Mangá² #152 – Lolicon

Sejam bem-vindos ao episódio 152 do Mangá², o podcast semanal sobre mangás socialmente aceitos.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho, Rubio Paloosa e Izzo (Dentro da Chaminé) falam sobre o maior elefante na sala do universo dos quadrinhos e animações japonesas, o fenômeno do Lolicon.

Repercutindo uma notícia recente sobre o tema, conversamos sobre a frequente ocorrência do lolicon, a necessidade ou não do Japão proibir a sexualização infantil, qual sua correlação com a pedofilia, quais os limites e formas de se abordar o tema, e sobre como se sentir perante essas obras.

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Cronologia do episódio
(00:00:20) Lolicon
(00:48:30) Leitura de Emails
(01:01:20) Recomendação da Semana – Kodomo no Jikan

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27 Respostas para “Mangá² #152 – Lolicon

  1. Bom, deixa eu entender. Tem que proibir mangá e anime lolicon usando como argumento casos reais de exploração sexual infantil, correto?
    Mas por que o Brasil não tem Anime e Mangá, mas tem uma puta exploração sexual de crianças e adolescentes?
    Para né, não é por aí. Eles podem sim rever as leis sobre material pornográfico infantil REAL, e combater os casos REAIS. Até lá, ainda tem muito trabalho antes de pensar em uma mídia de fantasia.

    • Só pra constar logo de cara, o argumento usado (por mim pelo menos), não é só “casos reais”, mas sim que a existência do hentai lolicon reforça a cultura japonesa em geral, que não marginaliza o pedófilo o bastante.

      Não é que o lolicon cria pedófilos, porque obviamente não cria, mas que anestesia a existência do pedófilo naquela sociedade.

    • Não é por causa desse tipo de mídia que os criminosos surgem, mas com esse tipo de categoria tão clara é no mínimo mais fácil do indivíduo culposo se orientar e alimentar seus desejos doentios.

      Mesmo crime, culturas diferentes.

      Nos EUA existe a cultura de armamento civil. Se aplicarmos o teu raciocínio nesse caso, ao acusar algum estado americano de facilitar mortes por arma de fogo com suas leis liberais demais, estaríamos errados totalmente, pois os motivos que levam a tais casos não poderiam ser ligados as leis, apenas por que aqui no Brasil também existe morte por arma de fogo, mas não tem leis que liberem armamento. Não é porque existe o mesmo crime sendo cometido por/com outro motivo em outro país, que não podemos analisar e achar possíveis causar para padrões culturais e similares.

  2. Um episódio recente acerca da forte sexualização nas mídias japonesas é o caso do jogo “Fatal Frame – Maiden of Black Water”.

    A produtora censurou umas das funções do jogo para o resto do mundo. Na versão japonesa alguns trajes íntimos são liberados pra as personagens depois de zerar o game, na versão intencional deram uma segurada na sensualidade.

    O Japão, ao meu ver, por ser tão distinto culturalmente do ocidente, em alguns casos se deixa levar pela cultura e raízes de mais.

    Nesse caso, censurando apenas para outros países, e lançando a versão “Full Putaria” no Japão, eles demonstram que se põem acima dos demais, apostando que nacionalmente exposição exacerbada ou tímida é natural e passível de compreensão.

  3. Esse lance de idols sensualizadas muito novas não é exclusividade de idols femininas. Acreditem, mas com meninos o buraco também vai bem baixo em questão de restrição de relacionamentos amorosos e idade questionável. Quanto aos acompanhantes e etc. não sei se tem um equivalente mas não duvido.

    Agora, quanto a minha opinião, acho que ficou com o rubio/judeu. O Japão já restringe demais a pornografia (por isso tantas brechas desesperadas), não sei se proibir mais iria ajudar (lembrando que estou falando exclusivamente de mangás/animes/eroges/coisas do tipo, à partir do momento que você mete criança real é problema e ponto). Fora que proibir algo que supostamente tem chances pequenas de fazer você cometer um crime é interferir demais na liberdade individual. Mas no fim, isso é uma coisa que o Japão tem que decidir.

  4. Primeiramente Slowpoke reports incoming! Já finalizei meia leitura de PunPun e talvez isso decepcionei vcs um pouco, mas eu achei PunPun um mangá Ok e só isso msm. (O Pégaso não me incomodou “Tanto” quanto eu achava que iria me incomodar) Talvez o meu motivo pra ter achado ele um mangá OK tenha sido o Hype, ou talvez eu tenha criado comparações inevitáveis com outros seinens que já tinha visto, de uma forma ou outra PunPun foi só uma leitura OK pra mim.
    Antes de prosseguir com o report, uma pergunta tanto ao Judeu quanto ao Estranho: “Se PunPun fosse a história de um menino alienígena meio pássaro, que vive com um cobertor branco em cima dele e seria uma espécie de história digna de sessão da tarde (ou seja doida como nunca!) Vcs ainda sim leriam PunPun pela doideira?

    Bom em todo o caso meu próximo passo é terminar de ler Pkmn Adventures, estou parado na saga ruby e sapphire, e gostaria de chegar logo na diamond, pearl e platinum, pois nos jogos o Cyrus é o meu vilão favorito, e no anime é a saga mais dark que tem, imagine o mangá, pois se até o anime teve que mudar o tom de felicidade pra um tom mas dark, o mangá que já é dark deve ter feito essa saga ficar café expresso com chocolate de tão dark.

    E sobre o assunto eu só tenho uma piada que o pessoal que é Lolicon sempre repete e eu rio sempre: “Ser Lolicon não é um hobby ou uma atividade saudável, é uma maneira que eu escolhi viver e se o mundo me deu esse caminho tortuoso a ser trilhado, eu o trilharei! Sem medo de voltar atrás!”
    (Esses sites pornôs que eu confiro tem muita gente piadista e poeta! Nossa confiram o Dounjin-Moe, tem hentai lá que a ala de comentários resolveu tratar de assuntos da medicina moderna, ao invés da cena de sexo em questão são uns doidos! Mas eu adoro porque rio sempre!)

  5. Esse podcast foi tenso e foda pra caralho.
    Na moral, qual foi a musica que colocaram na transição do podcast pra leitura de e-mails, porque, meu deus que musica foda!

    • Alias, a musica japonesa. To ouvindo aqui o resto do podcast ai reparei que tem outra em inglês.

  6. cheguei a iniciar uma discussão sobre isso no meu blog e um dos leitores postou algo interesante

    Caio Egon escreveu
    NÃO SE PODE INCENTIVAR PEDOFILIA, é impossível. Porque pedofilia é um transtorno mental, uma doença, você não desenvolve por lê uma obra ou até mesmo por namorar menores de idade porque é uma condição psicologica que não pode ser desenvolvida por esse tipo de efeitos externos. Isso claro não diminui a questão de que essa atitude é moralmente errada

    segue alguns links para se entender melhor o assunto:
    http://www.ambr.org.br/pedofilia-como-transtorno-comportamental-psiquiatrico-cronico-e-transtornos-comportamentais-assemelhados/

    http://www.childhood.org.br/nem-todo-pedofilo-e-um-abusador-sexual-2

    agora minha opinião sobre o cast

    Sobre a questão da ONU, não vai dar em nada a ONU em si não tem autoridade nenhuma sobre nenhum país , o japão vai simplesmente ignorar.

    Sou a favor da liberdade artística , obviamente pedofilia é algo errado mas se um artista quiser retratá-la em sua obra não tiro esse direito dele, alem do que seguindo essa logica teríamos que banir tambem a violência de obras de arte e afins.

    o problema da pedofilia no japão não se encontra nos mangás e hentais lolicons, mas sim na questão da sexualização de meninas reais, como vocês citaram no cast no japão existem desde revistas com menores de biquíni ate serviço de acompanhantes, sem contar os maid cafés de meninas novinhas e afins

    e sou contra intervir em outros culturas, afinal vocês não gostariam que um indiano chegasse aqui e proibisse agente de comer carne de vaca, pois pra cultura deles isso é um crime.

    e pra terminar curto lolicon e não sou um pedófilo, nunca na minha vida senti nenhuma tipo de atração por qualquer criança seja ela sexual ou não, não tem como eu explicar o por que de gostar de lolicon, então não espero que entendam da mesma forma que não entendo como alguém pode ter fetiche com cavalos, o que quero dizer é que as duas coisas não estiam relacionadas pedofilia é um transtorno mental nenhum lolicon vai transformar a pessoa magicamente em um pedofilo.

    ps:queria deixar a recomendação de um jogo indi que to viciado shovel knight, não é nada genial mas é muito divertido

  7. Concordo com vocês que um maior controle/repressão funcionaria melhor para essa questão. Proibição total poderia piorar as coisas, como aconteceu com a Lei Seca nos Estados Unidos. As raízes de todos os comportamentos danosos como a pedofilia e todo tipo de vício vão muito além da influência da mídia, e são tão profundas e espalhadas que não me parece possível resolver ou pelo menos chegar perto de uma solução com ações isoladas. A sociedade teria que melhorar como um todo para que violência e abusos diminuíssem.

    Quanto à criminalidade no Japão, acho que é baixa mesmo, não são estatísticas “maquiladas”, considerando os relatos dos decasseguis. Mesmo quem não gostou da experiência de viver e trabalhar lá e reclama de racismo, autoritarismo, etc., admite que é um lugar bastante seguro.

  8. Podcast muito interessante e com uma das discussões menos “artísticas” até hoje.

    Eu gostaria de trazer um ponto importante para discussão que é a humanização do pedófilo. Como os links que foram postados em algum comentário acima, pedofilia trata-se de uma condição, um distúrbio psiquiátrico que não é adquirido facilmente. Esta parafilia não é, conceitualmente, diferente de qualquer outro desejo sexual, seja por homens, mulheres ou pé, apenas é moral e socialmente menos aceito que estes outros. É necessário entender racionalmente este ser, o pedófilo, que pode ou não se tornar um abusador de crianças (conceitos conectados, mas diferentes), principalmente para conseguirmos lidar com o problema. É senso comum tratar o pedófilo como um monstro, um vilão que merece sofrer e ser exilado da sociedade por não se encaixar nela, assim como se faz com o psicopata ou o sociopata. Porém, o caminho para tratá-los está em entendê-lo de forma imparcial, descobrir seus sintomas com calma e ter empatia, principalmente se houverem causas objetivas para a parafilia, como um mal desenvolvimento da sexualização ou traumas na infância. O sentimento de vingança contra estas pessoas acaba enchendo o assunto de tabus, levando a desinformação e tratando todos os pedófilos, que ainda são humanos com suas nuances e particularidades, como se fossem uma grande entidade da maldade contra nossas preciosas criança, personalizando e demonizando um tipo de conduta que é muito mais complexo do que parece.

    Dito isso, a ideia de proibir a pedofilia desenhada no Japão não é absurda. Muito pelo contrário, é bastante razoável, pois me parece que no Japão o que cresce não é o incentivo ao pedófilo, mas ao simples abusador. A pedofilia pode estar ligada ao desenvolvimento sexual do indivíduo e o modo como ele entende o sexo, um tema bastante corrompido no Japão, porém acredito que boa parte dos japoneses tem tendências a se tornar abusadores, pessoas que não possuem uma parafilia, mas que não conseguem lidar de forma madura e saudável o sexo em geral. O problema do Japão parece ser muito mais profundo que a pedofilia, presente no machismo secular, o autoritarismo em todos os âmbitos, a introversão recorrente e possivelmente mais fatores que ajudam a criar esta cultura hipócrita de esconder o sexo, mas adorá-lo, assim como adorar o esforço e trabalho duro, mas ser conhecido por suas crendices e simpatias para dar sorte e prosperidade.

    A proibição pode ajudar a combater este grande problema, como as leis anti-pirataria ou as leis anti-droga, que diminuem a visibilidade do uso, mesmo que não acabem com o problema. Uma lei “anti-lolicon” pode diminuir a difusão e o incentivo causado pelas obras e marginaliza-las. As obras, obviamente, não deixariam de existir (um alívio para vocês, Rubio e Judeu de Deus), mas a lei poderia deixar o consumo mais ativo e menos passivo, com apenas os realmente interessados em pedofilia indo atrás e não incentivando “mentes limpas” a seguir este caminho. Ainda assim, isto é apenas a ponta do iceberg. Proibir a pedofilia fictícia é colocar um curativo em uma ferida que vai precisar de pontos pra ser fechada. O Japão precisa compreender e aceitar sua própria cultura para notar que, com esta hipocrisia, o país está em um meio termo com o pior dos dois lado, onde o japonês não alcança sua independência e liberdade sexual, mas também não abandona seus desejos mais primitivos. É imperativo que eles joguem uma luz nestas questões, seja com campanhas, leis ou qualquer outra coisa, pois simplesmente proibir pura e simplesmente é só jogar a sujeira pra baixo do tapete. Pode parecer que funciona, mas uma hora vão ter que limpar em baixo desse tapete e, quando fizerem, vão precisar de uma vassoura bem grande e muito, muito tempo.

  9. Estranho foi muito maluco quando ele falou de um sistema que em algum momento uma pessoa inocente é ferida, já não vale mais a pena, isso é IMPOSSÍVEL, se ele pensa nisso, então nenhuma sociedade funciona, sempre terá algum prejudicado em alguma parte dela, um inocente será culpado por um crime que não cometeu, alguém vai ser acusado de estupro que não cometeu, seja lá qual for o motivo, não existe sistema perfeito, sempre terá uma falha e é de se esperar que isso ocorra, em MG o pessoal tá sabendo bem disso, distribuem licenças ambientais para ocuparem e construirem em áreas que não se deveriam construir e quando dá uma merda, daí fodeu, vai ter que arcar com os prejuízos.

    Também vi muito a visão de cultura ocidental evoluída vazando dos participantes, ocidente não é o centro do mundo, por mais que vocês pensem ou pareçam ser assim. Em muitas partes do mundo, por mais que exista alguma influência, estará acontecendo coisas que nós julgamos impróprias, porém não temos como impor isso, nem a própria ONU tem poder de impor merda nenhuma, ela apenas SUGERE, e assim como qualquer sugestão, pode simplesmente não ser acatada.

    Eu sou a favor de qualquer coisa seja escrita na ficção, se você quer fazer um livro do hitler matando judeus, pode fazer, se quer fazer o livro de um bebê costurando adultos em animais, pode fazer, a única coisa que não pode é ter alguém ou alguma instituição te dizendo o que tu não pode fazer na ficção.

  10. Deixarei pra fazer um comentario gigante(que honestamente está atrapalhando minha concentração em outras coisas pensar disso no momento).
    Vou citar alguns coisas rapidas:
    1 – Nunca irão achar uma lei sobre pedofilia pois ela não existe, o que estão procurando é lei de abuso sexual infantil.
    2 – Essa não é uma discursão recente, em 2010 que foi quando soube desse problema no Japão já era tão antigo que virou briguinha de Partidos politicos.
    3 – Pode parecer chocante e isso eu explicarei quando tiver tempo, mas o conceito de INFANCIA em um nivel mundial foi criado a menos de 60 anos, ou seja, 60 anos atras o que hoje nos chocam no japão acontecia no ocidente.

  11. O conceito de infancia(leia-se periodo em que o humano não esta totalmente desenvolvido mental e fisicamente) pode não parecer, mas é muito recente, no séc XIX para tras o maximo de diferenciação que havia era de que criança menores de 8 anos não eram capazes de realizar negocios.

    No Brasil só no inicio do seculo passado começamos a ter uma noção de proteção a criança, e nem em questão sexual a lei de casamento original não trazia nenhuma limitação idade sendo alterada em 2002.

    Com a ascensão de movimentos pro-trabalhadores/negros/feministas que começou a se pensar em trazer proteções especiais a crianças e a desenvolver os direitos humanos(aprovado em 49) em resposta as barbaries da segunda guerra, na epoca era um consenso o fato de que leis deviam imutaveis e uma pessoa so poderia ter direitos se tivesse uma nacionalidade para garantir isso, Hitler tirou a nacionalidade dos judeus para que mata-los não pudesse ser crime em nenhum lugar da Europa, com a declaração dos direitos humanos so o fato de alguem ser humano lhe garante direitos basicos independente da nação em que esteja. Isso foi o estopim para o pensamento de que deve-se criar formas para proteger de forma especial crianças e adolescente adicionado aos direito humanos 40 anos depois. O Japão por sua vez so adotou os direitos humanos em 1956 que era uma das exigencias para fazer parte da ONU, a entrada a ONU se deu em busca de melhorias economicas para o país.

    O que eu quero colocar em questão: o ocidente em geral voluntariamente assumiu uma postura de proteção fisica/mental da criança/adolescente e isso entrou e se enraizou em nossa cultura atraves de decadas de filmes/livros/hqs de forma a vermos como imoral a sexualização de menores..

    Isso não aconteceu no japão tão cedo quanto no ocidente, e o resultado é essa discursão.

    Atualmente essa questão de proibição de lolicons esta estagnada no Japão pois esse assunto está estagnado no congresso e por brigas de partidarismo, devido a isso e os citados no cast a ONU resolveu dar pitaco

    Em outro cast eu não me qualifiquei a falar do assunto, mas hoje eu me qualifico: lolicon é prejudicial. qualquer tipo de arte influencia pessoas subliminarmente, de forma isolada é inofensiva, mas em grandes quantidade afeta a forma de pensa, esse video sobre preconceito explica bem https://www.youtube.com/watch?v=qip5YJw-f9c

    O ato isolado de proibir não soluciona nada, porque o fator principal é aceitação passiva pela população, a proibição fara japoneses se sentirem injustiçados e lutarão para reaver o direito, o que sera atiçado por politicos e gente atras de fama e a lei seria revogada. Os japoneses devem, por vontade deles e não por imposição, se abrir a discutir isso para assim passar a ver o ato como errado e marginalizar essas atitudes. Mas não vivemos num mundo de doces e arco-iris, o fato de estar estagnado no congresso pode perpetuar isso por muito tempo e pressionar o governo para que tome uma atitude é um bom trabalho da ONU.

    E apesar de alguns sites imbecis estarem falando merda, a ONU não pode proibir e nem obrigar o Japão(e nenhum país) a fazer nada, se fosse tão facil as baleias não estariam em perigo de extinção.

  12. SlowpokeReport: Lendo Lúcifer e o Martelo com minha esposa, gostei muito da maneira peculiar que o Satoshi Mizukami trata seus personagens. Tomara que o hype do final não influencie minha experiência.

  13. Só pra ser mais exato, a ONU não pode tirar a autonomia de nenhum país, eles não podem invadir, obrigar, penalizar nenhum país contra a vontade isso o torna inutil? Não

    Esse tipo de decisão da ONU é feitas atraves de sugestões e debates envolvendo seus paises-membro(não todos, apenas os que preferirem se pronunciar) isso não é uma coisa pequena, a ONU pode fazer coisas como tirar o direito de voto do japão em suas discussões( que são 80% das vezes sobre comercio internacional) ou sistematizar um boicote de produtos japoneses, ou seja podem fazer o Japão perder rios de dinheiro, isso não é uma ameaça vazia.

  14. Sobre a situação no Brasil não ser tão grave quanto no Japão, aqui vai uma análise dos números da hashtag #primeiroassédio no Twitter: https://www.linkedin.com/pulse/jornalismo-de-dados-análise-da-primeiroassedio-rafael-kenski?trk=eml-b2_content_ecosystem_digest-recommended_articles-69-null&midToken=AQEJBoMJN3lxeQ&fromEmail=fromEmail&ut=0Hc39X6gS93n01
    Fiquei bem surpresa quando li isso. Ao que parece, podemos não ter nada tão escancarado quanto o Japão, mas a forma de pensar de uma parcela assustadoramente grande da população brasileira é tão ruim quanto a deles.

  15. Meu nome verdadeiro é Caio, tenho 20 anos, Estagiário (cursando contabilidade).

    Sempre ouço o programa assim que sai, mas sempre esqueço de fazer o comentario @—-@ acompanho desde do 85 se não me engano e ja ouvi todos.

    Sobre o assunto eu fico do lado do judeu e do Rubio, eu acho que proibir o Lolicon não resolveria nada, pois como voces mesmo disseram esta na cultura e isso ja foge um pouco do controle da ONU, ja consumi Lolicon e Shotacon, e nunca passou pela minha cabeça botar isso em pratica… pelo contrario, sou extremamente contra a pedofilia, e como vocês mesmo acentuaram, gente louca e maluca vai existir sempre, independente do que aconteça, a colocação (que se nao me engano o Rubio falou) que compara jogos violentos com isto, pra mim fez sentido tbm.

    No mais otimo programa, e eu estava com saudades das discussões filosoficas que fazem apenas refletir sobre o assunto *—*.

  16. boa discussão, é um tema bem complexo e dificil de chegar a um consenso.
    Uma sugestão seria um manga² de mangas Overrated. Vi um post do judeu de 2011 e seria interessante a discussão atualmente. É isso e parabéns pelo trabalho.

  17. Tenho alguns posicionamentos e informações a respeito do Lolicon no Japão:
    a) O Japão recentemente aprovou uma legislação que proíbe a posse de matéria pornográfico que envolva menores de carne e osso, deixando os animes e mangas de fora;
    b) O Lolicon é extremamente mal visto no Japão e existe uma grande pressão de vários grupos para combatê-lo, a capital Tóquio já baniu vários mangás de serem distribuídos por conter conteúdo impróprio , e ao contrário do que se vê nos mangás e animes, não existe uma “aceitação” da sociedade japonesa, quem curte esse tipo de gênero o faz em segredo;
    c) Esse tipo de pornografia geralmente fica restrito em lojas especializadas ou em convenções, não é comum que sejam vendidas na “banquinha da esquina”, então ao contrário do que foi dito, ele não está em todo lugar e de maneira explícita;
    d) Acredito que é meio hipócrita, dizer que só no Japão isso ocorra, peguemos o exemplo no Brasil com as “ninfetas” dos filmes pornôs, os pais vestirem seus filhos como adultos, grupos de funk que usam menores, novelas, etc.
    e) Não acho que quem consome o Lolicon se torne um pedófilo, e se considerarmos o Japão, ele provavelmente jamais se interessará por pessoas de carne e osso, aliás existe um sério problema naquela sociedade, em que boa parcela dos jovens simplesmente não tem vida sexual, chamando-os de “herbívoros”.
    f) Finalizando, se alguém realmente quiser consumir conteúdo pedófilo, ele tem muitas outras formas de fazê-lo, principalmente na Deep Web, então não acredito que simplesmente proibir seja uma solução, o que é necessário é um trabalho de conscientização.

  18. Como alguém disse nos comentários acima, a ONU não opina em nada pra ninguém, infelizmente e isso não vai mudar coisa nenhuma nessa questão. Também acho que o conceito de infância não é muito relevante nessa discussão não, mas…

    Quanto a proibição do lolicon sobre o pretexto de incentivar a “cultura” da pedofilia (se repete em todas as sociedades, então será que não é uma questão comportamental da própria natureza humana?), pra mim isso seria um belo de um tiro no pé. Só iria ajudar a transformar o assunto ainda mais em tabu, mais do que já é, e o silencio da sociedade ia agravar o problema.

    Independente das estatísticas, assim como a violência domestica a pedofilia também na maioria das vezes acontece dentro de casa, seja lá ou aqui com certeza a gravidade dessa situação é muito pior do que a gente pensa.

    Na pratica, apenas proibir as coisas não resolve os problemas, acho que piora tudo. O que é preciso é uma lei rígida (que olhando para as brechas malucas que existem eles não tem) e extremamente rigorosa. Mas, principalmente, educação.

    Não tem como resolver essa questão enquanto ela não for trazido a tona e não tiver sua gravidade exposta para toda a sociedade. As pessoas precisam justamente quebrar o tabu e começar a falar a respeito, inclusive com as próprias crianças. A ignorância e a alienação das vitimas torna elas ainda mais vulneráveis. A informação pode até mesmo ajudar a quem já nasce com essa orientação a buscar tratamento.

    Sei lá, me parece que ficar se preocupando com o lolicon é gastar energia demais com uma coisa que não está diretamente relacionada nem com a origem e nem com a solução do problema da pedofilia.

    É meio tenso tentar defender o lolicon, ainda que apenas a nível de fetiche dentro do hentai (que talvez por si só já seja um fetiche) é uma coisa meio doentia. Por outro lado, não consigo aceitar assim tão facilmente sua criminalização, que provavelmente não deve ser uma medida eficaz e ainda limita criativamente muitos artistas, estejam eles trabalhando por um víeis mais serio ou pelo puro e simples entretenimento barato.

    Enfim, como bem disse o Judeu Ateu, “Deus me livre!”. Agora, como um dos convidados pontuou sexo com cavalo não da, mas com um centauro, rola…?

  19. Me chamo João Miguel, tenho 21 anos, 8° semestre de psicologia, assistente administrativo, de Brasília DF.
    Eu estudo muito sobre práticas culturais e mudanças culturais (é meu para o mestrado), assim tenho que falar uma coisa sobre hentai lolicon.
    Uma pratica cultural não é simples de se mudar, depende de muitos comportamentos diferentes, de contextos diferentes na mesma cultura, e temos alguns exemplos na literatura acadêmica que podem auxiliar na discussão (com meus pontos de vista).
    O exemplo da da travessia na faixa de pedestre foi analisada por Sénéchal-Machado e Todorov (2008), que mostra que só é possível mudar uma cultura quando atuamos em diversas áreas diferentes, com propaganda na tv e radio, educação na escola, atuação enérgica da policia, politicas publicas ou seja não é proibindo lolicon que acabara o assedio aos menores, porém não devemos esquecer que o lolicon pode sim reforçar estoriótipos, funcionar como principio para uma generalização de estímulos, que pode sim acabar com uma agrasssão, não sei se vale o perigo aceitar o hentai lolicon e o lolicon só por ser arte, assim acho que vocês subestimam o poder do hentai lolicon servir como porta de entrada para uma sexualização da infância.
    Um outro exemplo é o dado pelo Estranho, o caso do cigarro na Brasil e no mundo, NÃO PROIBIRAM o cigarro, fizeram como eu disse uma atuação em varias áreas, educação contra o cigarro na escola, propaganda nas embalagens e na tv, novelas pararam de ter mocinhos que fumam , proibição de fumar em locais fechados e outras praticas que conhecemos. Assim para acabar com uma cultura temos que agir em varias “frentes de batalhas”, proibir a apreciação do lolicon em lugares públicos (possível primeiro momento), campanhas de valorização da mulher e da infancia nas escolas e nos meios de comunicação (radio,tv,internet), começar um debate serio sobre sexualidade e sexualização nas universidades, fazer leis mais rígidas contra a pedofilia, e outras medidas. Só proibir o lolicon não é o suficiente para mudar algo no japão, proibir ou restringir o lolicon com outras praticas que visem mudar a sociedade talvez (se implementarem seriamente).
    O Lolicon é um sintoma mas que dave ser atacado, ignorar só pioraria tudo.

    Desculpe o tamanho do texto, mas não poderia falar de forma mais resumida.

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