Mangá² #147 – Roteiro 3: Ideia

Sejam bem-vindos ao episódio 147 do Mangá², seu podcast semanal cheio de ideias não desenvolvidas.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho e Leonardo Souza fazem a terceira edição do podcast dedicado a Roteiro! E neste programa, nos focamos nas ideias e conceitos por trás dos mangás. Qual é o peso da ideia? Uma idea boa basta? Um conceito batido é necessariamente ruim?

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Cronologia do episódio
(00:00:18) Roteiro 3: Ideia
(00:46:30) Leitura de Emails
(01:02:50) Recomendação da Semana – Kuro

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

17 Respostas para “Mangá² #147 – Roteiro 3: Ideia

  1. Como sempre gosto de ouvir esses programas de ensinamento do funcionamento básico de roteiro, minha única opinião quanto a esse assunto é sempre foi: “Uma boa ideia não dá um bom roteiro, uma boa ideia a de dar um bom momento!” E com esse programa no ar agora sim vcs podem fazer a piada clássica: “Esse programa foi uma boa ideia!” Heheh
    Bom vou começar com o meu 1ª Slowpoke Report olha ai! Mas ele vai ser curto, basicamente comecei a ler PunPun e até agora está OK, não está maravilhoso como vcs dizem ser, e quero saber se devo realmente me preocupar com o famigerado “Pégaso” agora ou mais pra frente. Também tomei vergonha na cara e comecei a ler Pokémon Adventures (uma recomendação de ouvinte antiga pra kct!) Tá mt legal até agora. (já cheguei na saga da Yellow)

    Pra finalizar retomo o meu pedido de vcs fazerem um mangá de M.E.C.H.A, não precisa ter uma profundidade psicológico ou ter uma trama política como muitos outros. Eu queria que de vcs fizessem algo estilo Go Nagai, tipo Laser da Buceta, ou seja peço encarecidamente pelo mangá de M.E.C.H.A mas doido que vcs conseguirem pensar! E sobre as sugestão de se criar um mangá de Hentai, porque vcs não fazem assim, nos próximos programas de “fazendo mangás” dependendo de o quão popular os mangás que vcs criarem forem, o “masterpiece” pode ser um de Hentai com Seinen Psicológico, talvez algo no nível de Onani Master Kurosawa! Só lembrem-se de manter o sistema de cara ou coroa para continuação e cancelamento de mangá, esse sistema torna as coisas mais “realistas”

  2. Vocês focaram muito na ideia de “conceito” ou então “setting” da obra. Ideias também podem ser simplesmente um personagem… enfim, acho que no final tudo cai na noção de ideia “conceito” mesmo. Particularmente acredito que não exista ideias boas ou ruins, e sim ideias bem desenvolvidas e ideias mal desenvolvidas; ideias “bizarras” ainda continuam contando.

    Um mangá que eu acho a ideia quase que bizarra e tem um desenvolvimento bom é Murasakiiro no Qualia. Acho que já cheguei a mencioná-lo aqui das poucas vezes que comentei. A ideia é dentro do “conceito” de viagem no tempo, e seria até spoiler dizer isso mas vá lá: uma menina que vê tudo como robôs conserta o braço de outra garota com o celular dela e a mão desta vira uma mão-celular que a permite ligar para seus outros “eus” de outras dimensões e poder transitar entre elas.

    Na base é isso, mas o autor traz vários conceitos/noções de física quântica, epistemologia, natureza da luz, Teoria de Tudo, etc, etc, e tudo isto com função narrativa, obviamente. O mangá é na verdade adaptação de uma Light Novel de mesmo nome, que por sinal em 2009, no Japão, entrou para o top 10 de ficções científicas must-read.

  3. Que pena que acharam meio meh Death Parede, eu gostei muito. E o engraçado, e combinando com o tema do cast, é que eu achei justamente o contrário sobre a ideia da série. Sempre a considerei limitadora, tinha um limite da quantidade de conflitos bons que poderia gerar. No fim achei que ela foi explorada de uma forma muito satisfatória.

    Aliás o próprio pensamento de que a ideia poderia ter sido melhor trabalhada é somente uma ideia, que no fim não significa nada sozinha. Quando alguém pensa isso não há as etapas de planejamento, ritmo, execução, etc, que dão força à ideia e que fazem ela acontecer (ou não). Então, às vezes, o que você pensa que ficaria bom na verdade não funcionaria. Claro que o contrário é verdadeiro, e muito mais comum: não é porque alguém não vê a ideia funcionando que ela de fato não funcione.

    E quanto a gerenciar a leitura dos mangás, que eu havia perguntado, meu principal problema seria com a quantidade de títulos. Mesmo se eu não esquecesse de ir atrás de cada capítulo, eu ficaria incomodado com a sensação de estar subaproveitando as histórias. Por exemplo, mesmo acompanhando poucos mangás, eu senti isso com Bleach. Chegou ao ponto em que eu esquecia das poucas coisas legais que tinham acontecido nos últimos capítulos e só me lembrava de quão ruim tinham sido. Aí eu decidi deixar acumular até o final e maratonar tudo de uma vez, quem sabe eu não junte algumas coisas legais que no fim não me façam sair odiando a mim mesmo por estar lendo o negócio. Tanto é que muitas vezes eu penso se não seria melhor os mangás saírem em volumes fechados ao invés de capítulos.

  4. sou desenhista então vou explicar uma pouco do meu processo criativo pra ter ideia pras minhas hqs

    queria passar uma passar uma mensagem
    tipo “as pessoas são sempre capazes de fazer o pior”
    dai me veio a ideia de uma historia de um garota que tem o poder de curar as pessoas e usa esse poder pra ajudar os outros, mas no decorrer da historia pessoas iram se aproveitar dele de diversas maneiras por pura ganancia

    queria fazer uma desconstrução
    então me veio a ideia de fazer um harém onde o personagem principal treina em um dojo e acaba tendo relações sexuais com suas colegas e precisa impedir que uma saiba sobre a outra usando assim de mentiras e estrategias pra enganar a todos

    uma vez queria apenas pegar algo que já existe e trocar algumas coisas
    no caso foi shingeki no kiojin
    e se em vez de titãs fossem dragões
    e se em vez de uma muralha fosse uma cachoeira
    e se em vez de dmt os personagens usassem uma especie de asas delta portátil retrátil
    e se em vez do eren a protagonista fosse uma mulher querendo mostrar seu lugar na sociedade

    uma vez queria transformar conceitos em personagens
    então me veio a ideia de um mundo onde os antigos deuses da mitologia estão mortos e novos nasceram representando coisas da era atual como internet, cinema, videogames e afins

    uma vez queria fazer um shonen de porrada com um sistema de poderes totalmente originais
    dai me veio a ideia de fazer poderes baseados na tabela periódica
    mas dai veio seiko no quaser e fudeu com a minha ideia

    • Sobre essa ideia dos deuses mortos, tem uma que é praticamente isso…já leu “Deuses Americanos” do Neil Gaiman? É um livro dele e fala praticamente isso…Abraços

        • e tecnicamente nem ela é nova. Jack Kirby usou isso nos quadrinhos do quarto mundo da DC nos anos 70

          • A ideia ser boa ou original não importa, o importante é como o autor executa ela, e nisso cada um faz da maneira que pessoalmente achar melhor..

  5. Um exemplo bacana é o Clube da luta, que tem uma ideia simples, mas o desenvolvimento e a linguage usadano livrofizzeram dele um clássico

    • Na verdade a ideia de Clube da Luta é boa, simples mas boa. Ouso até dizer que foi revolucionária para a época (segundo algumas entrevistas que o Palahniuk dá, revelando a “origem” da ideia). Ele pegou o caso do feminismo, mulheres se reunindo para falar sobre coisas de mulheres que geralmente não eram abordadas e de uma maneira inusitada, subverteu e fez isso com homens.

  6. Uma boa ideia, mas pessimamente executada foi o plot do filme Re:009 cyborg.

    No filme as pessoas começam a praticar atos terroristas suicidas acreditando terem ouvido a voz de Deus, a narrativa levanta algumas teorias entre elas que “Deus” seria o subconciente humano. Ai faltando 10 minutos eles jogam tudo isso no lixo e dizem “era mesmo deus, ele tava de mau humor, mas ja passou”.

  7. Estranho sua ideia é a mesma do A espera de um milagre, então não desista.

    Por um algum motivo a unica ideia original foi de Vikings pilotando barcos com rodas de caminhão monstros na neve, so isso mesmo.

  8. estranho sobre sua ideia uma solução seria usar o velho artificio do irmão gêmeo

    tipo tem aquele negocio de irmãos gêmeos meio que compartilharem dores e sentimentos ,se aproveitando desse conceito você poderia fazer assim, quando o protagonista usa seu poder de cura a ferida é transferida pra seu irmão gêmeo ,mas ele não sabe disso,então irmão furioso tenta matar o protagonista
    foi o que consegui pensar em cima dessa ideia sua

  9. ainda não escutei o episódio, mas um conceito batido que tbm leva uma ideia totalmente clichê, mas que foi muito bem executado, foi Avatar, a lenda e Anng/Korra. São conceitos totalmente batidos como: um mundo de 4 elementos, cada elemento tem o seu povo/reino, existe um messias que controla todos os elementos, esse messias se perdeu e agora voltou, mas precisa aprender a usar seus poderes corretamente, a nação (geralmente do fogo) que resolveu se lançar em uma guerra de conquista contra os outros reinos/povos, etc, etc, etc…mas que, da forma como a história é contada, nos traz uma beleza, uma empatia e uma certeza de que aquilo que estamos vendo é algo muito bem feito. Então, não depende se sua ideia é a melhor e mais original de todas ou se ela será somente mais um clichê entre muitas, a forma com que vc EXECUTA essa ideia é que será o ponto determinante para seu roteiro. Se não fosse assim,quase todos shonens existentes não poderiam ser considerados boa obras…

  10. A ideia do Estranho mais ou menos já existe (a diferença é que o protagonista não cura, mas revive as pessoas): Pushing Daisies, uma série cancelada na segunda temporada, mas muito boa.

  11. Descobri o trabalho de vocês pelo podcast 127, pesquisando sobre a Jump, e gostei muito. Vou passar a seguir os podcasts semanais agora . Valeu!!!

  12. Vou citar dois exemplos (um mangá e um anime) com ótimas ideias. Vinland Saga: A ideia de usar uma história de vikings que são associados a violência e a selvageria para passar uma mensagem totalmente oposta é uma ideia bem bolada. Outro caso também de ideia boa é Space Dandy, que é um anime de comédia espacial com um cara solteiro galanteador, um aspirador-robô falante e um cara que parece uma foca alienígena. O anime é episódico (os episódios são “independentes”), têm episódios muito bons e outros nem tão bons assim, mas tem um final para nego nenhum botar defeito. O roteiro se assemelha o daquele livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, em relação às viagens que o protagonista faz no espaço para caçar alienígenas raros para registro.

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