Mangá² #142 – Mercado Nacional de Mangás 3: O que falta melhorar?

Sejam bem-vindos ao episódio 142 do Mangá², o podcast semanal de mangás que reclama sem dar solução.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho e Gustavo Boxa voltam novamente a falar sobre Mercado Nacional de Mangás, mas desta vez para reclamar!

Enquanto nos outros dois podcasts da série (aqui e aqui) que possuía convidados que trabalham em editoras nacionais de mangás, desta vez os dispensamos para poder falar mal, reclamar, e listar tudo o que achamos que ainda falta melhorar no mercado nacional!

Contato
Sugestões de pauta, sugestões de leitura, dúvidas, elogios, críticas, Recomendação do Ouvinte em áudio, qualquer coisa! O email para contato é: contato@aoquadra.do

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Cronologia do episódio
(00:00:25) Mercado Nacional de Mangás 3: O que falta melhorar?
(01:05:00) Leitura de Emails
(01:20:10) Recomendação da Semana – Arakawa Under the Bridge

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

16 Respostas para “Mangá² #142 – Mercado Nacional de Mangás 3: O que falta melhorar?

  1. Eu também não sou fã das capas frente e verso iguais,pra mim,se a parte de traz fosse toda branca só com o código de barra seria melhor,no caso da panini ela poderia usar esse espaço pra colocar seu site com uma mensagem do tipo:”complete sua coleção aqui”.E falando do plástico do mangás,muita gente compra um plástico especial para proteger seus mangás,talvez as editoras pudessem já colocar esse plástico neles,sei que poderia aumentar o preço ou trazer outros problemas mas é só uma ideia.

  2. pra min o maior problema é o preço que só aumenta, no meu caso eu acompanho mais de 20 mangás por mês e da quase 300 reais

    vagabond só chegou aqui essa semana junto do berserk volume 1 e ainda estou esperando o zetman 1

    sobre o markint simplesmente ele não existe fora da internet,não estou dizendo que por exemplo a jbc tinha quer contratar o neymar pra fazer um comercial na globo divulgando o super 11,mas existem outras formas de uma empresa fazer propaganda de seu produto sem ter que gastar fortunas,e não precisa ser estudante de comunicação visual pra saber que propaganda é a alma do negocio

    toriko já faz anos que eu não vejo um volume nas bancas daqui, cheguei a pensar que cancelaram

    só uma correção o primeiro mangá especificamente de comedia lançado no brasil foi dr slump do akira toriama

  3. Dentre tudo que foi discutido, o que mais me irrita no mercado brasileiro é a falta de formatos variados, lançam séries apenas com papel offset e acham que é edição de luxo ou “especial”, agora Naruto está sendo relançado pela 3a vez em tanko, por que não tentar um formato 3 em 1 dessa vez? Dragon Ball, com a edição definitiva encaminhada pela Conrad já no volume 16 a Panini foi lá e relançou o mangá do começo em tanko, são coisas que pra mim desanimam muito no mercado, e agora é enfiar “qualidade” aonde não precisa, ok que é subjetivo porque não é por ter offset que o mangá se torna de qualidade, mas me preocupa quanto os mangás começarão a custar se continuar isso de só lançar com esse papel, enquanto o papel jornal com uma boa gramatura é esquecido, sendo que ele é que dá mais cara de mangá ao mangá.

    • O que mais me irrita é tá saindo muita coisa boa e eu não ter dinheiro pra comprar :v

      Mas sério, o pior é que tão saindo e quando daqui há uns anos eu tiver condições de comprar, não vou achar. O que falaram no podcast sobre as lojas das editoras seria a solução mais próxima de resolver o problema. O que pra mim dificulta é o estoque nunca ser suficiente, por exemplo, Ichigo 100% é impossível de comprar, quase todos os volumes esgotados na loja da panini. Fora que moro em Manaus, então o frete pra cá é sempre o dobro do valor do mangá.

  4. Vocês tocaram num ponto que eu concordo 100%: existe mais público de mangá do que de comics americanas/fumetti/alternativos/nacionais.
    Porém o que difere mesmo não é só a idade média desse público e o poder aquisitivo ,é a intenção de consumir, de pagar.

    A maioria dos jovens de hoje nasceram bem no meio da era da internet com scanlators e fansubs de fácil acesso. Porque pagar por algo que tem de graça na internet?

    A grosso modo, pegando os streamings de anime como exemplo: o Anitube como objeto de análise. Observem o número de visualizações de episódios por dia. Tem episódios que batem a casa dos 50 mil em um único dia, um único episódio, contando uma média de 3,4 episódios de animes diferentes dá para se ter um ponto de partida para análise. Supondo que cada um daqueles usuários pagassem 1 real que seja, como valor simbólico mesmo, para custear servidores e tradutores dedicados, além dos direitos das obras para os seus respectivos produtores e detentores, o montante levantado seria significativo. Acredito que o modelo conseguiria se sustentar sem necessidade de ações de marketing.

    Basicamente, o público que vê anime na internet por streaming ou downloads ilegais é o mesmo, logo dá pra traçar um paralelo entre os dois.

    Público existe, mas ele não quer gastar.

    • infelizmente ainda tem muita gente com o pensamento de pra que vou comprar se tem de graça na net, o pior que conheço gente que tem condição de comprar e não compra por causa desse jeitinho brasileiro

  5. Agora me senti velho por lembra quando comecei a compra manga era 6 reais.

    Enfim tem que meter o pau mesmo ou não melhora, um amigo meu passou meses reclamando dos erros da Salvat que inventava desculpas como “arranque a capa de sua edição envie junto com uma reclamação pelo correio e averiguaremos se vamos lhe enviar uma nova edição”.

    As editoras de hqs vendem mais facil, mesmo quando o preço aumenta o publico compra e eles sabem, na epoca em que a abril fazia series premiums(formato horrivel, mas em torno de 8 a 10 edições) o preço era 10 reais mesmo preço hoje de uma revista como miracleman de 2 edições.

    Outro exemplo é os encadernados Eaglemoss da DC que imitam o formato da Salvat, mas não incluem as historias mais famosas como cavaleiros das trevas ou watchmen por justamente essa mesma historia vender horrores pelo dobro ou triplo do preço.

    Eu compro muito menos do que leio por consumir muita variedade de comics, graphic, novels, livros, acabo criando umas regras pra colecionar sem ficar escravo de centenas de series ao mesmo tempo, minha regra com mangás ja é comprar mangas muito limitados como prophecy e lucifer e o martelo.

  6. Eu ainda creio na necessidade da existencia da banca principalmente no Brasil pois o brasileiro em geral não possui o ato de ler por entretenimento o que é ainda pior porque “quadrinho é coisa de criança” para quem não lê.

    Quadrinhos em banca podem incentivar a curiosidade de quem é criança ou pre-adolescente, tanto que uma coisa que vejo são bancas abertas em frente a escolas.

    Ouço muitas reclamações a cerca de comic shop em especial que as pessoas frequentam uma vez e não voltam justamente pelo mal tratamento dos leitores mais velhos.

  7. Ouvi em um podcast uns tempos atrás que um das razões do mangá ser caro aqui no Brasil e até mesmo em outros lugares do mundo é culpa dos próprios japoneses, que não têm visão de mercado e são folgados na hora de negociar licenças de marcas e produtos, botando banca de forma desnecessária. Não existe negociação por telefone como nas negociações de licenças de comics, o cara da editora tem que viajar para o Japão para tentar negociar as obras sem garantia de sucesso. Eles fazem venda casada (Ah! Você quer licenciar obra X? Então você tem que licenciar obra W, Y e Z antes para ter a “honra” de ter o nosso mangá publicado no seu país) e o licenciamento é feito por preço fixo e não por porcentagem de faturamento (ou seja, se não vender azar do otário que licenciou).Uma das poucas exceções nesse ponto é o Kurumada, em que basta pagar para ele e você pode fazer o que bem entender com sua marca (filmes, live-actions, bonecos). Assim os próprios japoneses perdem com isso, já que esses empecilhos prejudicam sua competitividade, já que nem todo mundo tem saco para aguentar essa banca deles, preferindo assim importar produtos e marcas de outros países. Os poucos.produtos do Japão que dão certo internacionalmente e estão bem são bebidas, carros e produtos eletrônicos. O que é ruim que as editoras aguentam tudo calado e não divulgam dados.

  8. Um bom exemplo de publicação brasileira de comics nesse ano foram os três encadernados da Abril (Saga do Tio Patinhas, Era uma vez na América e 80 anos de Pato Donald) que apesar da distribuição ruim, veio com capa duradura, lombada costurada e todas as 600 páginas coloridas de papel couché por 50-60 reais, com vários bônus e extras. Quem comprou comprou, quem não comprou só pelo triplo do preço no Mercado Livre

  9. Com certeza deve existir barreiras entre as editoras brasileiras e japonesas para negociar novos formatos, alem da dificuldade de fazer edicoes especiais com mangás longos.
    Mas é possivel fazer edicoes de luxo no Brasil, umcexemplo é a colecao definitiva de peanuts, com capa dura e papel de qualidade. Em promocoes cada volume sai por 50. Mesmo que cada volume seja independente, a colecao terá 25 volumes.

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