Mangá² #235 – Você, mangás e masculinidade

Sejam bem-vindos ao episódio 235 do Mangá², o podcast semanal de mangás livre de toxicidade.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho e Izzo (Dentro da Chaminé)  comentam sobre a representação da masculinidade nos mangás. Masculinidade tóxica, hegemônica, quais papéis de atitude masculina são passados para os garotos que leem mangás? Quais são as diferenças se comparadas com a mídia ocidental? Faz diferença um personagem homem chorar? Nenhuma destas perguntas é respondida de forma concreta neste clássico quadro do Mangá².

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Cronologia do episódio
(00:20) Você, mangás e masculinidade
(51:30) Leitura de Emails
(59:00) Recomendação da Semana – Komi-san wa Komyushou Desu.

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

10 comentários

  1. Oi boa noite,
    Sou novo aqui, só queria saber quando atualiza o EP no pocket casts.
    Valew, fallow , 😘

  2. Não acho que a mensagem final de Boku no Hero Academia seja “reprima seus sentimentos para ser um bom heroi”.
    Sempre que tem um arco de vilões versus heróis, é comumente colocado o vilão como compasso m oral. É afirmado/delineado pelos vilões que aquela sociedade inteira é um problema, e aquela idolatria tida pelo ideal (de masculinidade) do All Might é mais um dos problemas.

    A menos que o Horikoshi seja um daqueles caras que dizem que “Gostar de X-men não me obriga a ser nada”. Ele deve ser provavelmente um puta progressista, o que ele gosta de Precure não é pouco.
    Não da para esquecer também que ele é o cara fez uma metáfora do personagem que não gosta de ter nascido com seu poder de ficar duro, e que se sente diminuído/impotente quando vê uma menina tomar atitude.

    Acho que ele é uma pessoa com boas intenções, pelo menos com boas intenções o suficiente para não passar uma mensagem final tão idiota.

  3. Ah, eu talvez consigo concordar que as intenções do Horikoshi são boas e tendentes ao lado mais progressista, basta ver a forma com que ele trata as mulheres no mangá, não perfeito é claro, mas milhas à frente de muita coisa de sucesso que veio antes na Jump.

    E provavelmente foi um pouco agressivo da minha parte dizer que a “mensagem final” é essa, mas ainda acho que o modelo máximo de masculinidade do mangá, transpassa que um homem ideal não pode deixar a sociedade ver que ele está emocionalmente abalado, sempre sorrindo etc. Dito isso, nem tudo é preto no branco, esse mesmo personagem também faz questão de demonstrar afeto físico, sempre abraçando os pupilos, por exemplo.

    Meu ponto no podcast talvez, é que Boku no Hero não é a obra pra ser colocada nesse patamar de combate à masculinidade tóxica. Tem pontos bons, mas tem muita problemática também, fico feliz que a galera encontre as partes saudáveis, mas como é um assunto tão pouco comentado na sociedade, acho ainda mais importante cutucar e encontrar os problemas, principalmente numa obra em que o objetivo do personagem é sim resolver tudo na porrada.

    • Ninguém pediu minha opinião, mas eu diria que o Thorfinn de Vinland Saga seria talvez um bom exemplo de um protagonista cujo desenvolvimento leva ele bem longe da masculinidade tóxica, ele começa como aquele personagem que todo edgelord de 15 anos vai amar, e com e desenvolvimento que ele teve não só se tornou uma pessoa muito mais gentil que quer negar a violência, mas tudo no comportamento dele mudou, ele é mais relaxado, prestativo, sorri mais, e ele não dá mais uma foda pra “Honra” ou Orgulho, ao ponto que ele não pensou duas vezes sobre beijar as botas de outro cara se isso ajudasse o seus amigos a atingirem seus objetivos, não é atoa que já vi várias comentários ao tipo de “Parei de ler Vinland Saga quando o Thorfinn virou um viadinho” ou “poxa pq ele não é mais foda/badass que nem antes”

    • Acho que a mensagem de Boku no Hero é mais que é necessário que os heróis transpareçam um símbolo de confiança forte e inabalável e segurança pra população.

      Dito isso, preferiria que ele estivesse em sua forma magra quando fez aquela “pose” no fim do arco do resgate do Bakugou, ia mostrar o quanto ele é um herói além do símbolo físico que transparecia.

  4. eu to sumidasso no blog, mas vou pelo menos listar as coisas q andei lendo nos últimos meses :

    Yotsubato!
    Yokohama Kaidashi Kikou
    Plastic Girl
    Persepolis

    Cada um, de seu modo, é excelente. Yotsubato me faz ficar super feliz vendo o jeito q uma criança percebe o mundo, e como uma boa educação pode fazer com que um indivíduo possa tirar o melhor da vida.

    Yokohama é um aprendizado triste, porém muito necessário sobre o bombardeio nuclear. Mesmo sendo curto, consegue mostrar a importância de manter o assunto em debate para que aquilo não ocorra novamente.

    Plastic Girl deveria ser analisado por vcs, mesmo q num cast menor, pq realmente é o Furuya levando a mídia até o limite a cada duas páginas; seria um prato cheio pro aoquadrado..

    E Persepolis é muito bom, sim. Acho q o estranho n gostou muito da estética, mas pra mim a “simplicidade” do traço ainda funcionou muito comigo, tanto nos momentos de maior tensão quanto nos de “comédia” ou “drama”.
    E as mensagens são igualmente necessárias e tocantes.

    (atualmente lendo Akatsuki no Yona e Pluto)

  5. Interessante o tema, eu estava pensando nisso enquanto via yuragi soul, o protagonista tem um mantra que ele sempre repete que é o “homens de verdade não batem em mulheres” ainda não foi revelado o motivo de ele ter esse mantra mas parece ser algo muito serio e importante pra ele.

    e tem um arco onde ele enfrenta um vilão e no meio da luta ele descobre que o vilão é uma mulher, e simplesmente para de lutar e deixa ser espancado pela mulher e ele só não morreu ali pois seus amigos chegaram pra parar a luta.

    Isso me fez questionar o que ele fez foi certo ou errado

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