Mangá² #63 – O que é mangá?

Sejam novamente bem vindos ao episódio ? do Mangá², o podcast que não existe.

E sejam bem vindos também à discussão semanal mais existencialista de toda a história deste podcast, se preparem para uma conversa extremamente hipócrita sobre o que é mangá?

Qual a origem do termo? Mangá é estilo? É só olhos grandes e cabelos espetados? É possível fazer mangá fora do Japão? Honestidade e uma certa dose de auto-crítica serão necessários para escutar esse programa cheio de conclusões que podem não agradar a todos, boa sorte.

E na recomendação da semana, uma coletânea de one-shots que não possui sequer uma história ruim! ( e de extra uma recomendação-trapaça: um ecchi que pode ser uma crítica ao ecchi?)

Por ultimo, lembrando que daqui duas semanas tem Mangá Enquadrado dos mangás, Kami no Kodomo e Kono Sekai no Owari e no Tabi, escolhidos pela Lobo Paranoico.

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Cronologia do episódio

(00:20) Discussão Semanal – O que é mangá?

(27:30) Leitura de Emails

(53:00) Recomendação da Semana – Endo Hiroki Tanpenshuu ( e Kyou no Asuka Show)

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

78 Respostas para “Mangá² #63 – O que é mangá?

  1. Recomendação de quadrinho:

    “Se a curiosidade matou o gato, então alguém deveria avisar John Blacksad do quão sortudo ele é por ainda não estar com os pés esticados dentro de um caixão de pinho.

    Como um investigador particular, ele entra de cabeça na sujeira e nas sombras das ruas da selva de concreto conhecida como Nova York para solucionar seus casos. Assassinatos misteriosos, crimes que parecem insolúveis e situações de extrema violência fazem parte do dia-a-dia de Blacksad. Nada escapa ao seu olhar e ninguém consegue se esconder por muito tempo desta pantera negra trajando um surrado sobretudo.”

    Antropomorfos, referências histórias, autores espanhóis, Muito Bom.

    4 livros até agora:
    http://www.4shared.com/file/72HTglY2/Blacksad_-_Livro_I__2000___Cim.html
    http://www.4shared.com/file/LFxmf3P2/Blacksad_-_Livro_II__2003___Ci.html
    http://www.4shared.com/file/8KpgfvOw/Blacksad_-_Livro_III__2005___N.html
    http://www.sendspace.com/file/t3wyqj

    Um dos quadrinhos franceses: Melusine, é basicamente um slice of life de uma bruxinha. Cada página é uma história pequena, bem similar a um 4koma.

    Um mangá que é pouco conhecido, foi lançado no Brasil, e teve o scans recentemente:

    Na Prisão – Kazuichi Hanawa
    Sinopse: Na prisão é um relato autobiográfico em quadrinhos de Kazuichi Hanawa sobre o tempo em que esteve preso. Em 1994, o autor foi detido por porte ilegal de armas enquanto testava nas montanhas suas novas armas. Hanawa sempre foi fascinado por elas. Graças à esta excentricidade, ele foi condenado há 3 anos de prisão.

    De dentro do cárcere, Hanawa começou a escrever uma série para revista Ax. No início, descreveu o local onde ficavam os acusados enquanto são julgados. A partir da terceira edição, passou a descrever a penitenciária. Eram histórias surpreendentes, que narravam uma série de acontecimentos absolutamente corriqueiros e cotidianos.

    Episódios sobre o café-da-manhã, sobre os livros da penitenciária, sobre o desejo de fumar. Tudo descrito em desenhos cheios de detalhes. Um registro raríssimo da vida atrás das grades no Japão. Existem muitas obras sobre este tema. Obras clássicas, como recordação da Casa dos Mortos, de Dostoievski; e obras atuais como Carandiru de Dráuzio Varella.

    O que torna Na Prisão uma obra única é a total ausência de um tom de denúncia sobre a vida na prisão ou de arrependimento. O livro é um registro assustadoramente real e a confissão de um estado emocional que não é o de redenção.
    Link: http://www27.zippyshare.com/v/48753605/file.html

    Sobre Sakamichi no Apollon, eu não assisti o anime, porém li o mangá, é um dos meus melhores joseis que já li, porém a trilha sonora é ótima(adoro Moanin).

    A recomendação dessa semana eu já li, e realmente: A oneshot dos corvos é ótima, já a do teatro foi totalmente estranha e não entendi muita coisa.

  2. Recomendações meio óbvias: Scott Pilgrim, Lost at Sea, Persépolis, a adaptação da Torre Negra, A Saga do Tio Patinhas (sem O MENOR TRAÇO de ironia)

  3. Wah! as recomendações: Fun Home, Habibi, Danse du Temps, aquela webcomic que já comentei antes aqui, O Diário de Virgínia, tem o nacional Laços, Maus, Blacksad… XD

  4. Pra quem gosta de mangá e quer ler algo que seja meio que um misto de mangá e comics, tem “Batman Child of Dreams” do Michitaka Kikuchi (vulgo Asamiya Kia) q tem uma boa rtelação com o mercado americano, ele autor varias obras muito legais entre Martian Successor Nadesico(meu favorito dele), Detonator Orgun(q passava no bloco US Mangá da Manchete),Silent Mobius, Corrector Yui(passava no Cartoon Network no tempo de Sakura).

    • Os Leões de Bagdá é um novel bom pra caramba msm. É o quadrinho c roteiro do Brian K. Vaughan, é esse que você esta falando, não é?
      Quando a li pela primeira vez, o final me deixo bem tristão; ainda me recordo da sensação amarga. Foi uma das poucas istórias em quadrinhos que me puxaram um sentimento, nesse, no caso, de tristeza, solidão.
      Recomendo tbm essa porra aí.

  5. Pra quem gosta de mangá e quer ler algo que seja meio que um misto de mangá e comics, tem “Batman Child of Dreams” do Michitaka Kikuchi (vulgo Asamiya Kia) q tem uma boa rtelação com o mercado americano, ele autor varias obras muito legais entre Martian Successor Nadesico(meu favorito dele), Detonator Orgun(q passava no bloco US Mangá da Manchete),Silent Mobius, Corrector Yui(passava no Cartoon Network no tempo de Sakura).

  6. Só me explicando hauahaau

    Eu curti a ambientação de Tetsugaku Letra, mas tipo, no fim eu achei que ele querer aprender flamenco foi meio “broxante” lol

    Mas eu vou voltar a ler! Só vou deixar ele de lado por uns meses mesmo xD

    Quanto ao o que é mangá, eu já li muuuuuito sobre isso em muuuuuitos blog, e sempre tem dois pontos extremistas, em que tudo é mangá, e em que mangá só são os quadrinhos feitos no Japão com leitura oriental. Eu acho que o conceito mangá pode ser sim exportado pra fora do Japão e feito por outras pessoas (brasileiros), pode ser feito em leitura ocidental (da esquerda pra direita), mas ele tem aquelas características marcantes que não podem faltar…

      • Só um idiota responde uma pergunta com outra pergunta, mas, o que faz uma musica ser “rock”?

        Pode parecer cretinice da minha parte, mas eu realmente não sei… da mesma maneira que eu também não sei dizer o que é manga. Mas, assim como o rock, eu acho que o manga também pode ser feito por qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

        Eu sei que sou burro, e não conseguir explicar essas coisas em palavras não adianta muita coisa, no entanto, é o que sinto.

        Não penso que seja apenas uma questão de apego, eu sou eu, mesmo que eu não saiba explicar quem sou eu. Se é que isso faz algum sentido, ou se tem alguma utilidade na discussão…

        Me parece apenas que ficou faltando alguma coisa, como se vocês tivessem ficado andando em círculos.

      • Eu tbm sou ruim de explicar sobre hauahaau Mas eu digo isso porque eu li alguém em algum lugar (conciso isso) falando sobre, não lembro se foi em uma das Ação Magazines ou sei lá… Mas vamos falando por gêneros (e tudo o que eu disser vai haver controvérsias, ou exceções), mas num mangá shounen nós temos de diferencial principalmente a disposição dos quadros, que é bastante diferente de hqs, por exemplo, e os mangás em geral têm um traço característico também, olhos mais proeminentes, etc. Eu vou tentar achar esse artigo que eu li e postar aqui.

      • Além de abordar com um pouco mais de profundidade as emoções também. Vale lembrar que quem introduziu os quadrinhos no Japão foi a cultura americana, mas eles pegaram isso e transformaram em uma arte completamente diferente. Em vez de hqs coloridos, eles são geralmente em preto e branco, têm um aprofundamento mas emoções, e o traço geralmente mostra isso, e a quadrinização é diferente. Acho que essas são algumas das características de mangás que eu consegui pensar aqui…

        • “(e tudo o que eu disser vai haver controvérsias, ou exceções)”

          Esse é o ponto. Existem controvérsias e exceções e não são poucas, lol! E nem precisa ir muito longe pra isso: só de ter um estilo mangá pra shonen e um estilo mangá pra shoujo já ferra qualquer possibilidade de definir simplistamente o que é mangá. Já temos dois estilos completamente diferentes na mesma categoria!

          E sobre emoção, quadrinização… isso é mais subjetivo ainda. Quer dizer que um battle shonen sem aprofundamento sentimental não seria um mangá? Uma obra japonesa com quadros bem definidos, igual um comic, não é mangá?
          O problema não é haver exceções, o problema é serem tantas, e foi por isso que relutamos em usar estética ou estilo para definir mangá.

  7. Sobre o mangá como uma subcategoria do termo de quadrinhos é bem plausível no Brasil, por vários fatores culturais.

    O mangá tem muitas diferenças culturais dos quadrinhos brasileiros e até dos americanos que causaram essa separação a meu ver. Por exemplo, o fato de ser preto e branco algo que culturalmente no país tudo que fosse preto e branco era descartável, como o jornal.
    Usando até o que aprendi da palestra que fui no sábado, com o Cassius e a doutora Sonia Luyten que eu não conhecia, ela pesquisa quadrinhos e mangás a anos, tem varias obras lançadas que vocês podem gostar.

    Diferente dos Estados Unidos, que é um país que o brasileiro se identifica e idealiza, até por seguir o american way o life, faz com que suas obras tenham uma aceitação mais fácil. O Japão sempre foi visto como um povo admirável pela perseverança, mais ainda sim um povo, estranho, peculiar e “bizarro”. Só nos anos 90 com a invasão do japonese way of life, que se espalha até hoje, com as temakerias que essa barreira diminuiu bastante e com quem cresceu nessa geração se tornou algo normal.

    Hoje o “marginalizado” como algo Cult e mais estranho é o quadrinho europeu, que nos anos 60, tinha uma influência enorme no Brasil, até pela época onde a França era a grande influência. Agora essa separação já está enraizada até para o grande público.
    Acho que se der certo, e torço para que o lançamento de Superonze no formato Gibi, daqui uns 10 anos isso pode mudar e tudo ser quadrinhos.

    Aliás, esqueci de perguntar na palestra e aqui pra vocês, mas no mercado nacional, fico curioso com a Comix, pois ela deve comprar o que? 40% do mercado de mangás? Pois eles vendem muito pro Brasil todos, em eventos ou não, e tem obra que nunca sai de estoque. Fico imaginando a importância que ela deve ter pra indústria e mais que isso se um dia ela falir, como a editora vão lidar com isso.

    Sobre Keikkashi não ia vender nem com propaganda no metrô, pois é uma obra com um conteúdo muito diferente do que o público geral está acostumado. No site do metrô tem os preços para divulgar no metrô http://www.metro.sp.gov.br/metro/negocios/midia/tabela-precos.aspx

    Igual para JBC com SuperOnze, se a Rede TV voltasse a passar em uma parceria seria um baita marketing, mas eles trocaram os 5 pontos de ibope, ás 17h um número bom, pra menos audiência e mais grana que o pastor paga pra eles.

  8. Recomendo três quadrinho bastante legais, dois de um único número e um que esta em lançamento:
    O Ninguém (The Nobody, do Jeff Lemire) e Eu Matei Adolf Hitler (I Kill Adolf Hitler, do cartunista Jason) sendo os de um único número, e Whispers, do joshua luna. Vou ficar devendo uma sinopse das três obras recomendadas, mas as três são conhecidas e uma sinopse delas é bem fácil de achar.

    Até mais.

    • … Tem a HQ 100%, do Paul Pope, tbm. A arte desse cara é uma das minha preferidas.
      E Solo (DC comics) #03, do msm cara. Tem uma istória curta, no finzinho da HQ, do Batman, bem legal. Sei q todo mundo ama esse cara (Prefiro o Superman).

      Podem ler tudo q eu indiquei, não só o Estranho, mas todo mundo q se interessa por quadrinhos.

  9. O mangá de Princess Tutu é fraquinho, mas o anime é espetacular, é uma mistura de Lago dos Cisne com vários contos de fadas, só que bem dark, toda a apresentação do anime lembra bastante uma peça de teatro, com trilha orquestrada, além do um esquema meio metalinguístico, um dos personagens o próprio escritor desse conto, ou seja, além de acompanhar a história em si, acompanha-se também o ponto de vista do cara que controla toda a história. É um anime bem diferente de qualquer outra coisa por aí.

    • Uma das coisas que me fez amar esse anime foi o autor da história ter morrido e os personagens terem criado vida ♥ ah, e a troca de casais. Çocorr, sou fangirl disso.

  10. Bem interessante a discussão….Sinceramente, até hoje nunca tinha parado bem pra pensar no que exatamente seria mangá, normalmente eu levava mais pelo “feeling”, por isso não necessariamente os mangás precisavam ser feitos por japoneses, para japoneses ou no japão, como no caso do concurso da JBC. Mas depois do podcast mudei de opinião, realmente acho que, embora baseado num “estilo mangá”, deveria ser quadrinho brasileiro, e não mangá brasileiro. Nunca li nenhuma HQ, então não sei recomendar nenhuma….
    Mas a verdadeira razão de eu ter feito esse comentário é pra dizer que estou decepcionado com os dois…Com o Judeu por falar que não gosta de Beck(!) e com o Estranhow por ter falado que não gostou de Sakamichi(!). Era só isso mesmo, hahaha.

    • Bem, de início Sakamichi parece que será apenas um triangulo amoroso comum, o que nem é o foco da história, que é a amizade do Sen e Bon. E claro, jazz.

  11. eu mostrei hotel pra um amigo meu e ele não gostou ,mas acho que foi por que ele não estava pronto pra esse tipo de mangá afinal ele só le naruto e bleach

  12. infelizmente os dois mangás que serão enquadrados não tem em português ,então não tem como eu ler ,a recomendação da semana também não achei em português mas o mangá da garota de calcinha achei traduzido vou ler e depois comento o quer achei

  13. Bom, li o Kyou no Asuka Show que o Judeu recomendou, o que me chamou atenção foi a arte…

    Bem eu concordo com o ponto de vista do Judeu, é uma “desconstrução” do fã service, pois ao mesmo tempo que tem ele tem um “sentido”.

    A protagonista é um adolescente, provavelmente que vive sem a figura materna, que vive com um Pai lida diretamente com mulheres de bikini e tem seu grau de taradisse.
    No fim ela é só uma adolescente curiosa com a sexualidade e como isso é vista na sociedade. Claro que ela é meio anita, pois no fundo ela gosta de ser notada com uma ser desejável e bonita.

    Agora não sei se uma mulher ia ter a mesma opinião, provavelmente poderia ser só mais um ecchi.

    Aliás no japão as colegiais são “obrigadas” a usar saia e não usam um short por baixo por que? Já que no ocidente isso é tão comum.

    • Uma coisa que falam em All Rounder Meguru é que hoje em dia é bem comum sim usar short por baixo. Só nos mangás que é conveniente não ter, né?!

      • Né, a menos que seja aqueles shorts de atividade física, que eles sempre “atocham” também, já vi algo assim pelas internts. Tentei googlar, mas só aparece coisa NSFW

    • É, que bom que alguém concordou comigo 😀

      Acho até interessante e intrínseco à personagem essa dualidade dela de questionar o papel da mulher, mas ao mesmo tempo gostar da exposição e de ser desejável. É umas das poucas personagens femininas que conheço nos mangás, em que o gênero é realmente algo totalmente fundamental e participante na composição da personagem.

      A Asuka é cheia de camadas, é muito divertida, é profunda, ela realmente faz você questionar algumas tradições culturais que temos. E não é uma visão puramente inocente e infantilizada do negócio, não é por meio disso que as situações se constroem, como você falou, ela tem o seu próprio grau de “tardisse”. Gostei de verdade desse mangá, pena que a maioria, mesmo dos que já estão interados na midia, nunca vão ler…

      • Bom, talvez as pessoas se interessem mais pelo anime, já que jogando o nome da obra no Google, vem logo as fotos de calcinha dela do anime.

        Acho que seria legal abordar a relação com a mãe dela, caso ela tenha e até mais com o pai, pois acho que esses fatores foram os fundamentais para ela ser dessa forma. Apesar que o último capítulo foi a 87 dias.

  14. Pergunta para a dupla podcasteira Comum e Palestino Cristão:
    Caso Holy Avenger tivesse sido concebida no Japão, seria gibi ou mangá? HAHA

    Levando em conta que a terminologia possui semelhante ou aproximado sentido, e que fatores como olhos graúdos e arte em preto e branco ficam na superfície, acho que a diferença se dá mais pela liberdade narrativa. Mangás carregam muito daquela dinâmica de frame de animação/cinema, permitindo mais experimentações; outros tipos de quadrinhos como os comics não têm tanto espaço para criar algo a longo prazo. Muito disso, obviamente, originado de suas respectivas culturas, e que, no entanto, não impede que participem de outras (a descompressão é um exemplo). Os quadrinhos estão, mesmo que lentamente, “arrombando”(ui, Frederic Boilet) fronteiras a exemplo da música, por isso fica complicado definir (se é que isso é necessário).

    • Seria mangá!

      Acho que é difícil se prender a liberdade narrativa como classificação, porque isso acaba sendo característica do mercado japonês (que é maior, mais profissional e que remunera melhor os artistas, permitindo mais experimentações) do que uma característica da mídia.
      Se um dia o mercado brasileiro tiver crescido ao ponto de permitir uma grande produção de quadrinhos e, portanto, permitindo maior liberdade narrativa, passaríamos a fazer mangás?

      • Como falei anteriormente, a cultura (mercado, guerra, cinema, literatura…) de cada país moldou esses estilos, o que não impede que sejam adotados por outras culturas. Nós que já lemos um bocado de mangás na vida, se soubéssemos desenhar (tu manja? rs) e tivéssemos um pseudo Kazuhiko Torishima conosco, o que nos impediria de criar o nosso? Nesse caso a nomenclatura se torna um detalhe ínfimo.

        Não digo que a liberdade narrativa seja o único e exclusivo modo de classificar o mangá — aliás, longe de mim querer ou saber definí-lo com tanta precisão —, mas sim que age como a espinha dorsal e (talvez) o mais relevante em termos comparativos; sem se escorar em “balonismo” excessivo e, consequentemente, ficando mais solta, clara e ágil (se não fosse pela infeliz, Bleach teria terminado há uns dez anos, huehue). Muitos dos elementos expressivos que adornam o estilo ganharam forma a partir dessa caraterística.

        • “Nesse caso a nomenclatura se torna um detalhe ínfimo.”

          É a conclusão que chegamos, lol! Categorizar como mangá se tornou mais comodidade mental de catalogação do que para determinar qualquer característica de uma obra (estilo de arte, narrativa, design, abordagem).

          E o problema que vimos em usar essa (ou qualquer outra) característica que você citou (poucos balões, p.e.) para definir “mangá” é que dá pra passar dias enumerando exemplos que contrariam essa definição. E justamente por ser tão numerosa a quantidade de exceções que fica difícil de chamar de exceção, e relutamos tanto em se basear nisso para definir “mangá”.

          • Minha intenção não foi dar um veredicto sobre o significado do termo, afinal, definir somente por estética narrativa, repito, não dá, porque não é regra. Contudo, teve/tem papel essencial no mangá que conhecemos hoje, do tipo que nem as exceções (que sempre existem) conseguem apagar.

            One Piece tem setenta e uma edições até o momento, cada tomo possui cerca de duzentas páginas, o que significa que o Oda desmatou um baita bosque, concorda? Agora, o que faz uma criança, um adolescente ou um jovem – que precisa enfrentar a pressão dos Korosenseis da vida diariamente -, não perder o interesse e a paciência durante a leitura dessa odisseia borrachuda? Fluidez e clareza narrativa, do tipo que, muitas vezes, mesmo sem ler o texto sacamos o que está acontecendo (coisa que o Kishimoto, se não me engano, penou no início da carreira para aprender). Ou seja, é algo herdado do imediatismo do mercado (nunca esquecendo a grande parcela de influência cinematográfica), mas que acabou se fixando como forte característica do estilo. Algo presente tanto em obras da velha guarda by Kazuo Kamimura e/ou da Riyoko Ikeda; quanto em trabalhos intimistas, com referências underground, como é o caso do Inio Asano e/ou da Kiriko Nananan. Vários one-shots especiais, mangás de volume único e até doujinshis apresentam a mesma visão objetiva para contar histórias que uma série de longa duração.

            Blablablei demais, foi mal. Recomendo os trampos do Chris Ware o/

  15. Hum… hum… hum… manga é manga.

    Entendo o que estavam querendo dizer, mas não consigo aceitar isso. Esse negocio de feling é complicado, e me parece que no final das contas é tudo uma questão de nomenclatura. Mas, dizer que o manga é uma coisa japonesa, não seria o mesmo que falar que o rock é uma coisa, sei lá, americana?

    Acho que esse deve ser o tema mais bizarro até agora. As linhas que separam manga, de simplesmente quadrinho, são tão tênues que provavelmente fazem delas sinônimo. E justamente por isso prefiro pensar no manga como uma coisa meio indefinível, do que tentar defini-la de uma maneira simplista e errática.

    Ficou parecendo que nesse podcast faltou um pouco de conteúdo pra poder falar com propriedade, o mesmo vale pra mim. Provavelmente a origem do termo manga aqui no Brasil não tem nada a ver com os EUA, aqui o uso da palavra se deve muito mais a “moda” dos animes, e ao fenômeno que aconteceu na internet, antes mesmo dos mangas começarem a surgir oficialmente no país. Pelo menos EU ACHO.

    Os mangas, como qualquer outra mídia, tem uma linguagem e um conjunto próprio de características. Acontece que pessoalmente, não me sinto confiante o suficiente para falar a respeito, no entanto, não consigo pensar em manga apenas como quadrinho feito por japonês, ou para japonês, ou no Japão. Isso é muito pouco. Isso é muito pobre. Não é apenas isso. Tem algo a mais.

    Enfim, o programa foi bem vago, eu também. Concordo com vocês quando dizem que, o importante são boas obras. Nesse sentido, está faltando mesmo um pouco de desapego, inclusive da minha parte admito.

    Sei lá! Esse é mesmo o programa interrogação…

    Obrigado pela paciência, continuem se esforçando.

    willcav, Santo Andre – SP.

    • Mas você ficou na mesma dúvida que a gente então, lol! A gente também acabou tendo dificuldade de assimilar esse conceito de “feeling”, afinal.

      E discordo de que dizer que mangá é coisa japonesa é a mesma coisa que dizer que rock é americano. Seria a mesma coisa se eu dissesse que quadrinhos preto e branco é uma coisa japonesa, uma definição bem mais ampla. Se fosse, se mangá é tão universal assim… o que ele é? Quais os limites dele? E principalmente, precisamos desse limite?

      A discussão foi justamente tentar entender o que faz um mangá ser um mangá… e não chegamos a uma conclusão. E provavelmente não chegaríamos a uma se a discussão fosse sobre o que é rock. E concluiríamos que se denominar rockeiro e/ou alguém que apenas ouve rock seria uma limitação efêmera e desnecessariamente segregacionista.

      • Acho que mesmo assim, classificar como feito no Japão e feito para Japoneses é o termo mais adequado ao momento. Mangá não é só personagens com cabelo espetado nem olhos grandes, qualquer desenhista pode emular isso em sua obra. Porém não quer dizer que ele está fazendo um mangá, é apenas uma arte sequencial/história em quadrinhos. Sobre o feeling que o mangá passa, bem, mesmo quando é um shonen de lutinha genérico, é bem diferente de quando eu leio Homem-Aranha, contudo acho um erro considerar que todos os mangás tem um feeling de mangá ou todos os comics tem um feeling de comics, senti isso quando li Jabberwocky, me senti lendo Hellboy com uma arte similar a Sin City, e foi a mesma coisa com Snikt! do Nihei, me senti lendo um mangá e não um comic, mesmo que tenha sido publicado nos EUA.

        É por isso que ainda acho que o local de criação e distribuição é o fator mais apropriado para a definição/classificação do que é mangá.

        Existem coisas que são próprias do próprio país também, nos mangás temos os festivais escolares, haréms, trocadilhos com kanjis. Nos EUA temos os super-heróis, e no Brasil temos a Turma da Mônica. É algo tão intrínseco ao próprio país que acaba sendo difícil de outra pessoa de fora entender. Tome por exemplo Astronauta – Magnetar, o valor atribuído a um leitor nacional que sempre leu histórias do Astronauta na Turma da Mônica, será totalmente diferente de algum japônes que nunca leu TdM. Ele não entenderá o apelo do personagem, assim como muitas vezes não entendemos o chamado beijo indireto.

    • Concordo em dizer que “mangá é quadrinho feito no Japão ou para japonês” é limitado e pobre, mas a gente não chegou à conclusão de que essa é a categorização definitiva, nem que é a melhor, só que é a única que faz sentido lógico, que não fica esbarrando em mais de metade das obras que ela quer classificar. Seria uma classificação usada somente num sentido geográfico mesmo, as pessoas, teoricamente, deveriam esquecer outro tipo de conotação que a palavra carrega hoje em dia. Por isso que falei que mais fácil simplesmente abandonar o termo.

      Tentar classificar por arte, roteiro, quadrinização, fluidez ou qualquer outro aspecto técnico é literalmente impossível. Pode pegar até 3 mangás que a gente tenha recomendado aqui, dificilmente vai encontrar algum desses aspectos em comum em todos.

      E recorrer ao feeling é uma técnica muito apelativa, mas pra você ver que nem mesmo assim funciona, tem muito manga por ai que simplesmente não parece manga, ou que é extremamente debatível se ele é ou não é. E mesmo que tenha-se chegado ao consenso de que manga é uma coisa de “feeling”, a unica próxima atitude correta a se seguir é perguntar “E de onde vem esse feeling?”.

      Apesar de que a comparação com o rock realmente é algo pra fazer pensar… não sei, talvez seja mais algo de midias, musica sendo algo muito mais abstrato e menos concreto. Quando alguém me fala que algo é rock, posso nãoi saber exatamente o que é, mas certamente sei que não é axé, mas se alguém me fala que algo é mangá, não consigo tirar nenhum tipo de conclusão sobre a obra… no máximo vou pensar que é preto e branco, mas ainda assim posso estar errado.
      Além do que, musica tem muito mais sub-categorias. São pouquíssimas as bandas que não são originárias do surgimento do rock nos anos 60 (melodias simples e batidas fortes) que você classificaria como Rock and roll somente. AC/DC é hard rock, Pink Floyd é progressive, Queen é mistura de vários mas mesmo assim você consegue apontar progressive e heavy metal…

      É difícil abandonar o termo, acho ele até de certa forma reconfortante, principalmente pra mim que já li tantas obras desse nicho, mas sinceramente acho que o correto seria parar de usar mangá.

  16. Eu vi muita (nem tanto) gente falando que se devia falar “quadrinho brasileiro” e não “mangá brasileiro”, mas na real, as duas coisas significam a mesma coisa, literalmente E não literalmente. .-.
    Sem falar que quando a pessoa fala isso ela não está realmente usando um significado especifico, só falando do feel.

    Mas eu concordo que o termo quadrinho deve ser usado mais frequentemente.

    Eu pretendo fazer quadrinhos e nunca me esquentei muito com o nome, eu sei que quando eu falo pra alguém q não costuma ler nada eu falo que é quadrinho, já pra quem conhece eu falo que é mangá. Acho muito valido a pessoa dizer q faz um mangá brasileiro como modo de diferenciar o estilo, afinal uma revista da Turma da Mônica é diferente do Ledd, que também é diferente de um Astronauta Magnetar, que também é diferente da Liga da Justiça. Mas sempre considero que é tudo quadrinho antes de ser algum dos outros “estilos”.

    Mas também é válido falar de mangá como quadrinhos do Japão, então na minha opinião a diferença se dá mais no contexto e pode assumir vários significados diferentes dependendo da situação.

    Pensando no que daria esse tal feel, seria talvez um conjunto de traço (é raro o traço ser diferente o suficiente pra não parecer mangá), ser em preto e branco, ter hachuras, quadros diferentes e não consigo pensar em mais coisa então tá bom.

    Só sei que pessoalmente, costumo chamar certos quadrinhos de mangá brasileiro sim, mas não me importo de chamar de quadrinho também. Desde que tenha qualidade tá bom.
    Enfim, isso só serve pra me deixar confusa e todo mundo também.

    Mas seria bacana se todo mundo usasse o termo quadrinho.

    E eu queria que alguém me passasse um link de quadrinho francês, que eu caço faz tempo mas nunca acho. Será que tem alguém que conhece?

  17. Opa! Eu aqui, de novo. Passando só pra encher mais um pouco de linguiça.

    Ainda pensando a respeito, e ainda sem encontrar uma conclusão satisfatória. Uma coisa no meu comentário anterior que pode ter ficado sem sentido, foi quando disse que este era o programa mais bizarro. E pra mim, foi mesmo, senti que houve uma quebra de paradigmas. Provavelmente já deve ter ficado claro o quanto eu sou um entusiasta da cultura japonesa, não é uma questão de Japão superior, mas sempre me interessei pelas peculiaridades da cultura deles, do melhor ao pior.

    De maneira que pra mim, a conclusão do Estranho deveria ser a melhor possível. Mas não é. Acabei não conseguindo concordar com quase nada do que foi dito por vocês, entendo, só não concordo. Mas gosto disso.Gosto muito mais quando as pessoas falam algo que não concordo, ou não entendo, do que quando confirmam o que eu já estavam pensando.

    Assim da pra chegar bem mais longe a cerca de alguma questão.Faz muito sentido pra mim comparar manga ao rock, ambos existem a anos e ao longo do tempo tem passando por inúmeras transformações, e de quebra os dois tem um monte de subdivisões, que acaba deixando tudo mais complicado pra querer classificar.

    Concordo com “seria uma limitação efêmera e desnecessariamente segregacionista.”, é tudo quadrinho e o mais importe sempre vai ser a qualidade da obra.

    Mas, convenhamos, se não houvesse a necessidade de classificar e de entender melhor (não há, mas a gente sempre quer), não existiria o Manga². O mundo seria um lugar melhor sem divisão de gêneros, e também seria uma utopia nesse caso.

    Tratar manga como uma especie de demografia, limitando e localizando-o geograficamente no Japão, deve ser mesmo o melhor jeito. Assim simplesmente da para dizer que manga é quadrinho feito por japonês, ou para japonês, ou no Japão. Como já foi dito antes. Mas só que não, droga!

    O pior é o fato, novo pra mim, de que no Japão todo quadrinho é considerado manga… isso deixa a coisa toda mais nebulosa. Porque lá não exite uma separação, sem segregação, é como se fosse uma utopia, pelo menos pros quadrinhos.

    Eu estava pensando que, se alguém aqui quer fazer um quadrinho e chamar de manga, está tudo bem. Desde de que essa pessoa tenha certo conhecimento em relação aos mangas (tenha lido), e use algumas características básicas (qualquer uma presente em alguma obra respeitando a regra demográfica de manga = Japão), e essa seja a sua “intenção autoral”. Se a pessoa quer chamar de manga, e ainda mais que se parece com um, e dai?

    Diferente de alguém que nunca leu um manga na vida, vai fazer um quadrinho e resolve estampar na capa que é manga, apenas pra poder vender mais. Se bem que, mesmo que não tenha nada a ver com manga, se a obra for boa, não tem problema. Afinal, principalmente aqui no Brasil, não é fácil querer ganhar a vida com quadrinhos.

    E também, se for apenas um caça-níquel pra ganhar dinheiro, foda-se! Cansei de ficar divagando sobre isso…

    Quer saber? Vou é fazer um churrasco com toda essa linguiça que eu fiquei enchendo!

    Aliais, estou no mesmo barco que vocês, eu gostaria de ler mais quadrinhos alternativos de fora desse eixo Japão manga, mas também não tenho muito conhecimento. E é complicado ficar procurando por conta própria, sem o minimo de noção.

    Enfim, já chega. Adios!!

    • Pra se pensar: posso formar uma banda que toca versões em axé de clássicos do rock e dizer que o que eu faço é Rock?

      E não entendi exatamente seu ponto. Se mangá não é definido apenas geograficamente, é pelo quê então? E Só “querer” chamar de mangá e é mangá?

      • Desculpa aí entrar no meio da discussão, mas uma banda tocando versões axé de clássicos de rock com certeza faz axé, afinal é uma bendita versão axé.

        Não sei se entendi certo, mas se você tiver comparando isso com fazer mangá no Brasil isso é completamente diferente. Alguém tentar fazer um quadrinho brasileiro inspirado em mangá estaria bem mais para um brasileiro tocando rock em versão rock mesmo, ué. Não tem porque o axé entrar no meio.

        • A discussão é justamente sobre o que torna um rock rock e o que torna um mangá mangá. E meu comentário foi pensando no sentido da conclusão que tivemos.

          Se for de fato uma separação regional (que é mais ou menos a conclusão que eu e o Judeu chegamos), mesmo você querendo muito, você não poderá fazer um mangá, você apenas estará se inspirando no mangá. Ou não estará fazendo rock, estará apenas se inspirando no rock.

          Agora, se não for uma separação regional, é o que, então? Foi o que tentamos discutir no programa e nele não conseguimos achar uma outra definição palpável. E até aqui, ninguém nos comentários conseguiu definir, de fato, lol!
          E justamente por não conseguir definir, que não faz sentido categorizar de outro jeito que não o mesmo jeito que usamos para categorizar comics (quadrinho americano) ou BD (europeu).

          Mas ainda acho que a analogia de rock não se encaixa tão bem nesse contexto, mas segui a maré.

  18. E se um japonês, nascido e criado no Japão, adepto de todos os costumes de lá, viesse para o Brasil e criasse um “quadrinho”. Seria o que, mangá ou gibi ?

  19. Você pode emular a arte de um mangá convencional(olhos grandes, cabelos espetados), porém não vai ser mangá, associamos mangá a esse estilo, assim como associamos achocolatado a Nescau, é errado? Talvez, porém continuaremos a usar.

    Estou me mordendo toda hora ao ver usarem os termos geograficamente, regionalmente de maneira errada. Estamos trabalhando com o espaço, não com os conceitos de Geografia ou Região. Que infelizmente, muitas pessoas associam Geografia apenas a localização espacial ou a simples mapas.

  20. Eu nunca concordei muito com esse negócio de “mangá brasileiro”, embora eu aceite para fim de divulgação e o quanto fiel o autor é ao estilo. No MangaUpdates, esses mangás são denominados OEL (Original English Language), inclusive a antiga Tokyopop publicava esses tipos de mangá. Eu já li há muito tempo e tenho revistas de como desenhar quadrinhos e mangá e tinha aprendido 3 tipos de estilo: Europeu, que é mais realista, japonês que é bem estilizado como já estamos acostumados e o americano (HQ) que é parecido com o europeu mas com traços mais acentuados (homens mais musculosos e mulheres mais sensuais). E com o tempo, passei a conhecer outros estilos, como o coreano e chinês por exemplo. Até entendo usarem aqui essas denominações como por exemplo mangá brasileiro por em termos de quadrinhos aqui não têm um estilo definido, o que seria até interessante se tivesse, mas aqui é tudo misturado. Mas parando para pensar, é difícil termos um manhwa brasileiro, ou um manhua brasileiro, uma prova do regionalismo desse tipo de termo. Talvez quadrinho, comic ou webcomic seria um termo melhor.

    Para quem quiser conferir:http://en.wikipedia.org/wiki/Original_English-language_manga

    Eu já sentia a necessidade de me desprender mais do Japão e conhecer os estilos de desenho do mundo afora, e com esse cast essa necessidade ficou mais avivada.Eu já tinha me expandindo para as webcomics coreanas e tive/tenho ótimas experiências, como Annarasumanara, Cheese in the Trap e Tower of God. Aliás, Annnarasumanara é um exemplo de um quadrinho de verdade, pois ele é bem diferente dos demais, usa recursos de arte inovadores e é um tipo de quadrinho que você não sabe dizer bem o gênero.

  21. Eu me esqueci de dar a minha dica de quadrinho aqui, embora não tenha muitas recomendações de quadrinhos, deixo uma recomendação extremamente nostálgica aqui:
    A HQ italiana SPNA – Super Pato da Disney, dos finais dos anos 90.
    http://portallos.wordpress.com/category/quadrinhos/hq-super-pato-novas-aventuras/
    E tem também a coleção Disney de Carl Barks, dá para achar todas nesse site:
    http://www.agibiteca.com.br
    e a saga do Tio Patinhas do Don Rosa:
    http://gibileitura.blogspot.com.br/2013/06/a-saga-do-tio-patinhas-volume-1.html
    http://www.maxmangas.com.br/saga-do-tio-patinhas/
    Eu me lembro de ter lido não sei se era do Barks, acho que sim, era uma história do Donald, Zé Carioca e Panchito no Mato Grosso em busca do Eldorado, foi uma das melhores histórias em quadrinhos que já li.

  22. Talvez eu tenha exagerado na minha resposta, mas é que eu achei a comparação com axé muito estranha. Eu realmente não me importo se é chamado de mangá ou não, mas do jeito que a comparação com o rock/axé ficou me deu impressão que o exemplo seria pegar a história e personagens de um mangá e botar em algo tipo 100% HQ, e isso me soou muito estranho.

    Como já falaram aí, pode chamar também de webcomic, mas isso também engloba muitas coisas, e também exclui o que é impresso.

    • Só pra falar uma coisa que eu esqueci, eu não sei porque o termo mangá tem que ser tão cientifico assim, eu usaria tranquilamente pra descrever um manwha. Eu sei que uma pessoa que não tem costume de ler muita coisa com certeza não ia ver muita diferença.

  23. Hã… mais da onde veio esse negocio de axe…? Esquece o axe. Esquece o rock também! Eu só comecei com essa comparação porque os dois tem diversas vertentes e é difícil de achar uma definição clara pra coisa toda, mas isso não está ajudando.

    Eu entendo e concordo que a melhor definição é manga Japão, só que ainda acho que manga pode ser feito fora do Japão, oras, tenho o direito de me contradizer e de ser teimoso.

    Desculpa, mas não tem um ponto no que estava falando, estava apenas divagando.

  24. O único quadrinho diferente que não é muito main stream (tipo Maus, Habib e Persépolis) que li é Pinocchio , uma versão distorcida, sádica e trash do velho conto de fadas. A versão física possui um acabamento lindo, e a leitura é bem rápida pois quase não há diálogos. Acho que o autor é francês.

    http://www.amazon.com/Pinocchio-Winshluss/dp/086719751X

    Também tem Anti-herói americano (em inglês, American Splendor), que foi um quadrinho bem underground na época, ainda no começo da carreira do Robert Crumb, e escrito pelo Harvey Pekar, e a história é sobre o dia-a-dia do próprio (olha o Slcie of life aí de novo haha). Inclusive há o filme biografia do Pekar que é excelente.

    http://www.imdb.com/title/tt0305206/

  25. Olá Estranho e Judeu Ateu, novamente um ótimo tema e uma ótima discussão.

    Pois bem, concordo com os senhores, acho que as pessoas não devem ler mangás apenas por se nomearem mangás. Na minha opinião, alguém deve consumir sim algo porque lhe agrada, como ler quadrinhos pois gosta da forma que eles passam uma narrativa e suas características próprias, mas ao mesmo tempo deve procurar ver novos tipos de conteúdo, porque muitas vezes você acabará encontrando algo novo que passará a gostar também. Isso não só é válido de uma forma de entretenimento para outro, como de filmes para quadrinhos, mas também de nichos e tipos diferentes de narrativa dentro da mesma mídia, como quadrinhos de gêneros diferentes ou mesmo de nacionalidade diferentes. Acho que restringe as possibilidades de um indivíduo ele apenas consumir mangás e se negar a sequer dar uma olhada em HQs de outras nacionalidades, existe muita coisa boa sendo produzida no mundo todo, acho que um amante de HQs pode se “especializar” na leitura de quadrinhos de determinada nacionalidade, mas acho que sempre é bom para ele abrir seu leque de conteúdos consumindo ao menos algumas coisa de qualidade de diversas regiões do mundo.

    Porém, acho que diferenciar HQs por nacionalidade é útil em duas situações. Primeira, para estudos mais aprofundados de HQs ou formas de narrativa e cultura, pois em locais diferentes uma mesma mídia pode apresentar características diversas, como o exemplo mostrado por SCOTT McCLOUD em seu livro “Reinventando os quadrinhos”, onde a incidência de tipos de transição diferentes variam conforme o local, como por exemplo no oriente ser mais comum usar transições do tipo Aspecto-para-Aspecto que no ocidente. Mas para isso não acho necessário chamar de “mangás”, acredito que simplesmente falar HQs japonesas, coreanas ou americanas está de bom tamanho.

    Segundo, para orientar o consumidor, pois mangás são lidos de forma diferente que outras HQs, já que sua sequência de páginas e quadros são da direita para a esquerda. Todo mangá já vem com aquela instrução na primeira página, mas mesmo assim pode ser válido chamá-los de mangás em locais de venda apenas para o consumidor não tão acostumado saber que a leitura será diferente.

    Mesmo com esses fatores, acho válida o exercício de chamar mangás de HQs ou quadrinhos para criarmos o hábito de não taxar algo de bom ou ruim simplesmente por causa de sua nacionalidade.

    Agora algumas recomendações minhas de HQs não nipônicas:

    Monstros – Gustavo Duarte: É uma HQ brasileira muito legal, feita sem usar nenhuma fala sequer, além disso, gosto muito do estilo de arte do Gustavo Duarte.

    Três Sombras – Cyril Pedrosa: É uma HQ francesa, mas você encontra em português em livrarias grandes, como Fnac e Saraiva. Um amigo meu me emprestou ela na semana passada, ainda não li tudo, mas até onde cheguei é MUITO foda, especialmente a arte, sério, joguem no google para vocês verem alguns quadros.

    É isso, abraço o

    PS: Eu havia enviado uma recomendação por áudio de uma HQ não japonesa há algumas semanas, vocês receberam? Queria saber pois vai que a internet cai na hora de enviar ou o e-mail cai como spam, sei lá kkk…

    • No começo, no mercado americano, eles trocavam a ordem dos quadros dos mangás para se adequar ao gosto dos americanos, devia dar muito trabalho, então pararam.

      Apenas deixando recomendações sem diálogos: O Número 73304-23-4153-6-96-8, e um conjunto de tiras chamado The Bus do Paul Kirchner, esse brincando com os quadrinhos, vale MUITO a pena.

      Agora para misturar tudo de uma vez, recomendo também a HQ Wolverine – Saudade, que é de um herói canadense, que vive nos EUA, onde a história se passa no Nordeste Brasileiro, e os autores são franceses.

      • Se não me engano eles também pararam porque tanto várias autores quanto leitores reclamava, que não devia mudar a ordem e tal. Acho que inclusive o Akira Toriyama foi um que demorou para ter suas obras lançadas no ocidente por conta disso, pelo que ouvi ele proibia que fizessem isso com seus trabalhos.

  26. Fiquei surpreso quando vi o título do programa, achei que algo com essa temática já tinha sido feito há muito.

    Enfim, foi um bom programa que se beneficiou do embalo do último (que pra mim não foi O MELHOR, mas que está sim, entre o melhores).

    Sobre o assunto em si, no começo do programa me peguei organizando a definição de “mangá” mentalmente: porque não quadrinhos com estilo de desenho em mangá (que seria tudo que viesse do Japão)? Viajei muito ou apenas reproduzi apenas algo que vocês já tinham concluído no programa sem eu perceber?

    De todo modo, concordo que logo, logo teremos que nos desapegar desse termo, mesmo porque eu acho que acaba forçando uma segregação que só trás malefícios para mangá enquanto mídia.

    Finalmente, o fato de olhar para um quadrinho qualquer e ter um feeling de aquilo foi feito no “estilo mangá”, mesmo que não tenha nenhuma relação com o Japão, é recorrente em meu dia a dia. Já comprei várias coisas simplesmente porque me lembravam alguma coisa que já tinha visto antes nos mangás. Seja estilo de narrativa, estética ou traço.

    Um abraço.

  27. E aproveitando o embalo do programa, olha a definição dada a quadrinhos de uma maneira geral naquele livro que comentei com você no twitter (Quadrinhos em Ação):

    “Pode-se chamar de história em quadrinhos, quadrinhos, comics, gibi, banda desenhada, fumetti ou mangá. O nome não importa, o que vale é o espírito da coisa: imaginação traduzida visualmente para encantar e apaixonar gerações.”

    Um tanto romântico, não?

    Lembrando que essa é uma publicação brasileira de 1997, quando nem mangá existia direito no nosso país.

  28. Algumas sugestões de HQs:

    Inglesa – Do Inferno (Alan Moore);
    Francesa – Odin http://ndrangheta-br.blogspot.com.br/search?q=odin&x=0&y=0
    EUA – Habibi, Y o Último Homem e Asterios Polyp (essa última é sensacional)
    Nacional – Daytripper e Terapia (online) http://petisco.org/terapia/2011/05/terapia-pag-01/

    outra HQ online que vale conhecer a iniciativa é Private Eye – http://panelsyndicate.com/

    sempre posto o que estou lendo no meu tweeter, se quiserem dar uma olhada: https://twitter.com/ReginaldoYeoman

    • R.Yeoman,

      descobri Private Eye pela indicação do JCast (em um Knurdreport) mas ainda não a li. Ela tem alguma valia?

      KING! do Blog Filmes do Pato Morto ETERNAMENTE ITs ALIVE!

  29. Olá!

    Outro tema tão abrangente que torna a discussão muito ilustrativa, com bons exemplos do que é do que não é (apesar das diversas áreas cinzentas).

    Quando comecei a ler mangás o primeiro ponto marcante na qualificação do que o é ou não mangá foi a própria estética, com traços estilizados, o preto-e-branco, a leitura invertida. Contudo depois de alguns anos de leituras, defino de forma abrangente – minimizando erros e possíveis esquecimentos – que mangá é qualquer arte gráfica baseada em aspectos culturais japoneses, seja pela forma gráfica, estética, conceitual e temática, produzida e comercializada no Japão visando o público local.

    KING! do Blog Filmes do Pato Morto ETERNAMENTE ITs ALIVE!

    • E uma sugestão de uma revista da Conrad,

      “Prontuário 666 – Os Anos de Cárcere de Zé do Caixão”, que foca nos 40 anos em que o mítico Zé do caixão passou na prisão.

      KING!

  30. O mais engraçado de tudo foi terem feito “Por que mangás?” antes do “O que é mangá?”!

    Eu fico com a definição que o Estranho deu de que mangá e um quadrinho “Feito por japoneses ou para japoneses ou no Japão”.

    Seguindo essa linha de pensamento, quando o Judeu perguntou se ele poderia fazer um mangá no Brasil, ou se ele resolvesse desenhar uma história em quadrinhos, o que seria? Eu acho que seria o seguinte:

    1) Se ela for feita com o intuito de publicação, vale onde for publicada. Se tu conseguires publicar no Japão, é mangá. No teu caso seria o unico jeito de se fazer um mangá, publicando lá.

    2) Se ela for feita apenas como algo casual, sem ser posta à venda/publicação, só pra massagear o ego ou como forma de expressão artística pessoal, deve-se analisar o “background” e a visão de mundo do autor. Exemplo prático: No teu caso, Judeu, pelo que eu lembre, tu moraste em Israel.

    Se essa experiência tiver sido o bastante para acrescentar à tua visão de mundo, algo como se tu possuir ao mesmo tempo convivência e entendimento suficientes da sociedade israelense (e é aqui que entra o subjetivismo), tua obra poderia ser tanto um “gibi” ou um “quadrinho israelense” (tem nome pra isso?). O que ia decidir qual das duas seria, é a questão do “é feito pra quem?”. Acho que um outro exemplo poderia ser o Fabio Sakuda, quem sabe, ele já morou no Japão, e provavelmente deve possuir tanto convivência quanto entendimento da sociedade japonesa suficientes, o que o qualificaria para fazer um Mangá, mesmo no Brasil.

    Mas lembrando que isso é bastante subjetivo: experiência de vida, convivência e conhecimento/compreensão não são coisas quantitativas.

    Agora uma duvida conceitual. Os seguintes termos para histórias em quadrinhos foram apontados no poadcast. Comic (americano), Mangá (japonês), Quadrinho/Gibi (Brasil), Bande-Dessinée (europeu). Há algum nome na tentativa de agrupar todos esses gêneros? Eu achava que Graphic Novel seria o nome que abrangesse tudo isso, se não for o caso, então o que seria uma Graphic Novel?

    (P.S.: Corrijam as minhas tentativas de conjugação de verbos na segunda pessoa do singular, por favor)

  31. Encontrei o site de vocês por acaso e resolvi começar a acompanhar a partir do podcast 100. Logo vcs comentaram vários e fiquei curioso gostei muito dos podcast. Vou tentar ouvi todos. Muito bom seus podcast, concordo com o lance da nacionalidade. Mangá é único e agente só sabe que é mangá.

    Muito obrigado esse Podcasts tirou muitas dúvidas que eu tinha!

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