Segunda Potência #11 – A Lenda de Korra


O que é?

Segunda Potência é um podcast spin-off, sem periodicidade fixa, da “franquia” ², feito pelo Judeu Ateu e o Estranho. Nele, são abordadas outras mídias que não os mangás. Filmes, séries, quadrinhos não japoneses e video games são abordados neste podcast.

E neste décimo primeiro programa, sem a presença do Estranho, mas com a companhia de Leonardo Souza e Naraki, conversamos sobre um dos mais aclamados desenhos ocidentais contemporâneos.

Neste programa… … analisamos minunciosamente todas as 4 temporadas do desenho A Lenda de Korra. Um programa extenso, no qual analisamos vilões, temáticas e romances durante a série.

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8 Respostas para “Segunda Potência #11 – A Lenda de Korra

  1. Ficou muito bacana o podcast, não sou muito de ver anime mas sou grande fã de Avatar (a série não o filme, maldito seja James Cameron) e Korra. Um ponto que eu acho que vocês tocaram pouco foi o amadurecimento da Korra ela começa a primeira temporada bastante mimada e imatura, tanto que na segunda temporada todos os problemas acabam por acontecer por causa do egoismo e infantilidade dela (e honestamente eu tinha bastante raiva da personagem, quase me fez dropar a série), sendo que ao fim da série ela é praticamente outro personagem e o espectador acredita nisso por que viu pelo oque ela passou e enfrentou (eu sei que vocês comentaram das mudanças que ocorrem na serie mas achei que vocês se focaram mais no âmbito da historia e menos da personagem).

    No mais aguardando ansioso por um podcast de Avatar agora.

  2. Excelente podcast.
    Acompanhei Korra semana-a-semana. Uma das melhores construções de universo que já assisti, além de excelentes vilões. E aquele anti-climax do fim da terceira temporada me traumatizou profundamente… estava contando os dias para o começo da quarta temporada.

    Recomendadíssimo.

  3. Opa, que surpresa esse programa!
    Lembro de que odiei a primeira temporada… o passado e a resolução do vilão me parecia tolo, e o romance (que ocupou um grande espaço da trama) foi péssimo.

    Mas felizmente insisti na segunda temporada e não me arrependo. Mas fiquei surpreso de vocês não terem gostado tanto dela, achei a passagem do Wan uma pequena obra-prima dentro da série, e todo o conceito do mundo espiritual é fascinante e predominante até o fim da série. E apesar dos personagens gigantes lutando ter sido um grande bullshit, gosto do embate entre o bem e o mal absolutos… acho que é algo bem intrínseco da cultura oriental, com o esquema de Ying e Yang e o lance de que a luz não existe sem a sombra e vice-versa, onde um complementa o outro.

    A terceira temporada é foda demais, nem tenho o que adicionar aos comentários e elogios de vocês. Só acho legal dizer que a a segunda temporada apresentou um vilão tão “overpower” que não imaginava o que veria a seguir, e a série mostrou de fato sua maturidade ao criar inimigos maiores e melhores mas onde a maior ameaça não estava no poder, mas sim nas ideologias e conflitos internos.

    A última foi bacana, só acho que construiu-se uma trama política interessante mas que não viveu à altura em sua resolução, e digo o mesmo sobre a personagem da Kuvira. E queria muito um fan-service da Toph reencontrando o Zuko e a Katara, mas deixa pra lá haha.

    Abraços!

  4. Tenho que admitir que fiquei impressionado com o tanto de gosto que vocês tiveram pela série, eu acho ela boa de um modo geral, mas simplesmente nem de longe muito boa como vocês disseram e bemmenos melhor do que um espirro hehe

    Acho que o participante de quem eu mais concordei foi o Leonardo. Acredito que aquele passado do Amon foi muito ruim para o enredo. Não apenas tirava a força da ideologia dele como quebrava dramaticamente a temática da temporada. Uma das consequências foi exatamente o que o Judeu falou, a resolução temática fraca.a O conflito foi resolvido de uma maneira banal (Só colocou um Presidente lá? Sério, o que isso ajuda, o cara poderia ser tão babaca quanto qualquer um, vide a terceira temporada) além de que o fato do líder ser um impostor tira exatamente o desafio da série de como derrotar o Amon sem transformá-lo em um mártir e resolver os problemas dos não-dobradores ao mesmo tempo. Foi uma solução meia “não sabemos o que fazer bora dizer que na verdade era tudo uma mentira pra justificar as ações que fizemos” por parte dos roteiristas. A morte dele foi boa, o melhor que poderia acontecer depois desse erro, mas uma coisa não justifica a outra.

    A terceira temporada foi sem dúvida a melhor e o Zahir disparado meu personagem preferido. Se fosse para ser mais crítico politicamente, o Zahir tinha uma ótima representação de uma postura anarquista em sua retórica ideológica (seus discursos, discussões e tals) suas ações pessoais (como o Judeu disse, o fato de ele não querer glória nenhuma, não dominar ninguém nem machucar aqueles que não estivessem no caminho dele e sim protegê-los) mas não em suas ações políticas (matar a rainha da terra, querer matar a korra, etc, etc..). Uma das idéias do anarquismo é que todos teriam que estar conscientes de seu papel dentro da sociedade para manter a ordem e a cooperação mútua. Simplesmente assassinar líderes sem participação/opinião da população e nenhuma base de reconstrução do país por trás ou destruir o elo de ligação dos humanos com os espíritos (sem que os humanos já tivessem uma ligação espiritual profunda para não precisar mais dele) sendo essa pessoa alguém que já fez tantas coisas boas (o que o transformaria em um mártir) não faz sentido em um pensamento político anarquista, isso só traria o caos que as pessoas repetidamente confundem com o anarquismo (e são coisas muuuuuuuuuuuuuito diferentes). No entanto, mesmo que tenha um pouco de forçação de barra nessa parte pra poder convencer o público da própria opinião ideológica, só de os aspectos de retórica e pessoal terem sido bem trabalhados já é muito mais do que qualquer outra história que já assisti fazer. Está de parabéns.

    Mas sim, acho a resolução contra o Zahir no último episódio patética. A luta tava bacana, mas o desenvolvimento da narrativa dava espaço a um clímax muito maior, e esse foi um dos principais problemas que vi em Korra. Essa prisão de ter que contar uma história diferente em 13 episódios faz com que o aumento da escala de perigo tenha que ser desenvolvida de maneira comprimida o que dá a todos os clímax uma sensação de “meh”. Isso deste a primeira temporada, onde 11 episódios e meia são o Amon sendo fodão, metade do 12 é o passado e o 13 é ele sendo caricato e derrotado pela Korra sem fazer jus ao seu suposto perigo. No terceiro foi 12 o Zahir sendo fodão e se mostrando melhor que todos ali e no 13 de simplesmente tudo cai de uma vez sem densidade dramática condizente. Isso se repete em todas as temporadas. Me parece algo muito da cultura americana, pois nos comics é exatamente o mesmo, a maioria tem uma puta saga pra praticamente tudo se resolver no último capítulo onde não há páginas suficientes para criar uma densidade dramática suficiente para um final satisfatório. No caso de Korra, tempo de episódio.

  5. Gosto muito de Avatar A Lenda de Aang, mas não gostei da Lenda de Korra. A série começa com uma premissa muito interessante, mas acho o desenvolvimento muito fraco e as situações muito forçadas e repetitivas. Mas o que mais me decepcionou na primeira temporada é que o “problema” que as Dobras causam a sociedade (que é introduzido de maneira sutil nas hqs) simplesmente some depois de ter “derrotado” o vilão, e não é mais discutido durante todo o resto da série. Apesar disso ainda gosto da primeira temporada, pois ainda segue com a história original. A segunda temporada já acho completamente inútil (com exceção do avatar Wan) e uma repetição da primeira, apesar de ninguém perceber isso. Também não gosto como os personagens são tratados nesse arco (principalmente o “coitadinho” do Mako) que, além de burros, são completamente passivos. Já a terceira e a quarta temporada eu achei legalzinho, continua com situações forçadas, mas nada que vá contra a história original. Quanto ao casal final, não achei grande coisa. Não foi bem trabalhado esse relacionamento (a única ligação entre elas era o fato de serem trocadas constantemente pelo Mako). Não teve um bom encerramento como o seu antecessor, mais eu ainda acho uma experiência válida (menos a segunda temporada, aquilo é simplesmente ruim).

    • Revendo o meu comentário, percebi que me expressei mal em alguns pontos. Antes de tudo, queria ressaltar que não comentei sobre todos os aspectos positivos da série por que eles já estão presentes no podcast, então preferi não repetir o que já foi dito. Eu quero aprofundar mais os meus argumentos, como quando disse:
      “A segunda temporada já acho completamente inútil (…)”. Eu não queria dizer que não a consequências na trama depois do segundo livro (na verdade, o ato final impacta diretamente na vida dos cidadãos de Republic City), mas sim que esse arco não tem um verdadeiro objetivo na série, a não ser o de fazer uma motivação para o terceiro livro. Para mim a evolução da Korra (que é a melhor personagem da série) foi a mesma apresentada na primeira temporada e a forma como é apresentada essa reafirmação não foi, para mim, bem feita.
      Também teve o momento em que eu falei: “(…) e uma repetição da primeira, apesar de ninguém perceber isso”. Acho isso o maior problema do segundo livro, pois apesar de todos terem passado por uma situação muito similar na luta contra o Amon, ninguém deu um voto de confiança a Mako, principalmente a Lin Beifong. Isso também leva ao meu outro comentário: “Também não gosto como os personagens são tratados nesse arco (principalmente o “coitadinho” do Mako) que, além de burros, são completamente passivos”. Passei a não gostar do Mako depois dessa temporada. Ele age de uma forma bem infantil e arrogante (o que é normal, visto que ele é um adolescente), mas como os outros personagens são “rebaixados” para ele parecer sempre certo me incomodou bastante. Além disso, todos os outros personagens parecem esperar que todo o plot resolva-se sozinho, já que eles só agem nos últimos episódios desse arco, até mesmo a Korra (não que ela estivesse totalmente inativa).
      Também quero esclarecer mais essa parte: “Mas o que mais me decepcionou na primeira temporada é que o “problema” que as Dobras causam a sociedade (que é introduzido de maneira sutil nas hqs) simplesmente some depois de ter “derrotado” o vilão, e não é mais discutido durante todo o resto da série”. O fato de as pessoas se sentirem ameaçadas por aqueles que possuem a dobra foi algo genial. Esse relacionamento entre a dobra e o desenvolvimento me lembrou bastanteo conceito presente em Fullmetal. Além de pequenos detalhes, como o fato de a dobra do raio ser de domínio público (apesar de eles não explicarem como) e de que os “traumas” são sempre relacionados à dobra do fogo (um resquício da guerra). Mas esse problema é resolvido quando Amom é desmascarado. Eu sei que o movimento perde a força quando o seu líder é alguém corrupto e/ou morre, mas muitas pessoas estavam no grupo por causa de seus ideais, como elas mudaram tão rápido de opinião? Por medo do avatar ou da repressão do governo? Na temporada seguinte, essa discussão some como se já tivesse sido resolvida, o que não é verdade.
      Por fim, queria dizer que não achei os livro 3 ruim, mas que não me empolgou tanto por apresentar subplots bem básicos, apesar de ser um bom arco. O último livro foi mais um encerramento que liga as demais temporadas. A melhor parte é a construção e a superação do trauma que Korra adquire no livro 3. Mas os personagens ficam meio apagados e não são concluídos como na Lenda de Aang (quando falei que: “segue a história original” eu queria dizer que segue com o clima/objetivo da série original). Eu não gostei da série como um todo, mas considero uma boa animação.
      Quanto a dublagem brasileira, não achei ruim. As vozes se encaixam e os dubladores realmente estão atuando. Mas com relação ao roteiro, eles tem esse problema desde o original. Tenho a impressão de que o estúdio recebem os episódios, mas não o roteiro. Além de que, os roteiristas claramente não tem o domínio do inglês.

  6. eu curto muito avatar e após o fim da lenda de ang eu ficava pensando tipo seria muito legal se eles fizessem uma continuação e como seriam as coisas e tal,e quando anunciaram a lenda de corra pulei da cadeira ainda mais por que a a avatar ia ser uma mina gostosa como a korra

    dai saiu o primeiro trailer e veio a minha decepção “como assim carros” pra min grande parte da magia de avatar esta nesse mundo antigo e mistico ,e colocar coisas modernas como carros e radio pra min quebrava as coisas

    a primeira temporada me decepcionou profundamente um dos fatores foi o fato de não terem explorado muito a cultura dos nômades do ar(mas isso é consertado na parte 3)o amon de inicio parecia ser um vilão interessante mas tudo foi jogado descarga abaixo quando revelado que ele era um dobrador

    ja estava sem expectativa nenhuma pra segunda temporada quando começou foi bem decepcionante mas quando teve o flash back do avatar wuang com aquele visual de pintura chinesa clássica ,reacendeu aquela chama no meu peito e dai as coisas só melhoraram,adorei o desfecho da segunda temporada entendo o motivo de vocês não terem gostado ,mas eu adoro luta de coisas gigantes pra min da um tom épico pra historia

    e chegamos a melhor de todas as temporadas gostei muito por que os roteiristas fizeram algo que eu sempre me questionei desde a lenda de ang “se existem esses dobradores especiais por que não fazer um time só deles” e foi muito foda todos os personagens são fantásticos principalmente o zarer pra min melhor personagem de avatar,e a luta final dele contra korra foi algo que me deixou arrepiado assim como ang contra o senhor do fogo,e a cena da korra na cadeira de rodas foi de doer o estomago, melhor final de temporada com certeza

    ultima temporada a kuvira bem creio eu que faltou um pouco de carisma nessa personagem,como disseram se ela tivesse sido trabalhada melhor na terceira temporada,e qual o problema de vocês com coisas gigantes?
    acho foda pra caraio a cena de todo mundo indo pra cima do robô ,e tem é claro a redenção do pai da asami que é um momento muito bonito ,no fim o final foi muito bacana terminei a serie com um sorriso no rosto e uma sensação de nostalgia

    sobre o romance, vocês não são muito de acompanhar o chipin mas sempre ouve discussões serias entre os fãs sobre o relacionamento da asami com a korra desde a segunda temporada e isso ficou muito mais forte da terceira pra frente ,por isso pra min não foi uma surpresa e muito menos algo tirado do cú ,só não esperava que os produtores teriam coragem de fazer aquilo principalmente levando em conta o publico americano

  7. Só um disclaimer, a Kuvira não deixou um monte de gente amarrada no trilho do trem pra morrerem de fome, ela deixou eles amarrados no trilho do trem pra passar por cima deles com o trem dela. Eu só percebi isso depois que assisti a quarta temporada pela terceira vez.

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