Mangá² #248 – Você, mangás e símbolos

Sejam bem-vindos ao episódio 248 do Mangá², o podcast semanal de mangás que é um símbolo de qualidade


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho, Pachi (do Blymecast) e Izzo (Dentro da Chaminé) comentam sobre a símbolos no mundos dos mangás e nossa relação com eles. Suásticas, manjis, sóis nascentes e bandeiras imperialistas, como reagimos e como deveríamos nos comportar quando encontramos símbolos polêmicos nos quadrinhos?

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Cronologia do episódio
(00:20) Você, mangás e… Símbolos
(48:00) Leitura de Emails
(1:04:30) Recomendação da Semana – Shimanami Tasogare

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9 comentários

  1. Só uma correção mas a Tanya e Youjo Senki não é da segunda guerra e nazismo não, é focado na primeira guerra, incluindo elementos da época mas não propriamente nazista já que hitler sequer existia. O próprio Carlo Zen (o autor) fica puto que chamam a Tanya de “loli nazi” e que associam com nazismo quando ele focou na alemanha da primeira guerra. Aqui a parte da entrevista do ANN com ele em que fala sobre isso:

    There is also the issue of people in different countries having different recollections of the World Wars, which affects how they perceive The Saga of Tanya the Evil in turn. Carlo Zen stressed that although The Saga of Tanya the Evil incorporates elements from World War II, he deliberately chose not to include references to Nazism.

    “On a gut level, I hate Nazis. It wouldn’t do to write a story that shows Nazis doing cool things. If Nazis were in the story, it would make the question of which side is pure evil much more straightforward, but a story about a genocidal war would have to be handled with sensitivity. The Empire in this story is based on a what-if scenario where the German empire unified under the Großdeutsche Lösung (“Greater German solution”), so that all German-speaking peoples came together under one state. If peace had managed to continue throughout the 1910s and war broke out later, during the years between World War I and World War II, how would things be different? In that scenario, there wouldn’t be any room for a demagogue like Hitler to come into power. ”

    It is for this reason that Carlo Zen does not like the term “loli nazi,” which he has seen the English-speaking audience use to describe Tanya. “When I see the term, I think, ‘Hmm, that’s strange. How come they think so?’ She’s certainly not a hero, but she’s not that kind of evil. Ultimately, she’s a pragmatist.”

    https://www.animenewsnetwork.com/interview/2019-06-08/the-saga-of-tanya-the-evil-author-carlo-zen-and-english-translator-emily-balistrieri/.146974

  2. Essa discussão foi muito mais pro lado de “como adaptar obras estrangeiras” do que “como devemos lidar com símbolos em obras”, mas sinceramente nem sei se dá para desassociar essas duas coisas já que não somos o público alvo. Partindo pra essa lado de adaptação, acho que volta aquela velha discussão, “devemos manter a obra do jeito que foi feita e explicar tudo em nota de rodapé ou mudar algumas coisas para que o sentido original se mantenha?”, particularmente a segunda opção me parece a mais correta, já para o Judeu Ateu como um autor protecionista, tudo que ele fez é MUITO importante e deve-se manter como foi feito, ignorando o fato de que se sua obra está sendo publicada até na mongólia é porque você fez sucesso tão estrondoso a ponto de eles notarem.

  3. Finalmente tomei coragem de ler Ashita no Joe e foi graças ao Re:En²… Fui lendo 4 volumes, ouvindo os programas e foi uma experiência bem enriquecedora. Sem dúvida, um dos melhores mangás que li recentemente e as discussões de vocês contribuíram bastante para dar mais valor ao que estava lendo. Eu gostaria de fazer o mesmo com Banana Fish, mas não encontro lugar nenhum para ler em português. Não consigo ler bem em inglês. Acho que os próximos mangás para o quadro poderiam levar em consideração se existe a obra disponível para todo mundo acompanhar com vocês. Tipo, Akatsuki no Yona, que vai ser o próximo que vou ler acompanhando os podcasts… Infelizmente, Banana Fish vou ter que passar, por não ter onde ler.

    • Infelizmente não consegui achar em português também (mesmo Ashita no Joe só terminei em inglês).

      Valeu eu arriscar a leitura apesar da barreira da língua, o problema são mais em alguns diálogos políticos longos (alguns são dispensáveis e honestasmente pularia)

  4. Esqueci de falar mas em relação ao Manji, eu tenho uma opinião diferente da de vocês. Eu não acho que o símbolo deveria ser mudado de nenhuma forma em nenhuma mídia e em nenhum país. O símbolo do manji é usado em toda a Ásia (não só no Japão) por séculos e o símbolo em si não tem nada a ver com o absurdo que foi Hitler pegar e modificar pra si, é apenas usado pra templos e pra professar a fé.

    Em vez de ser algo mudado ou censurado, eu acredito que algo muito mais positivo seria ensinar nas escolas e em outros meios no ocidente (matérias na TV, documentários, vídeos, etc) sobre o símbolo e diferenciar ele da suástica nazista, explicando as histórias de ambos. Com isso, eu acredito que o símbolo não só pode ser mais usado como mais pessoas vão saber diferenciar e tudo mais.

  5. Muito bom esse episodio, me fez refletir sobre varias coisas que nunca tinha imaginado.

    O negocio do manjin e da suástica, lembro que aqui no brasil teve um dublador que deu uma entrevista dizendo que yuyu hakusho quase foi cancelado aqui no brasil devido ao fato do dono da emisora ser judeu e ter ficado pessoalmente ofendido com um personagem que tinha um manji na testa, felizmente deram um jeito de apagar o simbolo da testa do personagem.

    Outro caso que me lembro é o do neji do naruto onde o selo dos Hyugas é um manjin no mangá mas no anime mudaram pra um X

    Em Bleach durante o arco dos fullbrings o ichigo ganha um poder novo que tem o formato de um manji , no anime eles mudaram o formato pra uma especie de shuriken

    Só uma correção o anime da Tanya é baseado na primeira guerra mundial, o propio autor da obra fica puto quando falam que ela é nazista

    Sobre shingeki eu pessoalmente não vejo essa mensagem de que os nazistas eram bons como alguns falam, levando em conta que o protagonista e seus amigos que são os herois da historia são o lado judeu da coisa

    O negocio da bandeira imperial eu só fiquei sabendo por causa da treta que rolou por causa do kimetsu no yaba, ironicamente sempre aparece essa bandeira em documentários e afins sobre o japão aqui na tv brasileira

    Eu pessoalmente acredito que a melhor solução seja informar o povo pra que ele entenda a diferença dos símbolos e o que eles represemtam, mas é claro que é muito mais pratico só mudar o simbolo e evitar uma dor de cabeça

  6. Discussão interessante.

    É bem errado mesmo o nazista na parte 2 de jojo, ele tem o final de um grande herói honrado(!!!), é muito sem noção. Mas o hirohiko Araki foi ficando cada vez mais consciente conforme ele vai fazendo jojo e algumas coisas vão melhorando progressivamente. Por exemplo na parte 7 tem uma visão critica sobre a aristocracia britânica do século XIX, que é totalmente reverso a visão pueril e romatizada da parte 1. Outro exemplo é representação feminina, que era ruim nas primeiras partes mas na parte 6,7 e 8 já ta bem melhor (principalmente a 6 que é bem impressionante de ter saído na shonen jump).
    Mais de 30 anos fazendo mangá tem que valer de alguma coisa.

    Outra coisa que esqueceram de falar foi que além do manji, o Hitler estragou o bigode do Charles Chaplin para sempre, é indissociável, virou o bigode do Hitler.

    • Eu discordo completamente com a ideia de que a discussão seja de alguma forma “roubar lugar de fala” dos países orientais que sofreram o abuso do Japão. Afinal, o Brasil em si não tem tem uma história de opressão contra esses países, o máximo que existe é opressão social contra essaa populações DENTRO do Brasil, mas não vejo como essa discussão se conecta com o tema do episódio, então realmente não vejo essa questão de “roubar o lugar de fala” se aplicando.

  7. Pra mim a bandeira do sol nascente só deve aparecer em meio a chamas virando cinzas.
    Pessoal parece esquecer, mas Japão se tornou imperialista de modo agressivo desde o reino Meiji. Aquela bandeira era o símbolo oficial da guerra. O Japão entrou em guerra com os vizinhos bem antes da Segunda Guerra.Taiwan foi invadido em 1895, ainda no século 19! O Japão massacrou os vizinhos por 50 anos.
    Então sim, aquele símbolo deve ser repudiado como a suástica ou até mais. Japão não era a Alemanha Nazista, era pior.
    Essa bandeira só pode ser usada unicamente com más intenções.

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