Mangá² #282 – Arco de Treinamento

Sejam bem-vindos ao episódio 282 do Mangá², o podcast semanal de mangás mais bem treinado da história.


Neste programa,  Judeu AteuEstranho e Izzo (Dentro da Chaminé) fazem um quadro clássico, do tipo no qual a gente pensa num conceito e aí fica batendo papo sobre ele. Dessa vez é a constante aparição do trope do Arco de Treinamento, parece que é algo que não renderia 40 minutos de conversa, mas a gente se esforçou e foi descontruindo todas as perspectivas possíveis de porquê esse negócio existe, até chegar à conclusão de que ninguém treina em arco de treinamento, é relativamente interessante se você lês uns battle shounen.

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Cronologia do episódio
(00:20) Arco de Treinamento
(44:34) Leitura de e-mails
(1:02:20) Recomendação da Semana – Blue Box

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6 comentários

  1. É interessante como DBZ suprimiu a memória sobre o DB clássico, onde os arcos de treino tinham essa pegada mais mestre Miagy, com trabalhos na fazenda, entrega de leite, subir e desce a torre Karin e até Mesmo o treino do Kaioh que se baseava em brincadeiras bobas de pega pega.

    • nossa, agr eu fiquei triste em lembrar disso. O comecinho do dbz até tentava alguma coisa, com o Goku correndo atrás do Bubbles ou o Gohan tendo q viver o q foi a rotina do pai, quando tinha a idade dele… Mas depois q era só ficar loiro ou se fundir, treinamento fodase

  2. ta, eu reouvi esse ep, e agr pensei umas coisinhas sobre esse trope.

    No geral, eu me incomodo com o jeito q arcos de treinamento são feitos, no sentido de que a maioria deles não soa como um treinamento real. É óbvio que sendo uma narrativa, não tem pq a gente ficar vendo o personagem repetir o mesmo exercício inúmeras vezes até ele acertar, mas acho importante a história deixar claro q isso aconteceu, q o personagem realmente teve q repensar na forma q ele agia pra conseguir aparar as próprias arestas (ou bolar um poder novo, se for um battle shonen). Quando isso acontece, dá aquela sensação gostosa de construção gradual. Mas quando é feito na pressa, geralmente soa forçado.

    Além disso, me incomoda mto como arcos de treinamento geralmente não tem consequência nenhuma além do power up. Tipo, se o personagem usa um método arriscado pra ficar mais forte, esse risco quase nunca se paga no futuro, pq a escala de poder n pode parar de subir… Então o Naruto ter usado o Rasenshuriken a queima roupa no Kakuzu nunca deu em nada, assim como o Gear Second “ter consumido a energia vital” do Luffy em Enies Lobby tbm não vai dar.

    … Sem falar q treinamento n serve apenas pra vc ficar mais forte né, tbm é útil pra vc manter a forma. E, com exceção de mangá de esporte (tipo Slam Dunk ou Ping Pong), é raríssimo a gente ver um personagem perdendo stamina por falta de treino. Mesmo q tal ninja ou mago saiba um monte de técnicas, é perfeitamente razoável q ele comece a esquecer de algumas, caso ele não se mantenha estudando e praticando. Vida acadêmica tem mto disso kkkkk

    Então, num geral, eu gosto de um arco de treinamento quando ele tá conectado ao enredo como um todo, e não apenas ao clímax do arco.
    O Assassination Classroom, q vcs citaram, é um ótimo exemplo, mas acho q dá até pra sair desses shonen e pensar nos mangá escolar tbm, tipo YagaKimi, onde metade da história é direcionada naquela peça de teatro, totalmente interligada às temáticas da obra, e a gente vê eles treinando, e refletindo sobre o ritmo das coisas.
    DomeKano tbm é um exemplo daora (sem ironia), pois a passagem de tempo q ocorre após o Natsuo e a Rui se formarem obriga eles a passarem por diversos arquinhos de treinamento diferentes, indo de escrever os primeiros contos e depois lançar um livro a ter de lidar com editora filhadaputa fazendo sensacionalismo com a sua história.

    E, como último bom exemplo de arco de treinamento, temos Ashita no Joe, onde os personagens com certeza vão mto além do aceitável simplesmente pra descerem um murro na cara dos seus rivais. É com certeza a visão mais amarga q eu já vi do esporte, mas se vc pega como era os esportes de combate na época, e todo o condicionamento físico e psicológico q ainda existe num geral, vc vê como o bagulho n é tão absurdo assim.
    (e com certeza tem consequências ne kkkkk)

  3. Slowpoke Report: Hokusai

    malandro, que mangá do caralho… n achei q ler a biografia de um artista de séculos atrás poderia ser tão interessante assim, mas como bem disse o Estranho quando foi recomendar, o maior acerto do mangá é não se prender na linearidade da vida do Hokusai. O cara fez de tudo um pouco, e ver isso sendo transmitido de um jeito mais artístico do que documental me parece o modo mais digno de manter vivo o seu enorme legado.

    Tbm achei um grande acerto o ISHInoMORI ter dado bastante ênfase na personalidade do cara, porque com certeza o jeito q ele lidava com as pessoas e com a arte acabou resultando em mtas das decisões “extremas” q ele tomou com o passar dos anos. N deve ter sido alguém fácil de lidar, principalmente se vc era parente dele kkkk, mas com certeza foi alguém fascinante de se acompanhar, seja pela dedicação q ele tinha pela pintura, ou pela forma q ele ia percebendo os próprios excessos.

    pra mim, Hokusai bateu de um jeito diferente por eu estar fazendo crítica musical no site da Inverso. Em vários monólogos do personagem, eu ficava me perguntando se a forma q eu avalio um álbum musical é realmente tão ampla e aprofundada quanto os feedbacks fazem parecer; o quão enviesada se encontra a minha percepção sobre “o q um disco precisa fazer pra ser bom”; e o que eu preciso fazer pra melhorar. Terminar a leitura não me deu nenhuma resposta, mas me fez questionar coisas q até então, eu nem sabia como formular.,, então, acho q já foi um avanço.

    pode não ser uma típica história de superação, mas ler a trajetória de alguém se dedicando tanto naquilo que se importa me fez recuperar um pouco da vontade de fazer o mesmo, tanto nas críticas q já faço, como nos mtos outros textos q eu ainda quero fazer,

    nota pessoal: 9

  4. Slowpoke Report: Kakukaku Shikajika

    vou ser bem honesto aqui; ouvir o podcast me fez apreciar bem mais a obra do q a leitura em si. Dos cento e poucos mangás q eu li até agr, esse foi o q mais foi me cansando por conta dos diálogos e explicações. Longe de mim querer diminuir o esforço da autora em exorcizar os próprios fantasmas, mas o jeito super descritivo q ela narrou o mangá (em especial na parte da faculdade) me fez simpatizar bem pouco com os personagens, mesmo alguns sendo recorrentes. Pelo menos nessa primeira leitura, eu fiquei meio confuso sobre o quanto eu deveria me importar com qualquer interação q n fosse a dela com o Sensei.

    Mas de resto, eu concordo sobre a capacidade autoanalítica da autora. Quando vc vai falar de si mesmo, é mto difícil fazer uma avaliação justa, sem cair na autoindulgência ou na autocongratulação, ainda mais se vc tiver fazendo uma narrativa. E num geral, as reflexões são bastante sóbrias em relação aos erros e acertos do passado. Dá pra ver como a idade e experiência ajudaram ela a direcionar todo esse sentimento de culpa pra uma coisa positiva

    Um cara q tbm consegue fazer isso bem é o Kendrick Lamar. Se vc pega a superfície, tudo q vc vai ter é a galera babando ovo em cima dos esquemas de rima e conceitos q ele traz a cada disco, mas é só reparar nas nuances das suas composições q vc vê como ele sempre tá meio alerta com os próprios excessos pra n repetir os mesmos erros do passado. Um exemplo é o segundo verso da faixa ‘u’, do aclamadíssimo To Pimp A Butterfly, onde ele fala sobre como o sucesso profissional fez com q ele se distanciasse dos seus entes queridos, ao ponto de negligenciar o estado crítico de um amigo baleado na rua. E então, o amigo morreu, e a única certeza q sobrou foi a de que ele “nem mesmo tentou”….

    Ler esse tipo de desabafo muitas vezes é difícil, mas é o que me faz continuar acreditando no potencial curativo da arte, tanto pro artista quanto pro leitor.

    nota pessoal: 7/10

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