Quadrinho ao Quadrado #3 – Talco de Vidro

Sejam bem-vindos ao episódio #3 do Quadrinho ao Quadrado, o seu podcast mensal sobre quadrinhos nacionais.


Neste programa, Judeu Ateu Estranho fazem o terceiro episódio de seu podcast novo, o Quadrinho ao Quadrado, um programa cujo objetivo é analisar quadrinhos nacionais. Desta vez, uma análise sobre desespero, ritmo, quotes  e como a mente funciona,  no angustiante Talco de Vidro, do Marcello Quintanilha.

Mês que vem: Bulldogma, de Wagner Willian

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6 comentários

  1. Um pergunta de quem não vai ouvir o cast por não ter comprado o quadrinho ainda: Vocês, ao relerem a obra, gostaram mais dela?

    Tenho escutado novamente uns casts do passado, e venho notando que foram poucos os quadrinhos nacionais que vocês realmente gostaram muito, pelo menos, na primeira leitura. Em geral, quando vocês faziam comentários sobre essas obra, eles eram meio desanimados, de quem se decepcionou com a história ou simplesmente não foi fisgado por nenhum elemento da mesma.

    Não estou fazendo uma critica a vocês, até porque muitas vezes só gostamos de algo após reflexões, discussões ou releituras. Mas histórias como Retalhos e Maus receberam comentários tão positivos e interessantes, que me fizeram comprar essas HQs, por mais que o meu padrão aquisitivo seja bastante limitado. Como Dois Irmãos e Talco de Vidro não ganharam comentários tão positivos, fico bem mais hesitante sobre compra-los.

    Então queria saber se vocês atualmente possuem alguma opinião mais “empolgada” sobre esses quadrinhos aí, e se há alguma HQ brasileira que vocês apreciem tanto como um Solanin ou um Punpun da vida. Como vocês geralmente não citam quadrinhos brasileiros nos casts gerais do Mangá2, eu acabo ficando limitado a esse monte de achismos que disse.

    Mas se vocês me disserem “Tal Quadrinho é sensacional” e comentarem ocasionalmente sobre ele, como fazem com os mangás de sempre, eu com certeza irei comprar alguma coisa, porque confio no gosto do Aoquadrado, e também quero dar a minha opinião sobre o que eu li.
    (É peço desculpas se pareci indelicado, mas é porque eu realmente sou muito leigo no assunto).

  2. Ótimo programa, meio raro vocês terem tantas ressalvas a um quadrinho, mas foi interessante de ouvir.

    Quando vocês falaram sobre como o autor usa a linguagem coloquial tão bem, confesso que fiquei meio chocado quando vi a entrevista do Marcelo pro Pipoca e Nanquim, porque na vida real ele é o extremo oposto… chegando até a ser meio pedante e arrogante. Por isso que as vezes é melhor distanciar o autor da obra, e não ficar com um gostinho amargo por não conseguir dissociar um do outro.

    O final de Talco de Vidro leva à mesma discussão de Solanin (spoiler) e a morte do Taneda. Acho que existe um “que” de comportamento autodestrutivo e de um lapso de abandonar tudo. Talvez tenha sido mais uma ação de raiva e descarrego de tudo que ela alimentou e guardou, do que um ato pensado de se matar.

    Sobre a crítica social, eu acho que ela existe e está bem presente na obra. MAS, de jeito nenhum esse é o ponto principal dela, é algo que acaba permeando a trama. Acho que o autor o tempo todo está cutucando as pessoas de classe alta, e que apesar de todos os problemas virem da Rosângela, acaba sendo uma maneira de mostrar e sintetizar esse preconceito velado, distanciando bem a vida dela com a vida da tia (e da prima).

    Talco de Vidro é uma das minhas HQs favoritas, acho que muito pelo choque da diferença na arte e narrativa do autor na 1a leitura, e por toda a jornada da protagonista. Vou ver se releio ela esse ano pra ver se a opinião se mantém.

    Bulldogma está na prateleira aqui faz um tempo, agora não tenho mais desculpa pra adiar a leitura rs

    Abraço!

  3. A percepção de vocês que o quadrinho não é uma crítica social me fez pensar um bocado. Ao ler o quadrinho, me pareceu bem obviamente uma crítica, os problemas da protagonista são muito intimamente relacionados com a questão da classe social, essa superioridade que ela sente motiva todos os acontecimentos. Mas ao ser tão focado na interioridade e nas falhas da Rosângela, retratando personagens secundários como o marido e os pais como pessoas basicamente sem problemas, acho que o quadrinho acaba de fato limitado, falho enquanto crítica social (que me parece que era um de seus objetivos).

    Isso tudo me lembra uma coisa que pensei uns tempos atrás: que muita obra de arte que tem posicionamento que tende à esquerda acaba falhando em expressar esse posicionamento de maneira coerente com a ideologia.Pra ficar no exemplo de Talco de Vidro: se você quer criticar a classe A do Brasil, essa ideia de meritocracia funcional, “eu mereço tudo que eu tenho e quem tem menos é porque é inferior mesmo”, é meio ineficaz você fazer isso por meio de uma análise aprofundada de uma única personagem, porque ao perder de vista o resto das pessoas que a cercam, você impossibilita a realização da análise sistêmica que é tão importante pro pensamento de esquerda. Em vez de ser uma história sobre uma classe, sobre relações de classe, fica uma história sobre uma pessoa só, e mesmo seus comportamentos interessantes sob o ponto de vista de uma análise de classe podem facilmente ser lidos como “apenas” patologias da pessoa, e não representativos de muita coisa sobre a classe em geral. Pra ser mais enfaticamente crítico, seria quase necessário outro tipo de narrativa.

    No mais, gostei do quadrinho, e assino embaixo do que o comentário do Diego falou sobre Solanin, me veio em mente imediatamente.

  4. Adorei o programa e preciso escrever um email falando muito sobre ele. Só vou escrever aqui sobre o uso que a palavra “critica” acabou tendo e alguns quadrinhos que gostaria de ver aqui. 1) Parece que o uso da palavra “critica” tornou ela quase um palavrão. Antes tinha bem o sentido de analise, como Kant a utilizava (“critica da razão pura) ou mesmo no uso do nome da profissão critico de arte, e agora parece que é só apontar as merdas que alguém vê. 2) Sugiro a analise de obras que se iniciaram em meios alternativas como Beladona (que se fez na internet antes de virar livro) ou Re Bordosa (que era tirinha de jornal).

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