Mangá² #110 – Timeskip

Sejam bem-vindos ao episódio 110 do Mangá², o podcast semanal que não pulou nenhum número ainda.


Neste programa, Judeu Ateu, Estranho, Rubio Paloosa e Izzo tentam entender as motivações e o funcionamento dos Timeskips, esse recurso clássico dos mangás.

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Review de Suiiki, por Judeu Ateu
99 Ways to Tell a Story: Exercises in Style

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Cronologia do episódio
(00:00:15) Timeskip
(00:42:00) Leitura de Emails
(01:03:10) Recomendação da Semana – Oh My Sweet Alien

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23 Respostas para “Mangá² #110 – Timeskip

  1. pensei que ia sair só amanha o cast ,parece vou dormir mais tarde essa noite ,quando terminar de ouvir comento melhor

  2. então time skip eu sempre vi como uma saida pro autor não ter que fazer um arco de treinamento,e tambem pra dar uma renovada no visual dos personagens o unico bom exemplo de time skip que me lembro foi o de punpun, de resto sempre achei mal trabalhado

    um dia vocês podiam fazer um cast falando sobre quadrinhos nacionais como o holy avenger seria bem interessante

    na recomendação do ouvinte tem problema se eu mandar a recomendação de um hentai?

      • no caso seria um hentai simples sem nenhuma bizarrice como tentaculos ou zoofilia ,pra introduzir o pessoal ao hentai e ao mesmo tempo quebrar esse preconceito de que hentai é tudo bizarro,e que existem hentais com historias interessante e bem trabalhada

  3. SLOWPOKE REPORT:
    Terminei de ler Immortail Rain, gostei bastante e Yuca com certeza é um vilão com um conceito muito bom. Tem essas temáticas bem interessantes mas não deixa de ser uma aventura leve (num bom sentido).
    Mas… eu fui a única à ler isso?

  4. Discordo totalmente com o que falaram sobre o timeskip em one piece, vocês falaram como se o Oda tivesse tirado o timeskip do cu, mas isso é algo que já foi estabelecido desde Thriller Bark que a tripulação do Luffy avançou pra um ponto em que estão começando a encontrar oponentes muito mais fortes que eles e a construção do timeskip começou no arco de Sabaody. Vocês falaram que os personagens não criaram nenhuma conexão com outras pessoas durante os dois anos, e isso é uma total distorção dos fatos, quando eles se reencontram muitos personagens que estavam os mugiwaras durante os dois anos aparecem e existe sim uma interação, uma conexão, uma amizade… Só que isso são coisas que não precisam ser mencionadas, elas apenas acontecem, como por exemplo a Robin com a Koala e o Sabo, eles se conheciam, eles tem uma boa conexão, mas isso só precisou ser mostrado quando efetivamente os personagens se encontraram… Eu senti um movimento muito “sou anti-shounen, sou underground” e acredito que isso impediu que vocês analisassem melhor.
    Eu concordo que o Oda errou feio com o Ussop, mas ele ao menos deu uma trabalhada pra amenizar o dano posteriormente. Não só isso, com relação ao Fujitora e ao mundo de one piece, esse é um mundo que SEMPRE foi gigantesco e essa expansão existe desde o arco de Skypeia, e o mundo inteiro precisou ser reestruturado durante o timeskip justamente porque a guerra de marineford deixou tudo um caos… No caso do fujitora, sim ele apareceu do nada, mas é sim uma aparição justificada pois não só o próprio mundo permite isso, como também é mostrado que o Fujitora mal sabe controlar os poderes de gravidade direito, ou seja, a própria história joga na sua cara que ele não está totalmente pronto para ser um almirante, inclusifve o próprio senso de dever dele é muito diferente dos outros almirantes que se graduaram na marinha.
    Em uma série semanal como one piece, é claro que o autor comete erros, mas se você olha o aspecto Macro da história você tem algo que foge totalmente dessa noção de shounen genérico, a história não é só sobre amizade, sobre o luffy e seus amiguinhos, o próprio mundo de one piece pode ser considerado um personagem com seu próprio plot e mesmo que esse timeskip não tenha sido muito bem aproveitado por enquanto, ele com certeza foi necessário pro caminho no qual a história andou.

    • Olá! Aparentemente você é novo por aqui, então bem vindo.

      Acho que justamente por ser novo, seu comentário “senti um movimento muito ‘sou anti-shounen, sou underground'” acabou ficando tão perdido. Para você ter uma noção, já tivemos um podcast semanal pra falar sobre One Piece, Naruto e Toriko, e no qual não falávamos mal (na maioria das vezes).
      Mas mesmo assim, neste mesmo podcast aqui falamos bem dos timeskips de Death Note, Dragon Ball, Hunter x Hunter (passagem orgânica, no caso), Crows, Daiya no Ace, Sket Dance, Gin no Saji, Fullmetal Alchemist… Enfim, vários shonens. Sua argumentação já estava boa o bastante por si só, não precisava tentar levar para um nível de julgamento pessoal. Portanto encararei isso como um deslize e me dirigirei ao resto do comentário.

      A começar, não dissemos que o Oda tirou o timeskip do cu. Até dá pra ver um leve trabalhinho em alguns pontos que levariam a isso, principalmente em Sabaody.
      Segundo, o único personagem que volta com conexões é a Robin, e só porque tudo o que ela obteve nesse timeskip foi isso, conexões. Se pegarmos o exemplo do Zoro, que em 2, 3 meses “perdoou” a Nico Robin e em 2 anos jamais passou a se dar bem com a Perona e o Mihawk, fica bem evidente que os 2 anos que não vimos foram muito menos significativos pros personagens do que os 4 meses que vimos ao longo do mangá.

      Sobre o Fujitora e o mundo ser gigantesco: concordo com isso. A grande questão é que o Oda fica sempre reaproveitando a galera da Marinha, sempre reapresenta os mesmos personagens, inclusive nomeando uma galera, e na hora de escolher um almirante ele tira um que não só nunca apareceu como jamais foi ao menos mencionado! Aliás, um não, dois (se o outro se provar ser desconhecido também).
      O fato do Fujitora não controlar direito os poderes não joga a favor do timeskip, e sim contra a própria lógica do universo, pois se ele foi escolhido almirante sem nem controlar direito seu poder, é porque ele era fodão sem o tal poder; ou seja, ele deveria possuir a tal fama que cobramos.
      E não é como se nós quiséssemos que ele tivesse super trabalhado o personagem antes de apresentá-lo como almirante; uma mera citação anterior ao timeskip daria pelo menos uma enganada, em vez de dar a impressão que o personagem foi inventado durante as 4 semanas de férias que o Oda tirou na época.

      E por fim, concordo com você que o timeskip era necessário. O problema é que o timeskip serviu apenas para reembaralhar as cartas, enquanto o Oda esqueceu de que pessoas mudam em 2 anos, principalmente os principais que possuem mais personalidade trabalhada.

      E que fique claro que eu adoro One Piece, é um dos mangás que mais gosto de acompanhar. Estou apenas falando especificamente do papel do timeskip na obra, mas não acho que o mangá fica horrível por conta desse “problema”.

      • É cara, o que você falou faz todo o sentido, não tinha pensando por esse lado! Valeu!
        Inclusive vou ouvir de novo o podcast com esse outro olhar Haha

      • É cara, o que você falou faz todo o sentido, não tinha pensando por esse lado! Valeu!
        Inclusive vou ouvir de novo o podcast com esse outro olhar Haha

      • É dito que o Fujitora virou almirante através de um alistamente que aconteceu após o Akainu assumir a chefia da marinha, por isso ele não foi (e nem precisava ser) mencionado antes.
        Mas sim, eu acharia melhor se o Oda tivesse promovido algum dos vice-almirantes apresentados anteriormente.

    • Qual foi o erro que o Oda cometeu com o Ussop, que ainda não consegui entender/lembrar?
      E também, não da pra acreditar que foi só 4 meses que o bando passou navegando, essa conta ta errada, navegar de veleiro demora. E foi nesses 4 meses que o Coby passou de criança para adolescente?

      • Hiro, segue o link do cálculo que o Izzo citou: http://www.volonte-d.com/details/temps.php
        Mas não foi esse o que lembro de ter visto, pois lembro de ter visto em inglês e o cara ser menos “enfático” em algumas passagens de tempo entre ilhas.
        Mas que passou menos de um ano é fato, pois após o timeskip os personagens envelheceram apenas 2 anos nas suas “fichas de apresentação”, como databooks, etc.

    • LOL, espero que tenha ficado claro que era zoeira.

      Se bem que nem eu tenho certeza se o Judeu gosta mesmo ou finge gostar pra fazer graça.

  5. PUTZ!!! parando pra pensar, não lembro de um timeskip realmente bom em shonens, mas entre soluções escrotas para dar um up rapido pros personagens junto a de fairy tail tem a sala de dragon ball que um dia equivale a um ano

    Mas no momento de mostrar quão fodões somos nozes após a parada eu fico com a Erza no negocio do coliseu, o mashima fez umas paginas muito legais ali

    Aqui em Toriko nem lembrava do timeskip direito, mas a coisa do braço dele que ficou um ano parado e quase NADA aconteceu também contaria? (finalizando o arco do Ice Hell/Sopa do Século)

    One Piece o cego foi tirado TÃO do nada que sei lá, nem entrando na teoria dos problemas de comunicação (pra acharem que o luffy é quase um gigante…) daria para aceitar esse cara surgindo por causa do estilo de desenvolvimento do mundo que o Oda faz, assim ou o cara entrou na marinha DO NADA ou era um zé ninguém da marinha, porque de boas melhor algum algum marinheiro de 5º plano que apareceu em meia cena lá da guerra dos melhores, ou será que vai jogar que esses caras tavam lá em (mais um) flashback?

  6. Eu achei o timeskip em 20th Century Boys bem realizado. O mangá já trabalhava com timelines diferentes em paralelo, então pular a principal para o futuro e tratar o até então presente como passado me pareceu uma progressão natural da narrativa. Isso também possibilitou dar à história do Kenji e os outros no Réveillon de Sangue toda uma áurea mítica de heróis desacreditados e ao mesmo tempo trabalhar nesses personagens o peso de viver anos à margem da sociedade, além de voltar ao tema da ficção dentro da ficção (antes era a profecia, agora é o passado distorcido pelo Amigo).

    Mas o problema é que alguns volumes para frente, o autor começa a enrolar legal, deixando a leitura de alguns capítulos bem maçante, coisa que nunca aconteceu pré-timeskip. Estou acompanhando a publicação brasileira e acabei de ler o volume 12, no qual os últimos 4 capítulos foram dedicados a ordenhar um único acontecimento por pontos de vista diferentes e cheios… de pausas…. dramáticas…… que estenderam o plot para além da safadeza.

    • Não sei se 20th Century Boys é exatamente um time skip. Como todas as tramas são apresentadas a nós em paralelo, não dá a mesma sensação de outros mangás em que uma determinada época fica definitivamente pra trás, e agora tem-se uma nova realidade. Mas se formos pensar pelo lado de que a Kanna se torna o maior foca da história… é, seria um time skip. É complicado haha

      Mas sim, o mangá é meio enroladão e isso tira um pouco a força do enredo. Em Monster, Urasawa consegue fechar ou direcionar as tramas paralelas rapidamente para voltar a focar na principal, mas em 20th Century Boys é tudo bem mais demorado e arrastado, e sempre resgatando elementos de volumes muito anteriores que acaba me obrigando a reler para relembrar. Mas ainda sim, é um ótimo mangá.

      • Em Monster é mais conciso porque é uma trama muito menor, que envolve um grupo menor de personagens e os acontecimentos não trazem nenhum tipo de consequência no universo do mangá, diferente de 20th Century Boys. A expansão da trama do mangá é constante, consequentemente os detalhes pra darem base aumentam gradativamente também, é inevitável.
        Inclusive, essa é uma das coisinhas legais do mangá, como tudo começa muito pequeno e vai subindo em proporção até envolver o mundo inteiro. Acho que o Urasawa perde um pouco do controle de tudo isso perto do final, mas eu não vou dar armas pro Judeu criticar futuramente =P

  7. Uma otima forma de timeskip foi o de Yu yu hakusho, apesar de ser mostrado a passagem de um ano por saga(um considerando o detetive espiritual e torneio das trevas), a evolução do kuwabara é mostrada a cada arco ele deixando de ser um delinquente como o yusuke e se preucupando cada vez mais com os estudos.

    Comentario grande da porra

  8. Acho que o maior risco do timeskip é fazer a gente não conhecer mais o personagem em questão. Um exemplo ruim é o de TTGL, na segunda parte só anime eu cheguei a estranhar alguns personagens como por exemplo o Roshiu, pois com o timeskip não foi explicado a mudança que eles sofreram, eu olhava para ele e o Roshiu da primeira parte do anime e perguntei: quem esse cara?
    Koe no Katachi também é um mau exemplo de timeskip no final, pois deixou muitas pontas soltas. Um exemplo muito bom de timeskip é o Hoshi no Sanidade em seu final, em que o mangá fez o contrário de Koe e teu um toque especial à obra.

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