Mangá² #161 – Você, Mangás e a Nostalgia

Sejam bem-vindos ao episódio 161 do Mangá², o podcast semanal de mangás que vive do passado.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho e Leonardo Souza olham para a relação dos fãs com a visão idealizada do passado, a nostalgia!

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A Mensagem da Ilha (conto de Leonardo Souza)
Top 7 – One Shots (post antigo do Judeu Ateu)

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Cronologia do episódio
(00:20) Você, Mangás e a Nostalgia
(38:00) Leitura de Emails
(53:40) Recomendação da Semana – I Am a Piano | The Female Fridge No. 1

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12 Respostas para “Mangá² #161 – Você, Mangás e a Nostalgia

  1. Agarrando o tópico sobre Solanin, talvez daqui uns 10 anos, os leitores que passaram pela fase exposta no mangá lembrem-se da semelhança entre os sentimentos que a obra quis passar com o que eles passaram de verdade. Até lá, pode ser que apareçam também outras obras que abordam o que eles sentem conforme a idade passa e eles criem uma relação de pioneirismo com Solanin. Mas se vai continuar bom ou não, varia de pessoa pra pessoa e só o tempo dirá.

  2. Pra min nostalgia é algo importante, manter aquele sentimento bacana de uma obra que você viu quando era mais novo, o problema é quando a pessoa vive só de nostalgia e vira aquele chato que diz que hoje em dia não tem nada que presta

  3. Sobre Solanin, eu posso falar que minha mãe também leu e identificou-se com a obra (embora talvez não com os mesmos aspectos que eu me identifiquei, o que é natural).
    Na verdade, o coming of age (ou, como meu antigo orientador gosta de chamar, “Bildungsroman”) é até bastante atemporal – um gênero literário que existe há séculos, e é apreciável mesmo por quem não está passando pelo coming of age naquele exato momento.

    E Estranho, já que você mencionou Jonestown, queria recomendar pra você o excelente episódio #52 do também excelente podcast AskHistorians, em que uma pesquisadora dá um apanhado com mais nuance da história do People’s Temple e do Jim Jones. Segue o link: https://www.reddit.com/r/AskHistorians/comments/3y7rae/askhistorians_podcast_052_the_peoples_temple_and/

  4. Que crueldade as aberturas e encerramentos de animes dos anos 90 no fundo, hein? Nossa, Yu Yu Hakusho, Inuyasha, Shurato, CDZ, enfim.

    Entrando mais especificamente no tema, lembro que tive uma sensação estranha ao rever CDZ no Cartoon Network, pois achava que era uma obra incrível, irretocável (e devo ter visto a primeira vez na Manchete entre os 5 e 8 anos de idade, já que tenho 26). Por algum motivo eu dizia que CDZ era ótimo, ou melhor, o motivo era a nostalgia mesmo. Hoje, costumo ter uma visão parecida com a do Estranho, pois acabei criando uma tendência de analisar as obras que me marcaram (e que ainda não revi) sem tanto entusiasmo mas, ainda assim, com muito carinho.

    Confesso que fiquei um bom tempo sem conseguir rever algumas aberturas/encerramentos de animes no youtube. São tantas boas lembranças que vem quando vejo, por exemplo, a abertura de Dragon Ball que passava no SBT que até pouco tempo atrás me emocionava bastante.

    Ah, também sinto essa sensação que vocês falaram, a do “her….isso não é mais pra mim.” com muitos shonens (todos?) atuais.

  5. Caio, 20 anos, SP – Capital (Cursando Ciências Contábeis)
    A tempos que eu estava a espera de um podcast com este tema, eu concordo com basicamente tudo que vocês disseram no programa e costumo rever filmes, animes e mangas é um pouco mais dificil rever por serem muitas vezes extensos, e sempre que eu pego pra rever nota no MAL eu sempre desço a nota 1 ou 2 pontos são raros os casos onde eu deixo elas iguais ou aumento.

    Eu não peguei a época da manchete e talvez isto tenha influenciado em como eu encaro CDZ, Yuyu Hakusho e DBZ, eu até consigo ver o mérito nas obras, mas não consigo sentir que sejam as melhores atualmente, sempre tento separar ao maximo qualidade de gosto, e isso acaba muitas vezes, fazendo com que eu passe pelo “Menino chato que odeia a dublagem de yuyu hakusho”, ou “o Anti-Passado”, acho que a midia dos magas atualmente esta muito boa, com cada vez mais experimentações, cada vez mais desenvolvimento, hora uma pessoa faz um manga de esporte onde consegue desenvolver todos os rivais e diversas escolas diferentes, ora alguém faz uma obra que consegue ser tão profunda ou as vezes tão reflexiva, e tem gente que vem e fala que Bleach é o melhor manga do mundo porque a saga do aizen foi boa, mas ela não foi tudo isso que o povo acha que foi.

    Uma nostalgia minha que ainda não consegui quebrar é o anime de Sakura Card Captors, algo sempre me diz que tem defeitos, mas quando eu vejo lembro da infancia e não consigo analisa-lo como deveria, uma banda que eu lembro muito de ouvir na época era Simple Plan assim como o Judeu, e tenho apenas memorias agraveis, agora um manga que eu tenho como nostalgico é .Hack:// Dusk, este a nostalgia quebrou quando reli, muitas coisas que eu achava geniais na epoca ficaram tão bobas e ingenuas, só sei que de 8 ele foi pra 5.

    Só finalizando, gostaria de parabenizar vocês pelo programa, me divirto na maioria das Segundas feiras voltando do trabalho, e gostaria também de saber onde é a padaria do Judeu, pra ir experimentar um doce dele e ver se é tão bom quanto o estranho fala U-u.

  6. Gean Vitor, 16 anos, Coronel Macedo – SP, terceiro ano do ensino médio (neste ano). Slowpoke report: Lí o último volume de Steins;Gate (sim, perdi a “primeira leva” da distribuição ai consegui terminar a coleção [de três volumes kkkk] só agora), e dei nota 8,5 para 9, gostaria de saber suas opiniões sobre. Comecei a ler Onani Master, e como diriam os fãs de Punpun, cara, eu sou tão Kurosawa kkkk. Sério, ele tem uma forma de analisar as coisas ao seu redor que em dados momentos eu faço igualzinho, agora só falta eu ir ao banheiro todo di…. não, melhor não :D. E para completar, fiz minha irmã ler os três volumes de Steins;Gate, e ela gostou. Foi meio difícil eu conseguir fazê-la ler, pois ela é uma leitora/colecionadora de livros, e nenhum deles (que ela possui) tem a temática parecida. Ela deu nota 8. Agora sobre anime tenho que dizer uma coisa, Haikyuu!! ,como sempre, (ainda) está sendo o melhor, e comecei a assistir Kuroko no Basket, e cara, as atitudes do Kagami de rir quando está com alguma dificuldade dizendo que vai com tudo, e tudo mais, caras, Punpun mudou minha visão sobre isso, ele é um personagem tão superficial nesses atos, assim como Asano mostrou, antes de ver isso em Punpun, provavelmente eu iria gostar do personagem e torcer por ele, mas não é o que ocorre, mas gosto do Kuroko como personagem. E Estranho, está lendo Aoharaido pela Panini ainda? O que está/estava achando?
    Sobre o programa: Dragon Ball é o maior exemplo de nostalgia no “nosso mundo”, tantas pessoas que dizem que é a melhor obra da história. Para começar, nem melhor que Naruto é, como algo sem história (no lugar temos um loop que se repete) e com traços ruíns pode ser o melhor? É pura nostalgia. E sobre o canal Nostalgia do Youtube, estive em uma discussão com dois amigos sobre ele, e concluímos que foi uma má ideia para algo que quer ter longevidade, afinal, a “nostagia” que o cara (Castanhari) tem, vai acabar, então ele deveria escolher um nome que englobasse a parte nostálgica da vida dele, mas não somente isso, pq se torna um problema ele colocar vídeos não relacionados a isso. Enfim, “té” mais, Judeu, Estranho.

  7. Diego C. Camara – 26 anos Campinas. Analista de Laboratório

    The Female Fridge No. 1: Genial esse one-shot da geladeira, novo clássico instantâneo do programa. É quase um hentai, mas também uma estudo de ciúme e psicopatia, fascinante mesmo.

    Não acho que gostar de coisa velha seja necessariamente nostalgia. No caso das bandas citadas, o público sempre se renova e não é raro ver jovens em shows de grupos dos anos 60/70. No caso da galera velha…. sei lá, acho que nostalgia é diferente de se retroalimentar. Quando escuto as músicas que vocês colocaram de fundo do programa, e que não ouvia há anos, na hora desperta uma saudade e o sentimento de reencontrar algo querido que não ouvia há anos… isso é nostalgia, mas ouvir Beatles que tá sempre na minha playlist não é. Mas não estou dizendo que se retroalimentar é mais saudável que nostalgia, não mesmo.

    Uma coisa sobre nostalgia que acontece comigo é o receio de querer revisitar a obra. Manja a regra dos 15 anos, e o medo de se decepcionar com algo que você gostava muito? Pois é. Aconteceu comigo quando reassisti CDZ anos atrás, e vi o quanto a série era medíocre. Mas há casos felizes, como o do Judeu, que reviu um filme e é tão bom, ou até melhor do que se recordava.

    Por fim, acho que quando se tem nostalgia de algo, mas você revê e reavalia a obra, deixa-se de ser nostalgia e passa a ser uma avaliação com mais crítica. Eu tinha nostalgia de Star Wars, que assisti muito quando criança, mas que eu não via há muitos e muitos anos, e quando revi a trilogia clássica recentemente, pude ter uma nova percepção dela, tanto pra pior (episódios IV e VI), como para melhor (episódio V), e com isso, acho que a série perdeu a classificação de “nostálgica” comigo. É uma questão de querer abrir os olhos e se esforçar pra reavaliar coisas antigas.

    Abraços!

    • Fiquei pensando, e acho que discordo de mim mesmo. Digo, mesmo revisitando coisas antigas e mudando nosso julgamento sobre elas, como foi com CDZ e SW, é possível ainda ter carinho pela obra, que vai te remeter a uma epoca de infância com um certo afeto. Entao é possível ser um pouco nostálgico e ter tbm um senso crítico sobre a obra.
      Eh o ao quadrado me fazendo remoer as idéias sobre mim memso e o mundo haha

  8. Dois tipos de nostalgia que me irritam: a de games e de músicas. A nostalgia do tipo “As músicas dos anos tal eram bem melhores que hoje” dá para passar pois a pessoa pode falar apenas a respeito do que ela ouve nos rádios e no mainstream, sem se aprofundar em variados gêneros de música (só que agora com Spotify isso fica menos plausível). Agora nostalgia de games é de lascar, pois fica na cara que a pessoa é mente fechada, pois hoje em dia tem muita coisa boa no indie e no mainstream.

    Uma coisa que paro para pensar é sobre o pessoal que fica na expectativa de voltar a ver animes na TV (ja vi até petições públicas na net sobre isso). Essa época já passou, cada vez menos gente assiste TV hoje em dia e eu mesmo não voltaria a ver animes na TV mesmo se voltassem. Eles deveriam se contentar com o Crunchyroll e o Netflix conectados em uma SmartTV ou EZCast.

    Outra coisa que paro para pensar é sobre a regra dos quinze anos. Será que o motivo de gostarmos de mais coisa antes dessa idade para sentir nostalgia depois é resultado de mudanças em nosso cérebro? Tava vendo esse artigo aqui na internet (http://super.abril.com.br/comportamento/o-cerebro-em-nova-transformacao) e estava pensando nisso, tudo parece mais divertido quando estamos na infância e somando com a falta de senso crítico, fica mais fácil para alguém gostar de Saint Seiya ou Naruto sendo que esta pessoa viu na infância e ainda não assistiu tais séries na fase adulta (o que é conhecido como “quebrar a regra dos quinze anos”). Tem até um nerdcast que fala sobre isso (http://jovemnerd.com.br/nerdcast/nerdcast-262-regra-dos-15-anos-filmes/)

    OBS: Tem algumas obras que conseguem superar a regra dos quinze anos por serem boas mesmo e mesmo vistas anos depois conseguem nos agradar como por exemplo, filmes da Disney como “Rei Leão”, a programação da TV Cruj da SBT (fiquei maluco com a possibilidade deles voltarem antes de ver a entrevista deles no programa do Danilo Gentili) e no meu caso Super Pato Novas Aventuras, da Disney.

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