Mangá² #70 – Consistência e Suspensão de Descrença

Sejam bem vindo ao episódio domínio público do Mangá², o podcast nem sempre consistente no que diz.


Nesta semana no Mangá², Judeu Ateu e Estranho fazem mais uma discussão pseudo-intelectual, e desta vez o tema é consistência de enredo e suspensão de descrença.

Uma obra precisa ser realista? Até que ponto é necessário respeitar-se a física do mundo real? Qual o papel do autor e do leitor nesse contrato social chamado “suspensão de descrença”?

E na recomendação da semana, um jovem sucesso no Japão que diz o que aconteceria se descobrissem que existem pessoas imortais no nosso mundo!

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Links Comentados

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Cronologia do episódio

(00:18) Discussão Semanal – Consistência e Suspensão de Descrença

(26:00) Leitura de Emails

(44:40) Recomendação da Semana – Ajin

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

24 Respostas para “Mangá² #70 – Consistência e Suspensão de Descrença

  1. Não estou lendo Hoshi no Samidare e nem pretendo ler agora, não acho que está no momento de eu ler, além da carga pesada da universidade, e MUITA coisa pra ler, tanto de mangás quanto de quadrinhos. Tentarei mandar minha recomendação nessa semana, ou recomendações.

    Sobre os hentais, sempre tenho um interesse nas primeiras e últimas páginas, já que é lá onde começa e no final, é o que acontece no pós-sexo. No caso de um vanilla, ver o carinho sendo desenvolvido, e aquela sensação fofa no final, ou um netorare, onde se vê uma mulher relutante em trair, e depois do nada ver o traído chorando e ela falar que ama rolas e pintos.
    Concordo quando dizem que o enredo é um fanservice, se não fosse, não teria necessidade de diálogos ou enredo.

    Sobre o tema principal do cast acho que o realismo está semelhante a relação de arte x história. A arte é a melhor quando ela se encaixa com a história. Alguns autores conseguem lidar com isso de maneira melhor, e outros não, um exemplo que eu gosto de usar é da Type-Moon, onde suas principais obras(Tsukihime, Kara no Kyoukai, Fate/stay night, Fate/Zero, Melty Blood, Mahoyo) se passam num mesmo universo(Nasuverso, baseado num dos fundadores da empresa, Nasu Kinoko). Nesse caso, os temas tratados abrangem magia e sobrenatural, porém não é algo jogado, em que é apenas magia e não se é explicado, existem diversas regras que valem para todas as obras dentro desse universo, em que coisas de uma obra pode aparecer em outra, seguindo a mesma mecânica ficcional.

    Outros vão mais além, Ghost in The Shell por exemplo(realmente vocês tem que ler), além de criar um mundo novo, explica detalhes por detalhes sobre o funcionamento de itens do mundo, de maneira até quase técnica, como se fosse um mangá de hard sci-fi.

    Agora no outro caso, temos Shingeki no Kyojin, em 11 volumes, nada foi explicado, só foi jogado na nossa cara, e estamos esperando que seja resolvido num futuro. Isso faz de Shingeki ruim? Não necessariamente, mas segurar esses mistérios até sei lá quando, não é algo bom de se fazer(algo que Sidonia no Kishi consegue fazer de maneira incrível, a cada volume descobrimos algo do passado, seja das armas, do passado do protagonista, dos interesses dos personagens, que acaba ficando de uma maneira muito mais divertida e não maçante como não está sendo feito em Shingeki no Kyojin. (sim, Sidonia no Kishi > Shingeki no Kyojin, quantos pontos de hipster eu ganho por falar a verdade?)

    Outro filme que pode se ver essa necessidade por realismo é o Batman do Nolan, onde recentemente eu fui numa livraria e achei um livro explicando cada detalhe do filme, como funciona o batmóvel, o tumblr e o escambau. Hoje mesmo, conversando com uma amiga que assiste a série Arrow, ela me diz que foi introduzido a Canário Negro e ao perguntar do poder dela(voz super sônica), ela me diz que na série ela usa um aparelho para isso. Ao indagar o motivo, ela me disse que não querem fazer super-heróis, o que eu achei mais que idiota, já que altera totalmente o personagem em favor de um realismo, que não é necessário.

    Finalizando, eu gostaria de fazer uma pergunta ao Judeu…O banner do mangás undergrounds, de quem são e de cada mangá são aqueles olhos?

  2. sobre hentai eu como leitor diario de hentais afirmo que de fato a historia nosa hentais é um fanservic ,um otimo exemplo é ringxmama conhecido por qualquer fã de hentai é o caso de um hentai que se tornou popular pela sua historia ,tambem tem outro fanservic nos hentais como um que eu gosto muito ,é quando tem um capitulo em que aparecem personagens de um hentai antigo do autor e interagem com os personagens do hentai atual

    agora sobre o tema do podcast eu acredito no seguinte o autor tem o direito de criar as regras que ele quiser para a historia que ele esta contando ,mas o mesmo tem a obrigação de seguilas e caso haja a necessidade de romper uma dessas regras deve haver uma justificativa plausivel
    por exemplo em one peac existe a regra de que uma pessoa que comeu uma akuma no mi não pode nadar,mas e se no proximo episodio o luffy cair na aguá e sair nadando e não derem nenhuma explicação plausivel ,isso serio algo bem despresivel da parte do autor
    sobre o filme citado ,primeiro de tudo temos que havaliar qual a proposta do filme
    a proposta do filme era ser realista e condizente com as leis da fisica?
    não ?
    então não a prolema nenhum no fato do filme não se apegar as leis do nosso mundo
    sobre o que voces falaram do dragão isso me lembrou de uma coisa, em historia sem fim existe um cachorro gigante voador ,mas todos chaman esse cachorro de “dragão”

    ps:não pretendo ler hoshi no sami dare

  3. Acho que esse problema de consistência não afeta tanto os mangás e animes, claro o fã quer uma coerência no universo da série, mas ele está muito mais aberto a coisas absurdas.

    Já no ocidente desde os anos 80, com as Graphic Novels, essa necessidade por coisas que se pautem na realidade só tem aumentado em todas as mídias que sofrem forte influência americana. Alias, o Batman do Nolan, e toda Nolanmania reforçaram isso recentemente.

    Além de ser algo da mídia da nossa época, que mudara no futuro, achei interessante um depoimento que o Alan Moore deu sobre os heróis que acaba servindo como justificativa pra tudo hoje ser pautado na realidade, o publico consumidor hoje é mais velho e até para validar aquilo como algo sério e não infantil, quer algo assim.

    http://omelete.uol.com.br/quadrinhos/alan-moore-diz-que-odeia-super-herois/#.UpS5N9K-rwI

    Já no Japão, assim como suas obras sem foram mais expostas para o exagero, sem quê isso seja um problema tão grande quanto no ocidente.

    Me senti o tarado, pois eu faria o mesmo que o Sanji no corpo da Nami, huahsas.

    Sobre Vinland saga que aparentemente vai sair mesmo no Brasil, vale realmente a pena? Só vou acompanhar por confiança na recomendações de vocês. Apesar que a arte parece ser foda.

    E lamento informar, mas não darei o ar da minha ilustríssima graça aqui em Dezembro, pois sairei de férias, então juntarei os 4 podcasts para ouvir posteriormente. Inclusive não terei desculpa para deixar de ler Hoshi no Samidare, eu espero.

  4. Me perdoem por usar a área de comentários deste programa para lhes perguntar isso, mas preciso ter minha dúvida respondida, imaginei que através do post mais atual seria a melhor maneira. Enfim, eu sou novo aqui (exatamente há 2 semanas) e não sei se isso já foi abordado, mas gostaria de saber por que não fazem novos ToC? Eu fiquei tão animado com o de Jojo, os essenciais da Jump, Julgamento L vs Light. Vocês conseguiram a proeza de ter um podcast com tanta qualidade e estruturação, falando de uma mídia tão incrível mas que quase sempre fica com uma imagem deturpada em decorrer dos fãs mais babacas. Por favor, me respondam isso.

    Do seu novo fã Nº1 🙂

    • Olá! O ToCast tava em hiato por motivos acadêmicos. Eu estou com pouco tempo livre e o Mangá² toma muito desse tempo. Mas tão logo acabem minhas aulas, voltaremos. E as aulas acabam agora em dezembro, então espere o retorno do podcast pra janeiro de 2014!

  5. Um comentário que sempre me dá nos nervos quanto ao interno/externo é sobre corpos, principalmente femininos, aquele bom e velho “peitos não podem ser desse tamanho”. Porque não? Porque no nosso mundo não dá (apesar de ser possível).

    Quando maior a contextualização de um hentai, melhor é a experiencia, de leitura. Isso é facilmente visível nas obras ntr, onde o contexto é praticamente tudo.

    E finalizando, Teppu é melhor que ALL Rounder, e eu leio All Rounder.

    • Até que enfim uma pessoa que gosta de Teppuu, ainda quero ler All Rounder Meguru, mas espero que seja tão didático quanto Teppuu, já que não entendo nada de MMA.

      • Eu diria que ARM é MAIS didático do que Teppuu. Ele foca bem mais em toda anatomia dos golpes e explicações do mesmo, além das explicações de torneios e tudo mais. Teppuu é mais mão na lama, mostrando mais lutas e até um pouco mais “fantasioso”.

        Creio que o que separe bem os dois é os personagens, e esse ponto é bem difícil ganhar de Teppuu.

    • isso tamvem me da nos nervos ,principalmente quando é um otaquinho metido a critico de arte, dizendo que “os personagens não são “anatomicamente corretos”

  6. “Verossimilhança & Licença Poética” daria um título mais bacana 😛

    PS 1: Estranho, e a doença no coração do Goku? Jako foi a grande chance pro Toriyama maquiar essa conveniência descarada — inventando alguma bactéria tipo a que afeta os marcianos em A Guerra dos Mundos — e ele nem tocou no assunto…

    PS2: Repito o que eu disse na ToC; Shimabukuro bola (e quando bem entende) tantos absurdos que Toriko é praticamente imune a Deus ex machinas.

    PS3: Não li Dorohedoro, mas incoerência cinética — ainda mais em sequências de luta (e em mangás!) onde as transições não exigem tanto raciocínio — não se justifica. Forçar demais nesse salto espaço/tempo, a ponto do leitor chiar por lógica, será culpa exclusiva do mangaka (precisamos começar a culpar esse povo!!). A sarjeta não faz milagres.

    PS4: Não tenho dinheiro pra comprar.

    • Sobre Dragon Ball… Bom, tava pensando em lógica de poderes. E até acho uma quebra interessante o ser mais poderoso do universo ser suscetível a doenças de coração. Doença essa que inclusive pode ter sido causado por veias entupidas de tanto comer, por que não?!

      Sobre a cinética, vá lá, eu concedo isso. Mas ao mesmo tempo gosto de crer na boa vontade e na inteligência de um autor, e sempre dar o benefício da dúvida de que havia um objetivo ali. Eu não li também mas o Judeu justificou pra mim: era um estilo de luta estranhão que não conseguimos entender e isso se justifica na movimentação. Mas pode ser só erro mesmo, e se não for recorrente, não vejo problemas.

      E comprar o que?

  7. Um bom artista de mangás passa para o leitor a mesma cena que tem em mente; se desenha dois quadros na mesma cena e deixar um espaço vago entre eles que se torna um objeto subjetivo de leitura, mostra uma capacidade do artista em mostrar uma cena que ele mesmo imaginou; Se ele falhou nisso, falhou como artista de mangás.

    Se estamos falando de Arte Sequencial, é óbvio que os quadros estão interligados sim, Estranho. No que a “arte” mangá se diferencia de um desenho?! Justamente por não estar limitado a ele! Os quadros seguidos mostram o “além de um desenho” em outro, nos mostrando uma cena; seguindo a lógica de que um quadro é um único universo, estou seguindo a lógica que um mangá é apenas um Artbook sem estória, o que concordamos que não é. Mas talvez eu não tenha entendido no que você estava pensando, Estranho, isso te torna em uma artista ruim? LOL! Kkkkkkk

    Meu humor está ficando horrível! Espero não ter parecido demasiado arrogante e gostos- digo, grosso. 🙂

    • O que eu quis dizer sobre cada quadro ter seu “universo” é que cada quadro possui uma lógica de tempo e espaço única, que não tem relação direta com o tempo e espaço dos outros quadros da mesma obra, página ou sequência.
      Dei o exemplo bem por cima no podcast sobre um quadro com 3 falas de personagens diferentes; no mundo real, teria-se transcorrido diversos segundos para as 3 falas existirem, mas no quadrinho tudo está estático em um único instante, um único segundo. Isso por si só, o torna um universo próprio.

      A história em quadrinhos é a junção de todos esses pequenos universos para formar uma sequência (lógica ou não, pois sempre tem obras experimentais) de acontecimentos para servir a algum propósito, seja contar uma história, passar uma ideia ou apenas mostrar uma transição de cenários igual Kokou no Hito adora fazer. Falar “os quadros estão interligados” me parece mais um limitador do que um conceito. Eles de fato estão interligados, mas é mais conceitualmente do que “fisicamente”, por assim dizer.

      E particularmente discordo que o papel do autor é passar a mesma cena que ele tem em mente. Pra mim, é passar a mesma IDEIA que ele tem em mente, e a magia dos quadrinhos é justamente poder fazer a cena eu mesmo, igual em livros. A diferença é que o autor de quadrinhos pode-se usar de diversas técnicas (formato e tamanho dos quadros, repetição, compressão e descompressão) para guiar nosso pensamento pelo caminho que ele quer.

      E relaxa, não é só por discordar que torna alguém arrogante. Discordarem de nós é uma parte integrante da história do podcast e normalmente resulta nas melhores discussões! Tendo respeito, tá valendo!

      • Então você não é um mau artista, eu é que sou um mau leitor? LOL!
        Você estava realente falando das liberdades e limitações da linguagem, e eu da movimentação… My bad…

        Mas o que você falou, “A história em quadrinhos é a junção de todos esses pequenos universos para formar uma sequência (lógica ou não, pois sempre tem obras experimentais) de acontecimentos para servir a algum propósito…”, e eu concordo com maior parte, me fazendo citar as famosas cenas dos chutes em Dorohedoro, onde é uma luta direta, portanto seria necessária a sequência lógica desses “universos” que citou. Na verdade, com ecxessão de algumas poucas obras, esses “pequenos universos” são os quadros e essa “uma sequência” é a cena; A cena de uma luta é subjetiva, logo, não é lógica; Simples assim.

        A idéia vem do autor, por isso utilizei da palavra “artista”, pois ele, autor ou não, é obrigado a saber o que passar na cena, sendo “o quê” uma ideia, movimento ou simbolismo. Mas se a cena não está da forma que o autor pensou, por que seria a ideia, o movimento ou o simbolismo o meso que ele queria passar. Isso é falta do ARTISTA saber expressar a cena, novamente, sendo ele o autor ou não.

        Para terminar eu concordo que o AUTOR tenha que saber passar sua ideia, mas se ele não souber expressá-la por desenho no mangá, é bom ele tentar um livro, hehe.

        Obs: Espero não ter repetido muita coisa, já me disseram que tenho esse probleminha. Falou!

  8. obrigado por disponibilizar o feed do itunes, pra mim que escuto no celular, é mto prático saber qdo vcs lançam! continuem com o bom trabalho!

  9. Bem off-topic, mas me sinto revoltada e feliz com os lançamentos da panini.
    Dependendo da obra, eu levo essas questões de realismo à sério.

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