Mangá² #281 – Um Mangá de… Shuzo Oshimi

Sejam bem-vindos ao episódio 281 do Mangá², o podcast semanal de mangás mais adolescente de todos.


Neste programa, Judeu AteuEstranho, Luki e Izzo (Dentro da Chaminé) voltam com um dos inúmeros quadros favoritos do Mangá², o “Um mangá de…“. Mas dessa vez com um twist, em de vez de construir a obra máxima dos clichês de um gênero dos mangás, nós criamos um mangá de com os máximo clichês de um autor, no caso desse episódio, o príncipe macabro e contemporâneo do suspense nos mangás, autor de Aku no Hana, Inside Mari e Happiness: Shuzo Oshimi

Para outros podcasts do tema, confira aqui!

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Cronologia do episódio

(00:00:25) Um Mangá de… Shuzo Oshimi
(01:15:00) Leitura de e-mails
(01:32:00) Recomendação da Semana – Handsome Girl and Crossdressing Boy

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8 comentários

  1. Esse abertura se tornou emblemática! Boa noite, maravilha de episódio, estou escutando e batendo palmas mentalmente enaltecendo a existência disso. Estou pensando sobre minha aquisição, e pensei que perdi a chance para pedir um autógrafo do Estranho. Sobre mangakas que contam sempre a mesma história, eu sempre tenho a impressão que eles, os autores, ficam se contendo para não gastar todas as histórias boas. Imagina que o Oda sempre deixa a parte boa para depois e chega um momento que acabou a obra e ele não utilizou as ideia boas.

    As mangagrafias terão parte 2? Sabendo que ficaram defasados. Enfim, vou deixar de escrever e terminar de ouvir, espero que na história de vocês, tenha algum momento que seja mencionado garotinhas fazendo depilação com gilete, pedindo ajuda para o garoto que gosta.

  2. Simplesmente apaixonado pelo conceito do capítulo final final mudo. Simplesmente ambos tomando seu café e percebendo um ao outro sem comentar nada.

  3. Um ótimo episódio, gosto muito de acompanhar o brainstorm de vocês e do esforço pra pensarem num início, meio e fim das coisas. Chega até a ser inspirador isso pra pensar em desenvolver de verdade ideias de histórias e exercitar isso de imaginar o que X autor faria com uma história de tal temática chegando nesse tal ponto.

    Tenho uma sugestão de autor pro Um Mangá de… e no caso é o Sakamoto. Seria curioso ver como lidariam com o cara que pulou de mangá de montanhismo pra um de revolução francesa e agora está fazendo um sobre vampiros(e que já fez mangá de porradaria antes disso tudo). Também acho que seria interessante num futuro pensar mangás de diretores de anime, imagina a doideira um mangá do Yuasa ou do Anno, ou de pensar mangás feitos por gente que é mais conhecido pela direção de anime e muito menos pelos mangás que já fizeram como os casos de Ikuhara, Satoshi Kon e Miyazaki, mas aí podendo obviamente extrapolar a vontade em misturar o que fazem de direção do anime pro que fazem nos mangás. Fique aí as sugestões.

    Também queria comentar que na parte de Recomendação da Semana acabou tendo uma associação de travesti com o crossdressing usando o termo “travestido” sobre o caso do protagonista começando a praticar crossdress. Crossdressing pode significar várias coisas como uma brincadeira, uma arte ou só um estilo/forma de expressar de uma pessoa mas que não necessariamente implica no gênero da pessoa, já travesti é um gênero feminino e não um estilo de vestir/brincadeira/arte. Só avisando pra tomar esse cuidado nas próximas vezes porque as pessoas associam muito uma travesti com estar fazendo crossdressing ou drag, e também usam adjetivos como “travestido” pra associar com “se vestir de algo que não é/ do gênero oposto” que acaba sendo problemático porque pessoal enxerga uma travesti como “homem de saia”, que não é o caso.

  4. gostei da maioria das ideias apresentadas aqui, mas acho q podia ter tido um pouco mais de desenvolvimento para as protagonistas, ainda mais considerando as críticas q o Oshimi já recebeu pela forma q ele retratou as mulheres em Happiness. N me importo do mangá tbm ter uma tensão sexual entre os personagens, mas na maioria dos casos a tensão cai mto mais na sexualização das mina do q em qualquer outra coisa.

  5. Slowpoke Report: DOMESTIC NA KANOJO
    (provavelmente só o Izzo q vai ler kkkk)

    por onde começar? esse foi o centésimo mangá que eu terminei. E pra mim, valeu a pena. Mesmo já sabendo q o final era meio infame (até pq o Izzo sempre fala disso), fiquei extremamente surpreso com o desenvolvimento q o mangá vai apresentando conforme ele se encontra. Não vou negar q o começo quase me fez largar; pq ele parecia ser só um To Love-Ru da vida, mas depois q o Natsuo começa o seu primeiro namoro, as coisas começam a tomar um rumo q a maioria dos “”romcoms”” nunca tem a coragem de tomar.

    É óbvio q o mangá n é só acertos nisso. N tem um único arco de DomeKano q n pese a mão no ecchi com as mina. Quando é nas capas, vc pelo menos dá aquele suspiro de “porra man, n precisava ne”. Mas tem personagem q nunca conseguiu a sua chance de brilhar por isso (e a Momo é o maior exemplo disso. Claramente a pessoa mais sensata do rolê). Mesmo conforme os personagens envelhecem e vão tomando seus rumos, é sempre incômodo ver como a autora sempre fica sugerindo q tal mina q apareceu agr talvez acabe ficando com o Natsuo. Incômodo pq é óbvio q n vai rolar, e incômodo pq mtas delas tem dramas e jornadas realmente interessantes. Sabe aquilo q o Izzo e o Luki falaram sobre “os romcoms modernos terem mais confiança na história q eles querem contar”? Então, faltou isso na autora.

    de toda forma, tem mta coisa q n tem como dizer q se perdeu. A relação entre o Natsuo e a Rui (a meia-irmã mais nova) é uma das que melhor se desenvolvem de todo o subgênero. Os dois amadurecem, os dois encontram objetivos na vida, os dois passam veneno pra continuarem seus sonhos, os dois se apoiam, os dois brigam, e os dois se amam. Ver como as passagens de tempo e os percalços da vida vão afetando na forma q cada um se comporta na relação talvez seja o coração de DomeKano, e acho q nem o final consegue passar por cima disso. MAS BEM QUE ELE TENTA.

    Sobre o final, tentarei n dar spoilers, pq eu ainda acho q a leitura vale a pena, e hater de DomeKano já tem de monte na internet, mas eu preciso comentar q, de mtas formas, ele tem o mesmo problema de How I Met Your Mother: se manter numa ideia q provavelmente foi pensada durante a concepção da obra, mas q há muito não dialogava com o desenvolvimento da mesma. E o ponto chave disso é o TIMING. HIMYM tinha todo o plot de saber quem seria a Mãe dos filhos do protagonista, mas a alma da série era acompanhar o cotidiano dos protagonistas, tanto nas vitórias quanto nas derrotas. O que fez as coisas desandarem foi toda a temporada final, q claramente n soube dosar o que devia ser esticado e o q não devia ser apressado. Como resultado, todo mundo se frustrou com o Ted terminar com a Robin. E o final de Domekano rola basicamente a mesma coisa.

    Eu até concordo que exista uma “construção” nele (afinal a autora tirou TODAS as chances da Hina simplesmente seguir a vida, e ainda fez ela segurar todos os rojão do mangá), mas as coisas acontecem mto apressadamente. Os anos vão passando com uma falta de cuidado tão grande q vc mal consegue se situar e processar as consequências do q tava rolando. Aí chega o cap final e o Natsuo vai casar com alguém q por 20 volumes ele disse não mais amar, enquanto a q ele ama ainda mete um “é, eu nunca foi páreo pra ela”.
    tipo, sério q tu meteu um FIRST GIRL WINS a essa hora?
    (e ainda meteu uma metalinguagem bem da vagabunda na última página, vsf, nem naruto foi tão óbvio assim)

    não sei se eu posso dizer q eu estou revoltado com o final, mas com certeza eu tô triste. Não sei se autores de romcom realmente se tornam prisioneiros da própria premissa, como a maioria faz parecer, ou se a autora simplesmente deixou de perceber como ela tava direcionando o seu trabalho, mas ainda assim, é triste. Vou continuar sendo fã de DomeKano, pq apesar de todas essas falhas, eu ainda me relacionei com mta coisa nele, desde ter objetivos parecidos a perder pessoas próximas no caminho, mas sempre q eu lembrar desse final, e eu sei q eu vou lembrar com frequência, eu vou dar aquele suspiro pesado de “podia ser melhor, e não era difícil”

    nota pessoal: entre um 7 e um 8/10.

    próximo mangá a ser lido: Good Ending (e q deus nos ajude)

  6. Slowpoke Report: Good Ending.

    como o final de DomeKano desceu meio amargo, fui atrás do sucesso anterior da Kei, pra ver o q ele já fazia de interessante. E honestamente eu fiquei muito surpreso com o resultado. Mas já vou começar com as falhas dele.

    Assim como em DomeKano, e aparentemente em todos os mangás de romance da Shounen Magazine, a autora pesa um pouco a mão no ecchi, mas acho q o mais incômodo nele (e em DK) é apresentar TODAS as garotas como possíveis interesses românticos/sexuais do protagonista, mesmo sendo claro q não é essa a história que a autora quer contar. Varias vezes a personagem é carismática ou até profunda por si só, mas sempre é apresentada dessa forma, o q acaba diluindo um pouco do seu potencial, depois q fica claro q ela e o protagonista obviamente não vão dar em nada. Dito isso, vamo pros personagens q realmente importam.
    GE parece ter sido um mangá meio querido uns bons anos atrás, mas lendo agr q a febre já passou, acho q dá pra dizer q ele é essencialmente uma história sobre o que acontece quando vc começa um relacionamento estando (ou junto com alguém) mal resolvido com o anterior. Passados os pormenores juvenis de “eu gosto dela, mas n sei se ela sente o mesmo”, o mangá vira uma história sobre relacionamentos amadurecendo, e quando um começa a desmoronar, vc consegue ver como as coisas chegaram ao fim, mesmo ficando triste pelos protagonistas. É bem verdade q alguns poderiam ser resumidos, alguns mal entendidos poderiam ser cortados, e alguns arcos finais de SEQUESTRO poderiam nem existir (seria daqui q surgiu a tara da autora em fazer final ruim?), mas na maioria das vezes a escolha do q fazer é realmente difícil.

    Surpreendentemente o triângulo amoroso é bom. Tem aqueles clichês no começo, mas o rumo q as coisas tomam faz com q seja compreensível ver essas pessoas tão inclinadas a abrir mão da própria felicidade pra n fazer o outro sofrer. Mas tomar essa decisão unilateralmente faz o outro sofrer, e por aí vai… Gosto que na reta final a autora não esquece qual casal tava sendo desenvolvido (#farpas), e faz o protagonista mandar a real sobre a relação q ele tava insistindo com a guria errada. A cena deles terminando é bem dolorosa, mas é um dos pontos altos do mangá. 

    Além do Seiji, da Yuki (Best girl) e da Shou (a q só se fode), o mangá ainda tem um bom elenco de personagens. Nenhum deles tem uma jornada em paralelo, mas só de ver eles interagindo com os principais, seja ajudando ou só complicando a situação, faz com q as coisas ainda tenha a sua leveza no final de cada cap. Mas lendo GE depois de DK, dá pra ver como a autora melhorou em caracterização de secundários…
    Quanto ao final, q o Luki disse não ser bom, eu concordo. (E vou além e faço um apelo: Kei Sasuga, pare de forçar finais onde os protagonistas dizem o nome do mangá. Vc não consegue fazer isso sem ficar forçado).Ele não é desastroso como o final de DomeKano, mas ele tem vários dos erros q seriam acentuados depois.E o principal deles é dar um arco cujas consequências seriam altas demais: GE é um mangá de romance e cotidiano. E mangá de romance e cotidiano se constrói com desenvolvimento, não com “eventos q vão mudar tudo, mas só acontecem aos 40 do segundo tempo”. Não q os conflitos não tivessem a ver com os traumas da personagem, mas eles poderiam ser trabalhados de forma mais gradual e orgânica, tipo sla…. Na vida real. Mesmo q houvesse algum foreshadowing aqui e ali, soa mais como se autora quisesse empatar a foda do casal do q qualquer outra coisa.Dito isso, vou cantar uma bola aqui: a página final de Good Ending é A MELHOR PÁGINA FINAL DE UM ROMANCE EVER. o cap final nem é lá tanta coisa, mas a página final realmente me fez chorar. 

    No mais tem coisa q eu acho q podia ser melhor escrita, mas o principal ainda é uma história sólida. Ele tem um ponto alto bem claro, mas ele soube trabalhar bem o q fazer depois disso para que a experiência não se esgotasse. N sei se eu chego a recomendar GE pelos excessos q eu citei mais cedo, mas se alguém ler e quiser conversar sobre, tô me candidatando aqui.

    nota pessoal: 7
    (ps: nossa como é gostoso voltar a comentar por aqui)

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