Mangá² #132 – Roteiro 2: Storytelling

Sejam bem-vindos ao episódio 132 do Mangá², seu podcast semanal que tenta.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho e Leonardo Souza fazem a segunda edição do podcast dedicado a Roteiro! E neste programa, nos focamos na contação de história, e em quais aspectos consideramos relevantes para tal!

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Sugestões de pauta, sugestões de leitura, dúvidas, elogios, críticas, Recomendação do Ouvinte em áudio, qualquer coisa! O email para contato é: contato@aoquadra.do

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Mangá² #118 – Roteiro 1: Planejamento

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Cronologia do episódio
(00:00:21) Roteiro 2: Storytelling
(00:55:45) Leitura de Emails
(01:14:50) Recomendação da Semana – Space Boy

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23 Respostas para “Mangá² #132 – Roteiro 2: Storytelling

    • [SPOILER DE INSIDE MARI ABAIXO, kind of]
      Se você não quiser tomar spoiler, agora é a hora de parar de ler. Se não parou o spoiler é que a teoria nossa diz que a Mari é esquizofrênica, é ela o tempo todo. Pronto, esse foi o spoilers escondido no meio do texto pra não ser fácil ler de relance e tal.
      [/SPOILER DE INSIDE MARI ACIMA]

  1. Vou fazer um off-topic porque não vi o comentario do Lolicon

    Existe um senso comum errado sobre pedofilia(e antes que comecem a fazer cara feia quem diz isso é a ciência psicologica e criminologica) poís misturam os conceitos do que é pedofilia, abuso sexual e abuso sexual pedofilo.

    Fazendo um resumo: pedofilia não é desejo sexual por menores de idade, mas pela infancia e pelo que ela representa culturalmente(pureza, inocencia, etc), é uma condição psicologica portanto não é preciso alguem passar a mão em uma criança ou fazer desenho de cunho sexual pra ser pedofilo, estima-se que a maioria dos pedofilos passam a vida sem notar que são.

    Porem vem a questão do abusador sexual, que sente prazer em força o sexo, eles podem abusar de crianças, mas isso não os configura como pedofilos, pois sentem prazer na violencia do ato, não tendo exatamente criterios para quem é a vitima, as pessoas tambem confundem isso com Sado-masoquismo, mas o abusador não deseja que vitima tenha prazer de qualquer tipo.

    E claro existe as subdivisões que conectam os dois termos, o judeu(ou estranho ja esqueci) acertou ao dizer que não a uma resposta certa para a pergunta, porque não existe como incitar a pedofilia, ou fazer com que alguem vire pedofilo por ler um hentai.

    MAS, isso não quer dizer que aquele que fez o hentai não seja um pedofilo ou abusador, isso é subjetivo, não podendo taxar que so quem faz lolicon é pedofilo ou que a midia em si é criminosa.

    PS1: não quero ser chato, mas vcs poderiam encontrar um sistema de comentarios melhor? Nesse é impossivel de corrigir erros ou adicionar pensamentos
    PS2: bom cast
    PS3: Se eu encontrar um video do procurado r do ministerio publico e criminologo Rogerio Greco falando sobre o assunto lhes mandarei.

    • Acho que posso compreender essa terminologia, mas ainda assim só dizer “isso não é pedofilia”, mesmo sendo a verdade, não responde à pergunta: é nocivo à sociedade?

      Sei lá, talvez eu esteja vomitando ignorância, mas mesmo que o abusador sexual não seja clinicamente pedófilo, será que a existência dos hentais lolicons não poderiam incitar mais ainda a vontade desse individuo de abusar especificamente crianças? Não sei, será que não falta pesquisa nesse campo?

      • Mas isso vai para uma questão de diferente e que tambem posso estar falando merda a partir desse momento:
        Vc se lembra de associarem um cara que atirou no cinema com o filme do clube da luta? Ou de dizerem que o apanhador no campo de centio foi responsavel pela morte do John Lennon?
        Eu não tenho nenhuma analise cientifica sobre o assunto, mas ate onde vejo pessoas não são influenciadas dessa forma, mas usam como desculpa.

      • alem de que(malditos comentarios que não da pra editar) é errado consideradar que apenas um fator possa levar alguem a cometer crimes, cada pessoa é sempre moldada ppr um conjunto de fatores, portanto responder a pergunta com “sim ou não” é uma forma de banalizar a questão

  2. Slowpoke Report: falta um volume para acabar Lúcifer e o Martelo e já dá para dizer que é um mangá que é uma bela história sobre crescimento. Eu não só to lendo mas também estou emprestando para colega do curso.
    Agora, sobre o comentário na leitura de emails que diz que hentai e derivados reafirmam machismo: acho que é uma conclusão deveras precipitada e artificial. Você desconsidera que possam mulheres naquele meio e que pornografia pode um modo de expressar sua sexualidade (não só das mulheres, até porque otakus não costumam entrar na visão mais ideal de “homem”, muito pelo contrário, que os japoneses culturalmente tem). Fora que porque a existência de hentai é um problema e pornografia ocidental em carne osso não? E é lógico que a expressão da sexualidade japonesa/oriental vai ser diferente da ocidental num geral, por isso acho que só chegar e falar que o vizinho tá errado é algo até meio xenofóbico. Com o yaoi/yuri a mesma coisa: muita gente desconsidera que o Japão tinha uma cultura que considerava a pessoa andrógena muito mais que no ocidente (e isso mudou justamente quando o Japão abriu as fronteiras e adotou valores ocidentais) e isso ainda pesa hoje em dia. Fora que eu acho que falar “isso aí é machista por que tem um casal em que um cara parece uma mulher/vice e versa” soa bem hipócrita (fora os outros o mesmo . Enfim, por essas e outras não levo esse tipo comentário muito em consideração. Acho que as coisas não assim tão preto no branco.

    • Calma, posso estar advogando o diabo aqui, maaas. Me parece que o sentido original do comentário foi que a forte presença da cultura do ativo e do passivo, seja tanto no hentai “normal” quanto no yaoi ou yuri, é uma coisa que reforça (ou ainda simplesmente retroalimenta o circulo vicioso) do machismo na sociedade japonesa. Claro, posso estar interpretando tudo errado.

      Pessoalmente vejo o hentai como uma mídia bastante machista, não mais do que a pornografia normal, mas muito por sempre reafirmar a posição de domínio do homem sobre a mulher. Pelo menos o grosso dessa produção normalmente retrata a mulher como frágil e submissa, que não só deve como gosta de ser possuída tanto sexual quanto psicologicamente, fazendo delas quase totalmente dependente dos homens. Isso em obras com o minimo de historia pra contar, quando elas não são objetificadas ao ponto de se tornarem simples maquinas de fazer sexo.

      Mas eu concordo com você que as coisas não são só preto no branco. Até porque o hentai nada mais é do fetichização, não apenas da mulher como também do homem e de qualquer objeto ou coisa que possa representar o desejo de alguém.

      Agora, também não é porque uma obra é a expressão da sexualidade de uma mulher que ela não pode ser machista, acredito que a maioria dos machistas, sejam homens ou mulheres, o são sem sequer ter a consciência de ser.

      Sinceramente não sei dizer se o yaoi ou yuri são assim tão machistas, não tenho conhecimento de causa suficiente pra entrar nos méritos dessa questão. Eu acho que não porque eles também são mais fetiche, mas se forem é apenas o reflexo da cultura inerente do meio no qual foram concebidos.

      Se por acaso falei merda, sinto muito, foi por pura ignorância mesmo. Então se tiver alguma coisa a acrescentar por favor, só conversando que as pessoas podem se entender, apenas não desconsidere o meu comentário também.

  3. Sobre o podcast: excepcional. Vocês enfatizaram uma questão fundamental nos quadrinhos: narrativa visual/fluxo de leitura. Já li alguns mangás que realmente pareciam um pesar, uma punição, e me sentia cansado ao terminar o capítulo/volume. Às vezes é muita informação visual com muito texto, o que sobrecarrega o leitor em pouco tempo (um exemplo é Sket Dance, principalmente nuns capítulos em que havia piadas com kanjis e algumas páginas de Kokou no Hito). Acredito que diálogos/monólogos extensos facilitam para que o leitor perda o foco/interesse, e caso somados a quebras abruptas no fluxo (como vocês citaram, o caso de One Piece em que são mostrados várias passagens num só capítulo) podem interferir na percepção da “qualidade” daquilo que foi mostrado.
    Enfim, continuem com a série!

  4. Parece que eu acabei ouvindo o programa com a cabeça no mundo da lua, de novo… e pra ser bem sincero, não lembro de porra nenhuma do que foi discutido. Me desculpe, ainda mais que foi um tema tão interessante…

    Mas, acho que não podia deixar de responder a minha própria pergunta uma vez que vocês e mais alguns ouvintes se deram ao trabalho de pensar a respeito, então. Apesar de considerar um comportamento extremamente doentio, não considero lolicon como pedofilia. Não sabia, na verdade nunca tinha ouvido falar dessa definição de pedofilia que o Caio Egon citou, faz sentido, no entanto não faço meu julgamento baseado nela, até porque não tinha ouvido falar dela até agora.

    Pra mim pedófilo é, ou quem nasce com essa orientação sexual (e que vai ter de conviver e suprimir esse desejo por toda a vida), ou quem pratica o abuso (seja influenciado por algum trauma, simples oportunismo e outros n motivos).

    Por não ter a necessidade do abuso (em teoria pelo menos) na criação do mangá, não da pra colocar nem o autor e nem o leitor de hentai como pedófilo. Quanto a questão da possível influencia que isso tem nas pessoas, acho que seria a mesma que qualquer outra obra midiática sobre qualquer outro tema teria sobre qualquer pessoa, e a menos que alguém tenha um tipo de distúrbio psicológico prévio não vai ser porque ela viu um filme sobre um serial killer que ela vai sair por ai matando os outros.

    Também não tenho nenhum embasamento pra dizer isso, assim como posso ter falando bobagem em tudo anteriormente, mas o lolicon está mais pra fetiche do que qualquer outra coisa. Mesmo que alguém fique exitado por ntr ou futanaria (lembrando que tem muito travesti por ai que passa fácil por mulher) no papel, isso não quer dizer que ele ia gostar da experiencia real.

    E se isso é uma coisa “nociva a sociedade” ou não é bem complicado de explanar, afinal a pedofila assim como a violência domestica é o tipo de assunto que ninguém gosta de falar, de maneira que é difícil mensurar o tamanho do problema ou as consequências dele, ainda mais qual o papel do lolicon nessa equação toda.

    Só pra não dizer que não falei absolutamente nada sobre o tema, uma coisa que me incomoda, acho que vocês chegaram a comentar inclusive, é a inabilidade de muito autor em contar sua historia mostrando o que está acontecendo, e não falando de maneira totalmente expositiva. Pode parecer uma coisa simples e totalmente básica, mas são poucos os que conseguem fazer isso bem, e é um detalhe que faz toda diferença.

    Ah sim, só lembrando o Estranho que Onani Master Kurosawa também é um doujin. É claro que é um caso totalmente diferente do que normalmente se associa a esse tipo de obra, mas eu já li algumas parodias não porno bem legais, por isso não subestimo o que os doujinkas podem fazer.

  5. Dois mangás que penso ter uma narrativa bem construida é Vinland Saga e The Music of Marie. Acabei de chegar ao volume oito cujo início me fez cair da cadeira com aquele plot-twist e cheguei a conclusão que mesmo me incomodando com alguns flashbacks que eu achava que era encheção de linguiça, aquele volume me fez perceber qual é a da obra. The Music of Marie nem se fala, no mangá o autor dá várias dicas em seu decorrer do que vai ser o final da obra e você só percebe essas dicas na releitura, como se fosse um jogo de sete erros.

    Agora colocando exemplos ruins de narrativa, podemos colocar Mirai Nikki, em que temos todos os antagonistas fazem fila para enfrentar o protagonista (sem batalhas entre eles), Gokukoku no Brynhildr que embora não tenha passado do capítulo 60 eu já percebi que o autor estava dando sinais de falta de planejamento do autor (lutas desnecessárias e enrolação, esse autor tem um sério problema com isso comprovado em seus dois mangás anteriores) e Akatsuki no Yona, que embora seja um mangá que goste, ele sofre do problema que acomete muitos shoujos como aqueles quadros com anotações whatever da autora e as situações bobas e desnecessárias que a autora coloca no mangá para enrolar ou fazer fanservice.

  6. *terem narrativas bem construidas (quem lhe dera se aqui tivesse o Disqus para editar erros de português do comentário).
    Outro exemplo ruim de narrativa que esqueci de colocar é Koe no Katachi. A autora se preocupou demais em fazer o desenvolvimento dos personagens e esqueceu de trabalhar a temática central da obra de forma adequada, resultando em um final com um “romance” mal desenvolvido e vários personagens secundários subaproveitados e jogados no lixo (Ueno, Mashiba, etc). Para terminar, queria saber se o Judeu ainda lé Brynhildr e como o mangá está nos capítulos atuais, já que estou atrasado mais de 80 capítulos.

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