Mangá² #243 – Opiniões Impopulares 2

Sejam bem-vindos ao episódio 243 do Mangá², o seu ainda mais impopular podcast semanal sobre mangás.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho, Luki, Nintakun e Izzo (Dentro da Chaminé) preparam suas iscas para falar mais uma vez sobre suas opiniões impopulares no mundo dos mangás.

Fazendo um programa para descontrair, conversamos sobre as opiniões que cada participante possui que são mais contrárias ao senso comum, ao bom gosto e às opiniões dos outros participantes. E você, qual sua opinião impopular?

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Cronologia do episódio
(00:00:24) Opiniões Impopulares 2
(00:59:00) Leitura de Emails
(01:05:30) Recomendação da Semana – Otome Monster Caramelize

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

19 comentários

  1. nossa, como eu tava ansioso por isso. Quero terminar esse episódio com o sangue fervendo de raiva!

    E, mais uma vez, parabéns pelo trabalho. Ouço podcasts sobre mangás/animes há uns 5 anos, e o AoQuadrado continua sendo o melhor.

    • agora é hora do guguliberal vomitar suas opiniões de merda. Leia por sua conta e risco.

      #1: Bleach sempre, SEMPRE, foi um lixo. Eu só vi até o arco do resgate da Rukia, e não tenho como mensurar a capacidade do Kubo de piorar o mangá. Mas putaquepariu, que merda esse arco. Ele consegue ser pior que tudo que Fairy Tail já foi.

      Com exceção da Rukia, todos os personagens são cascas vazias, e suas interações não são nem um pouco orgânicas. Os protagonistas não possuem química nenhuma do início ao fim do arco.

      E as batalhas são extremamente decepcionantes e anti-climáticas. São horas esperando os personagens mostrarem suas bankais, para que o combate seja curto, sem impacto e previsível. Vários capitães da Soul Society já parecem completamente inúteis logo na primeira vez que liberam suas espadas, e pra uma história cujo atrativo é “mostrar espadas daora”, Bleach falha miseravelmente.

      e quanto ao Ichigo, putaquepariu. Com um protagonista desses, não tem como nada ser minimamente decente.

      Não importa o quanto Bleach piore. O Arco da Soul Society continua sendo terrível.

  2. Bom, como falaram que a parte 7 era o consenso de ser a melhor, pra mim é a pior parte, não gosto dos poderes, que conseguem ser mais arte moderna e sem regras do que Bleach no ultimo arco e os personagens conseguem ter menos personalidade que a parte 5(que também é péssima), a unica coisa boa são as corridas.

    E o ouro de Ghost in the Shell não esta no mangá e nem no filme de 95, e sim no anime serializado feito nos anos ’00.

    • No fundo gosto mais da parte 2 pelo anime, mas mangá-wise eu tenho que concordar com os que defendem que a 7 é melhor no geral, até porque a maioria dos poderes tem efeitos similares de outros mas com algum twist, mesmo Spin não é muito diferente na dinâmica que Hamon foi.

      Quanto a Ghost in the Shell eu não concordo porque consegui apreciar o filme como experiência curta que tem seus momentos filosóficos e uma parte ou outra de diálogos maçantes que dava pra relevar

      Mas no anime Stand Alone Complex a dose de diálogos maçantes desnecessariamente confusos e cheio de siglas e termos políticos recorrendo por um total de 26 episódios culminando na cena pedante da biblioteca me deu um amargo que não era possível em 2 horas de filme.

  3. Depois de ouvir o episódio só queria dizer que essa é a deixa pra um Consertando Shingeki. O nível de potencial do capítulo 1 ainda me faz questionar que tipo de mangá seria nas mãos de um melhor escritor.

  4. Seria trapaça ver o anime de banana fish pro renquadrado?

    E vai sair Devilman pela editora de madoka, seria interesante um podcast sobre quando sairem todos os volumes

    toriko o final foi uma merda mesmo

    Black clover o inicio é um catalogo de cliches, mas depois que o mangá conseguiu se estabilizar na shonen jump o autor começou a trabalhar melhor a historia deixando de ser um shonen de porrada genérico, uma coisa que afastas muita gente tambem é o animo horroroso que fizeram, talves se tivesse um anime decente como boku no hero as pessoas dariam uma chanse maior pra black clover

    samurai 8 eu estou curtindo ate o momento, mas vejo um exagerado em cima desse mangá puramente por ser do kishimoto

  5. Eu AMO o episódio de opiniões impopulares, não cobrei uma sequência porque depois de 4 anos achei que já não era o caso.

    Destaque pro Judeu que parece ter aberto o meu My Anime List e se questionado; “o que será que vai deixar essa maluco puto?”. Mas defendeu Haikyuu, então tudo certo.

  6. Ótimo programa! Há anos desejava por mais uma parte deste tema, mas como nunca rolou já tinha desistido de esperá-lo ressurgir. Mas veio, e veio com força, sendo um dos programas mais divertidos que me lembro de ter ouvido até hoje. Adoro ver o pessoal jogar alguma opinião estranha, me sentir tocado por aquilo e logo poder ouvir alguém tendo uma reação similar, gerando discussões um tanto acaloradas, mas ainda assim respeitosas e inteligentes.

    Espero que uma terceira parte surja mais pra frente! Quem sabe pode se tornar um quadro que apareça quando as coisas estiverem apertadas no cronograma de vocês, sendo algo mais simples de produzir.

    Já sobre minhas opiniões impopulares (caso alguém fique perdido, leiam sempre a descrição de cada podcast), deixo aqui estas singelas cinco:

    1 – De todas as obras que já li de Junji Ito, NENHUMA foi além de: “bacana”. Nada me surpreendeu bastante, num nível das melhores recomendações do Ao Quadrado. Portanto, não o considero um grande roteirista, apenas reconhecendo suas habilidades com desenhos aterrorizantes.

    2 – Yokohama Kaidashi Kikou é ótimo até o penúltimo volume. Nos dois últimos a história dá uma acelerada totalmente desnecessária e se encerra de forma super sem graça. Portanto, não o considero a obra slice of life/iyashikei suprema.

    3 – Tirando Solanin e Punpun, nenhum mangá do Inio Asano tem grande qualidade. São histórias de nível mediano para baixo.

    4 – Taiyo Matsumoto é um autor que pega premissas simplórias, monta um cenário interessante para trabalhá-las, mas tenta ser “deep” demais e sempre se perde na execução.

    5 – Satoshi Mizukami não é um autor tão extraordinário quanto pintam. De suas obras, apenas Spirit Circle me impressionou realmente até hoje, e mesmo assim conseguiu cagar no final.

    • Estranhamente Spirit Circle é a obra do Mizukami que tenho menos apreço entre os 3 melhores dele, eu sei que ela é a mais organizadinha (apesar do plot device duvidoso que usam no final) mas acho o Fuuta fraquinho e ficava irritado com o clima ficava “vou te matar, mas nem tanto” da Kouko. Ainda consigo gostar mais de Hoshi no Samidare e Sengoku Youko pelos personagens e suas relações (e pela massa veísse).

    • Vou admitir aqui que eu tava com uma de Junji Ito na manga pro dia da gravação bem parecida com essa, inclusive, mas acabei preferindo optar pelas outras mesmo.

    • poderia sobreviver a qualquer uma dessas frases, mas a quinta me agrediu pessoalmente. Satoshi Mizukami pra mim é melhor contador de histórias do Japão. Mundos que se transformam com o passar da narrativa, e um excelente trabalho na caracterização e desenvolvimento de seus personagens.
      (ps: sua frase não me agrediu pessoalmente, só o meu coração mesmo)

      E definitivamente, não, o final de Sengoku Youko não foi cagado. Foi excelente. O mais conclusivo de seus três mangás mais famosos.

      • Respondendo ao nintakunn:

        Me surpreendi com sua revelação. Gostei das obras do Ito que li até o momento, mas nenhuma conseguiu me tocar em qualquer nível significativo. Reli algumas, busquei novas opiniões para expandir minha visão sobre suas narrativas, e mesmo assim continuo achando-as apenas… bem… aquele sentimento de não ser ruim, mas também nada especial. Acredito que todos devam ter obras que se encaixem nesse sentimento difícil de exprimir.

        Respondendo ao guguliberal:

        Peço perdão, apesar de ter percebido que você absorveu meu comentário com maturidade. Me incomoda um pouco como todos se maravilham com as obras do Mizukami e eu não consigo ser tocado da mesma forma. Talvez tenha um pouco do hype na experiência de leitura, mas sempre tento acompanhar cada nova obra com a mente aberta e, no caso das dele, eu sempre sinto um pequeno vazio ao término da leitura. Compreendo defeitos e qualidades, busco sempre absorver opiniões que batem e não batem com as minhas (ambas são importantes), mas não consigo enxergar essa genialidade em sua condução narrativa.

        O que mais me agrada é o seu toque cômico assertivo – e mesmo esse tem falhas – mas apenas isso não sustenta suas narrativas. E admito que ele sabe construir cenários para seus contos, mas a forma como desenvolve seus personagens nunca me parece inovadora, me passando sempre a ideia de já ter visto aquilo antes e de forma mais bem trabalhada. Certos elementos de seus universos não são tão bem explorados, favorecendo a história justamente por conta disso, a “direção” de certas cenas, por assim dizer, com a forma com que seus personagens agem e dialogam, muitas vezes é genérica, apenas tentando subverter algum “trope” com piadas que, se funcionam num primeiro ou segundo momento, aos poucos acabam se tornando repetitivas e denotam que seus personagens não são assim tão diferentes quanto podem parecer. Sem falar em como muitos eventos são conveniências nada verossímeis, que deixam a montagem das situações menos naturais.

        Enfim, difícil falar sobre por aqui sem ficar jogando um pouco de coisas ao vento. Eu reconheço certas qualidades do autor e estou sempre atento para suas obras. De certa forma, reconheço-o como alguém que vale a pena dar uma chance (e eu sempre indico o Spirit Circle, que foi o que disse ter tido um final ruim). Mas no fundo sempre sinto aquela fisgada quando o elogiam no que eu considero “além da conta”. Aquela sensação natural de quando falam bem de algo que vai contra nossas crenças.

  7. muito bem, tava lendo pouca coisa recomendada por vocês, mas finalmente voltei aos tempos de outrora.

    Slowpoke Report: EDEN: IT’S AN ENDLESS WORLD.

    É realmente surpreendente como quase ninguém fala desse mangá hoje em dia. A partir do momento que eu terminei o volume 1, fui me empolgando tanto que acabei lendo os 18 volumes em menos de 1 semana.
    (ESTAMOS DE VOLTA, PORRA!)

    De várias formas, Eden me lembrou de Evangelion. Não apenas pelos mechas e pelo uso de “mitologias religiosas” em sua construção, mas principalmente pela forma que o enredo vai se transformando de um conflito mais mundano/realista para algo cada vez mais abstrato/filosófico. Eu poderia comentar sobre os personagens bem desenvolvidos, e o traço super detalhado, mas o Judeu já falou disso no texto que ele escreveu pro Gyabbo! em 2012, então tentarei comentar sobre coisas que acontecem mais do meio pro final da obra.
    —————————-

    Antes de tudo, gostaria de elogiar a coragem do Hiroki Endo de ficar alterando o foco narrativo tantas vezes. Sendo aquele um mundo opressivo, onde ninguém escapa ileso de suas mazelas, faz todo sentido que a história não fique narrando “a grande jornada de X personagem”. É claro, Eden possui seus personagens principais, mas nenhum deles protagoniza todos os acontecimentos; nenhum deles tem todo controle da situação. E apesar de nem sempre essas viradas de roteiro acarretarem em resultados positivos, eu respeito muito essa escolha.

    Mas seguindo para a tentativa de análise.
    Eden: It’s An Endless World é um mangá que eu não sei bem onde quer chegar. Ele com certeza aborda a luta do ser humano para sobreviver, e a busca por um mundo igual para todos. Ou pelo menos, o quão difícil seria alcançar esse objetivo.

    Ao longo de todo o mangá, a gente vai vendo todo tipo de conflito étnico/social, nos mais diversos lugares do mundo. O tráfico de drogas na América do Sul, as missões humanitárias nem tão humanitárias na África, a gente vê um pouco de tudo. E sempre pela lente dos secundários. Não vemos apenas o que levou esses personagens ao lugar onde estão, mas vamos vendo o quão complexa é a situação de desigualdade que aquele mundo enfrenta.

    E é aí que as coisas se complicam. Se o mundo é tão injusto, o que fazer para mudá-lo? E quanto aos que já perderam as esperanças? E quanto aos que já morreram em decorrência dessas injustiças? As respostas que o autor vai dando são, no mínimo, estranhas. E apesar de alguns dos protagonistas terem “recusado” essa resposta, eu acredito que o mangá realmente acredita nela.

    Numa visão mais pessoal, ler Eden me deixou bem mal em certos volumes. Eu sou um jovem negro, que vive na zona rural. Obviamente não passei por nenhuma das experiências terríveis (e dolorosamente críveis) que certos personagens relataram em suas aparições. Sei que sou um indivíduo privilegiado em muitos sentidos. Ainda assim, foi bem difícil ver a desesperança desses personagens (e do autor) quanto à “natureza da humanidade e do mundo”. Você entende seus pontos de vista, e em muitos casos até concorda, por não ter um contraponto.
    Mas fica triste.

    Eu ainda gostaria de comentar sobre outros aspectos do mangá, que alguns leitores aparentemente se incomodaram, mas esse texto já tá muito convoluto. Tentarei ser mais sucinto depois.
    Mas no geral, achei Eden, fantástico.

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