Mangá² #269 – Sistema de Poderes

Sejam bem-vindos ao episódio 269 do Mangá², o podcast semanal de mangás mais poderoso do mundo.


Neste programa,  Judeu AteuEstranho e Izzo (Dentro da Chaminé) fazem um quadro clássico, do tipo que não faziam há muito tempo, porque neste episódio conversamos e tentamos entender qual é o papel narrativo dos sistemas de poderes nos mangás. Nen, Chackra, Ki, Akuma no Mi, todo battle shounen de respeito possui uma forma de organizar as regras do universo no que tange poderes… e a gente conversou sobre isso. 

Contato: contato@aoquadra.do

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Cronologia do episódio
(00:20) Sistema de Poderes
(52:20) Leitura de e-mails
(58:30) Recomendação da Semana – Malagueta

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12 comentários

  1. Me vejo obrigado a fazer esse comentário elogiando os Stands de Jojo.
    Jojo começou com o hamon que era basicamente um Ki pra matar vampiro mas já na parte 2 estava muito limitado (melhor nem falar do hamon de bolha do Caesar).
    O Stand vem na parte 3 pra solucionar isso, tem a explicação base de ser “uma manifestação da alma ” e as regras especificas variam de personagem pra personagem então isso permite criar poderes únicos toda vez. Tipo algumas lógicas e formatos do stand podem repetir e são mais ou menos consistentes com o lance de se o stand é forte tem curto alcance, se é fraco tem alcance longo (ai o stand pode ser autônomo que usuário não controla, stand que é um hominho que da soco, stand que é vistivel etc) mas o poder em si é um conceito novo. Um exemplo disso é o pet shop na parte 3 que tem o poder de tacar gelo e só, mas revisitando essa ideia de “congelar” na parte 5, tem o White Album que é um stand que tem o poder de abaixar a temperatura a -100ºC em tudo que toca, que é muito parecido mas a especificidade de abaixar a temperatura faz com que por exemplo ao tocar uma arma o disparo não funciona (pq não da tempo de gerar uma chama pra disparar a munição) e ai a luta vai explorar esse tipo de coisa e no final das contas vai ser totalmente diferente da luta contra o pet shop na parte 3.
    Os Stands não são super importantes pra historia como um todo (não é igual one piece que existe busca e catalogação de akuma no mi e coisas do tipo) mas os stands acabam sendo muito importantes nos temas e caracterização dos personagens. Por exemplo o Josuke, que é o delinquente de bom coração, tem o poder de curar pessoas. O que é completo oposto do kira que parece um salaryman qualquer, mas na verdade é um serial killer com o poder de explodir as pessoas, ai no final quando os dois se confrontam o Josuke consegue anular o poder do kira. Tem uma ou outra forçada de barra pra esse embate funcionar mas funciona muito bem com os temas da historia.

    Os Stands também permitem o autor roubar pra caralho. O exemplo maior é o D4C (que é um dos melhores stands, então se não quiserem spoilers pulem esse parágrafo) que é apresentado em uma das sequências mais absolutamente incompreensíveis já colocadas em uma mangá, pq o poder dele inicialmente consegue que pessoas de dimensões diferentes consigam fazer um mesmo fato/ação, e isso segue por uns 5 ou 6 capítulos formando meio que uma situação de um efeito rashomon multidimensional (ou talvez não, não tenho certeza) mas ai quando tem a luta seguinte a esse evento (eventos?) uns 2 ou 3 capítulos depois o poder meio que foi nerfado pra algo minimamente “escrevivel” pra gerar lutas. Da pra usar mais ou menos a mesma explicação do D4C nos dois casos, mas o Araki roubou MUITO.

    Stands são legais 👍

  2. Um sistema de poder que é interessante de comentar é o Reiki de YuYu Hakusho pq ele é a versão beta do nen mas meio que é a junção de Ki com stand pq cada um tem o seu poder único mas tem que treinar pra deixar ele mais forte como em dragon ball. Isso sem contar a saga do Sensui que aparece aqueles poderes de territórios que é o togashi descaradamente fazendo stands, tem até limite de alcance.
    Percebe-se como o togashi gosta de stand quando ele cria a categoria de especialização do nen que é basicamente ter um stand.

  3. Ok, ultimo comentário.
    Existem uns 3 ou 4 stands automáticos em jojo que funcionam depois da morte e em Hunter x Hunter tem todo o aspecto do nen pós morte, de como fica muito mais forte depois da pessoa morrer (e que o togashi esta mostrando como isso pode ser over power no arco atual do barco).
    O Jujutsu kaisen tem um sistema de poder inteiro baseado nisso, as maldições que eles enfrentam são de pessoas que morreram com algum sentimento negativo. Os feiticeiros utilizam essa energia que vem dos sentimentos negativos mas tem uma preocupação constante de morrerem e deixarem uma maldição pra trás por causa disso. Eu parei o mangá pq não tava entendendo lendo semanal mas agora estou vendo o anime, é um sistema de poder bem legal e tem uns poderes top.

  4. Meu deus do céu as músicas desse podcast são maravilhosas, bem que vcs poderiam deixa o link delas no twitter.
    Agora sobre o tema em específico, tem um tipo de poderes que no mínimo é curioso, os das batalhas indiretas, na qual o personagem é passivo na ação do confronto, a exemplo de pokémon, esse por si só tem seu próprio sistema típico de monstro vs monstro, mas indo mais longe tem-se animes como Beyblade, Bakugan ou uma certa franquia de trens 👀, onde os maluco basicamente ganha no grito e fodasse, até tentam fingir um estratégia aqui e ali, mas no fim, o pião dos outros pode ser qualquer poderzinho que no fim vence quem tem mais corda vocal.

  5. Então, eu tava vendo um vídeo sobre Dragon Ball e achei interessante que a pessoa explicou que o sistema de poder é importante até o ponto de que você tem que dar contexto para o leitor ficar imerso. Só no caso de Chainsaw Man tem o fato que os demônios tem poder na base no medo. Por isso lá existe um padrão de demônios mais nunca terem seus poderes explicados direito e fazerem coisas estranhas (Makima, Escuridão ou até mesmo Arma matar pessoas sem um padrão compreensível), por que eles tem que ser assustadores. É similar como em Fate tem um padrão de que magias mais velhas são mais fortes, porque magia pega força do Mistério, então estava muito mais forte nas épocas em que as pessoas não sabiam explicar coisas sobre o mundo.

  6. Eu não sei se isso pode ser, de fato, um Sistema de Poder, mas, levando em conta que sim, um “Sistema” que eu gosto, principalmente pela forma como ele é utilizado nas lutas e na trama, é o “”Metagame” de Log Horizon, que é um Isekai “de Videogame”.

    Eu gosto dele pois os personagens tem que reaprender a jogar o jogo do zero com a nova “perspectiva” de mundo, redescobrindo mecânicas e sistemas de jogo para não só serem utilizados em batalhas mas como em momentos dramáticos, em como utilizar classes e subclasses de maneira eficiente, golpes combinados e se aproveitar de itens OP ou buffs roubados.
    Existem vários isekais que tem “aspectos” de mmorpg mas utilizam apenas como superfície estética, Log Horizon é full mmorpg e ele bebe de varias fontes de jogos desse gênero.

    Quando vocês falaram de sistemas “não robustos”, veio na minha cabeça o COSMO de CDZ, que só se utiliza da ideia de uma “energia interna que é capaz de manipular átomos e criar qualquer coisa” para justificar os poderes, aí veio o Omega, que categoriza os poderes de forma Elementar, tipo avatar, e os fãs odiaram falando que ficou muito “Pokemon”.

    Tem um tipo de obra que o sistema de poder é muito doido, que são os mangás de esportes com poderzinho, como é que eles explicam aquilo, o esporte representado é tão dramatizado que o autor tem que criar golpes especiais para todos alí.

  7. Eu gosto do sistema de poderes de naruto e como funciona cada jutsu, mas no fim vira luta de megazord

    Acho que o melhor mesmo é o nen de HxH , por que meio que da pra criar qualquer tipo de poder usando as regras do nen, mas ao mesmo tempo não é um negocio quebrado

  8. Eu concordo mt com o comentário do rauzi, é uma representatividade absurdamente frustrante. Dps de ler eu pensei se é devido o crédito, sabe?

    Por exemplo, eu tinha me incomodado um pouco disso do mangá não falar logo que o Toma é gay e gosta do Tai, indo sempre de uma forma oblíqua. Porém, quando eu estava me descobrindo bi foi um pouco assim, eu não falava sobre de forma direta e quase sempre em ‘enigmas’, já que eu não queria que a glr soubesse que eu sentia atração por homens, então, toda essa relutância do Toma em dizer em voz alta isso, acabou sendo traduzida na própria narrativa do mangá. Então, eu achei bacana e até me relacionei mt bem com isso… até o final. Porra, dps que o Toma contou, podia mt bem ser mais direito, AINDA MAIS que a gnt descobre que ele termina com o Tai. Porra, parte da temática não é essa suposta diferença entre amizade e amor romântica? O Tai descobriu que ama o melhor amigo, então??? É como se METADE do mangá fosse simplesmente cortado, como se uma parte substancial não existisse (inclusive, uma parte que o próprio mangá inseriu, já que o final da praia seria bem satisfatório)

    Em relação ao polêmico capítulo 44, primeiro que eu me senti ofendido num nível pessoal; segundo, que é mt mt mal escrito, ainda mais vendo num todo. Tipo, eu tentei ler com calma e dar o benefício da dúvida, tipo, no geral, o Yankee 1 só queria proteger o amigo dele e fazer com que a glr abaixasse o tom mais agressivo, já que todos eram amigos e estavam numa sala e num momento mais pessoal, mas aí o cara compara ESSE MOMENTO, lembrando que a glr deixa o Yankee 2 falar sua posição, com um cara homofóbico indo surrrar o amigo? enfim, é um discurso incoerente e ok até certo ponto (pessoas são incoerentes, ainda mais adolescentes), mas o mangá refuta isso mt no macro e pouco no micro, o que leva ao segundo ponto, que é gatilho absurdo e um assunto mt mt delicado, foi desenvolvido da forma mais preguiçosa possível… Não citaram isso anteriormente e nem depois, não aprofundaram nem nada, ficou só uma parada completamente deslocada de TUDO, de tom à narrativa.

    Apesar do comentário um pouco frustrado dms e chei de ódio, foi ótimo ler o mangá, é mt reconfortante, amei acompanhar os personagens e a relação entre eles, todos são super reais e profundos. E, né, concordo com todos os pontos positivos; a arte é excelente e sabe captar esse mundo real e como os personagens sentem; a mami é INCRÍVEL de boa e o Toma já é meu husbando. Além disso, como o Luki disse, o mangá aborda mt esse papel social do ‘eu’ e do ‘outro’, e sinto que entra mt a ‘projeção’, vários momentos os person tão projetando os próprios desejos, defeitos nos outros, o que junta com a temática da: responsabilidade. vc é responsável por como se expressa e age e não é responsável pelo que outro vai fazer ou não, então essa projeção sempre foi um jeito dos personagens empurrarem essa responsa pror outros

    enfim, desculpa pelo comentário grande, empolguei

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