q tava rolando; QUE AGONIA! Não tem jeito, o Tezuka era foda.

    com a história se passando no pós-guerra, a história também acaba tendo muito comentário social, mas é novamente nas relações pessoais q a gente a alma do trabalho. Eu não sei se a temática central é ganância, violência, negligência ou egoísmo, mas é agonizante ver como todas essas coisas vão afetando a vida da Ayako por toda a vida dela. É um fantasma que ganha forma física através das estruturas de poder que a cercam, por assim dizer,

    outra coisa q eu gostei no mangá foi da trama de investigação no geral. N imaginei q os trabalhos do Tezuka tivessem tanta preocupação em fazer o desenrolar dos mistérios parecerem tão críveis assim. Se tem uma coisa q ele era bom, era em fazer um personagem-tipo agir como tal. (se o personagem é detetive ou policial, vc realmente sente a diferença q isso faz quando ele reaparece).

    nota pessoal: 8/10.

  5. Em 2021 tive contato com obras que sinceramente, me evocaram tantos sentimentos, bem mais que lágrimas… Vinland Saga pqp, só conhecia por nome e quando lançou o anime falei “ah lá, anime de batalha viking … Mais uma história sobre brancos se matando”… Como eu estava errado, meu deus como eu estava errado… Alguém me prende… “Ain, o cara tá falando de Vinland só agora, mega atrasado” eu poderia responder mas felizmente: eu não tenho inimigos. Askeladd papai ama papai cuida.

  6. Slowpoke Report: BATTLE ROYALE

    eu vou ser direto: eu ODIEI esse mangá. Meu amigo q troço nojento. Aproveitando aquele cast de “experiências negativas”, eu elejo BATTLE ROYALE como a minha Régua de Baixo, do quão ruim uma história pode ser.

    e não, eu não vou ser sucinto aqui.

    a começar pela arte, que é um lixo em retratar adolescentes como adolescentes, de fato. Vi gente forçando que os personagens eram EXTREMAMENTE caricatos daquele jeito para “deixar bem claro q as ações deles eram escrotas”, tipo os personagens q cometem abusos sexuais (MAIS SOBRE ISSO DEPOIS….). e NÃO, nem fudendo isso. A esmagadora maioria dos alunos, q tão participando do jogo, é desenhada do jeito mais desumanizante possível, quase pra fazer com que o leitor sinta “prazer” ao vendo eles sendo espancados, violentados ou baleados na cabeça. É a máxima do “mangá de adultinho”.

    mas o centro de tudo é o plot. Eu não vou falar do livro nem do filme, q aparentemente desenvolveram o conceito do BR com mais nuances que o mangá – não q isso seja muito difícil -, mas eu consigo admitir q a trama tem ideias com um mínimo de potencial, como nos arcos finais, onde os grupinhos se veem postos a situações onde até a confiança e o afeto que eles possuem são postos a prova pelo jogo. O problema é a fundação do conceito, ou mais precisamente a forma que ele é estabelecido.

    Pensa bem: 42 personagens, que já se conhecem, são postos num jogo de mata-mata, da qual apenas 1 vai sobrar. É GENTE DEMAIS! Mesmo q logo no início, vc ja descarte vários pra ir trabalhando os principais, é mto tempo com flashback fraco até as coisas realmente andarem. E enquanto isso, o show de sangue voando só vai banalizando qualquer impacto q aquela tensão poderia causar no leitor – ainda mais quando TODO FIGURANTE GANHA FLASHBACK QUANDO VAI TOMAR TIRO NA TESTA. Mais do q “lamentar pelos personagens”, ou “saber como serão as dinâmicas entre os grupos”, tudo q eu fui sentindo era um cínico “vai, morre todo mundo logo”.

    E não ajuda o fato do Shuuya e a Noriko serem personagens TÃO DESINTERESSANTES. O Kawada (vulgo fumante com cara de 40 anos) até dá uma salvadinha, por ser alguém minimamente sensato ali, mas nenhum discurso dos principais sobre “ter esperança” ou “honrar aqueles que foram mortos pelo jogo” consegue ser convincente. A Noriko é ainda pior, pq tirando a luta final, ela é basicamente uma Hinata, de tão porta q ela é. Como resultado, a metade dos acontecimentos que supostamente daria o tom “dramático” de toda aquela violência acaba sendo tão desagradável quanto as execuções sumárias do Kiriyama (o vilãozinho tosco la).

    Mas pra mim, o pior quesito de Battle Royale é a misoginia. Meudeus do céu, q bgl desprezível. Eu sinto q todas as reclamações do Luki com as cenas de estupro de Berserk são aplicáveis aqui, com a diferença de q em Battle Royale, o autor ainda fala que a personagem gostou daquilo, enquanto ela tbm violenta outro personagem, com a desculpa de q isso a tornaria “mais complexa”. E se vc acha q eu to exagerando, pega lá o primeiro cap, onde o apresentador do reality show diz com todas as letras q estuprou a professora dos protagonistas (com direito a um quadro MOSTRANDO ISSO), só pra deixar eles putos, e matar um deles – pra mostrar que o mangá é “muito adulto mesmo”. Esse tipo de coisa acontece por toda a obra, seja com alguém ameaçando uma figurante, ou simplesmente mostrando da forma mais explícita possível o corpo de uma personagem cuja “construção” é ter sofrido abuso. Namoral, nem Sanctuary consegue ser tão nojento assim.

    durante a reta final, quando só tem 4 personagens restando no BR, há de fato uma melhora no ritmo da ação, embora isso tbm seja pq já não tinha mais mestre de kung fu carregando ki, ou personagem com mind-breaking. De toda forma, a luta final tbm é forçada pra um caralhow, com direito a tiro na cabeça q não mata, fantasminha da amizade, e discurso no jutsu. A única coisa q dá um pingo de dignidade é o twist final, mostrando como os protagonistas conseguiram escapar do jogo – apesar da cena do “você não precisa se declarar pra mim, porque eu já sei que você me ama” ser PATÉTICA.

    então como deu pra perceber, eu realmente odiei esse mangá. Nunca vi um mangá tão estúpido, pretensioso e misógino assim em toda a minha vida. A arte me irrita, o roteiro me entedia e os personagens me enojam. De todas as formas possíveis, essa obra me ofende. Até estou considerando ler a infame continuação. pra ver se eu consigo achar algo ainda pior, mas
    honestamente,

    só quero apagar esse LIXO da minha memória.

  7. – Sobre final de Berserk, quem diz que poderia terminar ali ou que pode não haver ideia melhor para terminar a história certamente se esqueceu que o Rickert existe. Ele é até a razão de aquele “final” ter acontecido.
    Sim, se o mundo terminasse daquele jeito seria melhor para todos, só que ainda é difícil de aceitar que o “Griffith fez nada de errado e terminou sem sofrer nenhuma consequência”. Punição estilo Moro “ele se arrependeu e pediu desculpas” não vale!

    – Blue Box foi dos que me lembro a decepção do ano.
    Desde que li o oneshot eu esperava pela publicação, até que ela veio e quebrou todas as promessas que o oneshot tinha me feito. Me irritou bastante.

    – A chave da equação de Chainsaw não é o anime, infelizmente. A chave é… “os Marcos a solta pelo mundo”.

    – Frieren… É bom, mas como eu disse na época que aceitei a recomendação, não me empolgou e acabei parando antes de terminar o volume três. De vez em quando lembro e penso que “preciso” voltar a ler só que a vontade não vem.
    Pensando agora em um motivo para explicar isso, talvez seja a Frieren? Uma particularidade da história que é ou deveria ser um de seus destaques é que a Frieren tem um tempo de vida longo demais e o tempo vai passando e matando o mundo e pessoas que ela conhece. Só que o mangá até aonde eu li falhou em me fazer sentir algo sobre essa condição. Eu lia, via o tempo passando, as vezes a Frieren lembrando de coisas que aconteceram milênios atrás e eu sem sentir nada. Culpa dela talvez que parece também não sentir essa passagem de tempo, ou pelo menos não se importar? Do jeito que ela reage o falecido Herói se preocupou atoa, ela está muito bem “sozinha” (crítica injusta talvez, tendo eu lido tão pouco). Aliais, isso me faz lembrar de “Kimi wa Houkago no Insonmia” que é o completo oposto e a cada novo volume me faz sentir cada vez mais a cada página. Boa oportunidade para cobrar novamente novamente do Quadrado a leitura desse mangá. Nesse início de ano foi lançado o oitavo volume e está em um bom momento para comentá-lo e descobrir o que ele faz tão bem que Frieren não consegue fazer (e me permitir explicar usando spoilers).

    Oh, aquele comentário sobre Tsukumogami no final, “Tsukumogami Kashimasu”
    (We Rent Tsukumogami) passou despercebido em 2018 (o anime).
    Falando em anime esse ano deve ser melhor, com anime de Skip to Loafer e Insonmia!

  8. Tava ansioso pra ouvir a opinião de vocês sobre Dandadan e fiquei feliz de compartilhar mais ou menos o ponto de vista, mesmo eu sendo um pouco mais radical (depois de uns 15 capítulos achando a “quirkiness” dele divertida, enchi o saco totalmente — chamaria de insuportável mas seria hipocrisia porque eu continuo com o hate-reading há meses).

    Comecei Sentai Daishikkaku há pouco tempo por causa da recomendação de vocês e tô amando demais. Fiquei com medo dele perder a linha quando começou esse arco do exame chuunin mas felizmente ele não me decepcionou. É divertido demais.

    Menção honrosa de “melhores do ano” pra um anime lindo que saiu no segundo semestre: Sonny Boy. Simplesmente espetacular, desde que terminou não teve um dia que eu não pensei sobre. Talvez eu só esteja na bolha errada, mas eu vi gente de menos falando considerando a grandiosidade dessa obra-prima. Mas tenho a esperança que um dia ele vai ser “descoberto” pela galerinha certa. Recomendo!

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