Mangá² #224 – Batalha Real – Parte 5

Sejam bem vindo à Batalha Real do Mangá², o podcast que semanal de mangás que teve sua redenção.


Nesta semana, Judeu Ateu, Estranho, Leonardo Souza, Boxa e Luki continuam com o, agora clássico, quadro novo do Mangá²: A Batalha Real. Uma brincadeira, na qual nós selecionamos 32 personagens de mangás e 32 armas aleatórias, colocamos tudo no liquidificador e jogamos no contexto da história de Battle Royale. Alianças, mentiras, mortes, confusões, amor e muito mais nesse episódio completamente insano.

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Cronologia do episódio
(00:00:30) Batalha Real – Parte 5
(01:16:00) Leitura de Emails
(01:30:00) Recomendação da Semana: Azure and Claude

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11 comentários

  1. Imagino eu que apesar de não ter tido tanta morte, esse foi o batalha real que mais desenvolveu avançou e desenvolveu seus personagens. Fico triste que o [Spoiler=Spoiler]Mori [/spoiler] já morreu, eu tinha na minha cabeça um encontro dele com a Emanon sem nenhuma fala e cada um ficando de um lado da montanha. Algo que eu estou esperando é o Johan encontram algum dos personagens mais altruístas (Emma, etc) e conseguir quebrar a motivação deles

    Só falando aqui uma breve crítica é o Judeu usando muito o artifício de quebrar a expectativa do público, se ficar repetitivo isso logo não vai ter mais essa quebra.

  2. Tem uma hora que o Leonardo fala algo tipo “ah, agora o Nagisa tá um personagem super complexo, ele chegou num ponto que quando der a vontade de matar ele pode matar, mas quando não der ele pode ser do bem”, e na real isso não é nem um pouco complexo, é ferramenta de roteiro o nome. Mas overall bom programa, bem melhor que os anteriores, cenas menos motivadas pela vontade de matar todos os personagens e acabar logo o programa. Ainda meio frustrado com o papel do Thorfinn nesse troço (no mangá ele é uma máquina de matar por motivos bem específicos e tal, o Zera substituir o Askeladd na mente dele é algo MUITO forçado), mas foi daora.

    Slowpoke Report que não é bem Slowpoke Report porque vocês nunca recomendaram isso de fato, mas conta por ser de autor queridinho: acho que Dead Dead Demon’s Dededededestruction não só é o melhor mangá do Asano, é o melhor mangá que eu li nos últimos quatro anos. O que as pessoas sempre falam que sentem com Punpun e Solanin, esse senso de identificação profunda com as ideias e os sentimentos dos personagens principais, eu acabei sentindo com todo o mundinho de Dedededede. Saíram uns capítulos novos semana passada, recomendo fortissimamente.

      • Acho que parte dessa reação é porque o “plot” do mangá, por assim dizer, não está muito relacionado com as personagens principais. Elas são garotas adolescentes normais e pouco importantes num mundo definido por um evento extraordinariamente importante na qual elas não têm a menor influência. Por muito tempo não dá pra saber pra onde a história tá indo em parte por ser um mangá do Asano, que não tem pressa com suas histórias (pra onde parece que vai Oyasumi Punpun no começo? pra lugar específico nenhum, vai só acompanhar o Punpun, e Dedededede não é diferente), e em parte por isso aí mesmo: as protagonistas não têm grande domínio sobre pra onde a história vai (o que eu acho muito interessante, e contribui pra esse senso de identificação que sinto com o mangá como um todo)

    • Talvez eu não tenha conseguido me expressar. Acho que ele se tornou um personagem complexo pq o conflito interno dele (ser uma pessoa boa ou ser um assassino) se tornou externo e as ações dele podem representar perfeitamente a dualidade do personagem. Na minha cabeça, se eu tivesse escrevendo esse mangá, teria um tema sobre facetas de personalidades bem desenvolvido, mas no programa tende a soar mais artificial e forçado mesmo, pq a cortina que esconde os bastidores da história não existe.

      Btw, “ferramenta de roteiro” não é necessariamente um defeito de narrativa, tudo numa história é ferramenta do roteiro.

      • Ah sim sim, eu entendo que tudo é ferramenta de roteiro, mas acho que pra facilitar a suspensão de descrença, autores tendem a tentar fazer elementos narrativos como personagens terem certa consistência, coerência interna, parecerem pessoas reais. Era desse tipo de coisa que me parecia que o Nagisa estava escapando. E entendo que seja complicado escrever e desenvolver personagem por comitê num podcast e tal, mas acho que esse desafio é grande parte do que faz esse quadro ser legal de ouvir (e tanta gente – como eu – ter ficado meio frustrada com elementos dos programas anteriores, hahaha)

  3. Comentário meio aleatório. Esse quadro me lembra quando eu acompanhava One Piece e era mais novo eu ficava criando várias histórias na minha cabeça. Entre elas as aventuras do Shanks, Buggy e algumas batalhas do Miwalk contra espadachins que eu inventava e derrotava eles.

  4. Dessa vez, só li um livro, mas ele por si só já vale por muitos.
    Tendo sido citado pelo glorioso Rubio Paloosa no cast de worldbuilding…

    Slowpoke Report: O Alquimista

    Por favor, me recomendem Paulo Coelho!!! Fui passar na livraria e encontrei vários livros desse autor, e após ser fisgado pelo trabalho mais famoso dele, comprei um exemplar.
    E puta merda, que livro incrível.

    A cada duas ou três linhas que ia lendo, achava alguma coisa que me fazia parar a leitura e pensar sobre a minha vida, e nos pequenos sonhos que a gente vai guardando na gaveta pra evitar a fadiga.

    Sendo muito honesto em sua linguagem, o livro conseguiu tirar algumas das minhas inseguranças sobre seguir objetivos árduos, e me inspirar a continuar em busca de maiores perspectivas para que eu tenha uma noção mais concreta do que eu realmente quero, e uma mentalidade que seja capaz de lidar com as críticas e os fracassos futuros.

    Falando da parte mais “técnica”, a narração dos acontecimentos é muito fluída. Assim como nos mangás do Oshimi Shuzo, O Alquimista é o tipo de obra que te dá a certeza de que o autor sabia muito bem o que e como ele queria escrever a história. Por serem reduzidas as descrições de cenários e de personagens, você nunca se cansa da leitura.

    E o worldbuilding é realmente incrível. Com diálogos muito sutis, você vai se situando no local gradativamente, o que será ótimo para uma futura releitura. Os costumes de cada região também são descritos na quantidade e na intensidade devida. O que começa interessante continua interessante até o final.

    Mas os personagens, pra variar, me ganharam muito. Se tem uma coisa que eu valorizo muito numa obra, é a capacidade do autor de relacionar os personagens com as temáticas da mesma, e isso é gritante em O Alquimista.
    Mesmo que por vezes sejam breves, as interações dos personagens não apenas servem para o seu aprofundamento, mas também para que o leitor veja uma das muitas formas de se encarar o seu próprio sonho. Ver o protagonista e os secundários discutirem sobre a forma que eles enxergam o mundo é um dos grandes trunfos do livro. Nunca vi personagens tão simples e sábios como os dessa história.

    Então, para efeito de comparação, eu diria que O Alquimista seria uma ótima pedida para quem gostou de Aku no Hana, Solanin, Hoshi no Samidare e,por que não, Fullmetal Alchemist.

    (Ps: Estranho, me recomenda alguma coisa da Agatha Christie aí, porque chegaram várias obras dela aqui na minha cidade)

    • Slowpoke Report: What (Bo Burnham)

      Como não tenho Netflix, não consegui ver o Make Happy. Mas o YouTube tinha essa outra apresentação do Bo, e resolvi dar uma olhada.
      Como a maioria das coisas que eu vi por citação de vocês, eu gostei bastante de What.

      Sendo mais direto dessa vez, eu não consegui acompanhar alguns momentos do show. Os momentos em que o Bo fala muito rápido são várias vezes acompanhados de referências e comentários que eu realmente não consegui entender. Imagino que, em alguns desses momentos, a dificuldade de entender fosse proposital, mas eu queria ter pegado mais sacadas dele.

      Falando sobre o que eu entendi, eu adorei a improvisação meticulosamente e honestamente planejada dele. São tantas e tão criativas as quebras de expectativa que eu nem tentarei lista-las, mas poha, como ele consegue dominar tão bem o palco?
      É o tipo de coisa que eu nunca imaginaria ser possível se não tivesse visto.

      E sobre “We think we know you”…. Aquilo é tão genial que eu ainda tô reassistindo pra tentar explicar o porquê de ter gostado tanto. Mas, depois de ter visto o vídeo do Leonardo sobre o Kevin Spacey, acho que essa frase é um tapa na cara que derruba tão forte que torna difícil manter o equilíbrio, mesmo após se levantar.

  5. Slowpoke Report: Witches

    Depois de terminar o último volume, percebi que não deveria estar buscando um enredo intrincado, mas apenas a aproveitar a criatividade do autor em representar os poderes místicos das bruxas com o seu traço.

    Apesar de ter achado o “final” bastante anticlimático , posso dizer que valeu a pena ter comprado os dois volumes pela arte visual que o autor usa. Vendo os tipos de “habilidades” das personagens, você pode não encontrar nenhuma ideia tão inovadora ou trabalhada como em outros mangás. Mas o jeito que o autor de Witches consegue representar esses poderes é muito único. O capítulo em que se passa na floresta amazônica possui uma das melhores representações visuais de criaturas antropomórficas que eu já encontrei em uma mídia.
    (Além disso, esse mesmo capítulo tem um personagem igualzinho ao Getúlio Vargas)

    Então o que gostei foi o traço, a ambientação, o capítulo da floresta amazônica, e o trabalho que Daisuke Igarashi parece ter tido para representar a mítica de diversas culturas com a melhor combinação de realismo/criatividade que lhe era possível.

    Talvez essa seja uma daquelas obras cuja releitura o faça aproveita-la melhor, já que você já sabe o que vale a pena ficar contemplando, e o que não vale a pena esperar.

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