Mangá² #284 – Formato

Sejam bem-vindos ao episódio 284 do Mangá², o podcast semanal de mangás mais impuro do mundo


Neste programa, Judeu AteuEstranho, Leonardo e Izzo (Dentro da Chaminé) definitivamente NÃO fazem um podcast datado cuja a unica desculpa era falar sobre o drama do Villeneuve com Duna nos cinemas, certamente NÃO é um podcast no qual a gente tenta vagamente conectar o debate sobre elitismo com o formato do cinema só que falando sobre mangás, DE JEITO NENHUM que a gente falhou em mencionar diretamente o nome de diretores como o Scorsese numa abstrata tentativa de fingir que essa conversa tem qualquer relevância para os mangás.

Contato: contato@aoquadra.do

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Cronologia do episódio
(00:20) Formato
(59:00) Leitura de e-mails
(01:05:00) Recomendação da Semana – Kamen Rider

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4 comentários

  1. Ótimo programa! É um daqueles temas que eu penso comigo mesmo faz um tempo, então é sempre bom ouvir outras pessoas falando disso.

    Uma coisa que eu gosto de pensar quanto ao tema é algo que o Izzo (se não engano) falou no início do programa, que é: posso fazer a crítica/comentário dessa arte se eu não a vi da forma mais pura disponível pra mim? E tipo, por mais que a resposta óbvia pra essa questão seja um Sim com S maiúsculo, também acho necessário salientar a importância de você deixar claro o formato que você assistiu/leu a obra. Tipo, se li um livro, mas enquanto lia eu fiz diversas leituras dinâmicas (e inclusive pulei alguns parágrafos), acho importante deixar isso claro caso eu faça um comentário ou crítica da obra (pois assim a pessoa que está recebendo seu comentário pode avaliar se ele é válido pra ela ou não).

    No final vocês citaram um exemplo que era mais ou menos assim: “Ah, se o Estranho faz crítica sobre desenvolvimento x, y e z da obra, mas ele viu a obra em 1.5x, a crítica é válida pq ele provavelmente teria essas mesmas impressões se ele tivesse visto a obra em 1.0x.” Nesse caso eu discordo em partes. A sensação é que vocês estão levando em conta que a obra não tem um ritmo próprio, sendo que a velocidade 1.5x afeta, tipo, muita coisa. Afeta a trilha sonora, o clima, as atuações, direção. Pode não afetar roteiro (e se a critica do Estranho se focar nisso, ok), mas todo o arredor é afetado. Talvez nesse sentido eu discorde um pouco da conclusão de “boa vontade” que vocês tiveram no final. Se o Izzo, citando o exemplo que vocês usaram, viu Naruto em RMV, ele pode ter visto com boa vontade ou não, isso não importa tanto pq, no fim, a qualidade continua sendo uma merda. Essa teoria que vocês montaram sobre “boa vontade” serve mais como um agrado social. Tipo, por Izzo só ter tido essa opção pra ver Naruto, então ok, tudo bem ele ter visto assim. Mas, tá, tudo bem que ele viu Naruto desse jeito, só que isso não exclui o fato desse jeito ser uma bosta e que isso afetou a experiência do cara. Tipo, a “boa vontade” me parece, por vezes, mais uma desculpa, ou até mesmo a criação de um parâmetro onde é socialmente aceitável você não consumir algo da forma mais pura possível. Sendo que, pra mim, qualquer situação é socialmente aceitável pra você assistir ou ler uma coisa da forma que você quiser. Tipo, no fim, arte é sobre experiências e sobre compartilhar experiências, se você assistiu obra x de forma não ortodoxa, ok, foda-se, é só um jeito de você assistir aquilo, tá tudo bem. (Obvio que não estou levando em conta toda a questão social capitalista que, em muitos casos, nos força a ir atrás de experiências não ortodoxas. O que levo em conta é que a gente já estabeleceu que, sim, nosso sistema é uma merda, mas, apesar disso, a gente continua vivendo e a gente continua com a arte e, já que a arte tá aqui, as pessoas que façam o que bem entenderem com ela.)

    Talvez esse meu comentário seja meio elitista, mas, veja, acho que quanto mais a pessoa se preocupa com arte (se preocupa em pensar sobre arte, sabe?), mais essa pessoa busca pela experiência pura. Obvio que aqui eu tô delimitando a coisa toda num grupo muito específico de pessoas, sendo que até mesmo esse próprio grupo podem ter variações de gosta de mídia pra mídia. Mas o que quero dizer é, a sensação que temos, antes de ver uma obra, é que a forma pura dela é a melhor e a ideal. E, veja, eu discordo disso. Não acho, por exemplo, que assistir uma serie sem levar spoiller algum é a melhor experiência em todos os casos. Só que, no fundo (ou nem tão fundo assim) a gente insisti na busca da pureza. No caso do Spoiller, as pessoas buscam se surpreender, então preferem não saber nada da obra x. No caso do formato, talvez as pessoas busquem validar suas opiniões, e pra isso elas querem a forma mais pura, mais próxima do material original, mais próxima da maneira com que ela foi preconcebida, pois isso faz a sua opinião valer de verdade (e além disso, assistindo nesse formato puro vc acaba possuindo uma arma escondida que é a da “mas na obra original não acontece x, acontece y e na tradução isso não foi passado”, ou “mas você não viu no ritmo que a obra pediu, e por isso vc não teve essa sensação que eu tive”). Um exemplo que vi é de um povo falando do CG de um filme recente da marvel, onde esse CG fica feio no notebook, mas no cinema, nossa, fica perfeito. Então, sei lá, não acho que buscar se surpreender é algo ruim, muito menos acho isso de buscar uma validão maior da sua opinião. Mas creio que cada pessoa tem a própria analise do que é importante pra ela. As vezes pra mim é um grande foda-se se o CG é mais bonito no cinema ou não, mas pra outra pessoa isso é MUITO importante.

    Outra discussão interessante de se ter é sobre a tal de entropia, né? Sobre o quanto que ver uma obra de forma não ortodoxa pode acabar quebrando sua imersão ou não. Na real, essa discussão em específico pra mim é algo que depende tanto de caso a caso, que não sei muito bem o que dizer. Mas achei legal de citar que tem isso aí.

    Então, de novo, ótimo programa! Brigadão por ele. Não sei se me expressei tão bem no comentário (hoje eu ta foda por aqui), mas ta aí. o/

  2. Fora do assunto, gostaria de saber como vocês se portam quando gostam de coisas duvidosas e por acaso comentam e todos olhares se viram conta você?, como fire force, por exemplo gosto da história, mas o fato dela ter diversas cenas idiotas e machistas estraga sempre o que sou na visão das pessoas porque eu to consumindo um produto problemático e sei as problemática, outro exemplo é isekai, sinto que com mangas e animes é sempre pior do que quando alguém diz que ama series problemáticas.
    porque associam tanto consumo a gosto pessoal a toda e qualquer parte de uma obra, e não que uma pessoa possa gostar de algumas partes apenas?

    • Acho que a gente já comentou muito sobre isso durante a história do podcast, recentemente no você mangás e política. Mas resumindo pra mim, acho que ninguém é ostracizado socialmente por gostar de obras com problemas, então é uma questão pessoal do que você pessoalmente consegue aguentar ou ignorar, em troca da parte boa da arte.

      O problema é que, o machismo de Fire Force por exemplo, pode não afetar você pessoalmente, é algo que tu consegue relevar, mas pra outras pessoas pode ser bem mais ofensivo, então é necessário sempre empatia pra entender o limite dos outros, e é claro, a empatia reciproca da pessoa entender porquê aquilo não te afeta da mesma forma.

      Mas é isso, quando alguém fica decepcionado por gostar de algo que é muito ofensivo pra ela, não é por um ódio especifico à você ou nem até com a obra, é por a pessoa não conseguir entender porquê daquilo não revoltar a ti que nem revolta a ela. Por isso é importante não levar no pessoal, e buscar entender que todo mundo tem limites diferentes na vida.

  3. Muito interessante essa conversa, só queria adicionar uma coisa que vocês não comentaram
    Sobre hentai que no caso no caso não é tão interessante o formato físico pois não é nada pratico tentar segurar o mangá e virar as paginas com uma única mão, nesse caso o formato digital seria o mais adequado

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