Produção Semanal de Mangás: vale a pena?

Há algum tempo foi revivida uma discussão bastante antiga, sobre o ritmo de publicação semanal de mangás e a grande carga de trabalho colocada sobre os mangakás em decorrência disso, e como a exigência semanal de novos capítulos muitas vezes acaba minando a saúde dos autores. Enquanto no Gyabbo! temos dois textos opinativos sobre o aspecto humano da questão, no O Conformista (antigo Mangamente) o Primo discutiu sobre o aspecto artístico disso tudo. E agora eu, bem atrasado, quero dar meu tostão sobre o tema. Primeiro, dêem uma lida nos textos citados e depois voltem aqui para acompanhar meu raciocínio tentando responder a pergunta: sabendo de todos esses problemas, nos dias de hoje ainda justifica-se a existência de publicações semanais de mangás?


(Clique nas imagens se quiser ampliá-las) Antes de qualquer discussão, é preciso relembrar e definir que hoje o mangá é uma mídia de massa no Japão. Diferente do Brasil, dos EUA e da maioria dos outros países onde os quadrinhos de forma geral são uma mídia que atinge apenas uma parcela pequena de todas as camadas sociais, faixas etárias e, por que não?, gênero, o Japão goza de um status único, onde há uma produção massiva de mangás todos os dias. Toda semana, em quase todos os dias da semana, ao menos uma edição nova de uma antologia de mangás está sendo publicada; só em 2012, mais de 12.400 volumes distintos de mangás foram lançados, o que dá mais de 1.000 por mês, mais de 30 por dia; e estou falando de volumes encadernados apenas! E o mais impressionante é que, em meio a esses números, existem mangás voltados para crianças e adolescentes (a grande maioria), para meninas, para empresários, para donas de casa, mafiosos, otakus, hikkikomoris, yankees, transsexuais, bebês, pescadores e qualquer segmento social que você queira pensar. É, de fato, uma mídia de massa.

É mangá pra caramba, sério.

Obviamente não dá pra simplificar as inúmeros causas culturais, sociais e econômicas que levaram o Japão a ter um mercado editorial tão amplo e diversificado como agora, mas sem dúvida um dos principais fatores que resultaram nesse cenário foi a enorme exposição da população aos mangás ao longo de suas vidas; o grande segredo foi pegar o sucesso inicial da nova mídia e jamais deixar a popularidade cair, investindo sempre em novos segmentos e buscando fidelizar o público de diversas formas. Uma das iniciativas que se provaram fundamentais para todo esse processo foi o surgimento das primeiras antologias semanais de mangás, a Shonen Magazine e a Shonen Sunday. Nos podcasts de Antologias Shonen das editoras Kodansha e Shogakukan, falamos um pouco sobre esse período e de como ocorreu essa mudança, sobre como a televisão exigiu a criação de conteúdo mais frequente do que as revistas mensais convencionais (pra uma explicação mais detalhada, sugiro ouvir os podcast). Nesse momento em questão, as editoras precisaram encontrar autores que aceitariam produzir conteúdo semanal nessa nova periodicidade de trabalho. E não foi difícil conseguir. É difícil julgar o processo de criação dos autores da época, principalmente por falta de informações disponíveis em alguma língua mais acessível, mas é observável que não era incomum os autores lançarem (mesmo quando existiam somente as revistas mensais) diversas séries ao mesmo tempo, resultando numa média de páginas por mês maior do que a média produzida atualmente por um autor semanal. Pode pesquisar e ver o quanto Go Nagai, Shotaro Ishinomori ou o próprio Osamu Tezuka, todos nomes bastante influentes nesse período, produziam ao longo de mesmo ano. Não era pouca coisa. Se era resultado de um talento único, se era pela simplicidade das técnicas da arte de outrora que agilizavam o processo, ou se era por um esforço incomum aceito pelos autores pra trabalhar na popularização da mídia, não dá pra saber, mas é perceptível que os autores já trabalhavam muito desde o começo das publicações de mangás, e a exigência de trabalhos semanais era só uma mudança no direcionamento de esforço. Na prática, eles já estavam acostumados a uma carga de trabalho muito puxada. Assim a produção semanal se tornou viável.

Desde então, o mercado se consolidou, cresceu e se modificou em alguns aspectos, até se tornar o que temos hoje em dia. Nesse tempo, reduziu-se bastante o número de antologias semanais, mas algumas poucas ainda estão em circulação e, coincidentemente ou não, abrigam muitos dos mangás que mais vendem atualmente no Japão. Portanto, a primeira pergunta a ser feita é: comercialmente, ainda justifica-se existirem as antologias semanais? A resposta é direta: sem dúvida alguma. Através das antologias semanais gera-se o número de páginas necessário para lançar-se um volume encadernado de uma série muito mais rapidamente que uma antologia mensal; um volume de mangá semanal sai mais ou menos a cada 2 meses, enquanto o mensal, dependendo do número de páginas produzidas por mês, podem demorar mais do que 4 meses. Portanto, os mangás semanais tem volumes novos nas lojas duas vezes mais rápido que os mangás mensais. Mas calma, uma frequência maior de lançamentos não reflete necessariamente em uma venda maior de cada um dos volumes, certo? Um mensal pode vender mais que um semanal, certo? Certo, mas é necessário atentar-se pro fato que as antologias mensais e semanais possuem em suas grades de títulos mais ou menos o mesmo número de séries em publicação ao mesmo tempo. Ou seja, qualquer antologia tem suas vinte e tantas séries em publicação ao mesmo tempo, seja mensal ou semanal. Assim, mesmo que o mangá mensal venda mais que alguns semanais, a alta rotatividade das antologias semanais faz com que muitas vendas relativamente pequenas acabem gerando mais lucro que os esporádicos volumes lançados de obras mensais. Um outro argumento que pode surgir a partir desse raciocínio é: “Mesmo saindo mais devagar, se duas séries de periodicidades diferentes (uma mensal e uma semanal) vendem a mesma quantidade de unidades por volumes, e no final de sua publicação ambas tiverem o mesmo número de volumes, os lucros da editora serão os mesmos, independente de uma ter saído a cada 2 meses e outra saído a cada 4 meses“. Analisando série a série, esse raciocínio está parcialmente correto, pois esquece-se de levar em conta que um mangá semanal será concluído antes, e portanto ficará mais tempo “disponível” para leitores ocasionais comprá-los. Além disso, na prática o mangá semanal terminou efetivamente mais rápido que o mensal e portanto já abriu espaço para uma nova série ser publicada na antologia, e essa nova série já está começando a vender novos volumes. Portanto, independente de como se olhe, o mangá semanal gera retorno financeiro mais rápido, mais frequente e, consequentemente, maior para a editora. Isso é fato. E pra editora, o importante é só isso; lembrem-se sempre que as editoras são empresas, e a preocupação número 1 é com lucros; a arte vem em segundo plano. Tá, então o importante comercialmente é que os volumes encadernados dos mangás saiam mais rápido, certo? Sendo assim, não seria uma alternativa viável retirar as antologias semanais da jogada e deixar os autores produzirem volumes novos a cada 2, 3 meses, sem precisar lançar capítulo a capítulo nas revistas? Na prática, daria o mesmo número de páginas no mesmo período de tempo, mas com uma deadline menos imediata e com uma possibilidade de trabalhar melhor a narrativa da história, aumentando a qualidade intrínseca da obra ao mesmo tempo que evita problemas diversos que uma periodicidade semanal causa numa obra, como citados neste post aqui do blog sobre os efeitos da periodicidade numa obra e neste podcast do Mangá² sobra pacing.

Efeitos da Periodicidade numa Obra

Esta parece uma visão otimista demais mas essa linha de raciocínio é corroborada por outro fato bastante conhecido pelos entusiastas da mídia: as antologias nas quais saem os mangás não geram lucros pras editoras. Observando o preço de capa dessas revistas, sua circulação e o número de páginas que elas possuem, não é nenhum mistério que em alguns casos possam causar prejuízos para a editora. E através desse prisma, muitos defenderiam que, portanto, artisticamente (como discutido nos links do parágrafo anterior) e comercialmente (como discutido neste parágrafo), o formato antologia perdeu seu valor. No entanto, no modelo de negócio atual do Japão, essas revistas são imprescindíveis para o sucesso de vendas dos volumes encadernados. O mercado de mangás lá cresceu demais e hoje um leitor entra numa loja especializada e se vê cercado de dezenas de milhares (literalmente) de mangás diferentes para decidir sobre quais quer comprar. Sabe aquela sensação de você ir numa banca e lá ter mais mangás que te interessam do que tem dinheiro no seu bolso? Essa é a realidade japonesa, só que se aplica a todos, mesmo pra quem tem dinheiro. E diferente de nós, que temos que nos basear exclusivamente em opiniões alheias (ou em alguma forma ilegal para avaliar a obra de antemão) pra decidir quais títulos são válidos de se comprar, os japoneses tem uma vitrine semanal/mensal, a um custo acessível, pra ajudar a decidir o que vale o dinheiro deles e o que não vale: justamente as custosas antologias. Retirá-las de circulação, retiraria a principal fonte de informações para ajudar na decisão do leitor, que precisaria passar a: 1) passar horas folheando mangás nas lojas pra decidir (contando que o lojista não se importe); 2) confiar em alguém que passou horas folheando e lhe falou quais títulos são bons, ou; 3) escolher pela capa. E nenhuma dessas situações parece uma visão otimista ou evoluída de mercado (sério, quantas pessoas comprariam Oyasumi Punpun apenas pela capa dos seus volumes?).

É artística, mas nem um pouco comercial

Até aqui temos um cenário no qual concluímos que não é viável comercialmente desaparecer com antologias (semanais ou não), pois afetaria as vendas do mangá. Também concluímos que mangás semanais são muito mais lucrativos que os de outras periodicidades. E por fim, concluímos que as editoras ainda desejam muito que existam mangás semanais, por óbvios motivos financeiros. Mas até aqui deixei de fora da discussão uma figura primordial dessa equação: o artista! Então, afinal, o que o mangaká quer? Talvez seja uma visão muito otimista da minha parte, mas vou assumir que o que move o artista (ao menos a maioria deles) é, majoritariamente, o desejo de poder fazer a sua arte e divulgá-la. Como atualmente a divulgação não necessariamente necessita de uma editora, ainda mais nos tempos atuais com várias webcomics sendo lançadas (o mercado coreano que o diga), mesmo que a editora possa fazer divulgações que alguém sozinho jamais conseguiria, irei ignorar esse aspecto e me focar no que restou: fazer a sua arte. Para conseguir isso, o que o autor mais precisa é de tempo; quem tenta manter um hobby frequente enquanto está trabalhando e/ou estudando sabe como é difícil arranjar horários, ou mesmo disposição depois de um dia cansativo, para desenvolvê-los ao longo de uma semana corrida. A forma mais simples de conseguir arranjar tempo para se dedicar a produção de sua obra, ao mesmo tempo em que consegue sustentar sua vida, é ser pago para produzir. E para isso o caminho mais seguro para um autor japonês é se submeter a uma editora.

Escala de trabalho do autor de Nurarihyon no Mago

Um mérito que não desejo entrar nesta discussão é sobre a dificuldade de se ingressar no mercado editorial e de ter uma chance de publicação, mas o importante é termos a noção que esse mundo é muito concorrido e há muita gente tentando conseguir a mesma coisa, trilhando o mesmo caminho. Pelo número de one-shots que são publicados em Jump NEXT’s (antologia só de one-shots de autores novatos) da vida, não é difícil perceber que há muita gente querendo ser escolhido para ocupar as poucas oportunidades que surgem. E aí é lei da oferta e procura: quando há uma procura absurdamente maior que a quantidade de oportunidades oferecidas, o lado que está oferecendo a vaga pode exigir mais daqueles que a querem; afinal, você quer uma oportunidade que muitas pessoas querem, e se não for aceitar minhas condições, acharei quem aceite. Tristemente, é a mesma lógica dos atendentes de telemarketing no Brasil; não quer aceitar trabalhar por 300 reais? Tudo bem, todo aquele pessoal ali está necessitando de dinheiro e irá aceitar. E eles terão um emprego enquanto você esperará uma oportunidade melhor. O mangaká novato querendo publicar é o equivalente japonês ao jovem precisando muito de dinheiro no Brasil. Ele vai aceitar qualquer condição para conseguir o que quer, seja dinheiro no fim do mês, seja a oportunidade de trabalhar, mesmo que ganhando pouco, com aquilo que gosta (esse caso só se aplica aos mangakás). Portanto, ele vai aceitar trabalhar no regime semanal, porque é a única chance que lhe deram, é agora ou nunca. Essa rotina de produção semanal é desumana, corrida e que exige muito da saúde do autor? É. E, pro público e pro autor, é a melhor forma de se produzir mangás? Como discutimos acima, não. Até por isso que não são poucos os autores que, uma vez consolidados com o público, trocam a periodicidade semanal por uma outro mais “folgada”, pra poderem produzir melhor. Dois exemplos disso são Takehiko Inoue (Slam Dunk e, depois, Vagabond e REAL) e Masakazu Katsura (Video Girl Ai, I”s e, hoje em dia, Zetman). Mas como também já foi discutido acima, pra editora, a produção de mangás semanal ainda é um negocião. Então é claro que ela vai exigir que os autores acompanhem o que elas precisam, e sempre terá alguém que vai aceitar as exigências. É um ciclo que perpetua esse modelo iniciado nas primeiras antologias semanais inventadas, e só será possível quebrá-lo se um dia todos os autores se mobilizarem e exigirem melhores condições de trabalho. Mas enquanto não nasce o Sindicato dos Desenhistas, essa será a realidade por um bom tempo. É muito bonito e humano perceber que o processo de produção de mangás semanais é ruim artisticamente e é prejudicial pro autor, e manifestar-se contra isso é muito bacana, porém temos que lembrar que o buraco é sempre mais embaixo. Ao final de toda esta discussão, dá pra apontar o dedo pra alguém com convicção e dizer que a culpa é apenas dele? Eu não tenho essa certeza.

11 Respostas para “Produção Semanal de Mangás: vale a pena?

  1. A parte final do texto me lembrou como as empresas japonesas destruíram o sindicalismo nas fábricas do século XX. Um sindicato forte e unido foi totalmente enfraquecido, já que cada fábrica tinha seu próprio sindicato, tirando isso, pode se ver algumas características do ohnismo/toyotismo até mesmo na produção de mangás.

  2. O pior é que dá pra entender porque um autor consolidado como o Oda, por exemplo, continua fazendo sua obra semanal. Ele gosta de fazer. Essa última foto, do muleque lendo, deve ser um pagamento enorme pra ele. Alguns autores recebem, além do dinheiro, a felicidade de fazer alguém feliz toda a semana, o que deve pesar muito, tendo como ônus, o tempo escasso e o esforço excessivo. Acho que um fator que faltou no argumento do “Periodicidade semanal é ruim para o leitor” foi aqueles leitores, que me parecem ser a maioria, que não se importam tanto com qualidade. Tem coisa bem ruim que continua vendendo bastante, então muitos leitores vão preferir a periodicidade semanal.

    • Eu já penso diferente. Um mangá dificilmente está todo planejado, sempre se tira uma ideia daqui ou dali que não funciona bem, e isso se agrava mais ainda quando é uma revista semanal onde o tempo bate na bunda e você tem que entrar o capítulo. Nas HQS, a periodicidade é geralmente mensal e as histórias são arcos, ou seja, histórias fechadas, que mesmo antes da primeira HQ ir a banca, já está feita. Quando isso não ocorre, tudo descamba, como foi o caso da Saga dos Clones do Homem-Aranha. Como estavam vendendo bem, decidiram se prolongas por inúmeras edições, até que saiu aquela história horrível.
      Também podemos levar em conta que o japonês está acostumado a pressão, e se ele for daqueles que trabalha melhor, pode não parecer tão visível assim.

      Se eu pudesse receber um mangá mensal com o mesmo número de páginas que no mesmo período de 4 semanas, eu iria preferir a primeira opção.

  3. De fato essa é uma situação delicada. Muitos autores famosos e não famosos desenvolveram problemas sérios de saúde em função deste ritmo de produção semanal. Vale ressaltar que esse modelo não é somente imposto pelas editoras, mas também apoiado pela sociedade Japonesa. Não que os japoneses sintam orgulho desse modelo, mas é cultural para eles se esforçar ao máximo para alcançar um objetivo, a honra para eles, ainda hoje, é por demais importante, por isso, quando alguém falha, muitas vezes, comete suicídio. A taxa de suicídio no Japão é alta, todos sabemos disso, essa é uma característica cultural e antiga que remonta o dos samurais que tinham a pratica do harakiri/sepuku que nós conhecemos. O que me faz pensar então que, não basta somente a mobilização dos mangakás exigindo melhores condições de trabalho, mas também, e eu diria principalmente, uma mudança cultural de todo o Japão. E isso, se ocorrer, irá demorar muito tempo, tanto tempo quanto fazer com que a educação no Brasil seja de qualidade.

    • Acho que no caso dos mangás, o caminho poderia ser o inverso sem problemas. Se as editoras chegarem e falarem “Seu mangá agora passará a ser quinzenal”, muita gente ia reclamar de início mas provavelmente se acostumariam rapidamente. Já existem alguns autores que, mesmo em revista semanal, não publica direto. Gantz e Gin no Saji são exemplos, e ambos continuavam sendo um sucesso, e o tempo entre um capítulo e outro nem é tão sentido.
      Claro que talvez não reclamem justamente por já começarem com essa frequência não-semanal, mas acredito que qualquer reclamação que viesse a surgir seria passageira.

      • Excelente postagem, eu acho ruim os mangas continuarem a ser lançados semanalmente, a arte e o roteiro sofrem muito com isso. Mas como você mesmo disse, as editoras não vão abrir mão de seu lucro pela qualidade enquanto isso estiver dando certo. Eu ficaria feliz se os mangas fossem lançados quinzenalmente mensalmente apenas, Monster e 20th Century Boys são bons exemplos de mangas que foram lançados assim e não tiveram nenhum furo no roteiro.

  4. É uma possibilidade. Mas ainda sim creio que as editoras muito dificilmente tomariam tão decisão. A lógica capitalista ao qual vivemos prega “conquistar a maior quantidade de dinheiro no menor tempo possível”, e a melhor maneira de se conseguir isso é através da produção semanal como ja foi dito. É preciso um compromisso por parte das editoras, e como eu disso na minha fala anterior, essa prática de “se esforçar ao máximo” é cultural, dessa forma não há porque mudar, isso numa visão japonesa. Ainda sim, acredito que sua opinião é válida visto que pode melhorar e muito a qualidade não só das obras mas, principalmente, na qualidade de vida dos autores. Acredito que essa mudança em massa só vá ocorrer se algum autor famoso e importante acabar falecendo por conta desse modelo, infelizmente isso é algo extremamente plausível atualmente, principalmente levando em consideração o que houve com o Oda e com o meu querido autor de Level-E e HunterxHunter, Togashi, que ja passou por muitos hiatos e nunca mais voltou a ser como era antes. Isso tem que parar sim, mas é algo que foge as nossas forças. Sinceramente espero estar vivo para ver essa mudança no mundo dos mangás que eu tanto gosto.

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