Mangá² #131 – Hentai

Sejam bem-vindos ao episódio 131 do Mangá², seu podcast semanal de mangás que puritano e jura que é saliva na imagem do thumb do post.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho e Rubio Paloosa falam de um dos temas mais pedidos do Mangá², hentai!

Mas calma, não desista do podcast ainda! Como é de praxe, a conversa não é tão simples e direta quanto parece. Nos acompanhe enquanto falamos sobre pornografia, sexo e arte, e o que os hentais tem a nos oferecer (?).

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Cronologia do episódio
(00:00:20) Hentai
(00:47:50) Leitura de Emails
(01:05:50) Recomendação da Semana – A Girl By The Sea

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22 Respostas para “Mangá² #131 – Hentai

  1. Como vocês tavam falando da questão de levar a pornografia a sério, venho apresentar um dos melhores podcast da atualidade, Caralhinhos Voadores. Eles ajudam um pouco a ver essa questão da pornografia como uma arte própria, sem ser ligada necessariamente ao cinema e tudo, uma arte da sexualização
    http://caralhinhosvoadores.com.br/
    E My Balls deveria ser publicado no Brasil, faria empréstimos pra comprar ele kkkkkk

    • E talvez o lado artístico do hentai seja, tal qual a arte da pornografia, algo que o torne um estilo próprio, que mecha com os fetiches do povo japonês. Sobre o machismo da maioria dos hentais, acho que ele é um reflexo do machismo japonês como um todo, assim como o machismo na pornografia é reflexo do machismo da sociedade e não a causa – desculpa Anna Dworkin – sendo então partes de um contexto mais complexo.

  2. Quanto a o que é pornografia, acho difícil articular caso vocês queiram explicar como um gênero. É mais fácil, apesar de não saber se é o suficiente para o que vocês querem, dizer que “pornografia” é mais uma qualidade/característica pessoal de o que consideramos sexualmente excitante, fica um pouco abrangente demais, então realmente não sei se é o bastante.
    Já quanto ao valor de pornografia como arte, acho que vocês foram um pouco preconceituosos, apesar de terem discutido bastante, talvez por ninguém do grupo levar obras do tipo a sério. Afinal, vocês mesmo (talvez apenas o Estranho, mas enfim) disseram em outros casts que arte é qualquer coisa que o artista produz pensando em trazer uma reação ou sentimento do observador, seja qual for.
    Do jeito que ficou no cast parece que se a obra tiver sexo como foco e não como uma ferramenta ou aspecto secundário de uma obra, ela perde o valor como arte.
    Sei que não foi a intenção, mas pareceu um pouco pudico de vocês que uma estória de faça necessária para justificar o valor de qualquer produção com pornografia.
    Pessoalmente, e isso é uma visão que adquiri há pouco tempo, mesmo que falando pareça óbvio, o valor artístico de algo não depende dos temas trabalhados ou da estória contada e, sim, de como eles são explorados/contados utilizando-se dos recursos da mídia em que se trabalha.
    Talvez o aspecto sexual e a excitação atrapalhem o julgamento, mas se vocês prestarem atenção, há, claro que nuns casos mais que noutros, decisões de direção em filmes pornô. Há câmera subjetivas em 1ª pessoa, ângulos de câmera projetados especificamente para a indústria pornô (em inglês há um plano que se chama “Rail Shot” lol), entre outras coisas como o som (há muito tempo vi um vídeo dos sons sendo gravados em estúdio por uma mulher nos seus mais de 60 anos). No hentai, o mesmo acontece e tenho certeza que se vocês procurarem acharam pessoas com boa noção de narrativa visual e utilização do que quadrinhos tem a oferecer, mas isso vocês mesmos comentaram 🙂
    Não sou fã de pornografia e não conheço diretores da área, apesar de agora ter ficado curioso, mas é possível que haja pessoas talentosas trabalhando na indústria filmando sexo, mesmo que “apenas” para conseguir excitar seu público.
    Enfim, acho que me estendi demais, como sempre faço, mas queria deixar aí algumas considerações que tirei durante o cast. O tema foi bem interessante e gostei muito de ouvir o programa. Valeu e até a próxima 🙂

  3. hentai é quadrinho e quadrinho é arte por tanto hentai é arte simples assim

    podia rolar uma mangagrafia de autor de hentai favorito o yamatogawa

    enfim foi bom ver pela primeira vez um podcast falando de hentai de uma maneira não preconceituosa ,ou com uma visão estereotipada de é tudo pedofilia e tentaculos, já estou no aguardo de uma parte 2

    sim existem diretores de filme porno e premiações para a industria pornografica como se fosse um oscar

    e tenho uma recomendação de hentai que talves o estranho curta Blush-DC que conta a historia de uma garota que precisa se prostituir pra poder pagar a faculdade ,a historia aborda como funciona esse mundo da prostituição, e tambem tem um desenvolvimento de personagem muito bom e não tem nada de bizarro como tentaculos alieniginas e afins

  4. Falando dessa sexualidade nos mangas,uma nudez explicita ou até sexo em mangás como Omoide Emanon não me incomodam,diferente das calcinhas fora de hora de tantos mangás por aí.E,tentando pensar em um hentai que tenha alguma história, eu pensei em Kegare.Tem também Human-lovers Committee,mas esse é bem hardcore,e,mesmo tendo uma história não sei dizer se ela é boa.

  5. Talvez seja um dos assuntos mais sensíveis e controvertidos discutidos aqui no Mangá². O hentai, por brincar com o erótico, mexe com aquilo que é mais individual no ser humano: aquilo que lhe dá tesão e prazer. Decerto, a muitos agradam os desenhos retratando o sexo, e, em razão da liberdade por ser um desenho, as obras podem cobrir e inventar qualquer tipo de fetiche possível.
    Sem dúvidas, há pessoas que veem o hentai como arte, e por que não seria?
    Agora, sobre questão do enredo, já não sei. Vivemos tanto no imediatismo que acho difícil as pessoas buscarem por tramas intricadas e desenvolvimento de personagem nessas obras. A maioria quer logo a ação, a lascívia, o êxtase, o bizarro.
    E jamais poderemos criticá-las, por justamente se tratar do mais íntimo gosto do indivíduo.

  6. Infelizmente devo dizer que ouvi o programa enquanto fazia outra coisa que acabou me distraindo bastante (opa! olha lá hein), então provável que não consegui absorver tudo que foi discutido direito dessa vez…

    Enfim, o hentai como arte está mais pra musica clássica do que pra poesia, se é que isso faz algum sentido. Como uma sinfonia toda instrumental ele não tenta transmitir uma mensagem objetiva, é algo muito mais relativo aos sentimentos, sejam eles mais “primitivos” no caso da pornografia ou mais “profundos” no caso da musica. Talvez por causa da subjetividade que fica bem complicado associar por um viés mais artístico.

    Ironicamente ao invocar os instintos mais básicos, quando o quadrinho consegue te deixar exitado ele não tem um valor como obra de arte muito maior do que se você ouvir a Nona Sinfonia de Beethoven e não sentir nada?

    Pessoalmente consigo aceitar hentai como mais uma forma arte, mas também não acho isso nem um pouco relevante. A experiencia de observar o quadro da Monalisa pode ser tão enriquecedora e gratificante quanto a de ler Fragile and Tough (olha que maravilha, comparando Leonardo Da Vinci com Shindo L!), tudo depende do ponto de vista e do observador.

    Do mais, não tem muito mais o que dizer. O hentai é ainda mais marginalizado do que a pornografia “normal” com atores, que já não é nem um pouco bem vista. E como mídia o quadrinho tem todas aquelas vantagens que a gente já sabe, por algum motivo estranho eu também acho que ver o porno “real” e o hentai são coisas bem diferentes. Essas historias me instigam sensações bastante diversas. E de novo, pra esse gênero do mangá também tem de tudo, basta ter coragem (e estomago) de explorar para encontrar algo do seu gosto.

    Mas pra finalizar com mais esse comentário impertinente, vou jogar uma questão ainda mais impertinente no ar. O lolicon no hentai, é pedofilia?

  7. Tanto o Judeu Ateu quanto o Estranhow (Estranhow nem tanto) me pareceram muito contidos nesse AoQuadrado, chegando ao ponto de até um Ateu falar “e seja o que Deus quiser!” (bom já imagino o porque né?) Mas me espantou o Rubi Também ficar meio contido, ele sempre me pareceu o tipo de pessoa que iria nesse tipo de assunto botar tudo para fora sei lá. Mas foi só uma pequena observação, no mais foi um excelente programa como sempre, só achei que foi muito foco na parte técnica tentando explicar o que é a indústria pornô ou a importância da pornografia em uma história, eu acharia mais legal dar um pequeno sumario sobre a pornografia e já pular pro: “Mas e aí, qual foi 1ª hentai que tu leu?” E a partir daí desenrolar outros papos que poderiam ter saído um pouco do controle, iria ficar legal acreditem!

    Para finalizar o Estranhow acabou reclamando que nem um hentai tentou desenvolver uma história pelo menos no ponto de vista dele. Acontece que eu já vi um hentai assim! Era uma história que desenvolvia bem o relacionamento entre aspas real de uma professora e um aluno, eu lembro que o hentai queria tanto desenvolver roteiro que ele tinha 25 páginas de conversa e 5 páginas finais por capitulo de sexo, era um hentai que meio que explicaria como a sociedade veria uma relação Aluno/Professora, era um bom hentai e a cena que mais me marca desse hentai é o vídeo que a turma fez falando do que eles achavam do relacionamento dos dois, sinceramente depois daquela cena eu percebi que o autor queria ter feito uma história de 10 volumes, ele tinha grandes ideias pra obra dele, mas ficara restrito a 1 volume, mas ele se virou bem com 1 volume, era um bom hentai com uma excelente trama! Eu não irei lembrar o nome e no momento que estou escrevendo esse comentário estarei procurando, mas se não encontrá-lo eu o passarei depois por outro meio comunicativo.

    E apenas mais uma pequena observação, não tentem procurar ou recomendar mais nada do ShindoL, o Rubio foi muito bondoso quando disse que ele é um artista que faz experimentos, na verdade ele é um maluco total! Irei recomendar mas leiam por conta e risco de vocês um hentai que a cada página um soco no estômago mais forte ainda era me dado: A Dairy Cow’s Life, apenas tenham cuidado com o ShindoL ele é um perigo quando não se sabe o que procurar dele. Em compensação, o Judeu falou que gostou do Fragile and Tough já o Estranhow não, então pro Estranhow uma recomendação que faria mais sentido seria o 2ª Capitulo (Frisando que é o SEGUNDO CAPITULO!) de Sarashi Ai que conta uma história de um relacionamento amoroso entre dois amigos de infância, sendo que a garota é paraplégica e o garoto sempre estará lá disposto a ajuda-la!

  8. Slowpoke Report:

    Edén: Só li um volume, mas estou achando muito bom, animado com essa obra.

    Spirit Circle: Também estou achando muito bom, ansioso por mais.

    Queijo: A ideia é machistamente sensacional, isso é algo que você só consegue ver em mangá.

    Kokou no Hito: Tentei voltar a ler, mas não dá, não consigo gostar dessa obra.

    Shokugeki no Soma: Li o primeiro volume 1 e achei um mangá justo.

    Enigma: Li o primeiro volume e achei razoável, na dúvida se continuo a coleção da JBC ou não.

    Diferentes de outros tipos de pornografia eu acho que o Hentai, ressalta mais ainda a cultura machista japonesa e tende a ter muito mais uma arte bonita do que história, eu confesso que não me lembro de nenhuma história elaborada em hentais.

    Mesmo com Yaoi e Yuri Hentei foca muitos nos personagens semes e ukes que mesmo que a história tenha personagens com gêneros diferentes essa característica cultural japonesa é muita presente, independente do sub-gênero do hentai.

    Não que o machismo não exista nas outras mídias, mas acho que elas tem se aberto e adaptado aos diversos públicos por uma questão econômica do que o hentai.

    Lembro de uma revista de hentai que sai nas bancas lá pelos anos 2000/2002 era uma quase um fanart, era o torneio das trevas do Yu Yu Hakusho, só que com personagens de todos animes e tudo sempre acabava em hentai. Alguém ai lembra? Tinha uma outra também que era um espécie de NeoTokyo dos hentais, também nos anos 2000, pois na época estava na 6º, 7º série.

    Se você for analisar do ponto artístico de perspectivas e corpos, acho que sim você pode encontrar arte, pois da um belo trabalho e às vezes o traço fico melhor que o da obra original. Agora no lado do roteiro, mesmo que tenha um ou outro titulo focado na história são pontos fora da curva.

    Um dos primeiros mangás que colecionei foi Love Junkies que é considerado “ero- comedy”. Ele tinha um bom desenvolvimento dos personagens principais, tinha bons momentos na história quando o foca era o relacionamento, durante a trama o protagonista teve 3 namoradas e o amar,deixar de amar, ciúmes e os demais problemas era bem trabalhado, mas o problema é que a história sempre forçava cenas de sexo ou mesmo acontecimentos sexuais forçados que até tiram o foco do que poderia ter de mais “maduro” no mangá.

    O caso é totalmente diferente de Punpun que o sexo ajuda a amadurecer a obra e não ao contrario.

    E tem um site de backstage e erros de pornô que foi indicado no nerdcast XXX, ali você vê que a vida de diretor e de câmera man. não é tão fácil.

  9. Podcast muito interessante sobre pornografia, talvez tenha me feito gostar um pouco mais de Fragile and Tought.
    Um dos motivos de eu não ter gostado de Fragile and Tought foi o fato de eu não saber como avaliá-lo. Eu avaliava como simples pornografia ou como um mangá normal?
    Porque se avaliasse como um mangá normal, saberia que automaticamente o valor artístico seria “pervertido”, perderia um pouco de sua qualidade, porque para mim pareceu uma desculpa para mostrar sexo com uma pessoa sem todos os membros e cumprir o fetiche de alguém.
    No entanto, se eu avaliasse como um hentai, pornografia, eu acharia uma obra ótima, até bela, sendo que eu relevasse a atenção no sexo.
    Então decidi avaliar como uma obra de gênero. Hentai era somente mais uma tag, assim como terror, gender-bending, echi.
    Da mesma forma que gosto de Love Hina, apesar de todos o Echi e clichês desse gênero, eu gosto de F&T apesar da aparição exagerada sexo.

    Slowpoke Report: Lúcifer e o Martelo (lindo, não tive uma sensação gratificante depois de ter terminado uma obra com características Shounen Battle desde Fma. Quis reler assim que terminei, até mesmo da tradução que geral hateou, eu gosti, atingiu o balanço perfeito entre a quebra da leitura e a compreensão total da obra)

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