Segunda Potência #21 – Make Happy


O que é?

Segunda Potência é um podcast spin-off, sem periodicidade fixa, da “franquia” ², feito pelo Judeu Ateu e o Estranho. Nele, são abordadas outras mídias que não os mangás. Filmes, séries, quadrinhos não japoneses e video games poderão ser abordados no futuro neste podcast.

Neste programa…

… discutimos sobre stand-up, mais especificamente o grande show de Bo Burnham: Make Happy. Embarque nesta não-cômica análise, na qual começamos perguntando se devemos analisar piadas, e terminamos discutindo A morte do autor.

Feed

Download (Clique com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Destino Como…” ou “Salvar Link Como…”)

8 Respostas para “Segunda Potência #21 – Make Happy

  1. Eu assisto ocasionalmente uns stand-ups que aparecem e gostei de Make Happy, embora depois de escutar o podcast não posso deixar de pensar que podia ter amado.
    Uma trilha sonora e um fim ótimo, mas achei que vocês iam discutir música como forma de humor. De qualquer forma, ótimo podcast.

  2. Comentário longo porque esse troço é interessante.

    Primeiro, queria reforçar o que (acho que) o Leonardo citou em algum momento, que talvez seja vacilo a gente criticar o público do show ao vivo, que tá rindo das piadas onde o Burnham parece estar zoando eles, enquanto a gente entende que eles estão sendo zoados. 1) essas pessoas são (presumivelmente) fãs do cara, então podemos imaginar que é pelo menos possível que elas entendam mais ou menos o que ele tá fazendo, e estejam rindo de um nível mais profundo da piada; 2) as piadas são feitas pra rir mesmo, o ambiente ao vivo é muito mais propício pra risada (como ele mesmo fala). Acho que, se qualquer um de nós fosse assistir o Make Happy ao vivo, riríamos na grande maioria dos pontos que a platéia ri, o que, pelo menos em teoria, nos coloca no mesmo nível que eles em termos de inteligência.

    Segundo, teve um momento que alguém (acho que foi o Leonardo também?) citou que achava legal que ele citava que gostava dos gêneros que tava zoando e tal, no exemplo do country particularmente, e eu achei isso interessante. Enquanto eu assistia, eu tava achando isso meio cínico, defensivo da parte dele, “ah vou zoar aqui esses gêneros musicais mas vou aliviar a barra pra mim falando que curto um ou dois artistas”. A coisa que me fez mudar um pouco de opinião foi a penúltima música, a que é uma paródia do Kanye West. Não sei se algum de vocês é fã do Kanye West, mas eu sou bastante, e o nível dessa paródia é incrível. O Burnham acerta tanto na estrutura da música, na batida, nos sintetizadores, nos momentos em que os sintetizadores mudam, que eu já nem me importo muito se ele gosta do Kanye ou não. Ele tem uma compreensão tão grande do estilo, uma análise tão profunda, que me convence que ele prestou uma puta atenção as coisas, e isso é mais importante do que gostar ou não.

    Terceiro, e eu tô tendo uma puta dificuldade articulando isso: eu não sei se Make Happy necessariamente recusa a ideia de que as coisas que o Burnham expressa no palco são coisas que ele sente de verdade, são coisas “reais”. Eu acho que fica muito mais no lado da ambiguidade. Um de vocês falou em algum momento que o stand-up tradicional é sobre mostrar essa versão de você que não é bem você, é exagerada para fins humorísticos, e eu acho que isso se aplica muito aqui também: o show tem, de algum modo, o Bo Burnham “de verdade” dentro de si, mas a gente não sabe quanto, ou em que momentos. Em Make Happy há um conflito permanente entre a piada e a tragédia, entre o expansivo e o intimista, entre o ódio e a dedicação à platéia: porque não entre o real e o irreal?

    Enfim, a primeira hora é meio fraca, “Straight White Man” é uma música fora de lugar, um bom tanto da crítica cultural parece forçada, e tenho mixed feelings sobre o ódio ao público, mas nem ligo. Esse negócio é interessante pra caralho, e isso é mais importante do que gostar ou não.

  3. Sem Slowpoke Report, pq ainda estou lendo Kokou no Hito, e apesar de estar gostando da temática e de várias cenas do mangá, quero terminar o mangá pra depois comentar a obra por completo. Já li o equivalente aos dois primeiros casts de Kokou no Hito e, realmente, a história vai mudando bastante nesses 9 volumes.

    Vim só pra relembrar que Fairy Tail tá acabando, falta só 1 cap, e tá mais que precisando de um desabafo , como feito com Naruto e Bleach. Esse último capítulo tem tudo pra tornar Fairy Tail o pior battle shounen mainstream da história.

    E só lembrando que vcs prometeram fazer uma camisa do AoQuadrado, e até agora nada,hein.

    Ps: Religião daria um tema pra cast? Discutir sobre a retratação dela, como ler uma obra que tem um posicionamento diferente do leitor, etc. Acho q obras como The Music of Marie e Spirit Circle poderiam ser citadas, por exemplo.

  4. Quando eu assisti esse show a uns 2 meses atrás, o que mais me agradou nele foi isso que vocês falaram: em como ele manipula nossas expectativas e como ele brinca com a forma do stand-up em si. E no momento da música final, eu fui uma dessas pessoas que ficaram sinceramente emocionadas. Mas não que eu tenha tentado projetar e analisar o autor por ela, mas sim pelas reflexões que ela causou sobre minhas próprias questões filosóficas e existenciais.
    Porém, nos dias seguintes, enquanto eu estava refletindo sobre o show, eu fiquei dividido exatamente nos dois pontos da discussão final de vocês: será que o Bo Burnham estaria apenas nos manipulando como ele disse que faria, e eu fui um dos burros que caíram na dele; ou embaixo dessa camada de cinidez, ele não estaria tentando de fato construir e passar uma mensagem com aquela música?
    E agora que eu terminei de ouvir o podcast, eu não cheguei em conclusão nenhuma. Só fiquei mais divido entre esses dois pontos, já que eles fazem total sentido dentro de suas linhas argumentativas. Talvez seja isso que faça ele ser uma obra-prima dos stand-ups.

  5. Bem, coisas aconteceram, então Slowpoke Report: Gon

    O dinossauro mais fofinho e filho da puta que já viveu.
    A ausência de diálogos faz com que você não desvie os olhos dos cenários, que são muito bem detalhados. A característica mais agradável do mangá são as expressões humanas que o autor consegue fazer os outros animais esboçarem. Medo, fome, raiva, tristeza, admiração, satisfação…Tudo isso faz com que você nem perceba os capítulos rodando.

    De certa forma, os capítulos episódicos de Gon lembram muito as vidas de Spirit Circle, pois cada um dos capítulos, por si só, já é interessante de acompanhar, como o capítulo em que o Gon está convivendo com os pinguins.

    Esse é um mangá que você poderia recomendar para qualquer pessoa, especialmente para aquelas que gostariam de saber quão variados os mangás podem ser. Seria uma boa se alguma editora trouxesse esse mangá de novo. De qualquer forma, Gon merece ser lembrado pelo mangá excelente que é.

  6. Ótimo programa. Acabei de assistir Make Happy e estava inspirado a fazer um comentário super metalinguístico, mas é melhor nem tentar…

    Acho a metalinguagem um assunto interessante, independente da mídia. Espero que façam, algum dia, um programa conversando sobre metalinguagem em diversas mídias, origens do conceito, a relação da metalinguagem com a desconstrução e etc. Seria um ótimo programa sem dúvida.

    Também tentei jogar o The Beginners Guide. Gostei muito da ideia e da narração, mas acho que o jogo tem um problema de ritmo. Acabei parando no meio (o jogo do teatro com as peças de pinball), pois estava achando maçante.

    [Outro assunto]

    Apesar de confiar nas suas recomendações, geralmente não tenho interesse em ir atrás da obra até que as discussões me convençam de que aquela obra vale a pena. Por isso acho importante a sessão sem spoilers dos programas de análises.

    Obrigado por me fazerem assistir Make Happy e espero uma continuação do episódio de Steven Universe.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s