Mangá² #277 – Chainsaw Man

Sejam bem-vindos ao episódio 277 do Mangá², o podcast semanal de mangás mais hipster pretensioso do mundo.


Neste programa,  Judeu AteuEstranho, Izzo (Dentro da Chaminé) e Luki fazem mais um mangá enquadrado, desta vez analisando o sucesso, imprevisível, raso e profundo, complexo battle-shounen-bobo-seinenzão-psicológico, segundo mangá de Tatsuki Fujimoto: Chainsaw Man.

Neste programa, damos nossa impressão sobre a obra, o que ela faz bem, no que ela falha, analisamos personagens, metáforas, simbolismos, e comentamos o porquê de gostarmos tanto dela! Tudo isso com spoilers!

Contato: contato@aoquadra.do

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Cronologia do episódio
(00:20) Chainsaw Man
(1:25:00) Leitura de e-mails
(1:32:30) Recomendação da Semana – Kusuriya no Hitorigoto

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10 comentários

  1. Assim como FirePunch, Chainsaw man teve esse final bem agridoce, mas foi uma obra que me deu varias emoções diferentes, alguns dos pontos fortes da obra pra mim são o apego que conseguirmos ter com o núcleo principal, o senso de perigo que tem a cada hora que personagens morrem, os momentos totalmente sem sentindo, como a cena do tubarão contra o bebe tornado kkk, eu gostei muito dessa obra, ela até diminui o tamanho de algumas obras atuais da jump que são parecidas. eu ACHO que eu li por recomendação de vocês, então OBRIGADO

  2. Acho o personagem da Makima maravilhosamente bem escrito, mas o meu amor pelos outros personagens da obra me fez odiar esse demônio. Eu gostava da Himeno, q na minha interpretação morreu tb por ações da Makima, depois me apaixonei pela Reze BAAAM, dps pela Quanxi BAAAM, q relacionamento fofo entre o Aki e o Angel BAAAM BAAAM, pelo menos ainda tem a power BAAAM

    Cheguei nos semanais muito próximo ao fim da obra e acompanhar a Makima foder com a vida de quem eu amo em sequência foi uma experiência inesquecível

    Acho q temática do abraço interessante, pensei q só lembro da Makima dar abraços e nunca dela receber, o abraço em grande parte é uma ação de se doar, dar carinho, sentir “pena” e ver q o outro precisa de você. A Makima pode controlar qlqr ser q ela vê como inferior a si mesma, mas em grande parte todo mundo tb vê a Makima como superior, como alguém q n precisa de ajuda, super forte, sabe de tudo, n demonstra fraqueza e logo não precisaria de abraço

    Enfim muito blablabla quando a única interpretação possível de chainsawman é “what no pussy does to a motherfucker”

  3. Sobre a coisa da horniness no começo do mangá, o Denji desesperado pra transar, toda vida que eu penso nesse elemento da história só consigo lembrar de um tweet do Richard Dawkins, uma das coisas mais não-intencionalmente engraçadas de todos os tempos: “Saw a down-and-out in Seattle last night. His sign said not “I need food” or “I need a job” but “I need a fat bitch”. What could this mean?”

    Eu falei nos comentários do enquadrado de Fire Punch que eu tinha um grande pé atrás com o mangá, achava que ele se divertia demais com as tragédias nojentas e em geral botava menos fé que parecia na possibilidade de conexão humana. Acho que Chainsaw Man resolve esses problemas tão bem quanto eu poderia torcer. Diferente da relação entre o Agni e o Togata, que é cortada tão perto da raiz e não é comparável com mais nada no mangá, o trio Denji, Power e Aki é desenvolvido a longo prazo tão bem. Você vê eles lentamente mudando um ao outro, lentamente se tornando pessoas mais felizes e melhores em grupo. A eventual morte deles bate muito mais forte em mim emocionalmente, que me investi naquela relação firme por tanto tempo, e eu acho tão forte ver o Denji se reerguer minimamente depois desse trauma gigante. Excelente mangá. Sofre talvez mais do que Fire Punch da necessidade do Fujimoto de fazer lutinha cool (logo depois da morte da Power teve tipo um mês de lutinha extremamente entediante), mas fora isso sem grandes críticas.

  4. Outro dos pontos que eu consideraria um dos principais de Chainsaw Man é a ignorância e como isso nos afeta na relação com outras pessoas. Isso nos é dito diretamente pela Quanxi e depois pelo Denji no capítulo do banho. A Quanxi gostava de uma repórter até descobrir que ela mentia sobre a idade. Ser menos ignorante quanto àquela pessoa fez a Quanxi desgostar dela. O Denji, apesar de desejar ser normal, era super ignorante (ele nunca ao menos tinha ouvido falar do Gun Devil, o que é um pouco estranho) quanto ao que significava “ser normal”.

    Logo após o arco dos assassinos internacionais, o Denji percebe o quanto o Aki e a Power importam pra ele e recusa a viagem com a Makima pra ficar com eles. O capítulo do banho é marcante por tudo o que vocês falaram no podcast, mas também no final, o Denji aceita que tem coisas que ele precisa saber, e tem coisas que ele não precisa saber. E simplesmente confia no Pochita e decide que não quer saber o que tem atrás da porta. Até que ele fica traumatizado pela batalha da bola de neve.

    Nesse momento, a Makima aparece e ele confessa que quer ser um cachorro, pois pensar por si próprio é complicado, e “se ele nunca tivesse conhecido o Aki, ele não ia se sentir tão merda agora”. Ele tinha uma vida super bosta e ignorante, mas era feliz tendo o Pochita do seu lado. e quando passou a conhecer mais do mundo, conheceu muitas coisas boas de fato, mas também teve que lidar com o que tem de pior. Acho que aí entra o que foi falado de “sofrer é normal”. É bem simbólico ele abrir a porta ao comando da Makima, depois de ter dito que não ia.

    É ruim não termos conhecimento, mas conhecimento demais talvez seja ruim? Ainda ilustrando isso temos o Halloween. Cosmo joga na cara da Santa Claus que ela se gabava por ter conseguido o poder do Darkness Devil e “ter entendido tudo”, quando na verdade o que ela conhece não preencheria uma única página de um livro daquela biblioteca (que fala foda aliás), e a Santa Claus acaba derrotada literalmente ficando insana por ter todo o conhecimento do universo.

    O outro exemplo é o irmão mais novo dos americano (o que vomita). Ele finge ser o Kurose (o cara da cicatriz horizontal em cima do nariz) num capítulo que leva justamente o nome Yutaro Kurose. Ele conhece um pouco da vida do Kurose, seus amigos, familiares e a namorada, e fica se culpando por tudo, até também ficar meio louco e começar a caminhar por ai falando “sou imortal”. No fim do arco, a gente não sabe se ele acabou atingido pelo poder da Cosmo ou se ele só ficou louco mesmo. Eu espero ver ele de novo na segunda parte.

    E acho que tudo isso acaba refletindo no jeito do Fujimoto de contar histórias. Na maior parte do tempo nós estamos vendo as coisas do ponto de vista do Denji, então faz sentido que muitas coisas não tenham explicação. Como realmente funcionavam todos os poderes da Makima? Ah, foda-se acho, ela já se foi mesmo. Ele pode explicar algumas coisas na segunda parte, mas eu não sei se isso vai acontecer mesmo, considerando como Fire Punch foi. Vocês chegaram à conclusão que esse mangá podia acabar ali mesmo e tudo bem mostra que a gente realmente não precisa saber tudo.

    Eu comentei no podcast de FP sobre os finais do Fujimoto e isso se mantém verdade em Chainsaw Man. 30 capítulos diretos chorando de tristeza (com um dos capítulos mais engraçados da história dos mangás no meio, aquele mesmo do hambúrguer) pra no final derrubar uma lágrima de felicidade. Também comentei que FP tinha se tornado um dos meus favoritos da vida, e CSM seguiu atrás, mas enquanto FP ta por ai no meu Top 5, CSM ta la pro final do meu Top 10 mangás favoritos.

  5. As perguntas que eu tinha foram respondidas no podcast, eu ia apenas comentar para reclamar da falta de Reze mas o episódio foi salvo no último minuto.

    Uma coisa que eu posso comentar é sobre o filme que o Denji assiste com a Makima.
    Aparentemente é um filme real, “Ballad of a Soldier” de 1959. Um filme russo sobre a guerra, sobre um soldado que pelos seus feitos em batalha recebe uma folga de uma semana para voltar para sua vila e visitar a família. Só que o tempo que demora para ir e voltar é tanto que ele acaba podendo ficar apenas por alguns minutos e a maior parte é procurando a mãe para poder vê-la. A cena em que a Makima chora é quando a mãe consegue alcançar o filho que já estava no carro para ir embora.
    Essa cena fica mais interessante pelo que foi comentado sobre abraços, e podemos considerar que o contexto também é tão importante quanto o abraço? Será que a Makima se identifica como o soldado? Ela se vê em uma guerra que não acaba, que ela queria vencer essa guerra para poder voltar para sua vila abraçar sua mãe?
    Isso e o detalhe que é outro plot hole porque pelo que entendemos a Grande Guerra Patriótica não aconteceu no mundo dessa história.

    • pelo que vc disse do filme(que eu não conheço vou olhar depois) não precisa de guerra, o fato de que o soldado do filme não ter direito de desfrutar de uma vida fora da profissão exceto por alguns minutos é perfeito com o tematica do mangá

  6. Esses tempos eu li uma visual novel BL (Slow Damage, não taque no google) que tinha uns paralelos engraçados com chainsaw man. Não dá pra detalhar porque o treco não saiu em inglês ainda e se algum conhecido me ver soltando spoiler vai acabar com a amizade, mas ambos é um caso de protagonista sem rumo na vida e apesar da personalidade ser completamente diferente, passam por um desenvolvimento similar. É interessante ver como deram bastante liberdade do pro Fujimoto dar a loka e usar os temas que ele bem entende contanto que tivesse uma base mais shounen, acho que isso fez o trabalho dele bem distintivo, por mais que ainda entre na categoria mais típica que vocês mencionaram.
    A maior questão pra mim na parte dois é: a galera que a Makima transformou em cachorro vai seguir sendo cachorro?

  7. O ponto de como o mangá trata as mulheres eu considerei que o autor usou o kishotenketsu mas ao invês de tratar de um inimigo mais forte, ser sobre as relações humanas(não só com mulheres) que ele tá aprendendo do zero
    A power ele tá aprendendo o toque humano(lembram que ele se decepciona pq não saber o que é sentir tesão)
    A mina caolha antes de morrer se torna a primeira amizade humana do Denji
    A rese o primeiro amor
    E no arco final temos a evolução de que o denji ganha uma familia apenas para perde-la

  8. Uma coisa que notei é que todos os demonios tem um sonho, mas que é inalcançavel pelo msm natureza do medo dos demonios

    Angel não queria que pessoas morressem por ser o medo do pósvida
    o Boneca queria ser humano e por isso trocava corpos
    A Makima queria alguem que não podia controlar]
    A power acho nessa interpretação a mais bizarra e soa incrivel: ela seria o medo da menarca e o unico sonho dela é ser uma criança

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