Mangá² #62 – Mercado Nacional de Mangás

Sejam novamente bem vindo ao episódio Freud do Mangá², o podcast catapulta para a fama.

O Mangá² recebe pela primeira vez dois convidados de uma só vez. E o melhor: desta vez especialistas de verdade no assunto! Para conversarmos sobre o mercado nacional de mangás, chamamos Fábio Sakuda, do XIL (e que também trabalha pra editora NewPop) e Leonardo Kitsune, do Video Quest (também da editora JBC)!

Neste programa, saiba tudo aquilo que você não sabia sobre o funcionamento do mercado editorial brasileiro. Cobrimos desde o processo de escolha de títulos, até negociações com os Japoneses, qualidade dos produtos, como se forma o preço de capa dos mangás brasileiros e quem de fato compra mangás. Este é o podcast definitivo sobre o tema!

E a recomendação da semana é por conta do Fábio Sakuda (já que o Kitsune já havia recomendado duas vezes), e desta vez ele nos traz o quadrinho de um brother dos convidados.

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Links Comentados

Post que o Estranho não lembrava ter sido feito pelo Fábio Sakuda

Cronologia do episódio

(00:00:25) Discussão Semanal – Mercado Nacional de Mangás

(01:12:00) Leitura de Emails

(01:36:20) Recomendação da Semana – Combo Rangers – Somos Heróis

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

72 Respostas para “Mangá² #62 – Mercado Nacional de Mangás

  1. Ótimo cast, dos melhores, explicou muitas coisas, algumas que até davam pra ser deduzidas, mas que ainda assim são interessantes. Mas tem algo que poderia ter sido comentado mais aprofundadamente que é o fato de não ter muita divulgação dos mangás fora do nicho específico, não apenas colocando mais exemplares dele nas bancas, e sim divulgando mesmo. Por exemplo, se divulgassem mais Kekkaishi, ou uma divulgação boa e não apenas um poster aqui ou lá como na época do lançamento de Kekaishi, ele teria uma venda maior. Acho que a publicidade(procurei uma palavra melhor mas não me veio à mente) deveria ser maior, sempre claro voltando pro público alvo daquele mangá. Não veio palavra melhor que “divulgar”, por isso usei essa palavra, mas acho que deu pra entender, né?
    E Sakuda, é bem provável que no fim de Usagi as vendas caiam muito, muito mesmo. Os últimos volumes são extremamente odiados, até mesmo por mim, embora eu provavelmente vá comprar mesmo não gostando desses últimos volumes.
    E o que vocês falaram de que quem lê muito blog não compra, to fugindo dessa regra. Da JBC, compro uns 8 títulos mensais, da panini é aleatório, já que depende do que ela lança, mas é por aí também. Quando a Nova Sampa lança Oldboy e Hitman, também compro. Quando a New Pop lança coisa do Tezuka ou alguns outros, também compro. Claro, quando dá, o que não acontece com frequência, hahaha.
    E sim, JoJo ficou muito bem adaptado, pegou a essência do mangá muito bem.

    Pro cara que queria mangá estilo rpg, tem 1/2 Prince, que na verdade é chinês, mas é bonzinho e tá sendo lançado mensalmente +-. Tem também The Gamer, que é uma webtoon que tá no seu 2 capítulo ainda, e pelo jeito vai seguir mais um caminho rpg like do que um estilo DICE. São os que eu me lembro, agora.

    Foi mal pelo wall of text, btw.

    • “Os últimos volumes são extremamente odiados, até mesmo por mim, embora eu provavelmente vá comprar mesmo não gostando desses últimos volumes.”

      Nem sempre. A Young Ace que publica N.G. Evangelion há anos, publicaram em Julho o último capítulo e rapidamente foram esgotadas. Não se encontrava a revista em lugar nenhum, depois vieram reimpressões.

      Já no volume fechado, parece que não lancaram ainda mas creio eu que a curva de vendas, tende a subir. Entretanto, Evangelion é um caso especial que não precisam explicações.

    • “(…) é bem provável que no fim de Usagi as vendas caiam muito, muito mesmo”

      Cai nada, vai vender bem, todo mundo vai comprar, senão a gente não libera o XXXXXXX que todo mundo acha que nunca sairia no Brasil mas que já tá até sendo traduzido. Olhaí, hein? Se não vender os últimos volumes de Usagi Drop, fodeu!

  2. Parabéns pelo cast, ser mais longo e com mais convidados foi ótimo! Conseguiu me entreter por um bom tempo no trabalho (apesar de dar mais trabalho para o Estranho na hora de editar kkk). Gostei muito do tema, o qual esclareceu várias dúvidas que eu tinha e várias outras que eu nem havia pensado antes. Depois elaboro um comentário legal sobre o cast o

    • Olha esse cara, adentrando aos fundos do hipercool haha REindico tal indicação e também faço algumas indicações : Ring X Mama (LOL) pelo bullshit e o famosinho Nozoki Ana, este último tem uma pegada um pouco diferente (pelo que eu sei) dos hentais convencionais .

      • ringxmama é bem divertico ta mais ate pra uma comedia ,ja nozoki ana nem considero como hentai e pegada do mangá é totalmente diferente

  3. Muito produtivo o podcast.

    Realmente os impostos aqui no país são abusivos, só completando o que foi falado sobre outros meios de importação e impressão que foi comentado no programa.

    Já trabalhei fazendo freela na Editora Moderna, na área dos livros didáticos, aqueles usados nas escolas, de diversas matérias, pois bem, eles participam de um programa do governo que vai julgar se o livro pode ser vendido para as escolas ou não, sendo assim acaba tendo um bom tempo para a versão final de venda ser impressa.
    Por isso os livros são impressos na China e diagramados na Índia, tudo isso para baratear o custo da obra.
    Para pequenas impressões, para mudanças pontuais a editora tinha algumas maquinas para fazer impressão na própria sede.

    Hoje trabalho na Escala Educacional/Lafonte, a editora possui uma das principais gráficas país, tem um maquina exclusiva de impressão lá, então muita coisa é impressa aqui, até mesmo de outras editoras, como Abril e acho que a Panini, pois todo mundo me fala que lá está cheio de mangá. Mas mesmo os livros de capa dura ou com pop-ups são impressos em Hong-Kong e chagam de navio.

    Algo muito interessante que aconteceu recentemente com os Hqs foi a parceria Panini-Salvat, para lançar quadrinhos de capa dura e acabamento de luxo a R$29,90.
    Foi lançado no começo do ano 4 edições dela no nordeste do país, como teste e deu certo, agora a coleção toda está sendo lançada em São Paulo, aparentemente apenas em São Paulo. A qualidade do produto está incrível pelo preço, já que geralmente eles custam R$ 80,00

    Só por curiosidade, fora do país existe a venda de mangás sobre demanda. Fazendo pesquisas pro projeto que comentei via e-mail com o estranhow, descobri que no Chile acontece regularmente isso de obras traduzidas, sem edição na capa que são vendidas sobre demanda, segue o link para curiosidade: https://www.facebook.com/mangachile

  4. Um dos melhores casts em algum tempo, esclareceu muita coisa e só senti uma falta de uma sessão de perguntas. Só queria citar que achei estranho essa política de segurar os títulos da Newpop, e queria questionar sobre Hansel e Grettel e também Helena(http://www.studio.seasons.nom.br/newpop/helena/amostras.htm) que mesmo sendo nacional, até agora nada.
    Das editoras que citaram no cast, fiquei feliz em saber que a Kadokawa não foi citada, e que em algum futuro, posso poder ler o mangá de Fate/Zero(muito improvável isso aparecer aqui).

    Sobre o futuro mangá enquadradro, eu já li dois títulos dos autores(um casal de irmãos), Kami no Kodomo que é um dos citados, e o outro eu não sei se li o mesmo que foi citado, porém não entendi bulhufas e adoraria ver um enquadrado dele.
    Kami no Kodomo
    http://www.mangaupdates.com/series.html?id=50759

    Kono Sekai no Owari e no Tabi
    http://www.mangaupdates.com/series.html?id=309

    • Desses autores eu já li esse ‘Kono Sekai no Owari e no Tabi’ e o ‘Kokoro no Kanashimi’. Cara, também fiquei boiando em alguns pontos, ambas são bem experimentais pelo que percebi e dariam sim bons mangas enquadrados

    • Material nacional depende de produção, Lemos. E como nenhum artista vive de quadrinhos ainda, precisamos ser pacientes e esperar eles terminarem. Mas vai por mim, tá ficando muito bão! Ah, e inclua um meu, o Dead Zone! Esse ai você compra dois e dá cinco de presente, ok?

      • Bom saber, é que nesse ano, Helena do Machado de Assis, é um dos livros que vão ser usados no vestibular da UFSC, acho que se terminassem a história antes, e lançassem, poderia ter um grande público.

        Já que você está na produção de Dead Zone, queria saber o motivo de ter sido escolhido japoneses e não brasileiros para os personagens? É mais fácil retratar japoneses a brasileiros em histórias em quadrinhos?

  5. De longe um dos melhores podcasts que já fizeram, bem explicativo sobre o mercado de mangas.
    Uma pergunta pra vcs, Kitsume e Fabio.
    Não seria viável fazer um modelo de pré-venda ?
    um exemplo que acontece no japão, quando os mangas vem com uma edição com OVAS é bem comum as pessoas encomendarem esse versão especial com o Ova e produzirem o numero de dvds que foram encomendados.
    Não seria possível fazer isso com mangas ?

    por exemplo JBC fala tamos pensando em fazer Jojo e poe uma encomenda do tipo que se não atingir um numero mínimo de assinaturas é cancelado e ponto final.

    se o publico responder e comprar blz vai pra frente o projeto se não cancela e devolve o dinheiro de quem tinha pagado.

    Não seria essa uma alternativa pra se trazer novos títulos ? e ao mesmo tempo ver como que anda o interrese do publico ?

      • tem esse lado mesmo, mais sei la não teria como fazer tipo uma sondagem com as editoras la no japão do preço ? não sei como que funciona. + digamos que a jbc vai no japao e sonda o preço de um manga, fazem os cálculos de quanto que precisão venderpara ter lucro e ser um negocio viável, exemplo 10mil unidades por volume. e dai entra a ideia que dei. antes de fechar o negocio, tenta
        conseguir 10mil assinaturas, não seria um jeito de garantir o manga ?

        não sei como é os bastidores, mais pra min faria sentido isso.
        Seria um jeito dos faz conseguirem o manga que querem e as editoras o lucro delas.

    • Até acho viável, tem como fazer. Problema é só montar a logística disso tudo, mas vale um teste. Crowdfunding é praticamente isso aí e até que deu certo, mercado americano usa bastante o sistema de pedido… Mas vai por mim, aqui no Brasil isso dá tanta dor de cabeça que eu quero conhecer o mago que vai conseguir viabilizar um sistema desses.

      • Sabe que eu já tive essa ideia de negócio, né? Fazer tipo um crowdfunding de quadrinhos que licencia conforme demanda. Seria um modelo de negócio totalmente novo.

        Acho que é uma ideia boa, particularmente, e acho que o maior impedimento é conseguir provar que esse modelo traria resultados diretos. Particularmente, consigo ver um mundo em que isso funciona, mas o foda é convencer os japas a arriscarem em um método de vendas totalmente diferente do que estão acostumados.

      • Cara, se a Conexão Nanquim não conseguiu levantar os 10 mil necessários para tocar o projeto, calcule trazer uma licença, entre MUITAS ASPAS, não tão famosa para tentar vender aqui.
        Já que as principais uma hora ou outra virão, sem auxílio de Crowdfunding.

      • Pior que acho que não seria tão inviável assim não, o site de crowdfunding brasileiro Catarse tem muitos projetos de HQs que conseguem levantar a grana e serem lançados, tudo bem que são projetos independentes, mas mesmo assim, pense em como uma obra popular como Jojo não conseguiria arrecadar. Além disso, não seria necessário fazer isso com todo volume, faça no primeiro, com isso já dá para saber quantas pessoas estão dispostas a gastar dinheiro com aquele título, ai já dá para ver se será mais ou menos um negócio viável ou não a médio prazo.

  6. Caras pelo amor de deus não chamem o Urso pro podcast 69!! Além de eu não gostar do cara e das opiniões dele, acredito que o Rubio traria muito mais para o podcast. O cara entende bem do assunto e da pra fazer um podcast falando “seriamente” do mesmo. Além disso acho que o podcast funciona melhor com 3 pessoas apenas, nesse episódio por exemplo o Judeu não falou praticamente nada.

    Enfim voto para que o episódio 69 seja mesmo de hentais pois é um assunto bem interessante e visto com muito preconceito por muitas pessoas, então seria bacana mostrar mais desse universo, ainda mais que eu já mandei recomendações de um full hentai e uns borderline hentai pro podcast, então as chances dele irem pro programa aumentam um pouco hahaha

    Ah e pra puxar mais um pouco a sardinha pro lado do Rubio aqui tem uma série de posts que ele fez pro dia dos namorados no blog dele que achei bem bacana e já até mandei meus parabéns pelo twitter.
    http://omniaundique.wordpress.com/2013/06/15/semana-dos-nahentaimorados-parte-final/

    • de fato hentai é algo visto ainda com muito preconceito mesmo dentro do nicho dos otakus ,mas meu maior problema com isso e a generalização que fazem do hentai ,como se todo hentai fosse bizarro com tentaculos e pedofilia

      • Hentai é um gênero zuadaço msm, não tem muito como defende-lo não, meus amigos. O único que assisti que era legal, foi o ova A Lenda do Demônio, ou no seu nome original, e que ninguém usa, Choujin Densetsu Urotsukidoji, que nem era bom pelo hentai contido nele, mas mais msm, pela istória que era boa. Tinha umas lutas animais, e tal.
        E é o que tenho a acrescentar sobre este assunto. (E o Urso é legal sim! O Kitsune é que esta se tornando, a cada VQ que passa, mais e mais um ranzinza. Zuera Kitsune
        bem… mais ou menos…)

        Meu cagaço com novos lançamentos, é com um possível cancelamento. Sei que é foda isso para vocês, já que dependem das vendas para continuar com a publicação, mas não consigo pensar no lado de vocês e só compro com o lançamento dos volumes concluído. Vejam o meu lado, tenho Naisicaä em casa.

        Vou fazer coro com o pessoal e dizer que foi um dos melhores podcasts de vocês, parabéns aí. Gosto bastante da participação do Kitsune e do Sakuda, quando eles resolvem aparecem por aqui – cool!

        Parabéns mais uma vez, e até mais.

  7. Só uma pergunta pro Fábio Sakuda: pq a NewPop não lança mais light novels? Gostei bastante quando lançaram a de Resident Evil e tem muitas light novels boas. É isso, obg.. 🙂

    • Não exatamente light novel, mas saiu 1 Litro de Lágrimas, um livro japa muito foda, triste de doer, sério mesmo, revisei aquilo em etapas, precisava enxugar as lágrimas. E tem os de Gravitation, se você quer YAOI.

      Mas a editora fechou uns trampos legais de light novel e livros. Tem pelo menos uma série que vai fazer barulho, outra que os fãs de LN vão comprar com certeza e uma série de livro de um game muito legal!

      Ah, e o Resident, tiraram os direitos na base da carteirada, vai sair por outra editora a continuação.

      • Série que vai fazer barulho… Espero que não seja uma certa série… De certo jogo… Que você morre… >.>

      • Quanto mistério, queria saber qual é essa série que fará barulho. Não custa sonhar em ser um Fate/Zero, que mesmo após estar lendo, eu compraria na hora. Já a série de livro de um game, se for a adaptação de um jogo para livro, eu acho totalmente dispensável, são os caçaníqueis que sempre chegam nas livrarias e tem um público monstruoso, eu não leio, porém quem lê, ao menos deveria tentar conhecer a obra original.

  8. Kitsune, não sei se você tem esses dados, mas perguntas não custa nada né: tem alguma chance de mais mangás de mistério/terror chegarem por aqui? (eu particularmente gosto muito do gênero e fiquei surpreso de como Another vendeu bem, sem falar que Psychic Detective Yakumo também vende bem, segundo a Panini).

    Já que a JBC é uma das “favoritas” da Kodansha e Shueisha no Brasil, será que não teria chance de lançar Tantei Gakuen Q, Majin Tantei Nougami Neuro ou uma edição tanko de XXXHolic?

  9. Agora que eu descobri como baixar os podcasts automaticamente no iPad/iPhone pelo mangasundergrounds.wordpress.com/feed vou escutar tudo o que sair por aqui hauahauauaa

    No mais, curti pra caramba o podcast. Foi bem informativo, e eu ri bastante também xD

    Ps: cara, eu vi o anime de Kekkaishi e eu curti PRA CARAMBA, mas eu não acho pra comprar, aí o problema.

  10. Ps2: Vou continuar a comprar Monster e vou dropar 20th Century Boys, gostei mais do primeiro hauahauaau

  11. Que podcast mais editorial esse.
    Ficou bem divertido.

    Na hora que eu vi o título e a imagem dos Combo Ranger por um segundo pensei que vocês iam falar de quadrinhos nacionais mesmo, mas aí eu lembrei que provavelmente seria bastidores mesmo.

    Na hora que falaram do cara que queria ler um mangá de rpg a primeira coisa que me veio na cabeça foi uma webcomic chamada Order of the Stick, que é muito boa mesmo, mas não é mangá. Alias, a história se passa num universo mais rpg de mesa (que eu nunca joguei) do que de jogos, mas como um rpg é baseado no outro eu acho bem fácil de entender e deduzir as coisas.

  12. Um dos melhores programas, lembrou até o ToCast, pela duração e quantidade de gente. Eu poderia pedir mais programas assim, mas sei que é difícil, pelo mesmo motivo do ToCast. Enfim, foi bastante informativo e esclarecedor, além de, como sempre, escolherem bem os convidados. Não tenho tantas opiniões sobre o tema, já que não sou o maior manjador do assunto e por ser um programa meno opinativo. Apenas estou esperando que ouçam o Estranho e alguma das editoras lance Music of Marie logo.

  13. Gostei, esse podcast foi especialmente divertido, e acrescentou em muito pra mim.

    Não consigo pensar em nada relevante pra dizer. Então vou só pontuar algumas coisas.

    Quanto ao fato das editoras precisarem imprimir o dobro do que elas pretendem vender, acho que é isso que chamam de “risco Brasil”. É uma coisa que afeta todas as atividades empresarias daqui, da burrocracia e total falta de infraestrutura do país a cultura alienada do brasileiro, só consigo pensar nisso como uma pena. Pois o contrario seria como um circulo virtuoso, se não tivesse esse gasto extra os mangas poderiam ser bem mais baratos, o que faria com que mais gente pudesse comprar, que acabaria barateando ainda mais e… a vida é dura.

    Ainda na bizarrice do mercado nacional, eu talvez tenha uma ideia, ou pelo menos tenho uma teoria a respeito dos números que desaparecem misteriosamente. Por diversas vezes já vi gente chegando na banca, olhando pra um manga qualquer e soltando um “Ah! Esse aqui parece bom.”, comprando sem mais nem menos. Deve ter alguma coisa na capa desses volumes, ou ainda no conteúdo, que chame a atenção das pessoas, fazendo com que estes números específicos vendam mais. De pessoas que não conhecem manga, nunca compraram e nunca vão voltar a comprar de novo.

    Outra coisa que pode parecer bizarra, mas que parando pra pensar talvez não seja, K-On!. É claro que sua natureza está no nicho, mas basta olhar pro fenômeno que foi no Japão que não fica tão difícil de imaginar ele atingindo o grande publico por aqui também. Independente da qualidade, se você tentar pensar além da logica dos “especialistas”, faz sentido este tipo de manga ter certo apelo popular.

    Tem a pegada daquelas historias infanto-juvenis da Disney. Consigo imaginar K-On! como o oposto natural de Sailor Moon, historia feita para garotinhas e adotada por otakus pervertidos, as tirinhas do Kakifly foram feitas pra pervertidos fetichistas e adotada por garotinhas (!?). Do caso contrario não podeira ter vendido tanto, nem lá e muto menos aqui. O que, diga-se de passagem, isso sim é bizarro.

    No caso da ideia de colocar algum tipo de marcação indicando a quantidade de volumes, nos mangas de curta duração, sou totalmente a favor. Inclusive isso acontecia antigamente, não sei porque não tem mais, mesmo hoje em dia eu ainda costumo comprar muita coisa as escuras nas bancas e ai ajudar se tivesse esse tipo de informação em algum lugar.

    Por fim, gostaria de fazer uma pergunta pros convidados, a respeito do plano de marketing das editoras. Como é feita a divulgação, a propagando dos produtos? E como exatamente é pensado o marketing dos mangas? Pelo menos pra mim isso não ficou muito claro.

    Acho que é isso, obrigado pela paciência, continuem com todo o esforço. Pros convidados, posso dizer apenas que o manga ainda tem um longo caminho pela frente no Brasil, mas em vista do que era antes já avançou muito.

    willcav, Santo Andre -SP.

  14. Fiquei com uma dúvida, o Sakuda mencionou que a Newpop não trabalhar com shueisha, kodansha etc. Mas eles estão lançando Gate 7 q tem selo Jump, certo?? Obras do Clamp tem algum tipo de licensa diferente?

  15. Eu não sou muito de comentar, mas faço questão de elogiar o programa de vocês, pois para mim, é o único Podcast onde os assuntos são abordados de forma bem pautada, sem serem superficiais.

    Quanto ao tema, não entendo porquê só a JBC utiliza o sistema de assinaturas para seus mangás, entendo que seu uso traz benefícios tanto para as empresas, garantido receitas antecipadas e menor custo logístico, quanto para o seus leitores, pela comodidade.

  16. Esse programa me esclareceu muita coisa que eu não sabia, como a logística da distribuição de mangás. Pelo menos em Brasília os lugares que são os melhores lugares para comprar mangás são nas duas livrarias culturas daqui.
    O meu sonho era ter um mercado forte de mangás em formato digital como na Amazon e na Kobo, mas para ver os mangás seria necessário um tablet de 8-10 polegadas e um app visualizador que suportasse melhor visualização de mangás, ou até mesmo um e-reader de 7 polegadas. Eu tenho até um aplicativo que converte o mangá para formato Kindle e vira as páginas duplas, mas isso vou mostrar em breve em um post no meu blog. O que estava querendo era um tipo de Shonen Jump Alpha ou digital no Brasil (Algo no formato parecido com o Netflix).
    O caso mais conhecido de um mangá nacional que foi promovido por crowdfunding foi o Tools Challenge do Max Andrade, que tem a versão digital que dá para ler no site e a versão impressa à venda, talvez esse seja o meio mais eficiente principalmente para mangás nacionais.
    Em relação as recomendações de mangás de RPG para o Naraki, o primeiro que vem a minha mente é BTOOOM! (tanto o mangá como o anime). Também tem os animes mais conhecidos Sword Art Online e Accel World, embora as novels que são as originais são bem melhores. Para o lado underground da coisa, recomendo a novel The Legendary Moonlight Sculptor – http://www.mangaupdates.com/series.html?id=59588 – que é uma novel coreana bem hard de ler, pois não tem imagens, apenas texto e umas telas feitas em ASCII, ou até mesmo o Tower of God, que embora não seja bem RPG mas tem uma pegada bem parecida.
    E para mim, eu considero Monster e 20th Century Boys no mesmo nível, embora eu não tenha gostado muito do final de Monster. E Usagi Drop é um coming of age que é realmente bom mais do começo até o meio.

  17. Eu acho que os mangás no Brasil tem muito a crescer, hoje o mercado Brasileiro ainda tem como seu principal ponto de vendas os grandes shonens.
    Fora os grandes preconceitos que as editoras tem com mangás de esporte e o medo que elas tem de trazer databooks e artbooks

  18. Pingback: VQ News - Sancanime, Mighty Nº 9 e Ataque dos Titãs·

  19. Esse podcast ficou muito instrutivo. Diversas dúvidas que eu tinha foram esclarecidas. Ótimo trabalho.

  20. Ótimo podcast! (sim só terminei de escutar ele hoje, me processe)

    Esse tema é extremamente pertinente pra quem é fã (de verdade) de mangás no Brasil. E quando digo “de verdade” é aquele que mesmo lendo o mangá pelos scans, compra a obra traduzida quando é lançada por aqui.

    Pra mim, que sou colecionador de mangás, é muito importante ter noção de como o mercado funciona e como eu posso ajudar pra mantê-lo vivo.

    Um abraço.

  21. Pingback: Mangá² #106 – Mercado Nacional de Mangás 2 – Mitos | AoQuadrado²·

    • O link funcionou normalmente aqui. Tente limpar o cache.
      Os podcasts são upados diretamente no wordpress, então em 99% das vezes, se o blog está on, o podcast está on também.

      • Agora consegui baixar. Deve ter sido problema aqui mesmo (meu firefox anda meio instável). Desculpa o incomodo, Estranho rs.

  22. Pingback: Mangá² #142 – Mercado Nacional de Mangás 3: O que falta melhorar? | AoQuadrado²·

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