Corrente de Reviews: Girls und Panzer

Cá estou novamente participando de uma Corrente de Reviews! No seu segundo ano, organizada novamente pelo Diogo do Anikenkai, o blog participa também pela segunda vez do evento. Ano passado eu havia sido sorteado pelo Gyabbo e precisei ler Sunadokei, como um desafio shoujo para este blog que tinha por costume (ainda tem) apenas falar sobre shonens e seinens. Foi uma experiência interessante que vocês podem ler aqui.

Porém este ano eu fui pego por alguém que resolveu me sacanear (e que não realizou a sua própria postagem até a finalização deste post). Não sei se gostava honestamente da obra ou se ouviu algum podcast no qual zoei a premissa deste anime, mas desta vez, pela primeira vez na minha história como blogueiro, falarei exclusivamente de um anime. E que melhor começo que não falando de Girls und Panzer?


(Clique nas imagens se quiser ampliá-las)

Girls und Panzer é um anime de 2012, feito pelo estúdio Actas e que possui 12 longuíssimos (impressão pessoal) episódios. E como o nome deixa claro, a história envolve garotas e tanques. E admito que, de início, até acho que a ideia de Girls und Panzer é interessante, mesmo sendo utilizada para o lado moe da coisa.

No anime, por algum motivo jamais explorado com detalhes, a sociedade possui diversas cidades construídas sobre porta-aviões imensos, e tanques de guerra da Segunda Guerra Mundial são conservados por escolas (!) femininas (!) (ou pelo menos os clubes são apenas compostos por meninas; não há meninos na obra toda) para serem utilizadas em competições (!!) entre as escolas (cada uma de um porta-aviões diferente). Não convenci que é uma ideia interessante, não é? Mas calma, vamos dar uma volta antes de voltarmos para isso. Mas basta saber por ora que essa aparente temática caça-níquel torna o anime em uma mistura de um anime slice-of-life, que mostra bem superficialmente o relacionamento entre as personagens no período entre-partidas, com um anime de esporte, com treinamentos e um torneio que toma grande parte dos episódios da obra.

Sou inexperiente em análises de animes, e portanto vou me focar rapidamente e resumidamente em uma análise da parte técnica, para tirar isso logo do caminho. A primeira coisa que consigo notar é que parece que a maioria do orçamento do anime foi voltado para animações de tanques, e o resto foi feito nas coxas. Se por um lado o design e a movimentação dos tanques nas batalhas são muito realistas e detalhistas (embora a utilização muito pontual de 3D tenha destoado totalmente da narrativa central da obra, abandonando o enredo para fazer uma cena “Vejam, temos 3D!”), por outro temos todo um elenco de personagens com quadris bizarros. Sério, em algumas passagens a estrutura óssea dessas meninas não é humana! Que tirassem um pouco da grana dos Panzer e colocasse nas Girls!

No que diz respeito ao áudio do anime, a trilha sonora, embora eficiente, é óbvia. Marchas militares, sério? Quanto tempo o cara levou bolando isso? Por outro lado, os outros efeitos sonoros (explosões, tiros, barulho dos motores, etc) são bastante competentes e não prejudicam o anime. Fato que não se repetiu no irritante trabalho que as dubladoras tiveram para tornar as vozes de todas as personagens extremamente desagradáveis. Sei que não deveria ter esperado nada diferente disso em uma obra que só possui elenco feminino e que deixa claro seu público-alvo, mas é difícil não se incomodar com aquele falsete forçado típico japonês.

Dito isso, admito que de início fiquei extremamente puto com a recomendação que me fizeram; inclusive cogitei solicitar a troca que eu tinha direito, mas fiquei com medo de mandarem algo pior. Mas passado a raiva inicial, eu juro que me despi de preconceitos e me convenci que relevaria a abordagem (só meninas bonitinhas no anime todo) ou qualquer aspecto técnico falho (citados acima), e buscaria aceitar a qualidade da obra se o anime conseguisse me entregar um bom enredo e uma boa história, ou no mínimo um bom anime de esporte (forma como o Rubio me vendia essa obra, claramente exagerando). Com isso em mente, vamos ver como ela se saiu.


Girls und Panzer como Anime de Esporte

Primeiro precisamos entender esse esporte novo concebido pelo anime. O esporte possui nomes diversos, dependendo de quem traduziu: o termo original é “sensha-do”, algo como “O Caminho do Tanque” (que só no português soa tão machista assim), mas por onde assisti chamavam o esporte de Tankwondo, um trocadilho que considerei inteligente. Porém aparentemente o termo mais usado por aí é Tankery, então irei com este.

O Tankery é uma disputa entre dois times, no qual cada um possui um tanque como líder e um grupo não delimitado de tanques de suportes; o grupo principal que acompanhamos no anime tem inicialmente apenas 5 tanques, contando o líder, enquanto um dos adversários já chegou a competir com 20.

E essa é a primeira falha do esporte: o desequilibrio. Não há qualquer regra que impeça um time de ter quatro vezes a quantidade de tanques que o adversário, e tampouco limita os tipos de tanques (mais resistentes, mais pontentes, mais caros) que podem ser usado; não há uma distribuição equalitária que permita que times novos compitam. No basquete de cadeira de rodas, por exemplo, existe um sistema de pontuação que determina um valor para cada jogador individualmente baseado na sua mobilidade, e as regras delimitam a soma máxima que pode existir em um time. Um jogador com mobilidade 4 ocupa o espaço de dois jogadores com mobilidade 2, por exemplo. Dessa forma, garante-se que exista o equilíbrio sempre, coisa que o Tankery não faz. Nada impede uma escola rica de gastar milhões para ter uma vantagem númerica/qualitativa. O Tankery acaba sendo mais uma espécia de Magic The Gathering elevado ao extremo, onde sua estratégia conta menos do que o dinheiro que você investe para ter as melhores cartas (ou tanques).

Voltando às regras, as disputas seguem com os tanques sendo eliminados conforme são inutilizados (inutilização representada por uma bandeira que sai da cabine do tanque), e a competição termina quando um dos líderes é eliminado. São regras simples, mas tem implicações terríveis: a inutilização do tanque é obtida através de tiros. De tanque. Nos quais possuem adolescentes dentro! E o pior, sem qualquer medida de segurança! Uma das tramas recorrentes é o passado de uma das personagens que envolve a quase morte de seu time por conta da competição, e no flashback que mostrou a história, não vimos uma equipe de resgate! O esporte não tem juiz de campo, não tem armas de mentira, não tem limitações claras de terreno e não tem controle de equilíbro… ou seja, os pais estão enviando suas filhas para uma guerra de brincadeirinha, mas com armas reais. E se a escola for pobre, estão enviando para uma guerra perdida pela desvantagem numérica!

O anime falha em um aspecto imprescindível para a apreciação da obra: ele falha em nos convencer que esse esporte é aceitável em qualquer universo! O perigo é constante, é mostrado no decorrer das competições, mas parece que as pessoas do mundo do anime simplesmente aceitam tudo como se fosse lindo, indo torcer para suas cidades sem nunca mostrarem receio ou preocupação com a segurança das competidoras. E a restrição de participação apenas feminina no esporte jamais encontra justificativa dentro da obra; só é justificada fora do anime pelo óbvio objetivo de venda da imagem das menininhas moe.

(Aliás, um adendo de alguém que não manja nada de feminismo: há uma propaganda dentro do anime que fala sobre os motivos para as meninas praticarem Tankery, e o principal deles é para que se tornarem BOAS ESPOSAS. É sério. E particularmente acho que dizer que as mulheres só são mulheres boas quando praticam um esporte dentro de um veículo com uma projeção fálica na sua frente me parece … errado. Mas divago.)

Mesmo que relevássemos a falta de lógica e regras do esporte, ainda assim Girls und Panzer falha em trazer uma competição minimamente interessante. Com a ressalva da última partida, que teve um algo a mais, todas as outras se baseiam em estratégias simplistas e óbvias, movimentos e resoluções previsíveis, e uma enorme desfile do poder do protagonismo. Jamais a gente teme pela derrota do time protagonista, mesmo a história tentando dizer que elas tem a desvantagem em todas as batalhas. Isso porque o roteiro é covarde e assume sempre os caminhos mais simples (e ao mesmo tempo forçados) para avançar o enredo.

A ideia interessante que eu disse lá em cima era relativo ao esporte; acho honestamente que o Tankery poderia ser um esporte mais interessante se os autores tivessem gasto mais que meia hora bolando as “regras”. Mas após assistir o anime acho que mesmo com regras mais claras e melhor desenvolvidas, as partidas em si ainda seriam medíocres, apenas por incapacidade do roteiro mesmo.

Uma falha como obra de esporte, para mim Girls und Panzer ainda tinha uma chance de se salvar como obra se seu enredo geral e suas personagens compensassem todos os erros. Mas infelizmente, não foi capaz.


Girls und Panzer como Obra

Ah, como esse anime tem problemas!

Tirando o já citado roteiro óbvio, Girls und Panzer joga uma enxurrada de personagens bonitinhas que jamais são desenvolvidas de fato. Lembrar do nome de qualquer personagem é uma tarefa para poucos, e nossa mente precisa se basear quase que inteiramente na lembrança física para termos uma mínima noção de quem é quem na obra. Essa característica é tão patética que tiveram a pachorra de criar um grupo de personagens com o mesmo corte de cabelo só para deixar claro que faziam parte desse determinado grupo, sem precisar nos apresentar formalmente tais personagens. É muita cara de pau!

Esse enorme elenco de personagens acaba jogando contra a obra, que precisa trabalhar com clichês, esteriótipos e personagens unidirecionais para tentar ao menos desenvolver alguma personalidade dentro da obra; e tentar não é conseguir, não é? Aliás, sou injusto, existe uma única personagem que é menos óbvia que as outras e que aparenta ser levemente mais complexa, mas ela acaba caindo no mar da irrelevância dos outros numerosos personagens rasos.

Aliás, é risível como não há desenvolvimento algum trabalhado de forma alguma durante a série. A grande velocidade com a qual as personagens desenvolvem a paixão pelo esporte e o mais incrivelmente rápido aprendizado que elas tem para pilotar e atirar com um tanque de guerra são só dois dos aspectos mal desenvolvidos desse elenco e dessa obra como um todo. Não consigo aceitar uma menina desistir da carreira que sempre seguiu na vida para entrar pro mundo do tankery por causa de uma partida (que foi uma péssima experiência para ela, inclusive).

E perceberam que consegui chegar até aqui sem jamais citar a personagem principal? Pois é, a Miho Nishizumi não é uma decepção completa como protagonista, mas torna-se apenas mais um aspecto mal desenvolvido do anime. Sua personalidade jamais é definida, pois fica alterna entre confiança e timidez diversas vezes (em alguns casos, no mesmo episódio!), seu passado é galgado em acontecimentos que envolvem personagens unidirecionais (nesse caso, sua família), e sua motivação para aceitar liderar o recém-formado time de Tankery da sua escola é tão simplista quanto difícil de aceitar. Miho acaba sendo amaldiçoada pelo enredo do qual faz parte e se torna apenas tão bem desenvolvido como o enredo como um todo. E vocês já devem ter uma noção do quão bem é esse desenvolvimento.

Muitas palavras depois, posso afirmar agora: Girls und Panzer não foi uma experiência agradável. A pequena possibilidade de um esporte com tanques ser interessante acabou sofrendo nas mãos de um roteiro nem um pouco ambicioso. O anime pode até funcionar para um nicho específico, mas para qualquer outra pessoa é um desastre. Apenas isso. E para alguém que estava fora do mundo dos animes como eu estou, foi um péssimo regresso. E obviamente não recomendo essa experiência para ninguém.


E dando prosseguimento à Corrente de Reviews, tive a sorte de tirar a galera do Video Quest, aqueles com talvez a maior visibilidade dentre os blogs que participam desta Corrente. Tendo isso em vista, decidi usar meus poderes para o bem, e resolvi que estava na hora do grande público conhecer um pouco mais da apaixonante obra de Inio Asano, o recorrentemente-citado-no-Mangá² Oyasumi Punpun!

Então fiquem de olho e não percam o que eles falaram sobre esse mangá, e confira a página da Corrente de Reviews para saber o que mais rolou neste ano! E até ano que vem!

25 Respostas para “Corrente de Reviews: Girls und Panzer

  1. Olá Estranhow,

    Primeiro devo dizer que o texto está muito bom, conseguiu desenvolver de forma fluida os aspectos interessantes para um review e isso é ainda mais importante quando não se gosta do que se consumiu.

    Pessoalmente eu vi apenas o primeiro episódio da série na temporada que ela saiu e desisti ali mesmo por várias das características que você citou, principalmente a completa falta de noção do “esporte”. Uma série “semelhante”, mas que consegue um resultado completamente diferente é C3-Bu do estúdio Gainax, onde temos um clube de airsoft, só que lá as partidas realmente importam e existe todo um desenvolvimento interessante da protagonista (infelizmente só ela tem esse desenvolvimento durante a série, as outras ou são unidimensionais e assim ficam ou são um pouco mais fundas, mas estagnadas). Se tiver paciência recomendo para não ficar com a ideia de que animes com garotinhas fofas em clubes de esportes diferentes não tem como dar certo.

    E ótima recomendação para o Video Quest! Esse eu já estou ansioso para ver.

    Gyabbo!

  2. Hummmm pior que não tem nem como falar que está errado, salvo certos pontos.
    O protagonismo, o underdog forçado, a falta de desenvolvimento de personagens, são todos pontos que realmente existem.

    Creio que os pontos que discordo é sobre as partidas em si, essas sempre foram boas, como não ficar empolgado com coisas como http://www.youtube.com/watch?v=7dM2IIvs6m4 e a batalha final (mas você mesmo disse que essa foi boa).

    Só um ponto sobre as meninas de cabelo igual, aquilo tem um motivo. Aquele é o corte “tradicional” de garotas (o de garotos seria cabeça raspada) e por elas serem do comitê disciplinar, todas usam o mesmo corte “tradicional).

    Bom texto, uma pena que não tenha gostado, melhor que seu Slam Dunk lá.

  3. HUEHUEHUEHUEHUE nunca cheguei a ver (ainda) Girls und Punzers, embora as muitas pressões, mas morri de rir com essa review. Parabéns, conseguiu fazer uma analise negativa, aprofundada e nunca cansativa. Acho que com argumentos tão bem fundamentados vai ser difícil alguém dizer que você está errado. Apesar disso, Garupan sempre me pareceu o tipo de anime que exige uma enorme suspensão de descrença por causa de uma construção de mundo muito fraca. Quando vi os primeiros screenshots (assim que o anime estreou), eu ri tanto, porque parecia algo tão ridículo. Ainda verei só pra ver de qual lado ficarei: os que amam ou os que odeiam.

  4. Saudações

    Por toda a parte da animesfera existente (nacional ou estrangeira), este anime tem aparecido em grande quantidade com reviews negativas, ou então apenas fazendo uma recomendação muito baixa para que o mesmo seja visualizado.

    Um universo muito fraco o da obra, a julgar por vossa review, que faz pensar sobre até aonde as ditas [personagens fofas] podem suplantar o peso de uma obra unicamente em suas costas, sem haver um desenvolvimento mínimo de enredo ou de quaisquer outro atributo de apoio.

    Parece que, um dia, verei este anime para poder opinar assertivamente (com maior honestidade nas minhas palavras). Mas, a julgar por sua review e pelo modo como a mesma foi conduzida, acredito que dificilmente aparecerá alguém que defenda o anime em cem porcento da causa.

    Ótimo post, nobre.

    Até mais!

  5. O nome das imagens da resenha é melhor que a série.

    Excelente recomendação para o próximo elo da corrente, mas se fizerem um vídeo de menos de 1 hora será desperdício.

    • Falei com o Kitsune (ele me abordou sem saber que eu tinha recomendado, lol) e provavelmente será um “parte 1”, pelo que entendi.

  6. mas que furada em estranho,enfim girls and prunzs ,esta na minha lista de piores animes que ja vi ,e não estou exagerando no fim acabou sendo mais um anime pra otaku pubheteiro que vai comprar centenas de figures das meninas

  7. Só tenho isso para dizer sobre esse anime: Ai meu pirú!
    Taí um anime que não vou ver, embora tenha batido uma curiosidade nas primeiras vezes que ouvi falar desse anime. E é uma das primeiras vezes que vejo o Estranho quebrando o pau em uma obra depois de Hungry Joker rsrsrs. Esse é o tipo de anime caça-níquel, cuja premissa é apenas para vender bonecos já sabem para quem, sem lógica na construção da premissa/esporte e com personagens sem nenhuma anatomia humana real e mais rasas que uma poça d’agua. E o pior que esse anime está sendo cotado para figurar no Newtype Anime Awards desse ano concorrendo com Shingeki no Kyojin, Love Life (idols, isso não poderia faltar num prêmio desse) e Monogatari Series.
    Eu gostei dessa review, conseguiu colocar um hate com bons argumentos, acho que o futuro post de Nisekoi vai ser mais ou menos assim. Tinha um anime com uma proposta parecida com essa que se chama Upotte, só que invés de tanques eles colocaram garotas-armas.

  8. Que dureza, hein. E você fez um trabalho super profissional. Confesso que teria ignorado o respeito à recomendação e teria escrito no momento de maior raiva.

    Estranho, você lê Coppelion? Eu dei uma olhada rápida e me interessei, tô atrás da opinião de alguém para saber se vale a pena começar a leitura.

      • Oi eu sou o Rubio.
        Coppelion é legal, apesar de ter um começo fraco. Agora com o anime saindo, os scans voltaram a fazer a obra, então é o momento certo para começar a ler. O problema que apesar de tudo é difícil falar para onde a obra vai ir, afinal, ela já está com 19 volumes. Pela abertura do anime, parece que tem batalhas em alguma parte.

  9. Só assim para o Video Quest falar de coisa boa! ~corre~

    E é muito triste recomendarem isso para um cara que tem um certo preconceito[?] com animes. Esse preconceito foi intensificado, com certeza. haha.

    No mais, boa review.

    • Nada, eu falo brincando que acho todos os animes uma merda. Eu imagino que tenha muita coisa autoral bem legal. Mas é que essa especificamente foi uma merda!

  10. Teve coragem. Sinceramente, se fosse comigo, teria assistido a um episódio, dropado (como fiz inicialmente quando o anime foi lançado), e já feito um post mínimo dizendo para qualquer um que se preze para nunca assistir tal obra.

  11. Existe restrição sobre os tanques permitidos, algo tipo, somente tanques desenvolvidos antes de 1945… e os tanques além de uma blindagem interna especial, só usam munição feita especialmente para não atravessar essa blindagem… o modo (existe mais de um) “tanque de comando” que foi usado no campeonato, serve pra diminuir a vantagem em relação ao número de tanques, e existe limitação da quantia em cada fase do campeonato… permitindo que escolas iniciantes participem e tenham alguma chance.
    O foco do desenho, são tanques e partidas de tanques, não tem como dizer que isso foi mal abordado, os dados técnicos, referencias aos panzer e a ww2, etc… em 12 episódios +2 bônus, o foco permaneceu… sem apelações para fanservice, yuri, ou sendo soh mais um slice com um pseudo tema… o desenho eh bem honesto.

  12. Yoh Estranho!

    Sou um dos que conhece você mais quando está em dupla -com o Judeu Ateu :p-.E de Girls und Panzer,em português só me ‘alembro’ da resenha do (I)nisishima
    {http://raiburari.blogspot.com.br/2013/03/girls-und-panzer-panzer-vor.html} e essa tua,as quais são ‘antagônicas’. 😛

    Segundo teu descrever,sintetizaria mais ou menos como um “‘Shoujo’ Battle” com pano de fundo utilizando de Moe,Slice of Life,Colegial e “de Guerra”(XD).
    E referente aos corpos{ao menos das 3 de mãos dadas},diria que é do tipo pera: Os ombros são menores que os quadris. Cintura e braços são finos e bem desenhados,e os seios,de pequenos a médios.{http://mdemulher.abril.com.br/moda/reportagem/guarda-roupa-inteligente/tipo-corpo-pera-742631.shtml};diferente das menores(?) variedades de formas dos tanques 3D.

    No que diz respeito à mixagem de som(Talvez seja esse o caso),que bom pra esse tipo de ação,pois também foi em 2012 a indicação de “Transformers: O Lado Oculto da Lua“,só dizendo.Mas também veja pelo lado bom,as garotas perderam(Acho) o “Onii-chan”. ;p

    Mudando ao esporte,parece que a guerra continua implacável com os perdedores,as coisas são vencidas com base no dinheiro(exceto,Vietnã XP) e o ensino é nos moldes da educação chinesa que cria novas “Yamato Nadeshiko”,é um conceito patriarcal falho pra mim.

    E indo as personagens,talvez lembre(por lembranças doutros) delas serem mais ou menos caracterizadas pelo país de origem,tipo Hetalia,sabe?E que o moldar maior ficasse as protagonistas com seus pontos meio oscilantes.

    Finalizando,talvez a VIBE de Katyusha{https://www.youtube.com/watch?v=sA5IFJqjXiQ&hd=1} tenha me dado um sentimento diferente e futuro em relação ao anime.
    De qualquer jeito,seu texto foi fiel ao desenvolvimento de vossas convicções,além de escolher altas resoluções de imagens.E pra mim,que leu dois pontos distintos da mesma obra,resta-me a boa e velha reflexão e repartir opiniões espaçadas referentes ao post.

    *Como bônus,foi isso que pensei resumidamente da sua review nº 3 da Corrente de Reviews passada,ou seja,a tua =
    3.[http://mangatologia.wordpress.com/2012/07/30/corrente-de-reviews-sunadokei/#more-871]Descreve a experiência pessoal dum manga shoujo que faz alusão a ampulheta.Lendo 6 dos 10(achou difícil de achar todos) o vê extremamente tocante e empático no que creu relevante nessa reflexão não linear sobre passagem & unicidade do tempo,descoberta/’revisitação’ de sentimentos[amores,amizades,perdas e conquistas] etc.

    Ja!

    • Olá, obrigado pelo comentário!

      Embora jamais tenha tido a chance de retomar o tema, eu consegui comprar e ler os volumes restantes de Sunadokei. Tendo lido os primeiros em inglês, pegar a versão brasileira foi um choque horrível, com seus honoríficos tentando representar sotaque de interior. Fora isso, não fui dos mais fãs da conclusão da série, mas admito que gostei da obra em uma análise geral!

  13. Pingback: Segunda Potência #05 – Wolf Children (Corrente de Reviews 2014) | AoQuadrado²·

  14. Apesar de ser um review antigo, vou falar sobre algumas coisas. Existe OVAs que explicam mais detalhadamente o anime ( OVA 01 ao 06, alguns só fanservise), existe sim uma medida de segurança no anime, que seria usar somente munição aprovada pela liga que organiza o esporte, todos os tanques, tankettes, ou veículos utilizados no sensha-do possuem armadura que protege os ocupantes, prova disso seria quando o Hetzer fica embaixo do Maus, tanques que sobrevivem a tiros (Porsche Tiger), e não possuem nenhuma regra que “balanceia” o jogo porque a regra “não escrita” do esporte é: Quem tem vantagem são as grandes escolas, como a Saint Gloriana, Kuromorime, Pravda, etc… e deve ser por isso que não tem nenhuma regra de balanceamento, porque ninguém espera que uma escola que nem tem recursos consegue chegar as finais. E acho que a escolha de músicas clássicas ao invés de atuais foi uma boa escolha. A música combina muito bem com o tema, e o anime é mais agradável a um nicho específico, mais para quem curte Segunda Guerra, veículos militares, táticas de batalha. Escolher uma música atual com tanques da segunda guerra seria um tanto estranho. Uniforme de tanqueiros russos tocando Panzerkampf seria legal, mas tocando e cantando katyusha é épico.

  15. Sinceramente, bem que fico tentada a ver uma obra que tem duas coisas que gostio mutcho, garotas e tanques.
    Mas para eu gaster meu tempo e dinheiro (afinal a New Pop vai lançar o manga), a obra tem que ser minimamente boa.

  16. Pingback: Segunda Potência #19 – Earth Maiden Arjuna (Corrente de Reviews 2016) | AoQuadrado²·

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