Mangá² #65 – Filho de Deus e Jornada Para o Fim do Mundo

Sejam novamente bem vindo ao episódio alakazan do Mangá², o podcast que quebra tabus.

Seguindo a escolha do Mangá Enquadrado feito pela Lobo Paranóico (por ter vencido o “Concurso Cultural²”), esta semana enquadraremos de dois mangás bem experimentais: Filho de Deus e Jornada Para o Fim do Mundo! E resolvemos convidar… a próprio Lobo Paranóico para nos ajudar nessa tarefa!


Lembrando que nos Mangás Enquadrados, nós analisamos obras por completo, e quando dizemos isso, significa com spoilers! Portanto, leia as obras antes e volte aqui para ouvir as discussões do seus dois hosts clássicos e de nossa tímida convidada, enquanto conversamos sobre canibalismo, pedofilia, assassinatos e garrafas térmicas humanas. É sério.

E sempre que temos convidado, ele também pode fazer a Recomendação da Semana, e desta vez temos a recomendação de uma adaptação pra mangá online e gratuito de um jogo independente!

Contato

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E lembre-se de encaminhar seu arquivo de áudio com uma gravação de sua própria Recomendação do Ouvinte!

Cronologia do episódio

(00:00:15) Mangá Enquadrado: Filho de Deus (Kami no Kodomo)

(00:17:55) Mangá Enquadrado: Jornada Para o Fim do Mundo (Kono Sekai no Owari e no Tabi)

(00:47:15) Leitura de Emails

(01:09:20) Recomendação da Semana – Yume Nikki

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

15 Respostas para “Mangá² #65 – Filho de Deus e Jornada Para o Fim do Mundo

  1. Achei que a Lobo era homem !! kkkkkk
    Não ouvirei mesmo tendo uma presença feminina pq ainda não li o manga enquadrado ….

    Estou lendo kokou no hito e e oyasum punpun, em oyasum punpun não consigo ler sem ficar rindo do punpun o visual dele e totalmente perturbante, perturbante do tipo por que ele é um recorte de papel? O foda é que eu consigo traduzir o que ele pensa sem ter nem quadros de fala , so pela tremidinha, linhas de movimento … muito bom .

    Vlw vou ler Filho de deus depois volto ….

  2. Bom, terminei de ler o Filho de Deus (Kami no Kodomo) então vó aproveitar que ele está fresco na mente, ouvir a parte dele do podcast, depois leio o segundo e ouço posteriormente.

    Não sei se é para todo mundo, mas acho que é pra um época que como leitor você esteja mais maduro, pois você acaba lembrando de outras obras. Até por que o traço meio surreal acaba não causando tando choque.

    Na infância dele me lembro bem Dexter e as séries de psicopatas, que era ele tentando se aceitar e entender a sociedade que ele está inserido. Já quando ele faz as crianças saírem para matar já me fez lembrar muito do Laranja Mecânica, que tem alguns paralelos com a obra.

    Acho que foi só uma brisa, mas quando ele está pousando de vencedor, após as crianças cowboys vencerem os índios, ele me lembro muito Napoleão.

    Aliás nessa cena, eu sai totalmente da obra, pensando, esse ae usou uma Hidden Blade.

    Concordo com vocês, ele é um psicopata com complexo de divindade. Acho que talvez nem tudo é do jeito que acontece, mas sim talvez do jeito que ele enxerga.

    Crianças são cruéis e pelas obras de mangá o Bullyng no Japão, não é tanto o xingamento, ou bater, mas parece que gira em algo mais focado em uma humilhação social.

    Também acho que o garoto que foi levado até ele, que estava com fome e perdido, que depois ele mata para dar para as crianças comerem, numa possível representação da santa ceia, possa representar os milagres que Jesus teria feito pré santa ceia.

    Aliás, não sei se contarmos, o numero de mortes dele estaria ligado ao numero de milagres, ou pessoas ajudadas por Jésus.

    • Olha só! Não havia reparado com a semelhança a Napoleão. O curioso é que ele foi tachado de anticristo pelos ingleses, coisa que bate bem com a minha ”teoria” de que o personagem é a representação oposta de Cristo.

      • Opa, não sabia da fama.
        Mas vendo agora a foto do podcast, a Lobo ta com um visual que lembra o filho de deus ou é impressão minha? xD

  3. Eu já tinha lido Kami no Kodomo antes da recomendação, até tinha baixado outros mangás dos autores, já tinha lido um deles, o Kokoro no Kanashimi, que achei mais difícil de entender que os enquadradros.

    Minha opinião sobre Kami no Kodomo, foi que ele era um psicopata que inconscientemente se semelhou tanto a Jesus Cristo em suas ações, porém ele mesmo não sabia quem era ele, de qualquer forma me sentir meio estranho após ler, os estupros e assassinatos não tiveram tanto impacto pela forma que é desenhado. Acredito que se fosse representado de uma forma mais realista, o impacto seria muito mais forte.

    Já Kono Sekai no Owari e no Tabi, se eu pudesse resumir em uma palavra seria a Liberdade. Ele começou a buscar sua liberdade após largar seu emprego, viu os caminhos e não soube lidar com a escolha. Já no barco dos piratas e a cidade, a liberdade dos piratas ficou tão grande que ele acabou sendo libertado de suas funções após o naufrágio, já que o elo dele ser o capitão já não importava mais. Já na ilha dos canibais, ele se sentiu novamente preso por estar numa ilha, e tentou fugir, mas foi preso pelos canibais e lhe foi dado a mulher, após conseguir se libertar, logo foi preso pela rotina, e a morte dela significou que ele não estava mais atrelado a ela e seu povo, um caminho se abriu para o deserto, que é tão livre de caminhos e tão fechado que novamente ele se perde. Aí entra o papel do judeu em colocar a corda nele e guiar o protagonista, ele sabe que não tem pra onde ir, no deserto e sequer tenta se libertar até que ele é solto. Após chegar ao portão, tive a mesma impressão que vocês, os velhos só foram libertados de suas funções após a passagem do protagonista no portão. Após ele voltar a cidade, ele vê que a liberdade não é tudo isso que ele pensa, e passa por um tribunal, onde é sentenciado a forca, agora tirando a liberdade de sua vida. Após ser devorado, ele observa do topo do prédio e voa, sentindo a liberdade dos céus. Já o final, ele entra no corpo da mulher, uma nova prisão, porém sente a liberdade até que no epílogo, ele acorda e vê que não foi real, e ele voltará a rotina, e sabe que tal jornada não é possível.

    Bem, foi isso que entendi dos dois mangás, gostei mais do Kono Sekai no Owari e no Tabi, e gostaria de dizer que já estava lendo Yume Nikki, que por não aparecer no mangaupdates, sequer sabia que estava sendo traduzido até ver o Batoto.

    Um pequeno slowpoke report é que terminei de ler Green Blood, achei a arte fantástica, porém vi diversas pessoas falando que o enredo não é tão bom, principalmente nos volumes finais, porém eu que nunca li nenhum Tex ou HQs de faroeste, achei uma ótima experiência.

    Um tema que eu gostaria de ver no cast, seria os psicopatas dos mangás, acho que tem muito material pra ser usado, valeu por mais um cast.

  4. Judeu, estava vendo o último podcast de Spirit Circle, e posso dizer que aquela vida do Fortuna é a primeira sim. Tem um capítulo que a protagonista menciona que aquela vida foi o começo do ciclo de ódio entre os dois. Observem também que na primeira vez que o protagonista usa o spirit circle, ele vem com o número 2, enquanto o da menina já tem o número 1. Imagino que para poder resgatar a 1º vida(que provavelmente terá as memórias mas fortes) é melhor que ele lembre de todas as outras primeiro. Achei esse conceito interessante.
    Achei legal a questão de olhar para a mão. O eu da imagem do espelho é de fato uma ilusão, mas quando se olha para a palma da mão você vê quem é de verdade. Pelo menos foi a forma que interpretei.

  5. Eu te entendo Estranhow, também gostei mais do Filho de Deus. O tema me interessou mais e o impacto emocional foi maior. Quando eu via qualquer crime que o protagonista fazia eu imaginar aquilo numa arte mais realista por alguma razão e isso é medonho. Fora que eu achei a referência religiosa muito interessante.
    A Viagem ao Fim do Mundo foi um pouco mais complicado, porém, quando ouvi umas músicas no meus PC e lembrei de um jogo chamado OFF em que o protagonista entra numa viaja sagrada para purificar o mundo. Por exemplo, a passagem em que o protagonista de Viagem está na ilha tropical me lembrou uma parte do jogo em que o protagonista vai para uma fábrica em que queimavam os corpos das pessoas para fazer açúcar. Pena que aqui não é o Game² porque é uma obra boa para analisar.

  6. Sobre God’s Child: Me parece que o mangá retrata o personagem como o inverso de Jesus Cristo. O que me faz pensar isso? O personagem nasce analogamente como Jesus morreu ( Crucifixado, em forma de cruz) e morre como Jesus nasceu ( Em um celeiro com animais). Não só isso mas a página 86 marca isso de forma decisiva com um pensamento do personagem. Em ipsis litteris: ”But for some reason I also felt as if i were encased in a bubble of vague nihilism”.

    O niilismo é a completa ausência de sentido existencial- moral. ( É a morte de todo e qualquer sentido). Em termos nietzschianos, é o destronar de Deus do seu trono da sociedade moderna e a não reposição do sentido que Deus nos dá. Em suma, ”Deus está morto” ( Ou seja, ninguém mas crê verdadeiramente nele) mas ainda sim damos valor a coisas que não fazem sentido sem ele ( A moral e a Verdade, por exemplo. Porque devemos dar valor à razão se Deus não existe? – Uma das indagações de Nietzsche).

    Oras, se Jesus é de fato filho de Deus e propriamente Deus feito como homem, o inverso dele ( O protagonista) só pode estar em um niilismo completo, ou seja, completamente ausente de Deus.

  7. Não sei se estou atrasado pra comentar isso, mas eu li os dois e gostei muito deles, concordo com o Estranho gostei mais de God’s Child.

    Acredito que eu tenha gostado mais God’s Child pelo sentimento de cumplicidade com o protagonista assim como a Lobo comentou no começo, eu também gostei do protagonista, achei ele bastante carismático e a personalidade perturbada dele atraiu bastante o meu interesse.
    Talvez eu não tenha gostado tanto de Journey pelo protagonista não fazer tanta coisa tendo um papel mais como observador (o que é meio estranho, já que ele não tem exatamente ‘olhos’), talvez seja por isso que o Judeu disse identificar-se com o personagem. A obra pra mim é bem mais focada no mundo e numa sociedade vista quase que em primeira pessoa muitas vezes (em muitas páginas só se vê o topo da cabeça do personagem no fim da página. E talvez a obra seja simbólica demais pra mim, acho que teve coisas demais que eu não soube interpretar e isso me incomodou um pouco.
    A narrativa do autor é como se fosse o diário dos protagonistas, mas em Journey é como se fosse o que o personagem principal viu naqueles dias, enquanto em God’s Child é como se fosse o que o personagem fez naqueles dias.
    Mesmo assim acho que são duas ótimas obras.

    e sobre a parte do navio pirata eu interpretei como se o mangá dissesse que na verdade todos na sociedade são escravos.

  8. Olá olá. Eu vou reafirmar algo que fpra Loboalei no e-mail pra o Estranho e pro Judeu (diretamente) e pra Lobo Paranoico (indiretamente).
    Em novembro agora teremos a FIQ (Feira internacional de Quadrinhos) em Belo Horizonte, salvo engano inicia dia 19.

    E que surpresa ao andarilha na rede e achar um artigo da Lobo sobre Nouvelle Manga, e, pasmen, advinhem quem é um dos convidados da FIQ? Sim, Frederic Boilet.
    Então, ai esta uma chance da Lobo consegui um autografo, e quiça, troca umas ideias, com o Senhor Boilet.
    http://www.fiqbh.com.br/convidados

    Ah…pra Lobo, otimo trabalho de edição no Paint.

    • Errata: Confudir o Boilet com o Boulet.
      Mas toda via o evento estará lotado de bons artistas.

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