Mangá² #158 – Representatividade LGBTTQIA

Sejam bem-vindos ao episódio 158 do Mangá², o podcast semanal sobre mangás que choca a família tradicional brasileira.


Neste programa, Judeu Ateu e Estranho recebem Gabriela Negro (Hoje Vi) e Ian (Shoujismo) para falar sobre a representatividade lésbico-gay-bi-trans… no mundo dos mangás, falando desde os yaois até os shonens de porrada, passando pelos protagonistas gays até os vilões travestis.

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Cronologia do episódio
(00:00:29) Representatividade LGBTTQIA
(01:14:00) Leitura de Emails
(01:32:00) Recomendação da Semana – Saishuu-Heiki Kanojo (Saikano)

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56 Respostas para “Mangá² #158 – Representatividade LGBTTQIA

  1. E acho que o “Bokura no Hentai” era o principal manga que deveria ter sido comentado aqui (ou se comentaram eu não ouvi). Ele é todo sobre isso.

  2. Fiquei supreso agora porque eu sempre achei o judeu meio homofobico (nao sei porque so achava).

  3. Então, eu posso shippar Judeu x Ian sem sentir que estou forçando a homossexualidade em ninguém?
    Poxa, o Ian é ainda mais engraçado ao vivo.
    Sei lá, eu entendo o pessoal reclamar da heteronormatividade dos BL, mas esteriótipo é algo normal em qualquer demografia. E bem, se eu fosse fazer um mangá do tipo e me pedissem por coisa do tipo, eu responderia que não posso representar algo que eu não vivencio tão afundo e só to fazendo o que eu gosto e acho que ia ficar bom. Acho que o importante é ter bom senso.
    Ah um exemplo decente de mangá que eu não gosto é Akame ga Kill, em que o personagem com quem o protagonista treinava e chamava de “aniki” no começo era gay. Isso gerava uns momentos cômicos por que ele às vezes flertava com ele, mas não era nada degradante e o personagem não ficava preso nesse esteriótipo.

  4. sempre tive curiosidade de saber se o judeu ateu sofria preconceito por ser um judeu ateu, e é muito bacana esse apoio que você tem da sua família, coisa que eu não tenho tambem sou ateu mas ainda não contei pra minha família pelo fato deles serem bem religiosos.

    sobre o fato de você ser gay sinceramente pra min esta informação não vai fazer diferença, vou continuar ouvindo o ao quadrado da mesma maneira, e mais um vez bacana esse apoio da família, a minha é bem xenofóbica minha mãe já chegou a dizer que “prefere filho morto do que filho viado”, alem do fato de um primo meu ao revelar ser gay o pai quase expulsou ele de casa, e hoje ele é tratado como se fosse a ovelha negra da família.

    infelizmente ainda existe muito desse preconceito bobo, eu mesmo quando criança era xenofóbico por causa da minha criação , mas evolui como pessoa.

    e finalmente entendi por que não gostou do final de naruto você torcia pra narusasuke.

  5. Nome: Gean Vitor Corrêa.Idade: 16 anos.Ocupação: Cursando Manutenção e Suporte em Informática.Cudade: Coronel Macedo – SP.Slowpoke report: Comecei a ler Oyasumi Punpun,e assim pergunto, mesmo sem ter lido Solanin, como é possível o Estranho gostar mais deste último que da obra que é a cara do Mangá ao quadrado? E uma coisa curiosa, não sei o porquê, quando comecei a ler Punpun, comecei pensando que o que preferia Solanin era o Judeu.Já iniciei o volume 5. Li o one-shop Slow Down, edevo dizer que não sei o que pensar disso, e gostaria de saber o que vocês dois acharam disso, e qual nota deram. Fora esses que li online,os últimos mangás físicos que li foram Aoharaido #5, o melhor mangá de romance em minha opinião (Estranho, você que está/estava lendo, diga o que está/estava achando), Parasyte#1 Steins;Gate #2 e Fairy Tail #50.Sobre o programa: Cavaleiros do Zodíaco é uma obra que nunca me interessei nem pelo mangá e nem pelo anime, não gostava do traço, achava muito ruim mesmo. E lhes dou a sugestão de um novo “Consertando”, que é sobre Dragon Ball. Olha, vocês já passaram por Fairy Tail e Bleach, mas por DB, o desafio é quase impossível (DB, para mim, é uma das 2 obras que são 100% nostalgia e 0% qualidade). Flw, até mais, Judeu Ateu e Estranho.
    Sobre o podcast de número 158, realmente, o pior desses shounens que tem a temática, é essa “redicularização” em cima dos “não-héteros”, e esse negócio de sempre ser vilão, mesmo que o vilão em alguns casos não seja tão mau, um exemplo é o James de Pokemon, que acaba também parecendo ser um alivio cômico a mais para o anime.

      • A melhor coisa que ocorreu com Dragon Ball ultimamente é se assumir como uma mídia também de comédia. Começou assim, como comédia, aventura e luta. Aos poucos se tornou demasiado porradeiro, em detrimento das outras características, e nisso começou a ficar repetitivo demais. Ainda era bom (para mim), e gostei do pouco de comédia da saga Boo (que o pessoal diz que é a pior). Mas a linha do Super, que um monte de gente reclama, me é ótima. Eles se veem como uma mídia de comédia, e brincam com isso. Nisso, os furos pontuais de DB e DBZ se consertam, pois é coisa que segue roteiro de anime e mangá. 😉

  6. Passivo,versátil,ativo,bruto,comum,afeminado,belo,ordinário,feio.Há um mundo de tipos e variedades diferentes.Esteriótipos existem,mas não são regras escritas na pedra,isso é falha do leitor ao ver esses personagens e achar que pode generalizar.Em One Piece,todos os personagens tem os seus trejeitos engraçados,E há um ponto curioso que parece que lhes escapa,os gays e travestis de One Piece mais exagerados são os tipos mais hostilizados na nossa sociedade,o gay comum ou bruto passam batidos,mas o afeminado e o travesti se tornam alvos de hostilidades,sendo perseguidos ou mortos.Lá em OP,essas pessoas não aparecem misturadas a população comum e só saem no armário e poderem quem são no reino kamabaka,além de terem de aprender técnica de combate gay para se protegerem e o fato de Empório Ivankof ser o vice líder dos revolucionários,que pode levar a crer que o governo persegue essas pessoas,e acredito que Oda vá desenvolver mais esse tema.
    Os yaois,atualmente,estão mudando,pegando mais esses questões de ser gay e ter de enfrentar zilhões de treta,à lá Romeu Julieta,o amor sempre enfrenta imposições,seja da sociedade,da família ou se aceitar.Asumiko Nakamura e Kazuma Kadoka exploram bem isso.
    Dos yaois comuns,o Sekai Ich Hatsokoi,foi a primeira estória gay a me chamar atenção ao observar que seu protagonista está trancado no armário e seu conflito de sair e assumir o seu primeiro e único amor pro mundo inteiro,enfrentando os pais e a sociedade.
    Sobre Yuyu Hakusho,Sensui e Itsuki são um casal,tanto que Itsuki leva Sensui para o vácuo,agarrado ao corpo dele pela eternidade.
    O importante,no final das contas,é evidenciar que existem várias sexualidades.

  7. Slowpoke Report:

    Li Orange e gostei bastante. É uma mangá que tem alguns problema, mas esses parecem mais atrelados ao gênero shoujo do que à obra em si. Ainda assim, é um mangá que consegue abordar e trabalhar seus temas de maneira interessante, tornando sua história profunda e tocante numa boa medida.

    Sobre o podcast, parabéns ao Judeu Ateu, gestos como esses, podem parecer banais para alguns, mas são atitudes de grande personalidade e louvável coragem.

    Sobre o tema do programa, é fato que personagens não héteros são bastante marginalizados nos mangás, e geralmente são usados ou como vilões (para parecerem fracos e depois se relevarem fortes, surpreendendo [?] o leitor) ou como coadjuvantes para alívio cômico.

    Um personagem que não sei porque me veio a cabeça quando comentavam sobre, era o Allain Delon, de Beelzebub, que poderia ser bem melhor desenvolvido, já que seu poder é interessante, mas é usado apenas como alívio cômico e como recurso de roteiro em várias ocasiões. O legal dele era que o personagem era uma clara referência ao Freddie Mercury e nem por isso se tornou mais lembrável. Uma pena =(

  8. Dentro daquela questão de personagens mais afeminados serem normalmente vistos como vilões sem um contra-ponto nos heróis, acho que vale muito a pena mencionar o anime Gatchaman Crowds, onde o vilão, Berg Katze, é bem assim, mas no grupo dos heróis nós temos o OD (inclusive dito como sendo o mais forte dentre os heróis ali) e tem o/a Ninomia Rui, que é travesti (embora o anime nunca diga se é transexual ou se usa roupas femininas apenas porque sim) e é um dos melhores personagens do gênero que eu já vi (até por conta de todo o ideal dele de querer criar um mundo onde as pessoas possam andar com as próprias pernas). O anime como um todo é excelente e nesse ponto ele é possivelmente o único anime que eu já vi que conseguiu fazer esse contra-ponto.

    Ah, e Hourou Musuko é perfeito ❤ O mangá tem um ou outro deslise na narrativa, mas num geral tanto o anime como o mangá estão entre as melhores obras que eu já vi em suas respectivas mídias. E sim, ele trata da questão da transexualidade com bastante responsabilidade e mesmo tece alguns comentários bem fortes com relação a identidade de gênero, ao trato que as pessoas tem na sociedade e por ai vai, vale muito a pena conferir.

  9. Acabei vindo pelo tema, mas achei que deveria deixar um comentário, achei uma ótima discussão e tudo que temi não ser comentado foi dito. Infelizmente não houveram recomendações novas para mim, já conhecia os exemplos mencionados ou já estava querendo ler.

    Queria discutir dois pontos mencionados.
    Amei que Ouran foi mencionado, mas fiquei decepcionado que não houve maior menção dos outros personagens, tem o pai a Haruhi que é bissexual e travesti, cômico mas não é a piada, tem um clube de Takarazuka(que podia ser ter sido mencionado junto ao Kabuki).
    Não acho que em nenhum momento Kuroshitsuji coloca o Sebastian como gay, eu diria que com demônio ele seria colocado como pansexual. Sobre Grell eu recentemente li que há uma discussão sobre se ele foi escrito como um homem gay, bissexual ou como transgênero pela introdução dele onde fica incerto se ele sente algo mais pela Madame Red, Grell também se refere no feminino e expressa um desejo por ter crianças e uma inveja por mulheres terem o que ele não tem. Não aparenta ter conclusão já que tudo é especulação baseado na atitude do personagem em uma tradução.

    Agora queria dar alguns exemplos também.
    Lembro de ter ouvido comentários que podem ser falsos, que o Dio de Jojo é bissexual. Meu conhecimento é limitado ao anime mas ouvi que Jojo aparenta ter mais personagens que entram aqui.
    Incluiria a Yui de The World God Only Knows, apesar do arco dela cair no caso de gender bender, mas inverte toda a relação entra ela e o protagonista e após o fim do arco ela assume características “masculinas” na forma de falar e se vestir mas continua a se identificar no feminino.
    Yayoi e Shion de Psycho-Pass, apesar de se encontrarem na linha entre personagem secundário e pano de fundo.
    Também há o caso de Shin Sekai Yori, apesar de ser mais conhecido como LN e anime, onde todos personagens são mostrados como bissexuais.
    A autora de Hourou Musuko também tem um mangá de romance lésbico, Aoi Hana.
    Hunter X Hunter discutivelmente tem uma personagem transgênero na Alluka, que é tratada pelos Zoldyck no masculino que vêem ela como um objeto e um monstro, mas no feminino pelo Killua que também chama ela de irmã e diz que ela é uma menina.
    Level E também tem um arco que envolve um personagem intersexual.
    IS é um mangá inteiramente sobre personagens intersex, começando com histórias curtas em sem conexão e depois acompanhando a vida de um personagem, mas ouvi comentários não verificáveis que não é realista e possui e informação incorreta e é escrita por uma mulher cis.
    Não querendo encher isso de “discutivelmente”, mas um personagem de Nanatsu no Taizai, Threader/Slader é mostrado num encontro com um homem no fundo de um capitulo, usa a forma de falar adotada por homens gays no Japão e é mostrado em omakes como atraído por homens, mas a história principal não menciona isso. Apesar do maior envolvimento dele na história estar sendo um estereotipo que tem passado bem discretamente.

    Yuri parece estar em melhores termos de representatividade que o yaoi, apesar de que ultimamente tenho ouvido falar em autores homens de yaoi, já que Yuri parece sempre ter tido mulheres como seu demográfico e ser mais centrado em romance. A character design de Yuri Kuma Arashi, Morishima Akiko é um autora conhecida de yuri que é assumidamente bissexual. Agora eu não sou muito familiar com yuri então não tenho o muito o que dizer, que infelizmente também percebi no podcast que teve apenas alguns comentários de yuri.

    O que é algo que acho interessante é a forma como é muito comum mangás tratarem disso e me faz pensar se a mídia japonesa em geral também a faz, a politica de “não pergunte, não conte” ou se é apenas a forma como os japoneses vêem relacionamentos, que não devem ser mostrados exageradamente em público. A maioria dos exemplos não usam as palavras gay, lésbica, bi, trans, etc. Acredito que até Hourou Musuko apenas usa “nasci no corpo errado” apesar de haver uma menção de uma personagem dizer que é lésbica. Apesar dos pesares, Naruto tem o Haku e o Zabuza, mas não há rótula para aquela relação. HxH mostra o Gon e o Killua como um relacionamento muito profundo de uma forma que não é usado nos outros relacionamentos da história e mais nada é dito, o que leva a especulações. Claymore é outro, praticamente todos personagens relevantes são mulheres que são próximas e até se referem como tendo relações profundas, mas acaba ali, não se define o tipo de relação.

    Desculpa o longo comentário, recentemente vim a olhar mídia e histórias com outra perspectiva e venho tentando conhecer mais desse lado dos mangás, filmes, séries e me animei um pouco demais em escrever aqui.

    • Haku e Zabuza o pessoal fala, mas foi o anime que CLAMPeou eles, e isso não é uma reclamação até porque o anime de Naruto assim como em Fairy Tail melhora em muito as coisas que são rasas no mangá

    • Togashi costuma (apesar muitos delizes) inserir temas lgbt(s) nos manga dele.
      Mas ao meu ver (por experiência pessoal também), a relação Gon e Killua é muito profunda, mas é uma relação de amizade (de irmandade para falar a verdade) hétero. E olha que rola umas duas piadas sobre isto na série.

  10. Pra começar, bom não imagino como seja isso, mas pelo visto foi bem natural pra você, apesar de apenas ouvir sua opinião sobre mangás semanalmente, você sempre passou a impressão de ser uma pessoa bem honesta com que é e com o que acha, e mais uma vez mostrou isso.

    Vocês foram direto no ponto, as pessoas não-heteros cis, e etc, são pouco retratadas, e quando são, é bem estereotipado, mas sempre há bons exemplos. Mas até que yaois e yuris, apesar da maioria a coisa ser bem fantasiada, alguns tem retratos bem reais e mais naturais.

    Hourou Musuko foi tão pouco falado, acho um mangá fundamental nesse tema, uma pena vocês não terem lido, mas pra mim é um mangá fantástico, sério, além desse tema de representatividade que é muito bem retratado, o mangá mesmo em si é excelente, tem todo um desenvolvimento dos personagens que na maior parte do mangá são crianças.

    Já pode shippar Judanho? :v

    Não vai ter retrospectiva?

    Qual o melhor mangá que leram em 2015?

    Enfim, Feliz ano novo \o

  11. Me senti oprimido por duas pessoas nesse cast demonstrarem odio a quem come uva passas, por mim colocava passas em tudo ia da uma peidaria infernal, mas valeria a pena.

    Puxando aqui da memoria, Yu Yu Hakusho tem 3 personagens, um personagem travesti que luta com o Yusuke(que dá um sermão que hoje vejo que é muito escroto), o mencionado Sensui e Gatekeeper(dublagem brasileira sempre) apesar de não ser explicito Gatekeeper para salvar o Sensui moribundo vai pra uma dimensão onde o tempo não passa e os dois ficariam juntos para sempre. Por fim tem dois dialogos do Kurama que dão a entender que ele é gay, um é no episodio final que chamam ele de gay e ele fala que não se importa com isso. Esse outro eu não tenho certeza do momento posso até tá imaginando, mas chamam ele de gay e ele dá uma resposta sarcastica estilo “e se eu for?”

    Em Bucky além do vilão mencionado tem um personagem secundario que foi amaldiçoado a trocar de sexo quando amanhece-se/escurece-se e a versão feminina era apaixonada pelo bucky, mas quando a maldição foi desfeita foi revelado que era um homem e que ainda assim estava apaixonado pelo Bucky.

    Leron do Gurren Lagann além de um posto alto(era o chefe da engenharia e o lado cientifico que nunca foi realmente explorado) tinha uma piada foda, toda vez que alguem bancava o macho-alfa na frente dele, Leeron dava em cima dele e o cara se encolhia de medo, o unico que não reagiu assim foi o Simon.

    È engraçado que o Ian esteve certo sobre o Blue de Dragon Ball, mas hoje o Toriyama criou o Whis que apesar de esteriotipado ele é oficialmente o personagem mais poderoso já criado em Dragon Ball e é do lado do bem.

    E uma descoberta bizarra que tive essa semana(não, eu não sou gay) havia um roteirista que anos atras tentou fazer o homem de gelo da Marvel sair do armario, mas isso foi vetado, mas essa descoberta do personagem viria depois dele ser decapitado e ter que criar um novo corpo a partir do mijo do destrutor SEM PIADA, e o cara tava planejando isso como representatividade para depois o personagem ter um caso com o estrela polar(um personagem que era gay desde a criação nos anos 70, mas a Marvel so criou coragem de deixar explicito nos anos 90.)

    • Um comentário do caso do Bucky: A Grande Criança de Pentas, Ali-Babá, era amaldiçoada pelo monstro demoníaco Grande Tartaruga (é, os nomes são meio bobos mesmo), e originalmente ela era um garoto que, durante a maldição virava garota todas as noites, sendo garoto durante o dia. Cada sexo com sua personalidade. Só que a personalidade apaixonada pelo Bucky era a do Ali-Babá masculino. A Ali-Babá mulher era mais soturna e concentrada em suas tarefas, e não aparentava nenhum interesse por nenhum personagem masculino. Quando a maldição é quebrada, Ali-Babá volta a ser um garoto indefinidamente, e a piada é ele ser apaixonado pelo Bucky (correndo atrás dele).
      Acaba que o Monstro Tartaruga torna-se bom, e no final desenvolve uma relação com a princesa de Pentas…

  12. Alias esqueci no meu comentario anterior, mas nos shounens tem dois exemplos que não sei se tem como objetivo ser piada, representatividade ou é só uma pessima ideia.

    Uma é o Puri Prui Prisioner de One Punch Man que na versão do Murata(eu não sei exatamente se nessas mudanças o one tem envolvimento) ele está preso de proposito para poder estuprar homens sem ser recriminado pela sociedade.

    Outra é a Cana de Fairy Tail, a muitas piadas e ecchi de cunho lesbico quando ela está com Lucy, mas isso nunca é definido se é uma piada de ecchi para punheteiros ou se é uma piada dela ser lesbica com ecchi para punheteiros

  13. Slowpoke report:
    Jefferson Silva, 17 anos, Campina Grande/PB
    por recomendações de vocês já li Slam Dunk, Oyasumi Punpun, Onani master Kurosawa, Molester Man e finalmente alcancei Haikyuu; todos excelentes. gostaria de mais recomendações seguindo o que li até agora.

  14. Baixando agora, mas desde de já agradeço e muito por fazerem este programa. Tava ansiosa para ouvir vocês tratando sobre o tema.

    • Existe o pessoal da maromba que tbm come batata doce, e foge de fritura e carboidrato com gordura saturada… Acho que essa falha de caráter não é pior do que a do pessoal que detesta chocolate ou pizza… Isso não dá para aguentar!!!

        • Mas aí não é falha de caráter, é maldade da natureza. A natureza pode ser muito perversa…. Intolerância a lactose… Ah, que maldade! A natureza pode ser muito cruel…

          • cara existe leite e derivados sem lactose, tudo tem seu jeito kk

          • Caro Zenytran, conheço um intolerante a lactose que consome esses produtos sem lactose, e como é cara a vida dele. Não tem um salário muito legal, e é relegado a fazer dieta especial de guloseimas pois o que pode comer é caro… Porém, isso o obriga a ter uma vida mais saudável… Que o faz ser mais saudável que muita gente por aí…

  15. Sobre LGBT na espanha,

    (Muito bom o vídeo)

    Esta errado colocar sempre personagens gays como mal e por estereótipos em Shonnes. Isso tem que ser revisto.

    Esse caso de que toda obra deve ter personagens LGTB, não
    concordo muito. O texto é da pessoa, ela escreve o que ela quiser…
    (Claro que não estou falando de discriminação, estou falando da criação do texto da pessoa, da liberdade criativa. Se o autor quiser alcançar mais pessoas, ele tem a opção de incluir LGTB; se ele não quiser alcançar, ele tem a liberdade de não usar. )

    Se a pessoa quer tocar um grande numero de pessoas, influenciar uma geração escreva um texto. Esse áudio de vocês fomenta varias ideias, pois vcs indicam os problemas e o que poderia ser feito.

    Feliz Ano novo!

  16. Wow, um baita programa para fechar o ano… parabéns!
    Não tenho recordação de outros exemplos além dos citados, então só re-recomendo Paradise Kiss, ótima obra.

    Abraços e feliz ano novo!

  17. Uma obra que recomendaria sobre o assunto seria o IS – Otoko Demo Onna Demo Nai Sei, um mangá que trata basicamente da intersexualidade ou hermafroditismo, mas que acredito que se encaixa perfeitamente com o assunto. Ele aborda de maneira séria, temas como a discriminação, os conflitos quanto a escolha de sua sexualidade, relacionamentos, a aceitação das pessoas, etc.

    Outro manga que aborda o assunto, é do mesmo autor de City Hunter e Angel Heart, é o Family Compo, onde o protagonista vai viver com seus tios, que são um casal transexual e seu filho/filha (o protagonista vive o tempo todo tentando definir qual é seu sexo) . É uma obra bem engraçada mas aborda seriamente vários assuntos relacionados ao LGBT.

    Por fim, não sei se foi comentando, é o mangá/anime Aoi Hana de Shimura Takako, tratando-se de um romance entre adolescentes.

  18. Ah, uma coisa importante que eu lembrei: o Kabuki não proibiu mulheres por achavam elas incapazes. Na verdade, tinha uma época que as mulheres atuavam nesse tipo de teatro, mas como começaram a usar isso como faxada pra expor prostitutas resolveram proibir as mulheres e colocar rapazes para o papel delas.
    Tudo bem que daí esses rapazes começaram a se prostituir também, então não resolveu muito.

  19. Parabéns ao Judeu Ateu pela coragem dele. Nossa sociedade ainda é bastante preconceituosa. Há 10-15 atrás, descobrir uma informação dessas de um participante de uma mídia que aprecio poderia me fazer abandonar ela, e virar um hater. Felizmente as pessoas amadurecem e evoluem, e hoje sou capaz de pensar por mim mesmo, e minha criticidade permite ver que não há nada de mais nisso. É uma característica como qualquer outra comum à identidade de cada indivíduo. Atualmente conheço e tenho contato pessoas homoafetivas, que só consolidam mais essa minha visão de que esse adjetivo, numa amizade ou relação social cotidiana, se dilui entre tantos adjetivos, que não deveria ser algo a gerar tanta discriminação. Pelo menos para mim, esse preconceito ainda existente é alimentado pela ignorância e o desconhecimento. E que se as pessoas se permitissem ter mais contato, seria tão natural lidar com isso como lidar com uma pessoa que goste de outro gênero musical ou estilo de cinema…

  20. O Gal. Blue foi derrotado pelo Mercenário Tao (Tao PaiPai), quando esse quis demonstrar seu poder ao Comandante Red.

  21. The Lost Canvas infelizmente piora no mangá. É bom, mas piora… Isso pq a Shiori mete muita coisa na sua Saga de Hades, metendo Poseidon no meio, dentre outras coisa. Isso sem contar com o cavaleiro overpower Megaman de Leão, que acumula o golpe de todo mundo que entra em contato…

  22. Só pra ser underground, Devilman entra na lista LGBT, pelo peraonagem Ryo, que é Satan, que coloca um demônio em Akira por amá-lo e não perder-lo no apocalipse.Tenho impressão do Satan ser hemafrodita foi briga editorial.Do tipo Go Nagai querendo fazer como homem e o editor queria uma mulher e acaba no meio termo.Tenho essa suspeita pela forma como Ryo foi desenhado e seu comportamento mais agressivo.
    Isso na época de publicação, denota que personagens desse tipo, para poderem ser aprovados pela editora, tinha que inventar uma desculpa ou omitir informação, nunca deixar claro se é gay ou lesbico ou ele só ama exclusivamente aquela pessoa.No Wishé a mesma coisa, a CLANP dizer que anjos não tem sexo é pra passar com facilidade pela aprovação editorial, eu leio e todos os personagens são homens.

  23. João Miguel, Estudante de Psicologia, Auxiliar de Escritorio, 21 Anos, Brasília -DF

    Acredito que o mais importante é a estereotipização que os personagens LGBTTQIA sofrem, poucas foram os exemplos dados que representam a essa parcela da população, assim gostaria de colocar só o papel da sociedade nisso, apesar que a arte pareça mais liberal sobre a sexualidade e gênero, a sociedade japonesa o patriarcado é muito forte, tendo o homem como provedor, exemplo de virtude e a força da família (atitude Ativa perante a vida) e a mulher tendo uma postura de cuidadora da família, que espera em casa ( atitude Passiva) o que se reflete nas representações dos casais LGBTTQIA nos mangás tendo sempre os personagens preenchendo esses papeis (ativo/passivo) então mesmo que pareça que na arte os japoneses são mais liberais, na verdade é só uma representação das crenças da sociedade com outra roupagem.

    • Só deixar um parabéns ao Judeu pela coragem e obrigado por achar que o público do mangá Ao Quadrado merece saber sobre isso.

  24. O termo ”LGBTTQIA” tem um problema grave.Ele está associado a uma hipotese oriunda da área de Estudos Literários e que migrou pra Sociologia e Filosofia,chamada de Teoria Queer.
    Esta teoria possui fortes contestações em outros campos do conhecimento por atribuirem um carater intelectualmente duvidoso e até mesmo notadamente anti-científico.Essa autora abordou o tema com um pouco mais de profundidade http://xibolete.uk/judith-butler/

    • Comecei a ler o texto, mas vi que ele se propõe a refutar os pensamentos de uma autora específica, que particularmente desconheço, fazendo o texto perder sentido para mim ou para o contexto da nossa discussão.
      Qual é exatamente, a seu ver, o problema do termo? Em uma busca por cima não vi nada no texto focando-se nesse termo.

      • Vou tentar explicar de uma maneira mais clara.Acredito que você seja alheio a todo debate em torno disso

        O problema que vejo é porque a terminologia ”LGBTTQIA”,sobretudo a letra Q,está associado as identidades conhecidas como ”queer”,que seria identidades que não restritas ao binário,porém é uma coisa mais abrangente que essa simples definição.O termo ”queer” usado na sigla tem sua raiz dos Estados Unidos,sobretudo a partir de interpretações associadas a autora citada acima sobre ”parodiar o gênero”.A natureza paródica da identidade ”queer” está evidente em seu próprio termo,por ”queer” (”estranho”) ser usado para ofender pessoas homossexuais e travestis nos EUA.
        O que baseia a identidade ”queer” como conceito é a noção da liberdade absoluta.De que existe uma variedade praticamente infinita de gêneros no qual podemos escolher um para nos identificarmos,postura essa que vai de encontro com conhecimentos adquiridos sobre essa questão em outros campos do conhecimento.Tudo que permeia e fundamenta o que é escrito ou dito na ”cena queer” se baseia na ideia de Determinismo Cultural do gênero e Construtivismo Social.No Brasil um termo muito associado aos ”queers” são não-binários http://pt-br.identidades.wikia.com/wiki/N%C3%A3o-binaridade_de_g%C3%AAnero

        É muito comum entre os ”queers” uma confusão entre o que seria gênero e personalidade pela excessiva subjetivação que consiste as crenças das quais partilham.

        Outra escritora que é importante dentro desse ”movimento queer” é Beatriz Presciano e seu livro ”Manifesto Contrassexual”.

        O Eli Vieria (um dos únicos nomes de alguma relevância no ativismo LGBT brasileiro que abordava criticamente essa questão,até por sua formação em genética) fez postagens falando da questão http://www.elivieira.com/2014/03/sobre-generos-e-deterministas-culturais.html
        http://pergunte.evolucionismo.org/post/98444008546

        Existem pessoas,sim,que não conseguem se identificar claramente como homens ou mulheres,mas isso,per si,é distinto de todo corpo ideológico que vem aglutinado ao termo ”queer” ou mesmo ”não binário”,usado aqui no Brasil e America Latina.E essa característica do indivíduo é inclusa no que se entende como o fenômeno da Transsexualidade.

        Isso sem falar outras questões,como que a Assexualidade não é uma orientação sexual distinta das demais,mas um grau da sexualidade (ver esse vídeo do Pirula abordando a questão,onde ele ilustra isso num cladograma https://www.youtube.com/watch?v=Gn0R-gb9SMc ) e pessoas que têm,inatamente,menos desejo sexual (ou mesmo nenhum) não sofrem uma discriminação social por conta dessa característica da mesma forma que homossexuais.Não existem leis ou grupos que queiram limitar as liberdades e direitos civis de pessoas que não querem se relacionar sexualmente com ninguém.A inclusão do ”Assexual” na ”sigla de ativismo” não faz sentido.

        E,olhando de uma perspectiva mais estética à terminologia usada no título do Podcast,separar ”Transgênero” de ”Travesti” (no TT) não faz muito sentido,uma vez que a letra T seria comum entre eles.

        O termo GLBT ou LGBT já seria suficiente para abordar a questão no que tange às pessoas não heterossexuais,sobretudo por uma perspectiva política.

        Espero ter sido um pouco mais claro.Essa questão toda é bem extensa,ainda mais por lidar com política e conhecimentos e atritos de importantes áreas do conhecimento acadêmico

      • qualquer coisa posso buscar alguma coisa externa,pra complementar a resposta que fiz acima,a respeito do termo usado no título

        • puts,o texto acabou não enviando,eu acho…postei ele e ele nao apareceu quando atualizei a página.Recebeu aí a minha primeira resposta sobre a sigla LGBTTQIA ? caso não,reescrevo novamente

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