Mangá² #61 – Adaptações

Sejam novamente bem vindo ao episódio Bob Dylan do Mangá², o podcast que eu acho que já foi publicado no brasil, não?

Na discussão semanal deste episódio do Mangá ao Quadrado discutimos adaptações DE mangás e PARA mangás. O que os mangás mode acrescentar quando tenta adaptar obras e outras mídias? É possível ser autoral numa adaptação? Por que mangás adaptados de animes ficam tão pobres? Um programa cheio de questionamentos e praticamente nenhuma conclusão, um clássico!

E na recomendação da semana, um shoujo super-recomendado sobre bullying.

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Post sobre adaptações para mangá

Cronologia do episódio

(00:20) Discussão Semanal – Adaptações

(24:50) Leitura de Emails

(44:00) Recomendação da Semana – Vitamin

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12 Respostas para “Mangá² #61 – Adaptações

  1. Fui no MU caçar Vitamin e deparei-me com um one-shot de putaria e um manhwa de 16 volumes, de uma garota egocêntrica no ensino médio. Mas depois encontrei a obra no mangatraders

  2. Apenas passando para dar uma Errata:
    Segundo Google Tradutor, Annarasumanara significa “Algum outro Libertador em Islandês”.
    No mais, é isso.

    • Mas olha, eu diria que é coincidência isso, ein? Porque todo lugar que achei falou que o autor simplesmente inventou essa expressão.
      Mas fica aí a curiosidade.

  3. eu acredito o seguinte ,adaptações são necessarias e eventualmente mudanças podem ocorrer na trasposição de midias ,mas deve se ter um minimo de respeito com a obra original ,pois não vejo o sentido de por exemplo pegar um livro e fazer um filme onde a unica coisa em comun é o nome dos personagens e o titulo ,como no caso de dragon ball evolution
    no meu caso não tenho paciencia pra ler light novels ,mas se a mesma tiver uma adaptação pra anime ou mangá com certeza verei ,da mesma forma que tem gente que não gosta de ler mangás é bom ter adaptações de anime ,pois permite que um publico muito maior conheça a obra mesmo que por outras midias

    mas no caso de animes receberem adaptação para mangá acho meio desnecessario ,por que pelo menos pra min considero um regreção da midia (não estou dizendo que anime é melhor que mangá ok)a não ser que seja pra esplorar algo a mais que foi deixado de lado no anime

    e é impresão minha ou vocês tem um certo preconceito com animes?
    se não recomendo aqui um anime muito bom que possui apenas um unico episodio Hoshi no Koe

    • O Judeu nem tanto, mas eu sim tenho um pouco de preconceito com animes. De uma forma geral, é difícil achar algum que saiba seguir um ritmo interessante pra mim em seus episódios; são 20 minutos que parecem horas. Diferentemente de Breaking Bad, por exemplo, que é basicamente o mesmo formato de publicação (série televisiva) mas que utiliza seu ritmo de forma muito mais interessante. Animes tem potencial para fazer coisas nessa qualidade, mas nunca me deparei com algo assim, e por isso tenho preconceito.
      Mas já ouvi falar bem de Hoshi no Koe, um dia dou uma chance.

      • entendo , de fato muitos animes tem um ritmo muito ruin de se seguir devido ao fato ,de ter que colocar encheção de linguiça em todo santo episodio pra completar os 20 minutos ,isso é bem comun em adaptações do mangá pro anime
        mas se você tem problema com isso a solução ao meu ver é assistir a animes independentes ,pois já que eles foram feitos direto pra essa midia anime eles tem um ritmo muito bom
        como psycopas

  4. Eles preferem adaptação e remakes, pois uma franquia estabelecida da muito mais dinheiro mesmo, já uma obra original, se não tiver um nome de peso, acaba tendo até dificuldade para arrecadar grana pra fazer o filme.
    No Pacifc Rim, os americanos criticaram muito que falto um ator de peso para incentivar os americanos a irem ao cinema.

    O Omelete tem alguns videocasts que abordam esse tema de forma legal.

    Os animes acho que além do lado comercial, devem atrair muito mais crianças, além de ser bem mais fácil de vender a série para fora do Japão também.

    Mas, também pensei e não cheguei a nada conclusivo sobre as adaptações de mangá.

  5. Tem coisa que não funciona em outras mídias, simples assim. Pega Visual Novel por exemplo, muitas não funcionam em qualquer mídia com história linear.
    Eu geralmente busco adaptações só quando não tenho acesso ao original. É claro que tem exceções, tem caso que o próprio autor vira roteirista da adaptação ou fazem boas mudanças.
    Pegando exemplo dos mangás que eu como pobre leitora acompanho, tem Are you Alice?, que é adaptação Drama CD. A roteirista de ambos é a mesma e ela acrescenta cenas e personagens em relação ao original, fora que a desenhista dá um empurrão na ambientação de algumas cenas (como por exemplo, em um momento que eles entram dentro de um livro infantil tudo parece mal desenhado).

    • Falando em visual novel, gostaria de citar um exemplo que eu vivo: Gosto muito da Type-Moon, antes de começar a procurar mais, decidi ler um dos mangás adaptados da VN, eu saberia que não seria o melhor jeito de iniciar, pois é uma adaptação de algo muito maior. No caso de Fate/stay night, encontrei no mangá uma mistura de duas rotas da VN, o que eu acredito que seja muito melhor que colocar a mesma rota, seguindo o script da VN.

      Um exemplo são finais alternativos, eu adoro isso. É muito melhor ter diferenças, quanto mais gritantes melhor, pois são novas histórias se finalizando, não dois formatos da mesma história.

      Sobre a recomendação da semana, Vitamin, achei melhor que os shoujos comuns, porém inferior as obras já recomendadas no mangá². Isso não faz com que ela seja ruim, porém acredito que houve uma dramatização da protagonista, a ponto de ficar meio irreal. Outra história sobre bullying muito interessante e curta é uma oneshot do Boon, desenhada por YOKO(OMK, Molester Man e Tsunbaka).

      Pode se ler aqui:

  6. Olá senhores amantes da arte sequencial, justaposta, monocromática de origem nipônica, mais um podcast bom! Quando vocês farão um ruim para eu poder reclamar? kkkk

    Pois bem, concordo com vocês que normalmente adaptações da mídia Anime para a Mangá não acrescentam muita coisa, mas não acho que sirva como meio de divulgação, pois o primeiro é normalmente mais abrangente e popular que o segundo, acho que serve mais para conseguir dinheiro fácil com um produto de marca já popular que com certeza irá vender, o mesmo que ocorre com jogos de filmes, assim não existe muito a intenção de uma abordagem nova daquele universo/ narrativa, mas sim capitalizar o máximo com a marca.

    Dois exemplos que tive recentemente com mangás adaptados de animes foram o Tengen Toppa Gurren-Lagann e o Puella Magi Madoka Magica, ambos que saíram a pouco tempo no Brasil. Não achei eles ruins, na verdade são mangás bons e bem feitos, com belos traços e um uso de quadros legais, mas não senti nenhum acréscimo para mim que já vi ambas as séries animadas, foi a mesma experiência em PB sem trilha sonora, mas com mais tempo para aproveitar as cenas e lendo no meu ritmo. Porém apenas li o primeiro volume de cada um, pode acontecer que nos seguintes aja mais elementos diferentes que tornem a experiência melhor. O bom para o meu caso é que minha memória é muito ruim, então consigo rir das mesmas piadas utilizadas antes nos animes e gostar de detalhes da narrativa que havia esquecido hehehe.

    Acredito que os lados positivos de se adaptar um anime para mangá são o tempo e o custo, permitindo que o universo seja expandido e os personagens sejam mais trabalhados, além de permitir uma experimentação visual maior, podendo utilizar quadros diferentes, metáforas visuais, etc, infelizmente isso não é o que ocorre, normalmente essas adaptações inversas são feitas no básico “feijão com arroz” apenas para se vender bem. Acredito que em mangás o nível de suspensão de descrença é maior, em alguns casos não é necessário se mostrar como certo movimento foi feito e pode-se brincar com fundos abstratos, textos e onomatopeias mais livremente, porém eu vejo poucos mangás que foram adaptados de animes que fazem isso livremente.

    Para falar a verdade, só consegui pensar em Nausícaa como mangá feito a partir de anime que expande a história e/ ou muda elementos.

    Fiquei feliz em saber que o mangá de Welcome to NHK! possui elementos diferentes do anime, vou até comprar pois adora o anime. Só para constar, o jeito que o Judeu Ateu falou parece que o mangá de NHK é posterior ao anime, na verdade ele seguiu o ritmo “comum” das adaptações, primeiro foi feita a Novel, depois o mangá e por último o anime, acredito que você sabiam disso, apenas comentei porque vocês deixaram a entender o contrário kkk….ao menos na primeira vez que ouvi.

    É isso amigos, acho que deveriamos pesquisar mais e encontrar mais mangás que foram adaptados de animes que conseguem mudar ou acrescentar elementos, ai daria para fazer uma parte 2 do cast, não?

    Abraço

  7. Hum… complicadinho vocês, hein.

    Pra começo de conversa, uma coisa que não dá pra dizer é que uma mídia é melhor do que a outra. Afirmar que manga é melhor do que anime, é o mesmo que dizer que a literatura é melhor do que o cinema, é pura bobagem.

    Acredito que uma adaptação sempre vai ser valida, em qualquer instancia. Mesmo por que, o contrario não seria uma especie de censura previa? Se falar que um determinado tipo de adaptação não é validada, vai ser como impedir alguém de criar uma historia antes dela sequer poder começar.

    Mas este é realmente um assunto muito complicado, exitem diversos tipos de adaptações, com as mais variadas intenções. É preciso entender qual o objetivo, e qual exatamente o publico, pra depois julgar se é uma boa ou má adaptação.

    Mesmo uma historia feita apenas para ser um “extra” pra quem já viu o original, tem seu valor. O que parece ser o caso de Eureka Seven que o Estranho citou (não li o manga e nem vi o anime), do tipo de adaptação pra quem gostou do original, e quer um pouco mais. E em uma mídia diferente a experiencia pode ser duplicado, só que de um jeito novo. Pode não acrescentar em nada pra quem já não conhece, mas não deixa de ser bom, nesse caso pro seu publico alvo.

    Parece ser o mesmo caso de alguém que lê um manga, e depois vai atras do anime, a pessoa apenas quer um pouco mais daquilo que ela gostou. O problema dessa linha de raciocínio, é que da a impressão, como vocês estavam falando – light novel > manga > anime. É claro, apenas um engano. Pode mesmo parecer em um primeiro momento que é um retrocesso, mas só se tem essa impressão pois alguns elementos são tirados nessa transição, por causa das características inerentes da mídia em si, não é realmente como se fosse uma evolução.

    Mídias diferentes tem características diferentes, peculiaridades próprias e uma linguagem única. Sempre que houver uma adaptação transpondo uma historia de uma mídia a outra, vai ocorrer uma mudança na linguagem, o que por si só já acrescenta a historia. Pelo menos em teoria, a questão é se o autor vai ter a capacidade em fazer essa mudança. As vezes, o problema nem é o autor, em se tratando de uma adaptação tem bem mais gente envolvida.

    Por isso não consigo pensar que seja um regresso quando de anime > manga, o que pode acontecer é uma falha nessa transição, o que faz daquela adaptação e daquela historia ruins. Não que adaptar animes em mangas seja uma má ideia.

    Especialmente porque existem bons exemplos, um que consigo pensar facilmente é Summer Wars. De um filme de animação para quadrinhos, a historia é quase a mesma, mas o manga pega algumas pontas soltas do anime e, mais do que isso, faz um bom uso da linguagem e das características próprias da mídia. Com certeza só procurar, que tem bem mais casos.

    Não quero me apegar muito nesse tópico, na verdade acho que vocês se estenderam demais aqui. Uma coisa que passou meio batida, e que me parece importante, é a adaptação de manga > anime. Talvez porque soe uma coisa meio obvia, no entanto, é um ponto muito interessante. A industria do manga e do anime estão intrinsecamente associadas, de um jeito diferente das demais formas de entretenimento.

    A dinâmica dessas duas é quase que o oposto da logica de Hollywood, por exemplo. Enquanto na terra do Tio Sam a adaptação cinematográfica de um livro ou de um comics visa diminuir os riscos de uma historia original, ao atrair um publico já pré-existente, mesmo que as vezes só tenha ouvido falar de nome (nesse caso principalmente os comics). Na terra do Sol Nascente a adaptação em anime é feita pra atrair mais gente pra comprar os volumes fechados do manga. Ambos buscaram na fonte uma formula de sucesso pronta, mas enquanto uma lucra com a adaptação, a outra espera lucrar mais com a original através da adaptação. Deve ter muitas outras coisas interessantes dessa ligação entre manga e anime.

    No final, acaba sobrando a parte mais complicada e complexa. Quando começaram a questionar a validade (olha ela aqui de novo) em mudar a historia ao adapta-la. Eu insisto. Acredito que uma adaptação sempre vai ser valida, em qualquer instancia.

    Eu posso até falar besteira agora, ainda mais porque ainda não vi nem a original nem a adaptação, mas vamos lá. Não tem nada demais em adaptar mudando drasticamente a historia, mesmo ao ponto dela se tornar praticamente irreconhecível, não há o que impeça um autor de criar uma boa historia a partir de uma outra já pronta. Seja reconstruindo a mesma coisa do seu ponto de vista, ou seguindo um caminho paralelo. Seria apenas uma enganação se fosse plagio, mas não em se tratando de uma adaptação.

    Exemplo: Pluto, de Naoki Urasawa. Não pode ser considerado uma adaptação do universo original criado em Astro Boy pelo Osamu Tezuka? Da pra falar que foi baseado, ou ainda inspirado, mas seguindo ao pé da letra o supracitado titulo do tema, ele adaptou a historia do Deus dos Mangas. Ainda que tenha seguido por um caminho totalmente diferente, se alguém tivesse negado mexer com Astro Boy, não existiria Pluto. Essa também é uma forma de adaptar.

    Difícil demais dizer os parâmetros pra julgar as adaptações. Mesmo pensando muito ainda não consigo chegar a uma conclusão acerca do que seria de fato uma boa adaptação, tem tantos elementos para analisar… mudança na linguagem da mídia, alterações da historia em diversos níveis, o próprio publico pra quem a adaptação está sendo feita. Tudo isso conta.

    O que consigo imaginar que chega mais próximo do ideal, é quando uma adaptação é feita de forma a criar uma dinâmica complementar a original, fazendo delas ao mesmo tempo independentes e interligadas. Transpondo o conteúdo, com ou sem mudanças, pra nova mídia de maneira que a historia possa ser aproveitada em qualquer uma das formas, não importando por onde se comece e instigando a ver todas as outras versões.

    Consigo pensar em N.H.K. nesse caso. Eu li o livro e assisti ao desenho, e pelo que já ouvi falar do quadrinho, a mesma historia é contada três vezes com algumas alterações respeitando a natureza das suas respectivas mídias, de um jeito que as pessoas são puxadas pras demais versões. Em todas as vezes conseguindo extrair algo a mais da historia. Fui do anime > ligth novel, e pelo menos pra mim, separadamente cada uma delas funciona muito bem, mas a experiencia foi satisfatoriamente amplificada pelo conjunto da obra.

    Por fim, só vou jogar algumas questões que acabei pensando ao longo desse texto (que, diga-se de passagem, levou algum tempo pra escrever).

    De quem seria a culpa por Dragon Ball Evolution? Será que Akira Toriyama, já sendo tão rico, deixou os ambiciosos executivos estadunidenses entrarem nesse barco, obviamente furado, apenas pra se satisfazer sadicamente com a desgraça alheia? Quantos idiotas além de mim devem ter comprado a única adaptação, no minimo (!) injustificável, do manga de um filme de Yu Yu Hakusho, que na verdade nada mais era que literalmente um print screen com balões do anime?

    Se Hayao Miyazaki disse da sua coletiva de imprensa a respeito de sua aposentadoria, que não via seus filmes como uma forma de arte, mas apenas como negócios, então o que é arte? A humildade prevalece? E um ponto que não consegui encaixar neste, que é a adaptação de games pra outras mídias, como exatamente funciona e como julgar?

    Esse tema acabou rendendo bem mais do que eu esperava. Mas já chega! De novo fico com a sensação de estar deixando passar algo, mas tudo bem.

    Mais uma vez obrigado pela paciência, continuem se esforçando.

    willcav, Santo Andre – SP.

  8. Do de Annarasumanara:
    Lembro que adorei Annara em virtude das técnicas usadas, como o uso de cores, uso de recortes, repetições etc.
    No que tange ao conteúdo, a mensagem é bem legal, gostei, mas quando eu tinha lido eu estava numa overdose de história sobre maturidade então não me impacto tanto quanto devia, mas como eu tinah gostado a releitura já tinha sido marcada pro futuro.

    Falei pela dica da OST de Annara, pegarei-a.

    Do de adaptação:

    Bom ponto Judeu, você ter abordado o custo de produção da mídia. É muito arriscado você tacar uma história orignal, inovadora no cinema, claro que temos os ditos cinemas autorais, de arte, mas veja que os filmes de arte, são baratos e já tem seu público seleto. Então, por mais que eu fique triste compreendo a falta de culhões de Hollywood, ter um prejú de milhões de doláres, é algo a se pensar.
    Há quem diga a mídia com maior número de inovações no momento seja os games, mas veja que até um game mediano, possui boas vendagens, e a novidade no mundo dos games (nova jogabilidades) é mais bem aceito que novidades no cinema (Pacific Rim ?).

    Mesmo o conteúdo sendo o mesmo, a fórmula, narrativa, por mais similar que seja há mudança, além das próprias características da mídia.
    Concordo com o Estranho, se estou a escrever um livro, uso as ferramentas e truqes dele, se estou num manga, uso os truqes do manga. Na verdade, digo até de ir além – tem como eu usar uma ferramenta típica de animes nos mangas? Como, sei lá, inserir a música no manga? (Beck faz isto muito bem). Citei isto, lembrando da cena que Eva do Shinji no automático quebra a capsula do Toji, a sensação que o espectador/leitor é a mesma, de susto, de medo, de espanto, mas como ela é feita no manga e anime, é bem diferente.

    Tive um erro, ainda não consertado, de subestimar uma mídia, certa vez vi num sebo uma novelização de uma historia do Batman, anteriormente tinha tido uma experiencia não grata com a novelização de capitulos de X-files – horrível, uma copia dos roteiros do episodio. Contudo certa vez, vendo na rede, vi uma novelização de uma saga do Batman, chamada No man Land, o que me chamou a atenção que quem novelizou a saga, foi a mesma pessoa que foi o roteirista principal do gibi, Greg Rucka, e pensei, ora por que ele escreveu a novel se ele escreveu o gibi? Creio que por pressao editorial os gibis pedem um certo grau de enrolação, cross-over com outros personagens do universo DC, e como Rucka escreve bem histórias policiais, creio que ele quis deixar a novel mais proximo a escrita dele.

    Este negócio de ser autoral com a obras dos outros é complicado, vocês citaram que o autor de Battle Royale gostou do trabalho do autor do manga, mas ouvi falar que o autor do livro que serviu pra Satoshi Kon fazer Paprika, odiou a abordagem do Satoshi Kon.
    Eu lembro muito do Kubrick, que é bem conhecido por adulterar os livros que ele leva pro cinema – prefiro o Iluminado dele do que do super-estimado Stephen King – e tem um caso específico, no caso 2001: A Space Odissey, no qual o Arthur C. Clarke e o Kubrick, ambos estavam fazendo o roteiro junto, tiveram uma pequena briga e Clarke disse: você faz seu filme e eu faço meu livro, resultado, duas obra-primas autorais.

    Por favor, não deixem o 69 passar puro.
    Vitamin está na minha lista.

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