1Volume: MangaBox #01


Volume 01 (antologia em publicação), por Kodansha e diversos autores.


A Kodansha (responsável pelas antologias Weekly Shonen Magazine, Bessatsu Shonen Magazine, Afternoon, Morning, entre outros) se provou mais uma vez uma editora em franca preocupação com a expansão da mídia mangás. Há pouco tempo atrás, a Kodansha USA, o braço americano da editora, responsável até então pelo lançamentos de seus títulos para a língua inglesa, anunciou parceria com o Crunchyroll para disponibilizar acesso legal e traduzido para o inglês dos capítulos recentes de alguns de seus maiores sucessos, como Shingeki no Kyojin, Nanatsu no Taizai e Uchuu Kyoudai, sob o mesmo sistema de pagamento de mensalidade que o Crunchyroll já fazia com animes. Esse novo modelo acompanhou o conceito da Shonen Jump Alpha, um projeto semelhante da editora Shueisha, e veio na vanguarda do mercado digital de mangás, prestando um serviço bom, de qualidade e por um preço justo.

Paralelo a isso, também há pouco tempo atrás, a Shueisha, editora detentora da Shonen Jump e seus famosos sucesso One Piece, Naruto e todos aqueles mangás que você já tá cansado de saber, anunciou uma antologia digital somente com mangás originais, a Jump Live. Lá, autores novatos e/ou veteranos (normalmente vindo de cancelamentos) lançam séries originais gratuitamente, porém apenas em japonês. E a Kodansha, não ficando nem um pouco atrás, recém-anunciou a sua empreitada nesse ramo, também com uma antologia digital, a MangaBox. Porém, com um fortíssimo diferencial: todas as obras possuem tradução para o inglês!

Disponível para iOS, Android ou leitura web mesmo, você pode conferir uma quantidade grande de obras originais de autores novatos e veteranos. E, como grande entusiasta da mídia que sou, não podia deixar de conferir TODOS os lançamentos do primeiro volume dessa antologia digital, e trazer minha opinião sobre elas para vocês.

Mas antes de tudo, é muito importante ressaltar uma característica que se mostra essencial para o total entendimento e o correto julgamento das obras dessa antologia: o objetivo do MangaBox é ser uma leitura RÁPIDA. Na própria descrição do aplicativo, é dito que o objetivo é ser algo que você abre no ônibus ou metrô, ou antes de dormir, e lê rapidinho um capítulo completo. E esse objetivo é primordial para entender o tipo de construção de enredo e personagens que ocorre ao longo de todos os títulos.

Os mangás são curtos, normalmente com menos de 20 páginas mesmo no primeiro capítulo, o que torna tudo bem rápido e dinâmico, ao mesmo tempo em que algumas histórias precisam abdicar de um desenvolvimento de personagem em favor do desenvolvimento de uma situação ou ideia. Conhecemos pouco dos personagens, mas o suficiente para termos um mínimo de curiosidade para prosseguir nas leituras. Ressalto novamente essa característica dinâmica das obras para que os futuros leitores já cheguem com a mente preparada para tal.

Dito isso, abaixo segue um mini resumo das minhas opiniões acerca de cada uma das obras. Serão comentários curtos, dos quais optei por omitir ou reduzir ao máximo as sinopse, pois não quero estragar a experiência de leitura discorrendo sobre títulos ainda tão pequenos e com pouco conteúdo a explorar. E agora, sem mais delongas, em ordem de publicação:


Kindaichi Case Files: Takato’s Side – Spin-off do grande (em termos de tamanho) título de detetive da Shonen Magazine, desenhada e escrita pelos próprios autores da série principal (incluindo contando com roteiros da MÁQUINA que é o Shin Kibayashi, escritor de várias séries simultâneas, incluindo duas nesta nova antologia). Admito que desconheço a mitologia da obra e portanto desconheço quem é Takato e qual a importância dele pra história original, mas aqui temos uma narrativa independente que funciona muito bem sozinha. Há indícios neste primeiro capítulo que a trama que será desenvolvida pra um lado bem “pesado”, e acabou se tornando uma das poucas obras dessa antologia com personagens bem apresentados e estabelecidos logo no primeiro capítulo. É promovido como um dos carros-chefes da antologia (na minha opinião, justificado) e um dos mais promissores.


Spoof on Titans – Spin-off cômico de Shingeki no Kyojin, com histórias curtas em 4-Koma, com piadas voltadas especificamente para quem já conhece a obra original, incluindo spoilers de capítulos mais adiante da obra. A autora, aparentemente, já era famosinha na internet pela produção de histórias nesse mesmo formato, mas particularmente desconhecia. Embora também seja vendido como um carro-chefe, admito que minha pré-indisposição com o humor japonês me fez achar a obra bobinha, com piadas sem muito impacto e com punchlines fracas. Julgo abaixo de mediano.


Billion Dogs – Desenhada pelo mesmo autor do Resident Evil – Biohazard – Marhawa Desire, um adaptação pra quadrinhos de Resident Evil (com subtítulos demais) lançada no Brasil pela Panini, e escrita pelo mesmo autor de Kamisama no Iutoori (da série original e sua continuação), Billion Dogs conta com uma das artes melhores trabalhadas da antologia, embora ainda cause alguma estranheza pelo seu excesso de realismo, que acaba tirando a dinâmica de algumas cenas de movimentação. História não explica muito pra onde pretende ir, embora dê indícios de algo envolvendo política e máfia, mas também com uma trama de poder político estudantil, um conceito explorado similarmente em Teiichi no Kuni, obra de Usamaru Furuya (The Music of Maria); porém Billion Dogs vem com uma pegada muito mais realista e que aparenta investir em uma maior expansão do mundo. É uma das obras mais difíceis de prever o futuro justamente pela sua pouca exploração inicial, mas deixo aqui a aposta que será minimamente interessante.


High School Ninja Girl, Otonashi-san – Série de 4-komas de uma ninja no colegial. Bem simples e curto, porém achei até que engraçadinho. As piadas são bem leves e diretas, e serviram o suficiente para eu esboçar um leve sorriso e ter vontade honesta de ler mais histórias dessa carismática protagonista muda.


High-rise Invasion – Com os roteiros do mesmo escritor de Ajin, o mangá aposta em nos colocar em um cenário de terror (físico ou psicológico, ainda não ficou claro, o que é uma qualidade da obra) inovador, com um conceito de “isolamento” diferente do que estamos acostumados. Ainda não temos muitas informações de como a personagem foi parar ali, quem é o cara que ilustra a obra ou o que diabos está acontecendo, mas aparentemente teremos um thriller em forma de mangá, com uma arte competente e agradável. Esse primeiro capítulo conseguiu criar a atmosfera necessária para aceitarmos o mundo criado e esperarmos ansiosamente pela continuação.


Can’t Ride a Bicycle – Mistura levíssima de esporte (neste caso, ciclismo) com humor, uma combinação que costuma funcionar bem, e aqui não foi diferente. Aliás, ficou bastante evidente que o autor está se focando mesmo no humor, trabalhando mais o ciclismo como uma escada pras piadas necessárias. Ele inclusive se deu ao trabalho de construir longas situações só para terminá-las com punchlines curtas (e até meio óbvias), porém eficientes em atingir o objetivo de qualquer obra de humor: divertir. Gostei do cenário e gostei do humor, e seguirei acompanhando alegre.


The Knight in the Area – Spin-off de Area no Kishi que nos leva anos no passado e nos conta sobre a adolescência de jogador de futebol de colégio do técnico do time da série principal. Aparentemente com um enredo bem direto (e altamente canônico e intercalado com a história original, pois também conta com roteiro do Shin Kibayashi, mesmo roteirista da série original (e de Kindaichi citado ali em cima, eu tô dizendo que ele é uma máquina)), o mangá não se preocupa em explicar quem são os personagens e em como se relacionam diretamente com a obra original, seguindo um caminho similar a Kindaichi Case Files, que serve para quem desconhece a obra original bem como para quem conhece e gosta como eu. O drama apresentado é bem coerente e acho bacana ver quais acontecimentos ajudaram a moldar a personalidade do técnico; e as rápidas participações de outros personagens conhecidos é um pequeno fanservice agradável. Esta obra deve ser também vendida como um dos grandes atrativos da antologia, e eu achei-a competente o suficiente pra merecer esse posto.


Girl and Car on the Beat – Um carro policial com sentimentos e cujos pensamentos nós leitores com seguimos ler, porém os personagens da história não. Achei a ideia interessante mas por algum motivo, todo o capítulo me soou meio estranho. Talvez a ausência de uma linha coesa de acontecimentos, bem como a previsibilidade dos acontecimentos tenham sido os causadores dessa estranheza. A arte quadrada do carro também não colabora e como não houve humor, não entendi para onde a história deseja ir. Aparenta ter sido uma preparação para um enredo episódico, mas não empolga.


Peephole – A história parecia apresentar uma situação aleatória que dará um novo sentido a vida do protagonista, mas deveria ser um caminho lógico e óbvio para o enredo, acabou surpreendendo com uma reviravolta totalmente inesperada e até aqui inexplicada. O pouco número de páginas impediu um desenvolvimento mais complexo da situação e, portanto, ficamos a ver navios quando o plot twist ocorre. De fato o final acabou salvando a obra, pelo menos para convencer a ler os próximos.


Schoolgirl Landlord Honoka – Do mesmo autor de Pastel, temos (que surpresa!) fanservice gratuito logo de cara. E, claro, o fanservice não serviu para nada para o enredo, uma vez que após vermos a protagonista em uma situação forçada que a deixa seminua, a história vai pra outro caminho, sem qualquer relação com as cenas iniciais. Acabou transparecendo ser um Love Hina com uma colegial no lugar do Keitaro, e aposto minhas fichas que não será nada além de uma obra com putaria gratuita. O que, para mim, é um demérito necessário pra nem querer ler mais nada.


NadeNadeShikoShiko – Mistura estranha de composição 4koma com quadros convencionais, segue o surgimento de uma mulher que aparenta ser da pré-história encontrando um jovem do mundo atual. Não tenho certeza se a experimentação de quadros foi uma boa escolha, mas é tão curtinho que chega a ser inofensivo. As punchlines são do mesmo nível das de Spoof on Titans. No final, é apenas ok.


District Hakkenshi (code:T-8) – Com mais páginas que a maioria das outras histórias e contando com a arte do desenhista de Get Backers, o mangá parece ser construído pra ser uma das grandes histórias da antologia. Com uma pegada similar a World Trigger (porém melhor, na minha opinião), acompanhamos um colegial que se sente amaldiçoado por ter um nome que traz expectativas consigo (é o nome de um herói de uma história bem famosa no Japão, mas desconhecida aqui), vivendo em uma cidade sob constantes ataques dos Blights, criaturas devoradoras de humanos. Por termos mais páginas e um autor experiente, as composições de quadros e caracterização dos personagens são bem competentes e tornam a leitura bem fluida, talvez a melhor da antologia nesse sentido. O enredo também tem uma pegada meio X (da Clamp, sim), ou qualquer desses mangás de ação com um grupo de escolhidos, porém aqui a crueldade reina sem freios, o que pode pegar alguém de surpresa. Os autores não se contiveram nas cenas envolvendo cadáveres, e aparentaram saber pra onde estão indo. Até aqui, pra mim, é a melhor obra da antologia e a que aguardo mais ansiosamente o futuro da mesma.


My Grandpa’s Stories Can’t Be This Weird. – Um avô contando histórias bizarras para seu netinho conseguir dormir. Neste primeiro capítulo, ele conta uma releitura ultra-moderna de um clássico conto japonês, e é hilário! É non sense ao extremo e, por isso, acabou ficando bem “não japonês” no quesito humor. São situações cômicas que transcendem culturas e línguas (embora, claro, tenha alguma referência aqui e ali) e que me honestamente me divertiu. Das obras de humor da antologia, é de longe, mas de longe mesmo, a melhor.


The Chronicles of Akoya – Filha de um ferreiro acaba envolvida em um trama violenta envolvendo a vila onde mora. Sendo direto, a primeira coisa que me chamou a atenção (negativamente) foi a arte limitada do autor, com ângulos, enquadramentos e composições pouquíssimo inspiradas e dinâmicas. Curioso ver que o autor já publicou algo anterioremente (mesmo que cancelado na Shonen Magazine) e ainda assim possua uma arte tão pedestre. Parecia que eu estava lendo o primeiro fanzine de um pré-adolescente. Se eu conseguisse deixar a arte de lado, diria que a ideia da história até é interessante, porém não consigo. Não há muita força restando pra me convencer a continuar acompanhando a obra.


ARAIDOKI – Outra obra non sense bem leve. Segue um mundo com criaturas sobrenaturais vivendo disfarçadas em um colégio japonês. Aparenta estar com algumas ideias de descontruir alguns conceitos sobre anjos, demônios e o que mais vier a aparecer. Bem simples, porém interessante, mesmo com piadas não tão impressionantes.


Green Worldz – Desenhado e escrito pelo mesmo autor do prematuramente cancelado Dr. Duo, o mangá conta a história de um apocalipse bem diferenciado, que pode ser totalmente surpreendente no seu desenvolvimento! Admito ter sido pego de surpresa pelo conceito, algo que eu jamais esperaria. Esse primeiro capítulo tem uma pegada bem Junji Ito-esca misturada com alguns elementos que vemos no mangá Gringo 2061. A arte é muito boa também e, pra mim, juntando todos esses elementos, se tornou a segunda melhor obra desta antologia.


First Love Suicide Pact – Uma história psicológica com grandes toques de Aku no Hana; também senti uma influência do Inio Asano em alguns aspectos (a professora lembra bastante a Aiko, não?). Aparentemente terá um desenvolvimento interessante e que pode seguir o mesmo estilão das obras citadas, então já estou preparado pra encarar algo não leve. Mas acho que o que mais me surpreendeu nesse mangá é que ele tem exatamente a mesma premissa que um meta-mangá presente na obra Rin, atual obra do autor de BECK. Nele, um dos mangakás que fazem parte do enredo escreve um one-shot com exatamente esse tema! Inclusive algumas páginas são bem parecidas! Não acredita? Então confira esta e esta páginas daqui!


Horizon – Mangá que promete acompanhar a história de Genghis Khan. Aparentemente de forma bem resumida e direta, a arte tenta nos enganar quanto a ser boa, mas apresenta problemas em compor de quadros e demonstrar movimentos de forma natural. Parece existir um talento no autor, mas fica claro que ele ainda não está lapidado. Por ora, apenas interessante, mas ainda precisa mostrar a que veio. E melhorar a arte urgentemente.


Man’s Bestest Friend – O que começou como um romance que admito ter sido cativado (é uma ideia boa, na minha opinião), terminou como um verdadeiro WTF. A virada foi tão maluca e tão deslocada que eu já não faço ideia do que esperar… e nem sei se gostei do que já aconteceu!


The Great Phrases Women Fall For – Não sei nem o que isto está fazendo aqui. Devia ser engraçado?


In a Heartbeat – Aparentemente a cota de Boys Love da antologia, este mangá trabalha uma insinuação romântica (na verdade, é bem mais do que isso, conforme nos é revelado ao longo do capítulo) entre dois amigos de infância conforme crescem. A história acabou mostrando-se muito interessante, mesmo com sua arte (que aliás, é a mais “shoujo” da antologia) apresentando pequenas falhas em certos aspectos, como alguns ângulos de rostos estranhíssimos. De qualquer forma, parece ser o melhor romance presente nesta antologia e potencialmente um dos melhores romances semanais hoje (colocando bastante os cavalos à frente), podendo servir pra quebrar preconceitos de que não se pode fazer um mangá com romance homossexual que não seja feito apenas para fujoshis!


Stra the Warlock – A obra começa com uma arte bem dinâmica com influências aparentes de Akira Toriyama e Usune Masatoshi (Desert Punk), jogando uma lógica de mundo bastante inovadora e curiosa. Porém, posteriormente, a arte acaba se revelando bem mais crua e rabiscada do que no começo, e o enredo fica um pouco mais travado para ambientar um dos personagens. Aparentemente há talento no autor e há esperança nessa obra, mas por ora está faltando mais experiência e uma dedicação maior em utilizar o pouco número de páginas que possui. E mais dedicação na arte do capítulo como um todo, e não só nas primeiras páginas.


 

Como podem ver, há muita coisa diferente, há muita coisa que ficou apenas no potencial, e algumas poucas coisas realmente boas. Ainda assim, mesmo com algumas obras deixando a desejar, acho que acompanhar essa antologia é imprescindível para qualquer fã de mangás que queira contribuir e estar presente no crescimento da mídia. Estarei lá, toda semana, lendo o que os autores quiserem me proporcionar. E desejo um crescimento cada vez maior desse nicho de mercado… e que venham mais obras de qualidade!

Avaliação Final

2 Respostas para “1Volume: MangaBox #01

  1. Como você sabe, eu também estou acompanhando toda a antologia, e concordo com suas opiniões quanto as obras. De forma geral, é uma antologia decente, mas que, como temos acesso a toda ela [O que não acontece em nenhuma outra que não se chame Shonen Jump], vemos também as obras ruins, não só os destaques, o que pode acabar causando um impacto negativo. Mas meu lado entusiasta de mangás ficou animado só com a possibilidade de acompanhar uma antologia de mangás no estilo japonês!

    Acho muito bom para o público e o mercado de mangás termos essa possibilidade, e estou torcendo muito para dar certo, e outras editoras entrarem nessa. Ver empreitadas parecidas da Shueisha e da Shogakukan seria muito bom. E quem sabe, quem sabe, no futuro até as antologias já estabilizadas não sejam disponibilizadas para nós dessa forma?

    Quanto as obras, a que mais me surpreendeu, positivamente, foi a In a Heartbeat. Não estava esperando essa pegada shounen-ai, mas mesmo assim, mostrou ser uma história de qualidade. E acho muito bom ver uma obra com essa temática em uma antologia que não é dedicada ao nicho fã de yaoi, mostrando que existe espaço para isso, e que essas obras podem ser boas, e não só fanservice para fujoshis.

    Você pretende continuar comentando os volumes posteriores?

  2. Gostei muito da ideia e gostei muito de algumas histórias. Acho muito interessante dar oportunidade para os autores fazerem algumas coisas diferentes, com mais foco no público online, sem fazer apenas a transição de papel para digital, mas mudar a essência, criando novas formas de apresentar as histórias. Cada vez mais isso pode acontecer e, talvez, possamos ter editoras brasileiras trazendo mangás licenciados online, com uma boa tradução. Algo que poderia, de alguma maneira, viabilizar aquela ideia de mangás on-demand. Talvez… Vejo um caminho muito promissor a ser seguido utilizando essas novas ferramentas.

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