Mangá² #68 – Vocês, mangás e o mundo

Sejam novamente bem vindo ao episódio gíria para sexo oral do Mangá², o podcast que provavelmente não vai mudar a sua vida.


Neste episódio do Mangá², Judeu Ateu e Estranho conversam sobre como os mangás mudam vidas. Desde como lidamos com outras pessoas e a mídia e a existência de uma possível vergonha, até as mais diversas que podemos aprender com mangás e como isso pode mudar a nossa visão de mundo.

E a recomendação da semana, o supostamente italiano, Igor C. Mello, recomenda um mangá que trata relacionamentos de forma madura.

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Cronologia do episódio

(00:20) Discussão Semanal: Você, mangás e o mundo

(25:00) Leitura de Emails

(43:00) Recomendação da Semana – Sakuranbo Syndrome

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

22 Respostas para “Mangá² #68 – Vocês, mangás e o mundo

  1. Irei começar falando sobre o Deadpool, não sei se o Estranho leu errado ou fui eu, mas os anos 90 de Deadpool, foram os melhores com a run do Joe Kelly, onde o personagem ganhou sua profundidade como um personagem em conflito com quem ele é, e o que ele faz. Como ele ficou conhecido ficou começou nos anos 2008, com essa coisa de Chimichanga e os “quadros amarelos”, que nunca existiu explicação.

    Eu irei recomendar um arco de Deadpool que realmente me afetou, diferente do Judeu, eu sendo Marvelfag que começou com Deadpool como minha primeira hq da Marvel. Eu Li TODAS as hqs em que o Deadpool aparece, seja numa imagem de canto na capa. Minha recomendação será a mais atual possível, já que esse arco se concluiu nessa quarta-feira. O arco se chama “The Good, The Bad and The Ugly”, contando com a participação do Capitão América e do Wolverine, que passaram pelo mesmo programa da Weapon Plus, em desenvolver super soldados. Inicialmente vocês vão ter que ler #13 e #14 que não focadas no drama, mas sim na comédia, que envolve o personagem nos anos 70(pode parecer desnecessário, mas tem peças para trama do arco seguinte).

    Por qual motivo estou recomendando algo tão novo assim, se poderia recomendar outros arcos mais antigos? Bem, eu já vi o personagem no seu máximo, já vi no seu mínimo, já vi em momentos medíocres e momentos legais, porém essa foi a única vez em que eu chorei lendo Deadpool. Esses escritores novos, tiraram o personagem da época das sombras, com sua série inicial mais focada em comédia e na construção do “novo” Deadpool, até esse arco… Esse arco voltou até os anos 90, onde a cópia do Deathstroke da DC ganhou vida própria.

    Fiquei um tempinho fazendo o upload dos arquivos, e é até interessante a possibilidade dos arquivos do futuro crunchyroll mangá, essas imagens são rips digitais e não scaneadas como eram feitos alguns anos atrás, isso fez com que o tamanho delas aumente consideravelmente, junto com sua qualidade. Me pergunto se isso pode acontecer com os mangás digitais, e não teremos mais scan e sim rip.

    Coloquei as issues de #13 a #19 nesses dois links
    http://www.mediafire.com/?2rud3hi3kwtd4fl
    http://www.mediafire.com/?vzlxt68gdvn9eys

    ————————————————————————————————-

    Quanto ao assunto do cast, acho que apenas meus amigos mais próximos sabem que eu leio, contudo não tenho vergonha caso o assunto seja, irei conversar como se falasse de um filme. Também não comento sobre nada disso no facebook, apenas no twitter e olhe lá, não acho que tenha necessidade de falar o que eu leio.
    No ônibus, eu só vi lendo uma vez, não moro em cidade grande, apesar de ser uma capital, e vi um velho lendo Tex, me surpreendi na hora, já que Tex é algo menos famoso e que a “fanbase” não leria no ônibus.
    Nos exemplos que deram sobre o que saberiam, acho que se não fosse Na Prisão, não saberia como seria a vida numa penitenciaria japonesa, se não fosse Suicide Island, não saberia como fazer um arco e caçar, se não fosse Teppuu, não saberia nada sobre MMA, se não fosse Nana to Kaoru, não saberia nada sobre S&M, se não fosse Rookies, não saberia nada sobre baseball. São pequenas coisas que agregam valor ao leitor, e com a leitura de outros mangás e outras mídias, constroem a pessoa. Um dos que me chocou foi Onani Master Kurosawa, onde eu vi que poderia ter outra forma de lidar com as coisas.

    Eu já vi gente achando que a premissa de Nazo no Kanojo X é estranha, mas essa recomendação, conseguiu vencer em esquisitice. Uma pena ela não estar finalizada ou sendo finalizada, vai ter o mesmo destino de Jabberwocky.

  2. Em Oyasumi Pupun tem uma págia onde o Punpun encara o leitor com uma cara bem “amistosa”. Dei um pulo a cadeira quando vi essa página…

  3. incrível que mesmo com mais 60 podcasts feitos vocês ainda consigam arranjar temas novos e interessante toda semana
    no meu caso eu sou uma pessoa que tive boa parte da minha vida afetada pelos mangás ,foi algo moldou minha personalidade e meu jeito de ser ,muitas coisas na qual hoje eu tenho interesse se originaram de algum mangá que eu li ,tipo eu gosto de vólei ,culinária,musica clássica ,poesia e artes marciais e tudo isso começou quando eu li um mangá que abordava um desses temas ,se eu nunca tivesse lido um mangá na minha vida provavelmente eu seria uma pessoa totalmente diferente talvez nem estivesse aqui comentando
    sobre o fato de ter certa vergonha de ler mangás ,todo mundo passa por isso ,e se deve ao fato de existir o pensamento geral de que quadrinho é coisa de criança ,pra uma pessoa leiga no assunto todo quadrinho é turma da mônica ,mas as coisas tem melhorado bastante nesses últimos anos o preconceito diminuiu um pouco
    sobre meu circulo de amizades a maioria dos meus amigos nem sabem que eu curto mangá,não que eu tenha vergonha de dizer ,mas simplesmente pois eu não teria assunto sobre o mesmo ja que não é algo do interesse deles ,da mesma forma que meus amigos vem falar de futebol comigo e eu cago pra isso já que não me interesso ,mas se me perguntarem o que gosto de fazer não tenho problema nenhum em dizer que gosto de ler mangás

  4. Vergonha? Não. O gosto por mangás me acompanha desde a infância. Familiares, vizinhos e colegas encaram isso como parte da minha personalidade e, felizmente, não pegam no meu pé. A própria mídia se mostra menos ignorante e tópicos introdutórios não tomam mais tanto tempo e espaço quando o assunto vem à tona. Maaaasss, como bem sabemos, todo esse grupo ainda se atém à superfície, onde boiam os famigerados olhos grandes, os cabelos espetados e as batalhas surreais. Há alguns anos, uma amiga que mora na Irlanda, prestes a viajar pra cá, me telefonou dizendo que traria alguns mangás. Na época as bancas brazucas não tinham um repertório tão variado, minha ansiedade foi parar lá em cima. Ao chegar aqui, a safada me entrega duas revistas d’As Aventuras de Jackie-Chan e um álbum de figurinhas d’As Três Espiãs Demais. Sorriso amarelo por fora; lágrimas de ódio por dentro. Quem devia sentir vergonha era ela. / Deixando claro que isso nada tem a ver com o fato de serem trabalhos infantojuvenis. Não faço questão de citar títulos nas linhas graphic novel e seinen a fim de sustentar maturidade de leitura, afinal, esses argumentos de defesa – que cegamente estimam obras adultas – só agravam a conotação negativa que a nona arte adquiriu ao longo dos anos.
    _____

    Situações (cada vez mais frequentes) como esta:

    – E aí, cara, tá namorando/trabalhando/estudando?
    – Não.
    – Hum, e os mangás?
    – Er… dei um tempo.

    … são bem diferentes (sequer envolvem guilty pleasures), já que ser comparado ao Jeff Albertson dos Simpsons não faz parte dos meus planos.
    _____

    Todas as experiências (artísticas ou não) contribuem para a nossa formação e estimulam nossa percepção. Muito dos costumes de um país podem ser aprendidos através de uma HQ (realista ou não). A própria linguagem do mangá, com narrativa mais lenta, diluída e contemplativa do que objetiva é uma característica legada da cultura budista japonesa, algo que afeta nosso modo de processar a mensagem. Então, em obras mais ‘melancólicas’ a identificação é maior. Enquanto o mangaka expressa suas emoções através da arte, o leitor legitima as suas.

    Olha o tamanho que o texto ficou! Preciso aprender a ser mais conciso (e menos redundante), pqp.

    *** PS: Ainda no assunto do podcast anterior, um exemplo espetacular do uso da quarta parede pode ser encontrado na HQ Scarlett, de Brian Bendis e Alex Maleev, mais precisamente na primeira edição. ; )

  5. É bom ver um tema pessoal desses sendo discutido aqui no cast.Já faz tempo que não compro mangás físicos, por isso ainda não tive essa sensação de vergonha de andar com mangá por aí, mas na época de curso técnico eu lia a maior parte dos animes e mangás que acompanhava no ônibus com um tablet, e não me incomodava nem um pouco. Na verdade, o brasileiro em geral ainda não leva mangá muito a sério, existe gente que nem encara quadrinhos em geral como arte. Assim, quando você fala que lé mangás e vê animes ou até mesmo possui um blog que fala disso, você pode muito bem virar mongoloide para as outras pessoas, pois ao referir-se a mangá as pessoas já associam a gibi, Naruto, otakus esquisitos e até mesmo Turma da Mônica Jovem, vendo assim como algo infantil que não deve ser levado a sério ou não acrescenta nada relevante. É que nem uma piada do seriado Two and a Half Men, que o Jake lê um mangá e o Charlie chega falando: Ah, o que você está lendo? Resposta: É um mangá. Aí fala: Ah é o tipo de coisa que só virgem lê?! Por isso que acho que o mercado nacional de mangás tem que direcionar o foco para mangás mais sérios, tipo os comentados aqui, para amenizar essa imagem infantil que muitas pessoas tem de mangás.
    Eu acho uma boa ideia esse Crunchyroll mangás, se a tradução for boa e se estivesse disponível para o Brasil eu assinaria.

    Falando da parte do que aprendi com mangás, os mangás que foram muito influentes para mim foram Rurouni Kenshin (lia quando a JBC começou a lançar – na época dos meio-tankos de Dragon Ball da Conrad) e o anime de Samurai Champloo, essas duas obras me ensinaram muita coisa da história do Japão para mim na época. Os gibis da Disney também me influenciaram como Super Pato Novas Aventuras, Duck Tales, as ótimas histórias de Carl Barks e o desenho Mighty Ducks, aonde iniciou minha paixão por esse tipo de mídia e me fez até começar a desenhar (1998/1999 – Na época que eu não tinha videogame a diversão era desenhar novos times de hóquei para Mighty Ducks). E hoje existem muitos bons mangás que passam muita coisa para mim, especialmente os psicológicos (20th Century Boys – Fez referencias de vários mangás e animes de mecha que fizeram bastante sucesso no Japão) e mangás slice of life como Solanin (o início da vida adulta), 3-gatsu no Lion (Me apresentou o xadrez japones – shogi) e Otoyomegatari (uma cultura diferente). Até Love Hina apresentou bastante coisas da cultura japonesa para quem leu tempos atrás. E é importante também não só as informações que a obra passa e sim a sua mensagem. Annarasumanara por exemplo me passou uma mensagem bem importante para mim, sobre a arte como ela pode formar uma identidade própria. E até agora não enjoei e tão cedo eu não vou enjoar de quadrinhos, pois tem muita coisa boa que posso explorar ainda.

  6. Slowpoke Report (Deêm Play para uma interação completa http://www.youtube.com/watch?v=MK6TXMsvgQg )
    Tudo o que eu li quando comecei a ouvir o Manga ²

    Dorohedoro ,Solanin ,Innocent, Kangoku Gakuen , Koe no Katachi , Nanatsu no Taizai, Oyasumi Punpun, One Piece(voltei a ler ,não sei se conta) , Spirit Circle, Sun Ken Rock,Vinland Saga, Annarasumanara ,Helter Skelter,Hoshi no Samidare, Mario,Neuro,Music of Marie,Necromancer( põe +1 na lista), Onani Master Kurosawa.

    Um mangá que mudou minha vida, que me fez querer ser designer é Kiss Wood é uma das obras mais bonitas que eu já vi.
    flw

    • Kiss Wood é ótimo, ler ela me lembrou uma comic americana chamada Orc Stain, não sei o que me lembrou, mas joga no google imagens e vai se impressionar.

  7. Hei! A quanto tempo, parece que eu nunca vou conseguir ficar por aqui comentando sobre tudo, mas também não consigo me afastar.

    Esses programas com um tom mais pessoal são muito bons, e eu acabo sempre ficando um pouco mais motivado a comentar. Não que os outros tenham sido ruins, mas como eu sempre levo um tempo pra organizar meus pensamentos, acabo não conseguindo escrever sobre tudo o que queria.

    Como eu disse certa vez, “Se não tem super-poderes então não tem graça.” ou “Ah! Mas você nem pode falar nada, fica lendo essa coisa de criança, isso nem conta como leitura.”, pra mim essas frases dizem muito a cerca do que as pessoas normalmente pensam sobre manga. A primeira vinda de alguém que lê manga, e a segunda de uma outra pessoa que nunca leu um.

    Os dois são amigos (colegas meus de trabalho), e chega a ser engraçado ver eles discutindo tão entusiasmadamente sobre os seus gostos por cinema, literatura, e quadrinho (!?). Quadrinho, mas não manga. Mais engraçado ainda, quando eles falam de um desenho que gostam muito, Dragon Ball (!?). Mas isso não faz o menor sentido.

    Mas isso faz todo sentido. Eu ia dizer que os brasileiros, mas isso é algo inato ao ser humano de maneira geral. Por mais que sejamos uma criatura curiosa por natureza, também somos extremamente preguiçosos. A maioria das pessoas não gosta de sair da sua zona de conforto, e quando se deparam com algo desconhecido, nunca tentam “ir além”.

    Se não me engano já tentei comentar sobre esse sentimento de ir além, sobre como ou porque algumas pessoas decidem buscar mais. Enquanto outras, como meu irmão por exemplo, que já leu Solanin e gostou, de maneira que sabe por experiencia própria como pode ser bom, nem sequer tentam ir atras. Porque não tem graça se não tiver super-poderes? Porque isso nem conta como leitura? As mesmas ideias recorrentes sobre mangas e tudo que não é familiar. Alienação.

    Não tem como saber de tudo, as pessoas gostam daquilo que elas gostam, independente dos motivos. Ignorância. Eu não posso ficar falando nada pelos outros, mas digo por mim mesmo, o que me fez continuar seguindo nesse caminho foi meu fascínio pela cultura japonesa. Imprimida em cada pagina através das vivencias do autor.

    Eu sei lá… essas coisas são muito complicadas…

    No meu caso, nunca tive nenhum problema em comprar manga nas bancas ou livrarias, tão pouco problema em ler no ônibus ou em qualquer outro lugar. Pra quem já chegou a ler Negima! em publico (sim, eu comprei toda a coleção meio-tanko, me julguem!), sou bem tranquilo nesse sentido. Na verdade não deve ter nada mais desconcertante do que as capas desse quadrinho.

    Também não tenho problemas em admitir que leio manga. Qualquer um a minha volta deve saber que eu gosto disso já que estou sempre com um na mão, mas não me importo nem um pouco com isso. Não é algo que eu converse normalmente com qualquer um, mas não exito em conversar com alguém que tenha o mesmo interesse. É o tipo de coisa que eu não fico tentando empurrar pra cima dos outros, mas se puxarem conversa comigo, falo normalmente.

    Dentro do meu círculo mais íntimo, família e amigos, existe aceitação. Eles entendem, embora não saibam ao certo como, que manga é diferente daquilo que eles tem por gibi. Quando estou lendo por ai as pessoas sempre olham pra mim, algumas com curiosidade e interesse, a maioria com aquele olhar de reprovação. Certa vez eu emprestei Hiroshima – A cidade da calmaria pra minha avó, as pessoas que me conhecem sabem que eu não sou um retardado mental.

    Como estava tentando dizer antes mas não devo ter deixado muito claro, o preconceito existe. Pela falta de conhecimento, e pela falta de interesse, a mídia acaba sendo julgada de uma maneira bem arbitrária. Ainda que a tendencia seja de melhora, especialmente em relação ao que era até bem pouco tempo atras, o preconceito nunca vai desaparecer por completo.

    Quanto a mim, o manga e o mundo. O que posso tirar pra minha vida é, o desejo. O desejo de conhecer mais sobre mim mesmo, sobre o manga e sobre o próprio mundo. Pode parecer idiota e redundante, mas como vocês disseram, cada obra que li agregou conhecimento e experiencia, e faz parte do que eu sou. Foi lendo manga, quando ainda na minha formação, na formação da minha personalidade, que comecei a descobrir coisas sobre mim mesmo que eu não sabia.

    Isso realmente faz parte da minha vida, como qualquer outra forma de arte, seja cinema, literatura ou musica. Quando vocês comentam que chegaram a pensar se algum dia iriam enjoar de ler manga, eu mesmo já pensei isso varias vezes, mas estou nesse negocio a mais de dez anos. Eu cheguei a me cansar algumas vezes, mas isso foi mais em decorrência de fatores externos na minha vida pessoal do que do manga em si. E como prefiro não ficar me forçando, não leio se sentir que não estou no clima, porque a experiencia não vai ser a mesma.

    O quadrinho é uma forma de arte muito negligenciada, mas também muito rica, seja em cultura ou entretenimento. Muitas vezes é considerada uma mídia alienadora, mas se alienar é uma decisão pessoal. O senso critico que tenho, e que estou constantemente desenvolvendo, quando leio manga, eu uso pra pensar a respeito de todas as coisas.

    Gosto de pensar que através da arte, conseguimos entender melhor a nós mesmo, de maneira a entender melhor o mundo a nossa volta. A ideia de que não mudamos drasticamente ao longo de uma historia, é tão verdade quanto a de que vamos mudando lentamente, ao longo de todas as historias com que temos contato. Historias de verdade, ou de ficção.

    Não consigo imaginar a minha vida sem musica, e pessoalmente acho que sou uma pessoa melhor ao ler quadrinhos. Sinto que seria muito mais seco. Mesmo o cinema, a literatura, a moda, o design, a culinária, ainda que em menor destaque, também gosto de todas essas coisas. Mas sou mais sensível ao gostar de manga, porque como já disse antes, eu sou apaixonado por isso.

    … de novo eu falei, falei e falei… mas não falei coisa com coisa…

    Ah, um pequeno Slowpoke Report, recentemente li Gourmet de Jiro Taniguchi e Masayumi Kusumi. Muito bom, muito bom mesmo. O mais legal foi ter conseguido achar ele numa livraria aqui perto de casa pelo preço de capa, isso porque uma semana antes eu tinha visto por R$50,00 em uma loja na liberdade! Ele não estava lá antes, mas apareceu do nada, e eu agarrei!

    Recentemente também achei perdido numa banca o manga Who Figther de Seiho Takazawa, lançado pela editora HQM (nunca houvi falar na vida) em meados de 2010. E pra completar, ontem encontrei soterrado embaixo de um monte de livros velhos em um sebo fedorento, O Livro do Vento (Kaze no Sho) de Jiro Taniguchi e Kan Furuyama, lançado pela Panini em 2006! Quantas pessoas sera que já leram esse manga, ou sequer sabem que eu foi lançado aqui no Brasil…? Quantos pontos Hipsters eu mereço por essa?

    Aliais, a qualidade da impressão do Kaze no Sho está muito boa, tem até aquelas sobre capas. Pena que está fedendo um pouco a mofo. Só pra constar, mas tirando este ultimo, os outros dois eu li no ônibus indo pro trabalho.

    Enfim! Muito obrigado pela paciência, continuem com o esforço, e até próxima.

  8. Sakuranbo Syndrome realmente é um manga muito bom, vale a lida.

    Sobre Medaka novamente, digo para irem ler logo, pode parecer bullshit mas a parte ruim faz parte do manga, de proposito. O começo não é a unica “parte ruim” existe outras, mas elas fica mais na cara, porque você já está acostumado com o “meta” do manga.

  9. Geralmente eu não comento, mas esse eu faço questão.

    Estou muito decepcionado com vocês dois! (brincadeira)

    Mas nunca vi tamanha diferença de postura e comportamento entre eu e vocês desde que comecei a ouvir o podcast. A conclusão que o Estranhow teve no no final, sobre lidar com mangás socialmente como qualquer mídia, comentar sem receio, é algo que está óbvio pra mim desde que… bem, desde que comecei a ler Mangás sempre foi assim!

    Desde Evangelion nas escolas, eu mostrava pra todo mundo, já emprestei Dragon Ball para os Vida Lokas do colégio, lá em 2005…até hoje quando falo pra todo mundo que Punpun é a coisa mais triste que já li (por causa de vocês que me influenciaram a ler), eu já falei de Punpun para algumas meninas, para um primo meu que não lê mangás, e para um amigo animador que lê alguns, e até já coloquei imagem dele como capa no meu face sem receio algum, compartilhei o vídeo do Kitsune recomendando também. E como falaram em algum ponto, com orgulho! Acho que o Judeu não deveria ter vergonha de relacionarem ao mostrar algum mangá, com Naruto, e sim IMPOR o sua realidade (já que é melhor no ponto de vista dele), não se omitir. E sim falar para o mundo inteiro: Eu li Music of Marie, achei foda pra caralho, e quem não ler estará perdendo!

    Assim mais ou menos como fazem no podcast.

    E assim como eu mesmo faço a muitos anos.

    Talvez para mim já seja mais fácil por conviver desde a adolescência com pessoas que também leem quadrinhos, mangás – ser do nicho de desenhistas, enfim. Mas mesmo assim, acho que seria mais útil até para vocês. E iria atrair pessoas com gostos similares aos poucos para o seu círculo social.

  10. O feriado atrasou toda minha rotina de ouvir o podcast, mas bem vamos lá.

    Esse programa foi uma sessão terapêutica, haushuahs até mesmo para vocês exorcizar as coisas e não terem mais vergonha haushuahs.

    Eu não tenho vergonha alguma de ler em publico, sou leitor assumido de mangás, Hqs e Livros físicos, no metrô e nos ônibus de viagem, até porque as pessoas leem livros muitos piores ou que carregam varias conotações negativas, diga-se Best Sellers americanos pseudo espirituais, auto ajuda e derivados.

    Com essa experiência vejo que ler Hqs chama muito mais atenção que o mangá, principalmente pelos filmes, já vieram perguntar pra mim de filmes da Marvel.
    Alias, raramente a leitura no dia a dia cria situação com pessoas que você não espera.

    Uma mãe já venho me perguntar se o livro era sobre a série, no caso estava lendo Dexter. Um pastor já veio perguntar o sobre Assassin’s Creed, pois ele reparou que falava de idade média, e falou pra caramba sobre o tema comigo, sem ser pastor chatão.

    Agora Naruto atrai gente mesmo, quando leio os encadernados, já vieram me perguntar pela série, uma vez estava lendo o volume 19, e um pessoal começou a a falar o “Neji morreu”, que foi o que aconteceu no capitulo da semana. Até mulheres bonitas, já vieram falar comigo no ônibus de viagem, por causa de Naruto.

    Realmente Naruto é a primeira coisa que vem na cabeça das pessoas ao falar de mangá, mas isso é culpa do próprio publico leitor de mangá, que acaba lendo só mangá ou só Shonen, acaba vendendo essa imagem.

    Como adoro literatura e passo parte dos meus fins de semana no cinema, acabo tendo o que falar com as pessoas, além do mangá. Trabalho em uma editora então o mangá acaba sendo só uma característica, como tem o pessoal que manja de moda, o pessoal leitor de coisas de esquerda, o pessoal do best seller, dos carros e assim vai.

    Apesar ser o único do mangá aqui ahushaushas, aqui a salvação mesmo é falar de cinema ou Game of Trones, no máximo tem o pessoal que lê Walking Dead.

    Na Facul era de boa, já que era um curso com muita literatura, acabava tendo muito leitor de Comics, onde aprendi sobre o universo e tudo mais e tinha 2 editores de scalators e pelo que soube no período da manhã tinha mais um.

    Na banca só tive vergonha de comprar Mens and Helth na banca.
    O problema de livro, é ler sobre o Nazismo, eu careca e branquelo confesso que tenho mendo de ficar lendo sobre o tema em público.

    Já com mangás recentemente fiquei lendo e olhando para os lados com medo, pois no Vol.2 Thermae Romae tem um capitulo voltado a pintos, como os romanos usavam chaveiros e os cultos ao pinto, assim como os do japão atual, ae fiquei em choque.

    Assim como fiz o meu Tcc com mangás (Adaptação de Hamlet para os mangás), pretendo agora na pós seguir estudando a tradução nos mangás e nos games, fazer trabalho com essas mídias “infantis”, trabalhos sérios e com a sua importância.

    Vergonha eu tenho de falar que estudo japonês, pois como ainda estou no básico as pessoas acham que você já sabe escrever o nome dela em japonês e tudo mais, então escondo que curso o idioma.

    Eu ia falar que a Sachi é bonita, mas deixa pra ler, vendo o queixo e os óculos a semelhança é grande mesmo.

    No fim foi um podcast bem legal.

  11. Ah nos quadrinhos tem o David Finch, famoso por fazer os quadros como cenas de cinema, ele tem algumas cenas com o recurso de olhar para o leitor/olhar pra algo.



  12. Adorei esse tema =)
    – Eu costumo fazer ciclos de hobbies para não me cansar: Cinema -> Mangá -> Games e intercalo umas séries (desenho ou não) e livros no meio; Nesse momento estou numa fase mais de Cinema haha.

    – Da mesma forma que não curto ficar lendo no facebook se o time do fulano venceu a rodada ou não, acho que nenhum colega meu vai se importar em ficar sabendo se o capítulo da semana foi bom ou não, por isso prefiro não colocar no facebook. Todas as pessoas mais próximas de mim sabem dos meus gostos, mas nenhum deles gostam (exceto por poucas obras mais populares, como Evangelion ou FMA) D=
    E não tenho vergonha de ler um volume em lugar público, na verdade, a maioria dos mangás físicos eu leio em local público.

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