Mangá² #43 – Violência

Sejam novamente bem vindo ao episódio Chen do Mangá², o podcast mais entusiasta de todos os tempos.

No Mangá² dessa semana, resolvemos discutir a temática da violência nos mangás. Será que a mídia é violenta? De que forma esse recurso é usado nos mangás? Como nós, leitores, devemos reagir a tamanha exposição de violência? Por que algumas pessoas simplesmente não querem ler mangás violentos?  Isso está errado? Tudo isso e muito mais não será respondido nos próximos 30 minutos de sua vida.

E na recomendação da semana, um mangá sobre bruxas com uma arte fantástica, várias mensagens únicas e um feeling que lembra um pouco The Music of Marie.

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Cronologia do episódio

(00:20) Discussão Semanal – Violência

(24:17) Leitura de Emails

(42:17) Recomendação da Semana – Witches

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

27 Respostas para “Mangá² #43 – Violência

  1. Só vou poder dormir sabendo que irei escutar amanhã de manhã ao caminho da aula, atrasou um pouco hein?

  2. Acho que deveria ser o programa 42, pois a banda Level 42 fez uma musica chama 43 (achei isso na wikipedia kkkkkkk nem conheço a banda)

    Desconhecido? lol Majo ta na minha PTR faz tempo. Na verdade tudo que vcs me recomendam ta na PTR, ai fico chatiado pensando “Porque ainda não li isso?” (E o pior e q não vou atraz mesmo assim kkkkkk)

    Assim que eu terminar de ler Bradherley no Basha começo a ler Mojo pra vc não ficar triste e ter com quem comentar lol Mas antes tenho q terminar o post do Furuya no meu blog…cara, não e muito legal ficar lendo so um autor sem parar, seila pq, mas não curti muito a esperiencia XD

    E por falar no Furuya, uma das obras dele cai muito bem no tema desse cast. Kanojo o Mamoru 51 no Houhou usa muito bem a violencia em diversos pontos. Sendo ela visual (afinal e uma tragedia), fisica, sexual, religiosa (serio, leiam e entendam), etc.

  3. sobre o tema violência,não acho errado uma pessoa deixar de ver mangás pela violência,da mesma forma que eu não vejo um mangá sobre pedofilia ,pois não gosto de pedofilia e assim por diante,,e gosto de obras violentas a não ser que seja violência por violência ,como por exemplo um mangá que parei de ler a um tempo yaotsukumo,uma historia onde um garoto imortal tem a misão de proteger uma garota,o problema que em todo capitulo o garoto é retalhado ,mutilado,decapitado ,cortado ,decepado e etc. só pra no segundo seguinte estar regenerado como se nada tivesse acontecido ,nesse caso eu vejo a violência simplismente como um fanservic que o autor botou ali

    tenho algumas dicas de temas pra futuros podcasts, por exemplo “carisma”
    acontece que eu estava vendo o anime arata kangatari ,o anime não é ruin tem uma boa historia e animação competente ,mas os personagens carecem de carisma ,isso me deixou com um gosto amargo,mesmo o anime sendo bom,dai me veio a ideia “ate onde o carisma de um personagem é importante pra historia” pois vou pegar dois exemplos em evangelion temos o sinji que é um personagem bem construido e totalmente coerente dentro do mundo em que se passa a historia ,mas a maioria o considera o personagem chato pra caraio,por outro lado em reborn temos o hibari ,que é um personagem mais raso que uma possa de aguá ,sem nenhum background mas que é adorado por muitos
    ainda nessa temporada fui ver mushibyo um anime totalmente cliche com uma historia manjada e personagens estereotipados ,mas todos com um carisma tão forte que me faz querer acompanhar aquela historia cliche

    outro tema que gostaria de recomendar é o “cliche”
    afinal a obra ter um cliche a torna ruin?
    eu tinha em mente que cliches são coisas ruin,mas um tempo atras li um mangá que em certo ponto me vez questionar sobre isso,não me lembro qual o mangá foi mas nele tem um capitulo que é revelado a identidade secreta do vilão da historia,e ele é nada mais nada menos ,que o irmão malvado do protagonista,na hora eu pensei “aff que bosta” mas depois de dar relida cheguei a conclusão que não foi um capitulo ruin ,e que se eu tivesse lido esse mangá qundo não tinha conhecimento com esse cliche talves eu tivesse achado muito foda aquilo
    outro exemplo é algo que aconteceu comigo usando eu estava lendo um mangá de esporte recente,era meu primeiro mangá de esporte ,estava muito empolgado então fui procurar gente pra comentar, mas o que vi era o pessoal criticando o mangá pois ele era muito cliche ,na epoca como não tinha o conhecimento sobre cliches de mangás de esporte tinha adorado o mangá,mas hoje em dia com a experiencia que tenho com mangás de esporte,olho pra traz e realmente vejo que aquele mangá era muito cliche

    bom acho que já falei de mais ,valeu e continuem com o bom trabalho

  4. Queria fazer uma sugestão, logo no primeiro post poderia ter os nomes das músicas e das bandas que tocam ao longo do cast. As duas primeiras eram incríveis.

  5. Eu também já recomendei esse tema para eles: Clichê. É um tema muito bom
    Eu acho que o maior problema não é a temática ser cliche e sim se a forma em que a história seja tratada de forma clichê e dê a sensação de dejavú.
    Exemplo de um animação aonde o clichê é bem trabalhado: Rango (Embora isso possa ser aplicado aos mangás também)
    A tematica do filme é a mesma de “Os sete samurais”. O protagonista que é um random qualquer acaba parando em uma vila isolada no deserto e é confundido com um herói pistoleiro.
    Parece algo batido, mas a auto-reflexão do personagem sobre sua identidade e o uso bem-feito de simbolismos para isso tornam o filme a melhor animação de 2010 pelo Oscar.
    Agora um exemplo de história clichê completamente mau usado é o anime de Robotics;Notes.Lá no Elfen Lied Brasil e no Netoin tem mais detalhes e comentários desse anime para quem tiver curiosidade.

    Voltando ao tema do podcast, embora haja exceções de obras sem antagonista (voltando ao podcast 40, hehe, como Yokohama Kaidashi Kikou,Aria e Kabou no Isaki) a violência na maioria das obras se remete à estrutura básica das obras, como apresentação dos personagems(inicio), conflito(meio) e resolução do conflito(fim).Isso tanto nas obras e animações mais infantis como nas obras mais maduras.
    Um livro/filme que consegue exemplificar bem varias formas de violência é A Laranja Mecanica. Com relação a violência voltada para o lado sexual,mencionado também há um mangá que mesmo de forma imaginária retrata isso em agluns capítulos é Onani Master Kurosawa.(Mais detalhes eu envio para o email mangaaoquadrado@gmail.com para evitar spoilers).Outro mangá (que tem uma review aqui) que desta vez mistura gore com beleza é Shigurui.
    Para terminar, eu acho que one-shots podem ser usados como aperitivo para introduzir pessoas no mundo dos mangás para em seguida, introduzir obras maiores.

  6. sobre esse negocio de introduzir pessoas com one shot,só concordo com isso caso a pessoa seja estremamente preguiçosa ,e não goste de ler de jeito nenhum

  7. Putz, eu tinha Witches baixado aqui faz tempo e tava com uma puta vontade de ler, mas agora você falaram que tem clima The Music of Marie. Broxei.

    (não levem tão a sério)

  8. Olá!

    A estetização da violência é o indubitavelmente o cerne de grande parcela das criações e evocações humanas, tanto que diversos hors-concours concordam que se existe um ato supremo, este ato é o assassinato (o maior ato de violência possível, visto que além de cometido contra um igual tem natureza terminal) sendo que se o ato do assassinato é considerado arte, por conseguinte o assassíno é um artista.

    Isso pode ser compravada em grande parte pelo fascínio que a violência traz, sendo abertamente exposta em jornais e demais meios midiáticos, onde o sensionalismo se mescla a brutalidade gerando repercurssão e reconhecimento. Tal comprovação enconta fundamento em uma rápida busca no Amazon sobre o termo serialkillers (do ponto de vista da estetização da violência, artistas plenos) com mais de 13 mil menções.

    Mas voltando apenas as criações humanas, a violência vem sido retratada a séculos, tanto no âmbito do Sacro, com dezenas de imagens da cruxificação de cristo e imagens semelhantes, quanto na ambientação de costumes. E essa constante e recorrente representação denota um traço primitvo relacionado ao homem (se existimos, existimos pela realização de diversos atos vís).

    Contudo, o uso da violência em fronteiras além da retratação ou associação, apenas de maneira recriativa cria um abismo de alienação.

    Um excelente livro que trata do porque da violência ser tão atrativa é New Hollywood Violence; http://migre.me/exXka

    Vejo que os mangás não exibem grandes diferenças com relações a outras mídias, sejam o cinema ou a literatura. Todas as mídias apresentam uma massificação e um nivelamento na faixa etária, contemplado a todos como público juvenil/jovem adulto. Um artigo relaciona muito bem essa relação do aumento da violência com a planificação do público (http://migre.me/exXEB).

    Abraços do K.Buddy Holly, Eternamente ITs ALIVE!

  9. Achei muito loca a escolha do tema e como vocês o-abordaram. Achei que seria uma conversa muito mais do tipo clichê, mas não, vocês foram por trilhas não conhecidas ainda (pra mim ao menos). Vejo o tema de forma mais amplo, agora; e isso é da hora!
    Não sei falar de forma subjetiva, nem ao menos técnica – sabe, do tipo amplo da coisa. Então vou dar dois ex. de violência meio complicadas de se consumir (eu consumo, por achar que acrescenta aos meus neurônios, rs): A primeira, acontece na primeira estória de Bradherley’s Coach, aonde mostra o que acontece com as meninas levadas pela família Bradherley. Achei a mais pesada da estórias que contém no mangá. Li ela e fique num hiato de semanas para retomar a leitura, por me sentir mau! A segunda, ocorre em Mr. Arashi’s Amazing Freak Show, quando a(o) hermafrodita mata os cachorrinhos da protagonista – que séria na estória, à unica pessoa boa do grupo -, e dá pra ela comer. Nossa, velho…, pesado!…, DE MAIS!! Ah, vc Judeu, que leu Maus, na parte em que ele conta o que eles, os nazistas, faziam com as crianças judias… Caralho, eu quase chorei quando li aquilo. Não é ficção, foi real!
    Em suma, duas ótimas obras, mas com uma violência meio complicada da galera querer “degustar! experimentar!” Ou sei-lá, talvez n.

    • Recomendo a leitura de Tokyo Babylon. É uma leitura muito agradável, e conforme vai se desenrolando a estória fica realmente surpreendente. Com um final *¬* que arrepia! Pra quem leu ou assistiu X-1999 é um prato cheio, já que conta sobre o passado de um dos personagens mais legais. Você entende porque Subaru ganha a luta contra Seishirou, em X-1999.

      Sinopse do primeiro volume (são sete), só pra servir como uma pequena introdução: Na primeira edição de Tokyo Babylon, nos deparamos com uma série de eventos paranormais. Para acalmar os espíritos Subaru Sumeragi, um dos poucos onmyôjis (espécie de mago do Japão) atuantes no país e o décimo terceiro chefe do poderoso clã Sumeragi usa seus poderes em exorcismos. Em sua empreitada, Subaru é acompanhado pela sua divertida irmã gêmea Hokuto e pelo misterioso Seishiro Sakurakuza.

      Escreveram umas coisa legais sobre (eram direcionadas aos Ovas, mas serve.): ” Se você quer entrar no mundo criado para Tokyo Babylon, tem que esquecer seus preconceitos, pois a história vai testar sua capacidade de aceitar situações fortes. Religião, homossexualidade e assassinatos são assuntos tratados de forma muito natural.

      Misticismo, suspense e romance na dose exata povoam esse anime*, que conta a história de duas famílias ricas, poderosas e rivais no Onmyouji (videntes, conselheiros, magos, não há uma definição que possa ser dada em uma só palavra), os Clãs Sumeragi e Sakurakamori, respectivamente bem e mal, luz e escuridão.

      Apesar do amor existente entre as famílias rivais, se você está esperando um final tipo Romeu e Julieta, esqueça! Esta fantástica obra passa longe dessa armadilha. Morte e desilusão temperam um final totalmente imperdível, que renasce em X, buscando vingança! (…será?).” (fonte: Hinata Sou)

      *ainda n assisti estas Ovas, por isso n saberia dizer da fidelidade com o mangá.

      Vou deixar uma imagem legal que eu encontrei de Tokyo Babylon (e que diz muito!)

  10. Daniel Pereira
    Sintra/Lisboa/Portugal
    20 anos

    slowpoke reports:
    li compulsivamente Aku no Hana como o Estranho falou, e não há duvida nenhuma de que o anime não é o que o manga é. Simplesmente adorei o manga! com sorte sai esta semana o novo capitulo, que poderia ser comentado por vocês um desses programas futuros que venham a ter quebras da shonen jump. (nem sei se o judeu tbm lê).

    Ps: tbm não lido muito bem com a violência sexual nos mangas, não esta sozinho Estranho 🙂

    • Daniel Pereira
      Sintra / Lisboa / Portugal
      20 anos

      Estive a pensar sobre o tema do porquê de alguém se sentir incomodado com violência sexual e até mesmo psicologia mas não com violência física.
      Pois bem, violência física é algo que já toda a gente vivenciou! Já toda a criança ou até mesmo adulto (que olha só, também já foi criança :O ) teve uma briga… Mas ok, há sempre aquele que nunca brigou, mas ainda assim, esse mesmo sujeito, já viu uma briga! Já toda a gente vivenciou de algum modo uma luta real, então muito pouca gente vai sentir algo por ver shonen de porrada por mais sangue que tenha (a menos que, haja tortura, membros decepados, mutilação genital…).

      Mas e agora, uma violação (estupro)? É “raro” alguém ter vivenciado essa experiência, ou ter algum familiar que passou por essa situação. A partir de uma idade, toda a gente fica a saber o que é um estupro (no meu caso, foi com apenas 10 anos quando deflagrou o “Caso Casa Pia” em que varias vitimas que viviam numa instituição, fizeram queixa, tornando-se um dos mais polémicos casos da televisão portuguesa até à data), mas quando se vê confrontado com uma cena desse tipo num filme ou anime, há um choque!
      Ao contrario de Berserk, em que eu só me apercebi que a Caska iria ser violentada, na hora em que eu estava a ver, então não tive a opção de não ver o anime por esse factor, embora o nível de Berserk em termos de violência ser bastante elevado… Mas já no caso da penúltima recomendação do Judeu, em que ele avisou que teria violência sexual (embora a sinopse fosse super interessante) eu não consegui ganhar vontade de me submeter a essa experiência desconfortável.

      Referindo me agora à “ponte” que fizeram com o tema dos mangas tristes “é bom vivenciar um pouco de tudo”, não consigo concordar totalmente, porque há coisas no mundo que é melhor ter sempre longe da nossa vista, na minha opinião claro!

      Abraços

  11. Para mim, a violência e o gore no geral são tanto elementos visuais para se atrair público quanto elementos narrativos presentes para contextualizar o universo, justificar as ações de um personagem, etc…No caso de Berserk, por exemplo, ele é sim um elemento narrativo importante, pois tanto mostra o universo bárbaro que se passa a história quanto motiva Guts nas ações futuras dele. Porém, tenho certeza que muitos começaram a ler o mangá pela violência, sangue, pessoas e monstros gigantes sendo cortados ao meio kkk….

    Nessa parte abaixo falarei com base no pouco conhecimento que tenho adquirido na web e em aulas de biologia dos tempos de escola, então não possuo nenhuma base científica xD…

    Com relação a violência sexual, eu acredito que ela cause mais desconforto quando presente em uma narrativa por causa de fatores biológicos nossos, pois creio que os humanos (e outros mamíferos) tem um forte instinto de proteger os gâmetas femininos (óvulos), uma vez que são difíceis de se produzir e possuam um número limitado no organismo da mulher, tanto que elas são mais seletivas com seus parceiros do que os homens. Já acredito que o contrário, mulher abusando sexualmente de homem, não deva causar tanto desconforto, exatamente por conta desse fator biológico, mesmo que não me recorde de nenhum caso desse em narrativas que não sejam echis ou hentais kkk. Já o caso de um homem estuprando outro pode também causar forte desconforto pelo fato de não estarmos acostumados a nos deparar com cenas homonossexuais em nossa sociedade, o que é ruim e ajuda a fomentar o preconceito que existe, além do fato de ter o fiofó violado representar um fator de desonra masculina, uma humilhação. Além de tudo isso, também existe a herança judaico-cristã de nossa sociedade, que prega fortemente o sexo como algo errado e impuro.

    Acho interessante o uso de ambos em certas narrativas quando o mesmo se mostra necessário. Berserk é sempre um bom exemplo para se tratar pois aplica ambos com grande frequência. Só acho que a parte de abuso sexual é um pouco exagerada no mangá, pois mesmo com alguns momentos importantes (spoil a frente) como o estupro do Guts quando criança e o da Casca por parte do Griffith no final do Golden Age Arc, várias vezes acontece de forma bem aleatória e chega a ser até cômico de tão nonsense, como a cena do Cavalo monstro na Farnese ( link para se lembrarem http://0-media-cdn.foolz.us/ffuuka/board/tg/image/1366/74/1366748427167.jpg ), fica até parecendo que qualquer coisa com peitos será estuprada mais cedo ou mais tarde no mangá kkk…

    É isso amigos, tenham um bom fim de semana o

    • Discordo sobre a violência sexual ser ligada a um caráter de proteção biológica.

      O oposto disso é comprovado cientificamente, visto que o objetivo de grande parte dos machos (principalmente nos mamíferos) é perpertuar o seu código genético (da maneira que for possível, seja pelo abuso físico ou inclusive pelo infantícido de filhotes de outros machos). Mas se considerarmos que somos animais morais, o mesmo não se aplicaria.

      K.Buddy Holly!

      • Sim, realmente o ato sexual forçado é comum em vários estágios de nossa espécie e em outros organismos. Mas mesmo assim acredito que esse fator seja uma exceção, são aqueles machos que não conseguem parceiras por serem mais fracos, não possuírem território, não conseguirem muito alimento e assim são subjugados por outros machos, levando-os a tomar uma fêmea desses machos ( sim, isso soou machista kkk) e forçá-la ao sexo.

        Porém meu ponto nem é esse, é o fato dos gametas femininos serem valiosos, assim um ato de tomá-los (fazer sexo forçado com uma mulher) seria um ato de violência maior para nós do que a mutilação de uma mulher por exemplo. E do outro lado o ponto de vista social coloca o sexo como algo errado, apenas aceito entre casais, dai um homem violar a integridade sexual de uma mulher é equivalente a tirar a honra dela, o que para nós aparenta ser pior do que apenas machucá-la.

      • Ainda discordo,

        em tese, biologicamente falando, não existe importância maior para gametas femininos. Essa importância existe com a própia carga genética, e não com a carga genética de outro membro da espécie, seja ele um concorrente ou mesmo uma outro gênero.

        Este paper mostra de forma mais abrangente o que mencionei acima.
        http://migre.me/eACOl

        K.Buddy Holly!

      • Esse artigo é pago, só posso ler o prefácio dele kkkk….e não me refiro ao ponto de vista genético, digo do ponto de vista natural mesmo, gametas femininos são limitados e são produzidos em pequena quantidade, já os masculinos são abundantes e duram o resto da vida ( ao menos enquanto o rapaz conseguir trabalhar kkkk)…assim em um meio é pior se perder 1 mulher do que 1 homem, pois um homem pode fecundar várias mulheres. É nisso que quis me basear. E como disse, não tenho nenhuma cargar acadêmica de biologia ou história natural, então realmente falo como leigo mesmo o

      • Zeh,

        caso queira posso enviar o paper, ou uma revisão que trata do assunto de uma maneira ampla desse assunto.

        E o natural é o genético e o fenótipo somados, então obviamente existe uma parcela do comportamento atuando na aceitação de alguns comportamentos. Mas volto a grifar que o motivo da não aceitação de violência sexual não está ligado ao fator da quantidade de gametas e que a única motivação ligada a isso está na perpertuação do próprio material genético, não importando a maneira como isso não acontece.

        Resumindo o que a literatura menciona sobre o assunto (e focando em animais devido a eles exiberem um comportamento mais funcional e sem “amarras sociais e culturais”) é o seguinte: O maior número de machos em épocas de acassalamento leva estes a criarem comportamentos agressivos que podem culminar na coerção sexual, sendo que os machos evolucionarmente desenvolveram ferramentas para facilitar esses comportamentos o que compromete a teoria da proteção e corrobora com a preocupação individual da sua carga genética.

        Abraços K.Buddy Holly!

  12. Bom queria agradecer o Judeu, pq eu achei muito foda a obra Brad Harley no Basha, pena que não tem em português se não sem dúvida merecia um mangá enquadrado. A obra realmente é muito boa.

    • Pois é, fiquei sabendo depois. Como vi que não tinha scan no Mangaupdates, achei que não tinha mesmo. Alguém destruiu um mangá da versão lindíssima da Viz pra scanear, até deu um aperto no coração!

  13. Tem dois videos bem legais sobre os assuntos tratados: http://www.escapistmagazine.com/videos/view/jimquisition/5972-Rape-vs-Murder e http://www.escapistmagazine.com/videos/view/jimquisition/6692-Desensitized-to-Violence

    E é aquilo, violência realista é a coisa que menos se tem na mídia, mesmo quando perto do “realismo” mortes e violência são sempre dramatizadas, poucos são simplesmente, morte.

    Uma das que gosto é essa, mesmo sendo em anime http://i.imm.io/16C30.gif onde o corpo simplesmente cai, assim, morto.

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