Mangá² #118 – Roteiro 1: Planejamento

Sejam bem-vindos ao episódio 118 do Mangá², o podcast semanal de mangás mais bem planejado, desplanejado, improvisado e revisado da história.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho e Leonardo Souza começam uma nova jornada de programas relacionados a elementos de roteiro. Desta vez os personagens viajam em várias conversas sobre planejamento de histórias. Por que gostamos de histórias bem planejadas? O que pode apontar um bom planejamento? Como o aleatório pode combinar com o planejado? Todas essas perguntas óbvias e complexas ao mesmo tempo podem (ou não) ser respondidas no programa desta semana!

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Video do Kaze: https://www.youtube.com/watch?v=lcf3Xp7-JC0&list=UUK2pdrSme-qiZm2dQun8ZJg

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Cronologia do episódio
(00:15) Roteiro 1: Planejamento
(55:30) Leitura de Emails
(1:16:00) Recomendação da Semana – Me wo Mite Hanase 

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21 Respostas para “Mangá² #118 – Roteiro 1: Planejamento

  1. Uns dos melhores Manga², gostei e achei muito interessante a participação do Leonardo, pelo fator multimidiático, muito maneiro ele citar a cena dos Gigantes de pedra (que aliás tem no livro) bem poderia explicar e talz, mas seria chato. Bem a cena do Django zoando a KKK, foi bem oq o Leonardo falou serve mais pela sátira. Enfim Exemplo de aleatoriedade O grande Lebowski (dos irmãos Coen) que além de ser hilário é genial.
    O tema foi muito bom, espero ansiosamente pelos próximos Manga² de Roteiro (algo que me interessa muito). E cara essa comparação da rima do rap, com o roteiro foi muito interessante (apesar de não gostar do estilo musical, aliás a trilha sonora do podcast foi bem diferente). No todo valeu a pena esperar.
    Bem há partes desnecessárias no meu comentário, mas como ele não foi planejado acho que está bom. Vlw e continuem o bom trabalho.

  2. slow poke report terminei de ler uzumaki eu gostei ,mas me imcomoda a falta de explicação sobre o por que as coisas acontecem naquela vila

    estou lendo kokou no hito ,estou gostando bastante da ate a vontade de escalar uma montanha o que me imcomoda é o ritmo que a meu ver é meio acelerado ,infelizmente só tem em portugues ate o volume 12 então ficarei sem saber o final

    li keijo (não foi uma recomendação de voces mas de tanto quer falam tive que dar uma conferida)e sinceramente fico na duvida se o mangá é genial ou siesmente estupido

    li anarasumanara foi meu primeiro web toon e adorei a historia ,acho muito interessante historias que tratam desse tema

    e parasyti é bom sim pode ler de boa .eu recomendo

    sobre o tema do podcast tem a questão de que como saber o que realmente foi pranejado
    por exemplo no final de holy avenger todo mundo ficou ,nossa o cara pranejou isso desde la atras e tal,mas dai o cassaro que o roteirista do holy avenger chegou,e falou que ele não planejou nada que simplesmente ele amarrou umas pontas soltas e deu no que deu

    sobre a recomendação da semana,eu tenho esse problema de me sentir mal olhando os olhos das pessoas ,por isso simplesmente não olho,talves de uma conferida nesse mangá

  3. Acho que o maior problema dos planejamentos dos mangás seja justamente a falta de apoio da editora e dos editores com o plano do autor. Por termos nos principais casos uma mídia que é regida pelo ibope. No caso de Naruto que enquanto as vendas dos mangás caiam ele ajudava a manter as vendas da Jump. Imagina a pressão editorial e do fandom pra obra continuar, qualquer planejamento que o Kishimoto tinha dificilmente era pra mais de 10 anos de obra.
    Nesses casos toda grandeza da obra se volta contra ela. Ou o pior mesmo a obra vai ser cancelada e você tem 2 semanas pra fechar sua obra.

    Algo que me faz ver como o roteiro foi muito bem planejado é quando ele usa algo que estava na trama o tempo todo em algo importante para trama. Dou o exemplo do Do you kindly do Bioshock. Durante todo o jogo você escuta a frase e vê algumas pichações, mas eu pelo menos nunca achei que a importância dela fosse tamanha. Mesmo desconfiando do Atlas, não achei que a frase teria a importância que tem. Pra mim nesse caso o roteiro foi planejado e executado, independe do resultado final ter sido satisfatório ou não.

    No caso de One Piece que o Leonardo comentou eu sempre vi como um recurso de roteiro, pois One Piece sempre deixou claro que aquela comédia forçada faz parte da obra, simplesmente como recurso cômico, repetindo as piadas de formas diferentes, mas sempre de forma exagerada.
    Para alegria do estranho, Hajime no Ippo reusou essa ideia de Ashita no Joe. Menos galhofa, mas no fim da no mesmo.

    • Eu discordo um pouco nesse caso de pressão e cancelamento. Lógico que na Jump esse tipo de coisa pesa muito mais do que deveria, mas quase todas as revistas menores esperam mais para obra vender e não cancelam tão subitamente. Agora, a questão do fandom realmente deve pesar em obra muito famosas. O autor de Shingeki por exemplo já disse que começou a ceder pra isso.

  4. Pensando no planejamento do epilogo, acho que Naruto foi sim planejado no simples mote de: fanservice e deixar fãs felizes, após um salto no tempo mostrando como estão as coisas, mas não me convenceu, ao contrário do epilogo de FullMetal Alchemist, que já penso ser uma obra beeeem mais fechada, e essa visita ao futuro foi tão boa. Não sei se é por causa do sentimento do capitulo anterior, em que Naruto ficou aquela sensação de mé e FMA pra mim foi bom.
    (alias sugestão: que tal pegar o final e ver se o que a obra prometia no começo, cumpriu no final)

    Em Haikyuu, eu quero que eles ganhem esse jogo atual e cheguem até o shiratorizawa pq o Super Ace foi plantado já faz tempo e ele está no 3º ano também e se não tiver esse jogo vai parecer algo perdido, mas que quando esse jogo finalmente acontecer quero que e eles percam, mas PERCAM para ver a diferença do “melhor do japão” e então tenhamos o avanço na história com a formatura do 3º ano, já que até o talvez proximo capitão já foi plantado

    Enfim, quando se tem uma obra bem planejada as coisas realmente ficam mais fluidas, mas ao mesmo tempo o acaso faz sentido acontecer, mas cabe ao autor aproveitar esse “acaso” e te convencer da verossimilhança E quando precisar mudar o rumo, convencer também que o personagem tomaria aquela atitude, porque enquanto eu acho que as coincidências em OP ficam exageradas e nem sempre criveis, as atitudes dos personagens do navio ainda parecem dentro do que esperamos deles normalmente, enquanto que em Naruto nada disso me acontecia e as atitudes do Sasuke no final pareciam tiradas do nada e só para a narrativa andar para onde o Kishimoto queria e nem sabia para onde deveria ser.

  5. Po Judeu e Estranho um outro exemplo de planejamento do Dorohedoro é as placas dos Zumbis lembram??

  6. Eu disse no cast anterior, mas eu resumi muito, então vou deixar mais claro pra não mostrar que é hateragem minha:

    Eu comecei na midia de hqs com 6 anos e viciado em battle shounen graças a manchete, dos 13 aos 18 eu tive um vicio muito forte de mangás lendo mais de 10 semanais graças a internet, entrando em foruns de discurssão e etc. Com o tempo fui percebendo certas cagadas e cliches de mangás, e quando ia nos foruns quando mencionava algo do tipo “ele desenhou a menina com 3 dedos” e recebia ameaças(serio).
    Esse tipo de infantilidade foi me afastando de manga e como eu comecei a freguentar blogs de quadrinhos eu acabei me focando em hqs que eu nunca tinha ouvido falar até então como Watchmen, reino do amanhã, homem-animal, batman sendo derrotado por um mendigo sem pernas. Por ter descoberto toda uma extensão de comics geniais que eu parei de ver mangás e animes.

    Hoje com quase 23 minha hateragem com mangás ja diminuiu(afinal eu não estaria aqui se tivesse), e eu vejo mangás/manhwas/comics/gibis/graphic novels como midias equivalentes de culturas diferentes, e agora busco somente aumentar a gama de leitura.

    • cara ai foi simplesmente o azar de você entrar num lugar errado,de fato tem forum por ai cheio de babaca que se você falar coisas do tipo “achei o capitulo de one peac dessa semana mediano” vem um bando de babaca chingar a sua mãe,,mas isso é algo que tem em todas as midias, por exemplo voce citou comics tem um monte de fã babaca que se voce falar mal do superman ,o cara vem chingar a sua mãe tambem

      e por fim cara mangá,gibi e comics é tudo quadrinho não tem um melhor ou pior

      • Sim, esses tambem me dão nos nervos(jovem nerd e omelete estão cheios), mas realmente a infantilidade do publico me incomodava, não podia criticar, citar erros ou falar de outro anime que alguem ameaçava te bater ou te denunciava pro adm pra ser bloqueado.
        Ai eu encontrei o mdm(numa epoca em que ainda valia a pena comentar por la) e o pessoal de lá nunca se levava muito a serio e tambem eram mais velhos e manjadores de Hqs que me fez procurar por coisas novas.
        Eu encontrei o aoquadrado justamente por procurar coisas novas de mangás que não se limitem a lutas idiotas e crianças com corpo de panicat

  7. Acho que estava tentando dizer uma coisa um pouco diferente da que vocês interpretaram no meu comentário anterior, só acho. Como sempre, não devo ter sido muito claro…

    Enfim, gostei dessa ideia de abordar mais as tecnicidades a cerca da criação dos mangás, não manjo nada nesse sentido então fico na expectativa de poder entender melhor dessas coisas aqui com vocês.

    Não tenho muito que acrescentar mas pensei numa coisa. No caso de Eyeshiled 21 por exemplo, o quanto a trama ou as partidas são importantes pra historia em si?

    Digo isso porque o que mais me lembro desse quadrinho, e parando pra pensar o que me parece mais importe ao longo do desenvolvimento, são muito mais os jogos do que o próprio objetivo de ganhar o torneio principal. Ou pelo menos era o que eu gostava e que me empolgava.

    Mas traçando um paralelo com slice of life e comedia ou até mesmo com hentai, como analisar o roteiro dessas obras onde a “ação” acaba recebendo a importância que normalmente a mensagem tem na historia?

    Parece que acabei fugindo um pouco do tema, de novo. É que as vezes parece que a ideia do autor não é contar uma historia, apenas transmitir um sentimento… sei la, só divagando.

    Mudando de assunto, fui inventar de ouvir o podcast andando na praia, mas por algum motivo achei contraproducente, não gostei.

    Vou deixar o manga² em onhold até voltar a trabalhar pra ouvir no caminho. Impressão minha ou vocês abaixaram o volume do som nas transições? Se sim, obrigado, meu ouvido agradece.

    • Eu não li Eyeshield, mas sobre esses roteiros de obras diferentes, penso que precisam ter noções de roteiro parecidas com as obra normais, apenas aplicada de outra forma. Construir bem a relação que levará ao sexo, no caso do hentai. Ou fazer situações orgânicas e que gerem consequências no slice of life. Já a comédia é um pouco mais complicado, pois a piada pode se tornar mais importante que o roteiro. Por isso acredito que seja tão difícil julgar obras de comédia muito exageradas, onde algum elemento pode mudar a trama simplesmente porque é engraçado. Acho que o segredo é saber inserir as piadas de uma maneira que elas não se tornem saídas fáceis para o roteiro nem tenham uma super importância na história, algo que A Vida de Brian faz muito bem, por exemplo.

  8. Pequeno elogio e slowpoke report,, estou adorando essa “nova fase” do manga ao quadrado, acho muito bom como esta mais versatil misturando temas mais pseudos com programas mais leves, programas so com vcs dois a programas com convidados (falando nisso acho que o leonardo faz uma boa adiçao ao cast, alem de ter uma boa interaçao com vcs), adoro o estilo mais hipster do cast mas acho que fica melhor misturando sem ser deep e filosofico o tempo todo.

    Li Kasane e achei muito bom, adorei como o autor aborda o personagem e tenho muita esperança que o manga va ser muito bom.

    So um adendo sou um dos viuvos de zatch bell, amaria que o manga fosse publicado aqui , é um dos meus battle shonens favoritos, embora saiba que é praticamente impossivel.

  9. Uma obra que tenho certeza que foi planejada do início ao fim que não foi citado no cast foi o The Music of Marie. O tanto de pistas do final da obra que o autor colocou na cara do leitor durante os desenrolares do mangá não é brincadeira e é o tipo de coisa que você só consegue pegar na releitura.

    Agora uma obra que pode-se ter certeza que não foi planejada e tem um grave problema de continuidade é Gantz em especial o final que foi um dos piores já feitos na história dos mangás (com aqueles vampiros e um monte de coisa não explicada). O final tem direito a pessoas voando no espaço em um veículo aberto, vilão se matando por nada, uma nave que cai na Terra e depois some, protagonistas que caem na Terra e ficam boiando no oceano por dois dias e vampiros que pararam de aparecer do nada na obra e voltaram nos últimos capítulos em um quadro aleatório (com uma arte tosca e com happy ending no final). É o tipo de autor que se importa só com o momento na obra mas não tem noção de roteiro.

    • Os vampiros pararam de aparecer pois o Gantz e suas missões deixaram de existir. Não tinha mais como eles fazerem parte da trama sem as missões. Não foi do nada não.

      Gantz não tem furo não. É só ler com o foco nos pontos certos.

      • Então, cara. Tenho que concordar co o Shaturanga. O que você comentou acaba anulando a necessidade (se é que tinha) dos vampiros no manga.

        Se o momento em que os vampiros fossem sumir tivesse sido planejado, antes mesmo da ideia sair do papel eles seriam cortados do manga. A única utilidade pro roteiro é quando o vampiro lá se torna um deus ex machina pra salvar o grupo porque ele quer salvar o “dedinho” dele. Qualquer outra aparição dos vampiros, incluindo o irmão do Akira, poderiam ser simplesmente apagados, pois não há utilidade alguma para o plot.

        Quando apareceram (os vampiros), ficaram como uma parte misteriosa do manga que aparentava ter importância. Mas acabaram apenas com o papel que eu comentei antes. E honestamente, o final que o Shaturanga comentou dos caras estarem no espaço em uma nave aberta, é um furo que não precisa ser analisado. lol

          • Ah, os vampiros serviram como antagonistas centrais do mangá por toda a parte intermediaria em que o Kurono liderou o time-Gantz. Eles tiveram peso em várias missões inclusive mataram dois dos personagens centrais que foi o Izumi e o Kurono. Não dá para dizer que o mangá seria o mesmo sem a participação deles.

            Os vampiros apoiavam os aliens e faziam pactos com eles protegendo-os dos caçadores, o que é uma maneira do mangá colocar em questão o motivo pelo qual os aliens são caçados em primeiro lugar, e de colocar a ironia do caçador que também é caçado por alguém. Além de ser um contante lembrete que mesmo quem se lieberta do Gantz não se liberta de verdade pois continuará perseguido pelos vampiros.

            O antagonismo acaba quando o Gantz recruta os vampiros para as missões, e eles entendem que os caçadores não são voluntários e sim chantageados a caçar aliens. Nesse momento a trama deles se encerra, pois não sobrou mais inimizade com os personagens, e nem se formou uma amizade no lugar.

            Os vampiros não vem carregados de mistério nenhum, logo nas primeiras aparições é revelado quem são, daonde vieram, qual seu objetivo e o que querem. Seu papel na trama é mostrar que os caçadores tem que lidar com o Gantz mesmo em suas vidas civis quando não estão em caçadas, e trazer mais ambiguidade moral sobre as missões em si, visto que os vampiros não tratavam os caçadores diferente de como os caçadores tratavam os aliens.

          • Pois é, lembro disso deles caçarem os personagens em suas vidas cotidianas. Mas acho que eles poderiam ter morrido de qualquer forma ali que o plot seria o mesmo, entende? O fato de serem “vampiros” era intrigante, mas vieram e foram levando suas motivações junto sem nunca apresentá-las.

            A ideia do aliens “contra-atacarem” usando os vampiros, que você comentou, é bem legal, apesar de eu não lembrar disso estar no manga. Mas se o autor resolveu colocar algo tão “intrigante”, ele deveria dar para tal coisa a devida atenção, não o esquecimento que deu. Sei lá, os próprios aliens poderiam caçá-los fora do “jogo” e seria bem aceitável já que não sumiriam. A impressão é que o autor quis colocar os vampiros lá porque eram “massa, véi”.

            Mas eu li faz tempo esse arco do manga. Qual capítulo que explica tudo isso que você falou? realmente não lembro, estou curioso. Mas você me explicou mais sobre os vampiros de Gantz do que o próprio manga fez.

            ps: Acho que Akira era o irmão dele, logo também é Kurono. Double fail! O nome dele era Kei. kkkkk

  10. Pingback: Mangá² #132 – Roteiro 2: Storytelling | AoQuadrado²·

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