Mangá² #216 – Por que NÃO mangás?

Sejam bem-vindos ao episódio 216 do Mangá², o podcast semanal de mangás que nem deveria existir.


Neste programa, Judeu Ateu e Estranho fazem mais o episódio clássico do mangá², desta vez tentando desconstruir tudo que já elogiaram sobre a mídia dos quadrinhos e tentando entender os vários motivos para não trabalhar nesse meio de arte.

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Cronologia do episódio
(00:20) Por que não mangás?
(38:00) Leitura de Emails
(46:00) Recomendação da Semana – In the Clothes Named Fat

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16 Respostas para “Mangá² #216 – Por que NÃO mangás?

  1. Um dos principais problemas que vejo é a questão do tempo, tipo um desenhista de quadrinhos com uma arte decente e um ritmo bom consegue fazer uma pagina por dia artefinalizada, pra ele fazer um volume de 200 paginas demoraria um ano caso não ouve-se nenhum problema no caminho.

    Sobre a questão da relação roteirista e desenhista, infelizmente tem muito roteirista sem noção nenhuma de quadrinhos, que pede coisas absurdas pro desenhista.

    alguns exemplos um roteirista pediu pro desenhista fazer um personagem que usa-se uma roupa feita com as penas de todas as especieis de pássaros do mundo, e tivesse o poder de usar um fogo invisível.
    Tem outra historia que ouvi na live de um desenhista em que tinha uma cena em que uma mulher estava acorrentada numa arvore e entao ela pegaria uma espada enorme com o dedão do pé e arrebentaria as correntes, o desenhista teve que fazer um esboço pro roteirista entender o quão ridículo seria essa cena, e dai no fim o cara entendeu e mudou a cena.

    • Acho que em quesito de tempo de produção, eu discordo. Sozinho uma pessoa consegue fazer um volume em um ano. Mas pensa que vários filmes, principalmente de alta produção, possuem centenas de pessoas trabalhando em cima e ainda assim demoram 3+ anos na produção.
      Se coloca uma equipe (assistentes, coloristas, etc.) em um quadrinho, dá pra vomitar uns 3 volumes por ano, filme/seriados tu pode enfiar quanto mais gente quiser que nem vai adiantar.
      Mídias mais antigas então, nem se fala, meses e meses pra fazer uma escultura/pintura, mesmo música, os artistas mais produtivas conseguem mandar um álbum por ano também.
      Acho isso tudo bem relativo.

  2. Acho q vcs acabaram confundindo o meu comentário sobre o mangá de Boruto, quando disse que estava ruim, estava me referindo ao mangá original, o programa consertando de Boruto ficou ótimo, me desculpe por dar a impressão de q o programa de vcs estavam ruim

      • Que bom que vcs tinham entendido kkkkk fiquei pensando, meu primeiro comentário pro podcast, e eles entenderam uma crítica kkk

    • Ok, agora o comentário mais elaborado.
      Olha, um dos motivos para tentar passar pra outra mídia que não quadrinhos é justamente essa dificuldade de produzir um material de leitura mais extenso comparado à tipo, visual novels e light novel (numa matemática tosca, limitando à escrita, tem gente que faz 10k palavras por dia, o que dá mais ou menos uns 40min de leitura, algo que um quadrinista demora umas semanas pra fazer). Dá vontade de produzir algo mais curto, mas mesmo para isso, pra não levar muito tempo tu precisa de mais de 8 horas diária, então não é atoa que tanto amador vai pras webcomics. Acho que o primeiro ponto à se analisar é que tipo de estória tu quer contar e como contar.

  3. Parabéns por mais um excelente podcast.
    Um grande problema da mídia (que na real é uma conjunção de vários problemas que o ocasionam), são em alguns casos, o tempo de publicação de uma obra, tendo exemplos de One Piece, Berserk e Hajime no Ippo, que são obras com mais de 20 anos de publicação e não dão nem sinal que estão próximas do fim.
    Um outro problema surge a partir do formato ou plataforma que o quadrinho (no caso mais especifico de mangás encadernados) está aplicado, quando ocorre uma encadernação de mangá, a dobra do miolo na lombada do mangá “come” parte da página, logo, páginas duplas no qual a “ação” está centralizada são perdidas.

    PS. Deixo aqui um webcomic de terror, já antiga, que se utiliza de efeitos sonoros e um autoscrolling na página para reforçar o jump-scare da cena. http://comic.naver.com/webtoon/detail.nhn?titleId=350217&seq=20

    SLOWPOKE REPORT de Chi no Wadachi, o “novo” mangá do Oshimi, eu li recentemente até o cap 13 e o mangá está excelente. Todo o primeiro volume do mangá trabalha muito bem a tensão e a construção de expectativa através da quadrinização, em grande parte pelo uso de close-ups tanto nos olhos quanto na boca dos personagens, o que sempre gera um ar de dubiedade e de segundas intenções e o uso de pausas dramáticas nas falas dos personagens.
    O único “problema” até agora é que, em um determinado momento da obra, o traço do autor muda de um estilo mais leve e detalhado, para algo mais focado em alto contraste com o sombreamento muito demarcado, o que eu não sei se é uma mudança de logo prazo ou só uma escolha estilística do autor para o momento atual do seu mangá.

    • A gente também reparou nessa mudança estilística do Oshimi, o mais bizarro é que no outro mangá dele, Happiness, também teve essa mudança, mas nos dois casos é relativamente adequado para o contexto da história. Tipo, em ambos os mangás a história começou a tomar um rumo mais sombrio e de suspense mesmo, foi muito interessante.

  4. Em relação ao podcast, vcs compraram o gênero terror, com as outras mídias, mas se formos comparar esportes, podemos perceber uma boa diferença tbm, no qual em filmes e games, possui uma pegada mais realista, sem muita descompressão e compressão das jogadas, já nos mangás, as jogadas são bem detalhadas, havendo muita descompressão, dando tempo do jogador pensar no q fazer, repensar, e pensar de novo num curto espaço de tempo, o que nos filmes, não dá a oportunidade de acontecer

  5. Sessão slowpoke report:
    Li três one shots que vocês recomendaram, slow down, hotel, e the enigma of amigara fault( este último não lembro se vcs recomendaram ou só comentaram)
    Gostei bastante dos três, principalmente o enigma of amigara fault, da uma sensação enorme de claustrofobia, e o final ficou meio confuso pra mim, pois não entendi como eles ficaram vivos depois de tanto tempo.

  6. Sobre a parte das “duplas” de roteirista e desenhista acabarem um limitando o outro, por roteiristas não saberem muito de quadrinização e desenhistas não muito de roteiro, eu me lembrei de cara do exemplo do Alan Moore, que na maioria de suas obras nem se preocupava em fazer quadrinização “prévia” como sugestão pro desenhista, mandava um roteirozão só de texto mesmo e liberava o desenhista pra moldar aquilo como achava mais adequado. Me parece um método muito interessante deixar cada membro da dupla criativa se dedicar num dos campos, e resultou nos ótimos quadrinhos do Alan Moore, então acho que tem ouro aí.

    Sobre a questão da trilha sonora em um filme já te colocar pro clima da ação… talvez uma masterpiece da ação nos quadrinhos (Vinland Saga, digamos) sofra em comparação a uma masterpiece da ação nos filmes (Fury Road, talvez) por não ter trilha sonora, mas Vinland Saga tem cenas de ação muito mais empolgantes do que 99% dos filmes de ação que eu já vi simplesmente por ter um domínio muito superior da própria mídia. Consigo ver o ponto de vocês com o terror, mas acho que na ação os quadrinhos estão muito pouco atrás, se é que estão.

    Sobre coisas que vocês não falaram, talvez isso se aplique mais pra mangás do que pra quadrinhos em geral, mas de uns tempos pra cá eu comecei a perceber como o colorido faz falta de vez em quando. Tem obras que parecem bem feitas pro preto e branco (os recentes capítulos de Happiness do Oshimi, por exemplo), mas tem coisas na mídia (One Piece ou Scott Pilgrim) que *deveriam* ser coloridas para serem tudo o que podem e querem ser, mas não podem fazer isso por causa de limitações de produção e tal. É uma pena.

    • Pera um pouquinho, esse Alan Moore que você tá falando deve ser outro diferente do da nossa realidade :v

      O Moore é conhecido exatamente por fazer descrições super precisas da narrativa e do que quer em cada quadro. Desde ângulo, elementos, cores, expressão, etc… Os três primeiros QUADROS de Watchmen tiveram praticamente duas páginas inteiras só de descrição.

  7. Quanto à questão do uso de diálogos, eu ainda acredito que Molester Man seja um bom exemplo disso. Numa batida de olho, as páginas podem parecer o maior sacrifício devido aos diálogos muito extensos. Entretanto, essas conversas são tão orgânicas quanto uma conversa entre duas pessoas no celular, o que permite um rápido envolvimento durante a leitura. Takuma Yokota conseguiu fazer um excelente trabalho nessa parte, mostrando não apenas os balões de fala, mas também as reações das personagens ao receberem mensagens novas. E essas reações são muito orgânicas (como sorrisinhos de canto de boca, arregaladas de olhos quando a personagem não entende a mensagem, etc).
    Isso indica (ou pode indicar) que há mangakas que se dedicam muito em corrigir essas limitações “inatas” dos mangás.

    Ps: Estou assistindo Vingadores, os Heróis mais Poderosos da Terra, que foi analisado pelo Izzo no blog dele. E, de fato, o que ele disse procede. Se não viram, vejam algum dia. Quando terminar de ver, começarei o Horace and Pete. Estou curioso em saber como um diálogo sobre traição poderia ser interessante

  8. sou a favor de uma mangagrafia do boichi,em prol a agregar aos sue valores e conhecimentos de vocês baseado no maior autor do século

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