Mangá² #51 – Mulheres nos Mangás Pt.1

Sejam novamente bem vindo ao episódio que é uma boa ideia do Mangá², o podcast que um dia ainda vai ter muitas “partes 2”.

Essa semana resolvemos dar a nossa visão masculina e discutir sobre a posição  das mulheres nos mangás. Conversamos desde diferenças entre boas personagens e boas personagens mulheres, a retratação e posição da própria mulher em relação a sua posição social e usamos exemplos (bons e ruins) pra encontrar alguma razão para problemas de sexismo nos mangás.

E a recomendação da semana é uma recomendação do ouvinte Guilherme Lemos: um mangá com cenário ocidental, personagens muito carismáticos e que nenhum de nós dois leu ainda.

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Cronologia do episódio

(00:20) Discussão Semanal – Mulheres nos Mangás

(31:20) Leitura de Emails

(53:00) Recomendação da Semana – Gisèle Alain 

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52 Respostas para “Mangá² #51 – Mulheres nos Mangás Pt.1

  1. LOL eu termino de escutar um podcast e vcs pontam outro. Isso sim que eu chamo de serviço prestativo!

  2. estou curioso com esse assunto , gosto muito de discutir isso
    vou baixar o podcast e depois comento

  3. finalmente cheguei nos semanais bom depois de escutar todos os podcast so tenho a agradecer, li alguns mangas q vocês recomendarão (Helter Skelter,It’s Not My Fault That I’m Not Popular!,Onepunch-Man,Glaucos,Nijigahara Holograph,Bokurano,Necromancer) realmente muito bom.Sobre o podcast realmente como falarão no podcast realmente tem poucas mulheres digamos são fortes ,salvado um ou outra personagem ,bom é isso obrigado pelo podcast muito bom!!

  4. Teste de Bechdel

    1. Deve ter no mínimo duas mulheres;
    2. que conversam entre si;
    3. sobre alguma coisa que não seja um homem.

  5. Legal ter soltado minha recomendação, até pensei que não chegariam a usar, desculpa pelo áudio ruim, haha.

    Queria fazer um pedido de um tema que gostaria muito de escutar no cast, que como é sobre mulheres nos mangás, é sobre a demografia josei. Como não tenho muito conhecimento sobre ela(só li Helter Skelter e estou lendo Sakamichi no Apollon, que é fantástico), gostaria de poder ouvir uma mulher que entenda sobre josei pra falar mais numa parte 2 sobre esse tema.

    Acredito que ao contrário de muitos mangás, no Gisèle Alain, vemos uma protagonista feminina muito ativa, diferente das obras citadas. Até mesmo pra época, seria considerada muito ousada.

  6. Ouvindo. Poxa, foi tão difícil assim achar uma mulher? lol
    Acreditam mesmo na lenda que mulher não existe na internet e são todos traps? lol
    E cuidado com o que falam, o Brasil ainda não é um bom país pra ser mulher. O Japão, por mais que seja machista, ainda é o país em que as mulheres vivem mais (7 anos a mais que os homens)
    fora que quem controla as economias da casa é a mulher. Acho que mais importante que visão do sociedade sobre a mulher é a garantia de direitos das mesmas (aborto lá é legalizado por exemplo, apesar de ser por outro motivo) que . Enquanto lá a sociedade patriarcal é um problema para a conquista da igualdade, aqui temos uma sociedade ainda muito baseada em dogmas cristãos (principalmente católicos) que da mesma forma limitam a mulher.
    Na minha opinião, ambos os países são machistas, mas é difícil medir o quanto e compará-los.

    • Quando falamos que aqui era melhor, foi mais no sentido de igualdade e respeito mesmo. Mas fica difícil comparar afinal; o Brasil é continental, estou falando com meu conhecimento de, sei lá, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio… Norte e Nordeste é um território desconhecido pra mim quando a isso.

      Sobre a questão dos direitos, concordo, não tinha pensado por esse lado (visão masculina do assunto é complicado, como falamos). Sendo um pouco polêmico aqui, mas grande parte dos problemas de igualdade do Brasil são por culpa da nossa maioria cristã, infelizmente. E o mais triste é não ter uma visão clara de quando isso será revertido.

      • Colocar toda a culpa apenas na religião é algo errado, a formação do povo brasileiro não vem apenas de uma só religião e de um só povo. Mesmo no Brasil, a diversidade de lugares e de diferentes povos com culturas diferentes num país como o Brasil, tentar homogenizar só causaria uma discrepância entre os dados que certamente não seria semelhante a realidade.
        Veja o caso de São Paulo e Nova Iorque, são metrópolis e tem tanta diferença entre os moradores da mesma cidade. Não é possível criar uma identidade para os paulistas, é tão diferente que tentar homogenizar não daria certo.
        A religião católica apostólica romana, oficialmente é maior religião no Brasil, porém se você pode ver que muitos desses números, só estão nesse dado por conveniência, de não falar que não tem uma religião, e por ser a mais popular e mais aceita, acabam ficando ali. Vejamos o exemplo da política, onde as bancadas evangélicas acabam tendo grande participação nas polêmicas. É uma religião em ascensão, contudo com grande representatividade na política, até mais expressiva, seja positivamente ou negativamente que a bancada católica.

        • A culpa não é SÓ da religião, mas não consigo pensar em outro grande impedimento para o atraso de aceitação em casamentos gays e direito das mulheres (como o já citado aborto), por exemplo. Existem poucos argumentos válidos para ir contra essas ideias que não se respaldem em religião. E queira ou não, muitos projetos de leis que visam melhorar essas questões foram barrados ou atrasados por interesses religiosos apenas. Não há uma Sociedade do Machismo unida contra o aborto, a força não vem das poucas pessoas argumentando racionalmente sobre o tema.
          Agora, igualdade de cor, concordo que isso especificamente tem mais a ver com cultura como um todo que com religião (embora existam poucas pessoas que usem a religião pra justificar algum preconceito nessa área também).

          Concordo que é complicado generalizar e jogar a culpa toda em um lugar, mas não consigo não atribuir uma boa parte da culpa a religião.

    • Bom, talvez fomos um pouco entusiasmados demais, ou pelo menos eu, quando disse que o Brasil é um país muito “liberal”.

      A constatação ainda permanece pelo menos uma quase-verdade pra mim, no que diz respeito a racismo e xenofobia, mas, realmente, no que diz respeito ao sexismo, talvez não sejamos tão avançados.
      Cheguei a conversar aqui com meus pais de como era o tratamento às mulheres em Israel, um país que adota vários dos padrões sociais/comportamentais europeus, e eles me falaram que, pelo menos nesse quesito, lá é bem melhor do que aqui. Tanto no sentido de constituição e construção da família, quanto a salário e representação social em geral (e isso é um país com uma forte raiz religiosa, então talvez a justificativa aqui seja realmente mais histórica/social do que somente “é a religião”).

      De qualquer jeito, mesmo com esse nosso atraso social, me é difícil aceitar que estamos ao menos perto da mesma situação do Japão (pelo menos no que achei nas minhas pesquisas).

      Cheguei a ler sobre esse forte controle da economia da casa que a mulher japonesa exerce, mas sinceramente, será que isso só não demonstra ainda mais como ela é realmente submissa e dependente do homem só pra existir na sociedade. É tipo “Ah, eu nunca vou ser ninguém sozinha, mas não tem problema porque assim que me casar vou controlar dinheiro”, não é justo.
      Se o homem quiser viver sozinho, sair do país ou qualquer outra coisa sem a mulher, pode fazer, mas essa independência não acontece do outro lado.

      E é claro que mesmo no nosso mercado de trabalho nacional, a situação da mulher não é totalmente igual ao do homem, mas há representatividade e a mulher NÃO é tratada somente como objeto de sexualização, acredito que é mais extremo lá do que aparece pra gente. Além do que, só vejo melhora nossa nesse sentido (que certamente é resultado do próprio esforço feminino por seus direitos), algo que não tenho certeza se acontece lá ou não.

      • Não quis disser que o problema seja a religião, desculpe se fiz parecer. O problema é a religião interferindo na política num estado que deveria ser laico. Até porque as nações modelo em igualdade de direitos entre homens e mulheres são de maioria cristã.
        Sobre as asiáticos, acho bom ler esse texto, ele mostra que sim, a mulher trabalha ativamente, mas diferente do ocidente, não se casa para evitar o trabalho doméstico que é associado a mulher
        http://www.shoujo-cafe.com/2011/09/mulheres-fogem-do-casamento-na-asia.html

    • Acho que sou o único aqui que não presta atenção nas músicas que rolam durante o podcast ^^ Dai alguém pergunta por elas, o Judeu posta, eu escuto ♫, e acabo num “olha só que dahora”.

      Sobre as músicas que são tocadas no podcast: cabe a quem vai editar escolhe-las, ou o Judeu tiraniza?!

        • No próximo Mangá², eu vou escutar as músicas que você escolher Estranho. Então, capriche, ok ^^

          Em Blame! é cheio de mulheres fortes. A cibo, a Sanakan, a Zuru, que é apresentada como uma medica entre os colonos, mas em certo ponto da estória, toma a frente como guerreira e vai até o fim da sua participação como uma personagem feminina interessantíssima. A Cibo mesmo, mais para a frente na estória, toma a dianteira como protagonista (toma sim), e só cresce como personagem. As personagens femininas do Nihei, em Blame!, acabam sendo bem melhor desenvolvidas e interessantes, eu achei.
          (O Dhomochevsky é o meu personagem predileto em Blame! ^^)

          Tem o Josei, River’s Edge, que tem ótimas personagens femininas. É escrito e desenhado por uma mulher, à mangaka Okazaki Kyoko. E soube até desenvolver muito bem um homossexual, que são muito mal representados em mangás também.

  7. Saudações

    Escutarei com vontade este podcast, para poder opinar com assertividade sobre o mesmo (inclusive, por e-mail).

    Procurarei auxiliar com algo que conheço de Geografia Humana. Questões como a religiosa e comportamental (fatores como sociedades machistas e outras) poderá ser citadas.

    Até mais!

  8. Ouvi o podcast e gostei bastante só acho que faltou aprofundar um pouco mais sobre a presença das mulheres nos mangás no sentido de produção *mesmo um país tão patriarcal igual o Japão a produção de quadrinhos feito por mulheres é bem grande se comparada com os EUA* e em relação a shoujo e Josei existem muitas personagens femininas boas,acho que poderiam ter falado da Oscar de Rosa de Versalhes e a Utena de Shoujo Kakumei Utena *aqui no caso teriam que direcionar mais ao anime porque o mangá ficou devendo bastante no quesito roteiro* e só achei complicado vocês afirmarem que o Brasil é um país “liberal” quando na verdade é extremamente conservador e hipócrita *estatísticas de estupro e violência doméstica batem recordes* e agora temos sérios problemas com um misógino,racista e homofóbico presidindo a comissão dos Direitos Humanos,isso sem contar a crescente onda dos evangélicos neopentecostais que estão metendo o bedelho em tudo quanto é ativismo das minorias.
    Vocês vão chamar uma mulher pro próximo podcast? Eu recomendaria a Valéria Fernandes do shoujo-café,ela sabe muito a respeito de mangás femininos e questões de gênero.

    • Sobre o Feliciano, ele tem tanto direito de dar suas opiniões quanto nós, vivemos falando de democracia, mas pra grande parte da população, democracia só é válida quando é de acordo com as opiniões da pessoa no caso, quando diferente, aí é fascismo, machismo, segue a lista. Não concordo com muita coisa que a bancada evangélica deseja, porém isso não me dá o direito de diminuir o projeto de futuro deles. Apenas pelo Feliciano ser evangélico e ter suas opiniões sobre as coisas da vida, não podemos condenar ele de lutar pelo que acredita, certo?

      • Opinião é opinião, contanto que você não vá ferir os direitos e integridade de outro ser humano.

      • Acho que você não entendeu cara, a questão não é o Feliciano ter a opinião dele, mas impor o que ele acha certo como a verdade absoluta. Você fala que ele tem o direito de dizer o que pensa, mas ele era para ser o representante dos Direitos Humanos, e não dos interesses evangélicos. Como pode um misógino homofóbico racista que acredita ter a única religião verdadeira ser representante dos Direitos Humanos? Ou você não acha que são humanos as mulheres, os negros, homossexuais, aqueles que praticam outras religiões? Ele não serve para o cargo, não pela religião ou por ter sua própria opinião, mas por não ter a capacidade de respeitar os que não se enquadram naquilo que ele acredita.
        E não fale de democracia se não sabe o que isso é, pois numa democracia verdadeira, teríamos representantes gays, transexuais, mulheres, negros, indígenas, representantes de todas as religiões (incluindo umbanda, espiritismo e outras que seguem por vias menos populares, como a islâmica, haja visto que temos muçulmanos aqui no Brasil) no parlamento, em vez dessa corja branca heterossexual rica que lá está. Nunca houve democracia em lugar algum, amigo, só uma pessoa muito iludida acredita nisso, e já passei da idade de crer em contos de fadas.
        Projetos como a “Cura Gay” e o “Estatuto do Nascituro” só provam que eles não se importam nem se interessam pelas pessoas que não se enquadram naquilo que eles acham certo, e você diz que estamos errados em criticar essas pessoas? E chamamos sim de fascismo, onde mais se viu leis como essas? Em regimes absolutistas, como Nazismo, e na idade média, regredimos a um estado medieval. Só não falo de ditadura aqui pois eles ainda não proibiram outras religiões, mas não ficarei surpreso se em breve eles começarem a vetar as religiões não-cristãs…

      • @jessica, e o que impede alguém de usar o poder pra alcançar o seu objetivo? Nesse caso é a própria moral cristã, a maioria das pessoas anti religião não entendem que a própria religião é um sistema de controle muito eficaz, e pra controlar a si mesmo.

        @felipe, Um ateu pode ser padre, só precisa ter autocontrole e ser muito persuasivo na sua encenação, afinal ensaiamos a nossa vida toda como colocar diversas máscaras pra diferentes situações, sempre escondendo o que somos, por medo de represálias de outros. Eu nunca disse que acreditava em democracia, pra mim é apenas um sistema que é mais fácil dar falha e cada um procurar outro pra colocar a culpa, e quanto mais pessoas se envolvem, mais caótico fica e mais problemas ocorrem. Pois cada um tem uma opinião diferente e fica com um foco muito dividido. Sobre a cura gay, não vejo nenhum motivo pra ser contra. Todo mundo sabe que existe um lobby que pressiona as pesquisas sobre a sexualidade, se é algo genético, não deve ser pesquisado? Se for possível reparar esse algo genético, não deve ser feito apenas por pressão? Se for algo natural, então que não exista pesquisas sobre o tratamento do câncer também. Mas o tal projeto nem abrange essas áreas, é apenas pesquisa sobre a psicologia, e em nenhum momento é algo obrigatório, ninguém irá forçar o gay a se tratar, apenas estão dando uma chance de outra opção pra quem está insatisfeito consigo mesmo. Agora seria errado silenciar quem não está feliz apenas por pressão de outros?

        O mundo nunca foi e nunca será um lugar igualitário, humanos tem pensamentos caóticos e somos cruéis, porém essa utopia pode parecer tao bela, pois sabemos que nunca será alcançado.

      • Vivemos, teoricamente, num país democrático. Você tem o direito de falar a merda que quiser, e também de responder por ela. É por ser um país democrático, que as pessoas tem o total direito de atacarem o que não acham correto. Democracia é isso, você fala, mas vai ter alguém pra te rebater. Assim, tentamos chegar num ideal. Mas que este ideal não ressarcie o direito do outro, garantido pela constituição.

        Mas sério mesmo que precisamos de pessoas pregando ideais ridículos e pré históricos em plenos seculo XXI? Infelizmente é isso, a democracia permite que pessoas idiotas digam grandes asneiras e que religiões ditem o futuro da nação. Feliciano tentando aprovar leis fúteis e elevando a religião num estado teoricamente laico. As pessoas só não podem se esquecer, que o direito de um termina, quando o do outro começa. Novamente, um paradoxo, o estado é laico, mas religiosos tem todo o direito de elegeram e empurrarem sua religião e sua moral, afinal, contamos com o bom senso de quem elegemos. Vivemos numa democracia sim, então eu não entendo o porque o Feliciano não pode ser justamente apontado pelas merdas que ele vomita diariamente. Ele tem o direito de dar suas opiniões, ainda que imorais e racistas, e de responder por elas.

      • O Feliciano é uma criança com mais de 30 anos. O cargo que ele ocupa é importante para minorias marginalizadas, ele deveria estar incluindo eles e não acrescentando mais preconceito. Ele não tem o direito de estar fazendo o que faz, ele esta fazendo pessoas sofrerem, pessoas que só querem viver uma vida em paz. Esse cara é um tremendo retrocesso, uma vergonha, uma criança com mais de 30 anos.

        O Brasil é uma país Laico, ponto. Ah, mais a religião também é uma forma de fazer politica… Não! O Brasil é uma país Laico, ponto. Religião só se infiltra na politica do nosso país porque fieis são votos, e isso mostra como estamos precisando de uma boa reforma na nossa politica brasileira, esse velho modelo “já nos proporcionou” tudo o que tinha para proporcionar.
        O meliante é evangélico ou católico, e eu, que sou um ou outro, voto no cara só por isso… O candidato não tem propostas legais, o passado te condena, mas nãão…!!!, o cara é cristão, então, só pode ser uma cara nota 10. Qualquer um que me beneficie, fodendo a pessoa do lado, eu não quero.

        Lemos, você fala do fascismo, quando questionamos opiniões como a do Feliciano, que todos temos o direito de nos expressar, e depois me diz que à democracia é uma merda… (?) As diferenças são tão importantes, é o que deixa tudo tão mais interessante, se todos fossemos iguais, com um mesmo discurso, eu juro que não saia mais da minha cama. Pra quê? Já sei o que vou encontrar ao longo do caminho, durante o dia…

        Lemos… cala a boca, por favor!

        Costumo encontrar bastante mulheres legais nos mangás. Até em obras mais pesadas, como A carruagem de Bradherley (bota pesado). No âmbito do que da errado, como a Sakura em Naruto, não é só a mulher que sai perdendo, acho que os homens também, isso é entediante tanto pra mim ♀ como pra vocês devê ser ♂.
        Não sei se mais mulheres produzindo conteúdo nos mangás sairia coisa melhor, é cultural esse machismo. Há tantas mulheres que são machistas andando por ai, achando que homem mostrar sentimento é broxante… Vai de cada pessoa mesmo, e o modo como elas enxergam o mundo à sua volta. Mais seria legal ver mais autoras femininas assinando seu nome em obras. Particularmente gosto quando descubro que quem fez determinado trabalho foi uma garota (olha ai, chupa!).

        Agora, chega! Parabéns pelo trabalho e obrigada por nos homenagear, grata.
        Façam um sobre homens, o problema atingem vocês também.

    • Bem observado, as personagens femininas dele geralmente tem uma pegada mais profunda (n sei até que ponto).

    • Sim, os filmes do estúdio Studio Ghibli, especialmente os dirigidos por Miyazaki, utilizam muitas mulheres como protagonistas e não somente isso, colocam elas como personagens fortes e com vontade própria. Diferente do que a Disney fez por muito tempo com seus contos de fada, os filmes do Miyazaki tratam as mulheres com muito respeito e criam personagens muito interessantes, como a San de Mononoke Hime.

  9. Belo tema.

    A visão do Hikaru no Go, acho que realmente é afasta homens, pois no Bakuman mesmo a (esqueci o nome) aquela colega do Takagi que é inteligente, tem personalidade forte e sofre preconceito com isso.

    Não curto Fairy Tail, mas dou um crédito de consideração pela Erza/Elza q apesar de todo fã service que pode ter ela é uma das raras mulheres badass em shonen.
    Não sei se ela vence homens pois não leio a obra, mas pelo menos ela parece ter alguma relevância nas batalhas.

    A Sarah (mora no japão) do Fale em Japonês, também da o exemplo de mulheres que escolhem o curso da faculdade, conforme a profissão do marido que elas pretendem ter. É bem interessante: http://www.youtube.com/watch?v=4aWdnG3PZ5k

    A própria mãe do PunPun é uma baita personagem por isso, pos ela sempre carrega o peso de não ter sido uma mãe ideal e na juventude querer seguir o futuro de uma mulher padrão.

    Ainda tem um obra famosa que fala sobra a luta da mulher no mercado de trabalho, que é Hataraki~Man, não li ainda, mas ta na whishlist, o Elfen Lied Brasil fez uma boa review: http://www.elfenliedbrasil.com/2012/08/corrente-de-reviews-hataraki-man-mulher.html

    Viajando? Foi só alcançar 50 episódios e já vai fazer uma “Nerdtour” pelo mundo. Efeito Jovem nerd em haushaushauhsas.

    Aliás, alem do Podcast já tem uma quantidade considerável de ouvintes no last fm: http://www.lastfm.com.br/music/Judeu+Ateu+e+Estranho

    A ideia sugerida de expandir pra literatura é legal, no sentido de comparação com o mangá, por exemplo temos nas livrarias brasileiras tanto os mangás de Battle Royale e 1 litro de lagrimas, como os livros de ambos, o do BR acho que ainda vai ser lançado.
    É algo que raramente abordado por blogs.

    • por incrivel que parece fairy tail trabalha as mulheres de forma melhor que naruto e one peac
      e sim a erza ja derrotou personagens masculinos muito importantes na obra

      • Isso aí, a Erza derrotou mesmo. Ficando semi nua em todas as vezes, mas derrotou. Não sei até que ponto é positivo isso, mas já é um avanço.

        • sim tudo em nome do fanservic ,mas pelo menos ele deixa as mulheres só no suporte

    • Na verdade é com o Judeu disse, são dois pontos de vista diferentes, depende do que a obra e o leitor decidem interpretar. O Rafael Nonato mesmo até comentou embaixo que o insei de óculos é interessado por ela. Então não considero que aquilo tenha sido sexismo de forma alguma. Até porque como são obras de roteiros diferentes as percepções são diferentes também, só porque foi usado relativamente o mesmo tipo de característica para a personagem, não significa que a intenção do autor seja igual

  10. Esse tema é bem complicado… pelo o que eu leio tanto na internet quanto em textos acadêmicos, o sexismo na sociedade japonesa é milenar, vemos isso na literatura japonesa, por exemplo, como em Genji Monogatari.

    Eu vi que recentemente saíram pesquisas de que as mulheres no Japão estão se desviando dessa submissão imposta sobre elas pela sociedade, não veem mais o casamento como um dos objetivos de vida, por exemplo.

    Mas tenho amigos japoneses que dizem que as mulheres ainda continuam muito submissas, sim, têm na cabeça que precisam se casar, ser boa dona de casa e dar total apoio ao marido pra se dar bem na vida; algumas querem entrar na faculdade apenas para conseguirem um namorado e poderem casar. Não leio muito shoujos, mas dos que leio, as autoras até buscam mostrar o lado independente das mulheres, mas parecem falhar muitas vezes, pois dá para notar a submissão lá pelo próprio estereótipo dos personagens: temos sempre o garoto popular, que todas as garotas querem, a protagonista inocente, complexada com a aparência, o cara que até gosta dela, mas num primeiro momento a ignora, ela tentar mudar seu jeito de ser para conquistá-lo, sofre pelo cara, tenta esquecê-lo, acontece incidentes que os aproximam, mas ficam enrolados, e por aí vai.

    No caso dos shounens, para mim, o Mashima tenta pelo menos fazer um bom trabalho com as garotas na medida do possível. O próprio já disse em entrevista que ele quer mostrar com a Erza que as mulheres estão mudando na sociedade japonesa, se tornando mais independentes. Mas percebe-se que o Mashima é um tarado por fanservice, mas, pelo menos no meu caso, não me incomodo TANTO com todos os peitos e bundas enquanto a Erza, por exemplo, mostrar que ela é mais do que isso.

    No caso de Naruto, o Kishimoto também já chegou a comentar em entrevistas (não só uma vez, mas várias) que ele não sabe trabalhar com personagens femininas, que não entende os sentimentos das mulheres e que pede conselhos para as assistentes e até para a esposa. Mas eu gosto muito da Sakura e da Tsunade. No caso da Sakura ela também é submissa, além de mal aproveitada, mas não vejo a força bruta que a personagem tem, por exemplo, somente como uma piada, como foi comentado no podcast. Muito pelo contrário. É verdade que no caso dela a força vem para o alívio cômico também (como as interações dela com o Naruto), mas eu vejo a força dela e da Tsunade até como um crítica contra a visão de que a mulher é o sexo frágil, afinal elas são mulheres, sofrem como mulheres, mas têm a força que supostamente caberia aos homens.

    One Piece realmente parece ter esse machismo, mas eu entendo que para o Oda, as garotas no mundo de OP estão mais para inteligência e intuição do que a força. Pelo menos Nami e a Robin são personagens que buscam o conhecimento, não a força, e isso, pelo menos pra mim, minimiza um pouco o apelo sexual que vêm das garotas com todas as cenas de bundas e peitos.

    Bakuman é realmente triste. Me irritava toda a vez que eu via a Kaya com a vassoura na mão (ela já apareceu com uma vassoura até na capa de um volume), e ela é claramente a mulher que está ali apenas para apoiar o marido. Mas, ainda assim, eu consigo gostar muito da Kaya, eu não sei exatamente o porquê. A Miho, com toda aquela história de conseguir o papel de dubladora por conta própria também me conquistou um certo apreço, embora também seja a personagem estereotipada que os japoneses parecem adorar.

    Enfim, é complicado, mas mesmo as mulheres não sendo tão bem representadas no shounens, eu, como mulher, ainda prefiro as mulheres de shounens do que as dos shoujos.

    Muito bom o podcast!

  11. Só para deixar registrado aqui, conheci o blog/podcast de vocês quando estava procurando uma resenha de Solanin no Google. Não me considero leitora de mangá, mas sempre que tenho tempo escuto o podcast, mesmo não estando por dentro desse mundo. Acho que o mais legal é que vocês falam de mangá de uma forma tão profunda, filosófica e analítica que o tema acaba se “dispersando” e se tornando uma discussão aberta para temas pertinentes do nosso dia-a-dia, como vocês mesmos comentaram no Pocast #50. Parabéns!

  12. No caso da estória da garota em Hikaru no go (A minha favorita daquele volume, aliás) tem um porém: A autora deixa algumas indicações que o insei de óculos que conversa com ela no início e no fim gosta dela. Ele fica preocupado com a falta dela, e quando ela diz que saiu com um rapaz, ele fica todo nervoso e diz coisas como: “Hunf, que bom pra você”.
    Tudo bem que isso pode passar totalmente desapercebido, mas com uma leitura um pouco mais atenta dá pra pegar.

  13. Olá!

    Esse papel diminuto da mulher não se restringe apenas ao mangá, mas a outras mídias. Um livro que contextualiza o papel da mulher em centenas de filmes de forma especular é o “Super Bitches and Action Babes: The Female Hero in Popular Cinema”.

    http://migre.me/fpEfU

    e Nausicaä é minha personagem feminina favorita, ao lado de Arale (Dr Slump) e Najica (Kitchen Princess).

    Abraços do amigo K. Buddy Holly, ETERNAMENTE ITs ALIVE do Blog Filmes do Pato Morto!

  14. Agora, parabéns pelos 50 casts! Eu tinha comentado no último post mas foi muito tarde então melhor formular melhor o comentário aqui.
    Fico muito feliz em ver um grupo “que manja muito” sendo humilde e aberto para outras opiniões ao invés dos elitistas “final boss da internet” de costume.
    E que venham mais 500 mangas ao quadrado! o/

  15. Mais uma coisa que eu esqueci de comentar.
    Eu não leio tantos mangás com participação feminina ativa, porém um que acredito que seja interessante nesse sentido é o shoujo Vitamin. É bem curto, 1 volume, vale a pena.

  16. Primeiramente venho deixar palavras de decepção por não lembrarem da galera do Facebook,nós também fazemos nossa parte ajudando a divulgar o Mangá².
    Lamentações a parte venho aqui deixar meu Slowpoke report de várias coisas;vamos lá,eu li/estou lendo: Solanin,Bradley no Basha,Pun Pun,Island,Nanatsu no Taizai,Toriko,Kekkaishi,entre outros.
    E guardem o lugar da recomendação do programa 55 pra mim,pois dessa vez sem firulas vou enviar uma.

  17. Olá senhores, mais um ótimo cast, para variar o!

    Gostei do tema, só achei que faltou falar mais sobre as autoras de mangás, como comentado acima pelo(a) KurenaiFirefox. E como vocês, assim como eu, não possuem muito contato com shoujo e josei, tá ai uma missão para vocês antes do próximo cast sobre esse tema, ler mais mangás dos gênero e talvez criar pontes de comparação com os seinens e shounens que conhecemos.

    Com relação a One Piece, você comentaram que é triste o que o Oda faz com as personagens femininas (não lembro certinha as palavras que usaram porque ouvi há alguns dias kkk). Eu discordo um pouco de vocês, pois comparado com outros shounens, até que One Piece trabalha bem as personagens femininas. Assim como todos os membros do bando, Robin, Nami e mesmo a Vivi possuem um background legal e um desenvolvimento interessante para tais. Ok, o Luffy teve que salvar elas, mas fez o mesmo com os outros membros também kkk….Essas personagens são interessantes sim, o problema a meu ver é que como já foram desenvolvidos os passados de ambas e as lutas mais relevantes são sempre destinadas para o trio mais forte do bando, elas ficaram com papel mais cômico, como Chopper, Usopp,Brook e Franky também ficam, além do uso delas para fanservice. Porém, elas são tratadas como mais inteligentes que os outros membros, o que poderia ser um preconceito contrário, mas Oda sempre torna tudo exagerado, então é aceitável no universo da obra dele a grande maioria dos homens serem bobos e as mulheres inteligentes kkk…

    E não somente interessantes, mas no universo de One Piece existem personagens femininos fortes no ponto de vista de poder, como a Charlotte Linlin e a Boa Hancock, tudo bem que essa ultima usa a atração física como poder kkkk…Mesmo a Robin é forte, ela só não ganha muitos inimigos fortes para enfrentar.

    Oda também trabalha, não por muito tempo mas trabalha, o tema de preconceito contra as mulheres com a Kuina, amiga de infância de Zoro, que mostra e critica aquela ideia de que a mulher por mais que se esforce não seria tão forte quanto o homem. Acredito que ele quis passar isso como algo pregado em sua sociedade não somente do ponto de vista físico, mas também social, onde em muitos casos as pessoas acreditam que a mulher não conseguiria se dar tão bem profissionalmente quanto um homem. Eu gostaria que ele trabalhasse mais essa relação com a Tashigi, a qual voltou a aparecer só agora mas ainda continua bem mais fraca que o Zoro :/…gostaria que ela aparecesse de novo mais para frente e fosse tão forte quanto o Zoro, talvez até lutasse com ele e desenvolvesse algum romance disso kkkk….

    Por fim, como eu havia dito, comparado com outros shounens, como Slam Dunk, Dragon Ball, Yu-Yu Hakusho, Naruto, etc, One Piece até que trabalha bem as personagens femininas, ainda não é o ideal, sim, poderia ser melhor, mas já é um passo o….

    • Zeh, eu concordo com você, mas isso só é tomado como regra entre os autores homens, onde a maioria das personagens mulheres são cheerleaders, coisa que na minha opinião o Oda quase não faz, embora ele ainda tenha um alto nível de sexismo.

      Se puder, leia Magi: o labirinto da mágica (meu segundo shonen favorito), esse manga dá show de aproveitamento de personagens femininos, é impressionante como uma autora mulher consegue balancear bem (não estou dizendo que um autor não possa, mas é exceção), e uma delas é uma vilã muito boa até o presente momento, pecando poucas vezes nesse departamento.

      • Obrigado pela dica, vou dar uma lida. Eu tinha visto a primeira temporada do anime e gostei do conceito, só a animação que foi caindo o nível ao longo dos episódios kkkk…

        Acho que isso deve ocorrer mesmo com autoras mulheres, Fullmetal Alchemist é a mesma coisa, uma autora mulher que, mesmo colocando homens como protagonistas de seu mangá, consegue criar personagens femininos fortes e bem interessantes.

  18. @Lemos Ninguém impede o cara de seguir a “moral cristã” (ou melhor, moral conservadora, porque a minha moral cristã foi bem diferente) A questão é impor a tal moral sobre as leis, que influenciam a vida de outras pessoas. Isso é tirar delas o poder de decisão. Eu sou contra o aborto, mas não contra a legalização. Se tu é contra não faça, não se meta no direito dos outros. (Só dando exemplo).
    Lei nenhuma deve ser pautada com base numa religião num estado laico.

    • Sim, as leis devem ser pautadas no ponto de vista social que garanta igualdade e bem estar a todos. Quando é algo que envolva ciência, em especial a medicina, não pode ser aprovado sem o respaldo da mesma. Não sou contra estudos que visam entender e talvez criar um método para a mudança de orientação sexual, mas se o mesmo ainda não foi constatado como seguro e eficaz, é inconcebível um projeto de lei para legalizar o ato em clínicas. O indivíduo pode querer trocar sua orientação sexual (de homo para hétero e vice-versa), porém um médico não pode aplicar um tratamento nesse indivíduo dizendo que funciona se não funcionar, ou se os danos causados forem grandes. É igual eu sair vendendo cura para Aids, estou enganando o indivíduo que comprar, não somente isso, mas em alguns casos piorando a qualidade de vida do mesmo. O aborto é o mesmo, não sou a favor de se fazer, mas acho que cada mulher, no caso o homem na teria o que opinar, tem o direito de escolher se quer ou não ter um filho. O estado deve não proibir, mas sim utilizar outros métodos para diminuir a prática, como incentivar o uso de preservativos e tal.

  19. Bom, meninos, eu só recomendo mesmo a vocês que leiam mais do gênero shoujo + josei, mesmo que não encontrem boas experiências pela frente, é fundamental para criar bagagem e boa percepção. Como formadores de opinião, é necessário quebrar esta casca e explorar outros mares, principalmente se desejam abordar uma variedade de temáticas no podcast. Muitas das hesitações e não certezas é algo que pode ser absorvido com mais conhecimento do gênero em questão. Não dependam sempre de convidados, mas vão um pouco além, dá mais credibilidade à imagem do Mangá² e a discussão fica muito mais rica quando você sabe e tem certeza do básico. Como eu ouvi uma vez de um entrevistador (ou seria em algum podcast? Não me lembro, talvez o Jovem Nerd), nunca deixa tudo na mão do convidado. E temas como este, são muito complexos, não é só estudar uma semana antes, mas absorver as informações e criar uma opinião sólida a partir deste ponto.

    Sobre a questão dos shounens, gostei muito do que vocês levantaram, realmente parecem que no geral as personagens não passam de suporte, mas ainda assim, num ponto de vista mais geral, pesquisas dizem que personagens femininas fortes dos shounens que meninas se identificam tendem a ser mais benéficas que as de shoujo, por exemplo. Uma Mulher Maravilha, por mais que seja um produto da indústria moldada para ser simbolo sexual e ter isto explorado ao extremo, ainda assim se trata de uma personagem importante para a representação feminina. As mulheres reproduzem o machismo e velhos padrões por que assim lhe foram ensinadas, é apenas um reflexo da sociedade. A mesma sociedade que ensina que devemos desconfiar uma da outra, não por acaso ainda temos aquela sombra por trás de que mulheres não são boas amigas, que são falsas uma com a outra (não que não tenha, mas isso acho que é próprio do ser humano).

    O que mais? Hmm… não me lembro, ouvi o cast há alguns dias (e como disseram que tava tendo comentários interessantes aqui, vim cá ler). Enfim, como deu pra notar, eu não gostei muito, mas estão no caminho certo. Voto também na Valéria, se não no próximo, em outro que vocês venham a fazer, acho que ela aceitaria de boas, principalmente por causa do tema. Acho que o menino Judeu Ateu já escutou o ShoujoCast e pelos comentários dele, gostou muito, se ainda não teve a oportunidade, Estranho, vê lá que é bem legal!! Essas meninas são fodas! Eeeeeeeeeeeeee, pra não dizer que só vim aqui meter a lenha, a química de vocês está cada vez melhor. Só que o Estranho parece mais a vontade que o Judeu, heheheh.

    • Olá! Bom vê-la por aqui.

      Sobre ler mais shoujo e josei, pelo menos da minha parte há esse desejo, e imagino que do judeu também. O grande problema, que é o mesmo problema de qualquer pessoa que acompanha qualquer mídia, é falta de tempo. Tenho alguns old-school e uns que disseram ser bons exemplos de cada demografia separados na minha lista de espera, mas está bem difícil encaixá-los na rotina. O possível terceiro membro que comentamos desejar é, na real, alguém que esperamos ser recorrente, com esse conhecimento maior que o nosso em determinada área pra acrescentar conteúdo não só a este papo mas em vários outros futuros. Então seria menos um parasitismo e mais um “membro especialista”, igual tem em vários podcasts famosos. Mas claro que todo mundo tem que ter uma base geral, pelo menos, concordo.

      Conheço o ShoujoCast sim. Não posso dizer que sou um ouvinte regular, mas já ouvi vários programas delas, justamente numa época que estava me inteirando mais sobre o tema. Juro que já cogitei convidá-la várias vezes, mas sempre tive vergonha de chegar lá do nada a convidando, lol! Mas quem sabe, não é?!

      Nem acho que você desceu tanto a lenha! Achei pontos válidos e já esperava várias opiniões divergentes ou complementares a nossa. Sempre repetimos que a maioria dos programas se completam na leitura de emails e este é um deles, afinal.
      E também já é de conhecimento geral que eu sou o ativo dessa relação, isso explica a desenvoltura.

  20. Concordo que as personalidades femininas são mal exploradas em mangás, talvez por culpa dos autores homens, agora sobre a sensualidade exaltada que os autores colocam nos mangás ,acho normal, pode ser só na minha cidade, mas se olhar pra rua a maioria das mulheres se vendem com roupas sensualizadas,blusinhas com decotes para valorizar os seios, shortinhos, minisaias,vestidinhos curtos, isso é tão normal nas ruas, a gente nem percebe mais, por que ta acostumado, agora não entendo por que muitas pessoas chegam a ter repgnancia com uma mulher que se veste assim num mangá , é claro que é pra atrair homens, mas na minha opinião as próprias mulheres se vendem assim hoje em dia, Não estou falando que são todas, mas se olharem bem as mulheres estão se vestindo de um jeito mais sensualizado cada vez mais , Na epoca em que eu estudava poucas meninas realmente se preocupavam com estudos ou tinham personalidades diferentes, a maioria queria mesmo era um namorado ou coisas desse tipo, pra mim é a mesma coisa que acontece com garotas dessa idade em shounens, poucas meninas tinham personalidades do tipo forte ou com ideias interessantes, acho que menina em shounen sempre sera assim. Pior que tem gente que não gosta de ler certos mangas só por ter garotas vestindo-se de modo sensualizado, eu concordo que que esse Ecchis são idiotas mesmo tipo uma menina esfregando a Buc*** na cara do protagonista e o maximo que ele faz é soltar sangue no nariz, mas tem muitas histórias legais também, muitas pessoas acham que isso é uma barreira, sério que só porque uma historias tem uma mulher mostrando a calcinha e com metade do peito saltando do decote a historia nao presta? a menina aparece nua e o cara critica o mangá , a serio vai se fuder (isso é só algo que vi algumas pessoas fazendo por ai :~~). Uma personagem que eu vejos sempre o Judeu e o Estranho sempre estão reclamando é a Robin do One Piece, que agora ela está mais com visiual ecchi, tipo,se olharem bem pra trás, na minha opinião aquela roupa que ela usava era de puta descaradamente kkkk. Agora sobre a cultura japonesa da mulher que os mangás e animes passam chega a dar raiva. Nossa como da ódio ver quando eles pegam e colocam tipo um casal de pais, daí o marido é tipo um deus na casa é a esposa é uma máquina disposta a fazer o marido feliz a qualquer custo, praticamente o homem casado no japão não pode nem limpar a bunda quando caga a mulher que deve vir com o papel higienico e ainda sorrindo , nossa odeio isso em mangás e animes e eles forçam muito esse tipo de coisa em casais, a mulher sempre tem que fazer o homem feliz , O homem sempre na dele olhando tudo por cima , ha sério, tem coisas que não da pra entender mesmo.

  21. Hum, o assunto nos comentários passou a ser mais sobre a mulher na sociedade do que nos mangás, embora não tenha muito que falar nessa área, pesquisei e achei esses links aqui:

    http://rederecord.r7.com/video/por-constrangimento-mulheres-deixam-de-denunciar-casos-graves-de-abuso-no-japao-51c8fd700cf25a7d43ff6166/
    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/07/12/interna_mundo,376682/na-regiao-do-paquistao-cada-vez-mais-as-meninas-vao-a-escola.shtml
    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/07/12/interna_mundo,376691/malala-participa-de-assembleia-da-onu-e-diz-que-ameacas-nao-a-silenciarao.shtml
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130712_video_malala_vale_cc.shtml

    Eu acho que o machismo, assim como outros tipos de preconceito, tem como raiz o medo,insegurança e a fraqueza mental e de caráter que quem tem esse tipo de atitude, e várias coisas podem ser usadas para externar ou mascarar isso, como religião, influência e pressão social ou até mesmo atitudes individuais como falta de valorização, assédio sexual, abuso e violência doméstica.Acho que fraqueza mental pode ser aplicada a ambos os gêneros, tanto para homem que pensa que é superior a mulher e age conforme isso como para a mulher que não se valoriza (Não generalizando,claro).

    É por isso que gosto tanto de Otoyomegatari, o cenário é o Usbequistão do final do século 19,dá para imaginar que num cenário tradicional desses a mulher seja apenas um objeto, mas não, no mangá as personagens femininas tem seu valor e são carismáticas, e todas as situações lá são retratadas de maneiras realistas, as formas que as mulheres são tratadas lá variam de tribo em tribo.Eu pretendo dar uma chance para esse Gisele Alain também.

    Eu mesmo ja comecei a ler shoujos/joseis/romances para me aventurar por outros gêneros e ter mais bagagem, eu li Bitter Virgin para ter uma base clichê para comparação, lá achei uma personagem que se eu futuramente fizer um post de Top 10 – Piores personagens femininas, com certeza ela estará la:Kazuki.

    Mas eu estou lendo coisa boa também, como Orange,Dengeki Daisy,Annarasumanara, Meteor Methuselah (Falam que é um dos melhores shoujos já feitos, é parecido com Fullmetal Alchemist só que mais voltado para o shoujo, com uma baita personagem principal – Machika). E Otoyomegatari (The Bride Stories – Histórias de Noivos). Já alcancei os capítulos atuais e falo que esse mangá alcançou o posto de #1 no meu ranking pessoal.As personagens principais (principalmente a Amir e a mãe das gêmeas) são perfeitamente desenvolvidas, nunca vi personagens femininas tão boas.Eu tava segurando essa recomendação achando que o Estranho e o Judeu não tinham visto ainda, mas pretendo lançá-la com uma review.Emma também é muito bom, a mangaká que faz esses mangás (Kaoru Mori) é muito talentosa e os mangás dela já foram indicados para vários prêmios
    http://omniaundique.wordpress.com/2013/02/14/sinopsiando-romances/ (Mini-Review de Emma)

    Aqui achei um Top 10 de personagens femininas de Shonens e Seinens,quem quiser ver aqui:
    http://ecchimustdie.wordpress.com/2013/05/10/top-10-melhores-personagens-femininas-em-obras-seinen-e-shounen/
    Lá achei umas características até interessantes,nessas aqui eles acertaram:
    “Quanto mais forte for a personalidade da personagem melhor, dando mais possibilidade para ela ser carismática.
    Personagens lógicas ganham ponto, mas se agirem de forma ilógica por emoção ou motivos fortes, funcionam.
    Funcionarem para suas obras, marcando-as e chamando a atenção do leitor.
    Ter um passado (background) bem explicado e trabalhado.
    Ter um desenvolvimento bom e lógico/plausível de personalidade.”
    Tem outro post bom desse mesmo blog aqui:
    http://mangasundergrounds.wordpress.com/2011/12/11/top-5-personagens-underground-femininas/
    As personagens femininas que mais gosto são a Emma do mangá homônimo,a Amir de Otoyomegatari, a Mononoke e a Nausicaa da Ghibli, a Sachi de Oyasumi Punpun, a Kazumi e a Kana de Gokukoku no Brynhildr e a Kanna e a Yukiji de 20th Century Boys.

    Mangá mais misógino:Sun-Ken Rock

  22. Eu não tenho nada muito relevante pra falar, mas só queria comentar uma coisa q me ocorreu. Embora tenha sim alguns esteriótipos de mãe, por exemplo esse que foi mencionado do pai ser mais distante e a mãe mais carinhosa, mesmo que seja bem comum, na mesma hora eu lembrei da família do Shikamaru. Pelo menos o Naruto tem um ponto a mais na questão, apesar das coisas estarem bem ruins pro coitado…

    Álias o colega ali em cima no debate sobre o Feliciano me pareceu meio exagerado, hein? É claro que todo mundo tem direito a opinião, incluindo o Feliciano, mas o problema não é a opinião dele. O problema nesse ponto é a posição política do presidente da Comissão de Direitos Humanos, que até onde eu saiba tem como dever defender e proteger o direitos dos ditos humanos que acabam se danando no geral e pelo que me parece ele faz o contrário… Nesse caso ele tem mais é que ser chutado de lá pelo voto da maioria, afinal, mesmo eu não sendo ativista de nada sei que um cara que consegue ser contra praticamente 60% do que os Direitos Humanos deveria defender não vai dar muito certo.

  23. Existe sim uma mulher que derrota um (vários) homem sozinha, a Erza de Fairy Tail, um exemplo é na saga ”Tenroujima”. Vocês deveriam ter citado a Erza, ela é um bom exemplo de personagem que vocês queriam.

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