Mangá² #39 – Fandom (feat. Leonardo Kitsune)

Sejam novamente bem vindo ao episódio asterix do Mangá², o podcast que faz parte do fandom, e sabe disso. provavelmente.

Nesta semana, voltamos a conversar sobre comportamento, e desta vez discorremos sobre o que desgostamos na massa que curte anime e mangá. E ninguém melhor para nos ajudar nessa discussão que um dos mais expostos a esse público: Leonardo Kitsune, do Video Quest!

Ouça enquanto vamos de nenhuma introdução a nenhuma conclusão, e divagamos sobre as atitudes do fandom, sobre o famigerado “X >>> Y“, sobre a catalogação de informação contra o senso crítico, e quais manias nós ainda temos que sabemos que devemos melhorar!

E a recomendação da semana é uma cortesia do nosso convidado, que trás uma HQ não japonesa para o nosso público elitista!

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Cronologia do episódio

(00:17) Discussão Semanal – Fandom (feat. Leonardo Kitsune)

(41:12) Leitura de Emails

(56:15) Recomendação da Semana – Daytripper

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

29 Respostas para “Mangá² #39 – Fandom (feat. Leonardo Kitsune)

  1. Lidar com o fandom é bastante problemático. Nelson Rodrigues já fazia isso todo santo dia no Correio da Manhã encarando a unanimidade.

  2. A interpretação absoluta do leitor é bastante criticada por Umberto Eco, que critica esse leitor que procura enxergar algo que não existe na obra que possa validar dentro do texto.

  3. A disputa entre editoras não é um “Passa e Repassa” da vida. Quanto mais editoras nacionais e internacionais competindo, melhora a qualidade e o fluxo mais diversificado de obras no mercado, que vai gerar mais leitores.
    Só diga dicotomia usando um monóculo de conde ao discutir a semiótica de tritômica de Peirce.

  4. É muito simples.Os fanboys(ou fandons) não querem adquirir conhecimento a respeito do gênero que eles gostam,mas sim exclusivamente da obra em questão.Além de limitar a mente, isso os torna arrogantes.
    As pessoas não querem filosofar nem a respeito daquilo que gostam,pois para elas,isso é cansativo e trivial.

  5. Acredito que esse problema não está presente apenas em fandons, acho que está mais relacionado a teimosia humana de não aceitar opiniões contrárias, ao fato do indivíduo não querer analisar a realidade pessoal e mudar de opinião com o tempo. Isso é corriqueiro na internet, quando alguém se depara com alguma ideia que lhe é contraditória, simplesmente ignora os argumentos adversos, começa a repetir as mesmas afirmações e apelar para ofensas e falácias. As pessoas não percebem que ao olhar algo por outro ponto de vista ela só está adicionando conteúdo a sua carga de conhecimento.

    Acho que nos fandons o que acontece é que se soma essa natureza humana de não dar o braço a torcer com a paixão cega por algo, o que faz com que o indivíduo feche ainda mais seu raio de visão.

    Não sei se o que vou dizer é certo, pois não possuo conhecimento suficiente para afirmar, mas acho que o público leitor de mangás não é composto tanto por crianças como vocês falaram, acredito que esse público mais jovem em feiras se dá por indivíduos que assistem animes e no geral só leem os mangás do mesmo por não terem paciência para esperar. Ao menos eu fui assim, com o tempo eu passei a ler outros trabalhos e assistir animações diferentes ( não apenas japonesas), então acho que é um fator gradativo com a idade onde o indivíduos vão aumentando a perspectiva das coisas delas, ao menos deveria ser assim kkk.

    • Concordo plenamente, embora eu mesmo, e muitos outros, como até mesmo o Judeu Ateu, o estranhow, e outros conhecedores de mangas, acabem ignorando em certos casos as opiniões de outros. Como disse, isso é uma natureza humana e não apenas do fandom. E concordo mais ainda com o público não é tão composto por crianças. Não ouvi ao podcast, mas de fato a maioria dos que comparecem a tais eventos não tem tanto conhecimento sobre os mangas existentes de hoje e assistem mais animes, levados pela nostalgia que sentem pelas antigas obras de suas infâncias, que os levam a procurar por mais.

  6. Acho q foi o melhor mangá² de todos, pq conheço mta gente movida pelo Fandom e convivo com isso. A falta de discussão, levar tudo pro lado pessoal e sempre colocar palavras na boca de qm está criticando é uma caracteristica de mtas pessoas q conheço.
    Otimo podcast!

  7. Mangás Undergrounds com um convidado mainstream? huahsuahsas.
    Mas, o Kitsune é quase o Silvio Santos Otaku, ele consegue ter uma boa desenvoltura como host.

    Concordo muito com vocês na definição do fandom. Uma das características que eu acho péssima é a “bitolação” que isso da em boa parte das pessoas. Tive uma experiência com isso, tendo uma ex-namoradas que gostavam de Prince of Tennis, dentro do fandom, elas se matavam entre as que gostavam do mangá e entre as que gostavam dos live actions com atores, as que idolatravam yaoi dos personagens e as que tinham sonhos em ver os atores se pegando.
    Ok a pessoa tem direito de gostar do que quiser, mas isso acaba se transformando na única coisa que a pessoa, gosta, sabe ou entende, os fandons tende ter uma quantidade grande de pessoas alienadas.

    Outro problema de fandom, futebol, mangá,música, livros é que as pessoas não conseguem admitir que gostam de algo ruim; Nem tudo em nossos gostos são bons e não tem nada de mais admitir que se gosta de algo “intelectualmente” ruim.
    Assim como o Kitsune de vez em quando eu acabo lendo os comentários do globoesporte.com, realmente é uma coisa lastimável, mas é engraçado.
    Realmente da uma preguiça discutir pela internet, olha que adoro argumentar com as pessoas, seja o assunto que for, gosto desses debates, mas internet da uma preguiça mesmo.

    Sobre os comics é engraçado de ver como boa parte dos fãs nem curtem, alguns repudiam o mangá (desde que esse não seja algo estabelecido como Akira ou lobo solitário), mesmo que se levem mais a sério e o mesmo ocorre com os fãs de mangás, não entendo até hoje a causa disso, afinal a mesma geração que cresceu com cavaleiros do zodíaco, cresceu com X-men, Tartarugas e Homem-Aranha na Globo.
    Algo engraçado é ver como cada “facção leva e venera ou não as pessoas, exemplo do Briggs que é idolatrado pelos fãs de Comics e odiado pelos de mangá.

    Times de editoras? Opa! Comprem a New Tokyo então, boicotem JBC e Panini, a editora aqui ta precisando viu, a coisa ta feia, apesar da revista vender bem.
    Chibatadas me lembram a Jade (O Clone)! LOL

    Elitista? Não, apenas trabalhadores que se afundam usando o pouco dinheiro que sobra em toneladas de papel com rabiscos de um japonês. Aliás, não comprei Dayripper pelo preço ahsuahsas, mas está na lista. Foi vencedor de melhor HQ de 2012 do Eisner se não me engano.

  8. Kitsune comandou o cast 39.

    Ótima recomendação, já estava na minha lista de próximas leituras, ansioso para o próximo cast.

  9. Como sempre mais um episódio muito bom, com a qualidade esperada do mangá ao quadrado. Apesar de eu detestar o Kitsune e o pessoal do Video Quest, consegui curtir o podcast! Será que eu sou a única pessoa que acha Shingeki no Kyojin uma bosta??

      • A narrativa visual do autor é excelente. Mas o traço dele é realmente ruim. Embora já tenha melhorado bastante desde o início, ainda falta muito. Mas é um caso parecido com o autor de Neuro(que não me recordo o nome) e de Ansatsu, embora o traço dele seja melhor, ainda é bem fraco, mas a narrativa visual também é excelente. Junto com um roteiro muito bom, dá para aguentar de boa.

    • desculpe me intrometer, mas há motivos para “detestar” o convidado? (não quero pagar uma de advogado, realmente fiquei curioso!).
      Por favor, tenha mais consideração pelo trabalho das outras pessoas: não diga que algo é uma bosta ou um lixo, porque esse algo exigiu trabalho e dedicação do autor. sem falar que a obra parece muito boa e promissora! (eu não leio o manga).

      • Cara eu simplesmente não curto o trabalho dos caras, não gosto das opiniões deles e discordo de praticamente tudo que falam, por isso eles acabam me irritando demais, nada pessoal só questão de gosto mesmo! E quanto ao Shingeki, obviamente exigiu trabalho e dedicação, eu acho extremamente interessante a plot básica do mangá e acho também que ele consegue gerar um clima de tensão muito bom, por isso eu meio que aturava a arte, até que em um momento específico da história o autor fez algo que eu considerei ridículo e que não consegui engolir, então somando isso a arte que não suportava passei a desgostar muito do mangá. O que mais me irrita na arte do autor não é o fato de ela ser ”ruim”, afinal tem muitos mangás que a arte não é lá essas coisas como Neuro e Ansatsu mencionado pelo Diego. Mas eu prefiro comparar com Beelzebub, o autor é péssimo, ele não entende nada de proporção e até hoje não sabe desenhar uma mão direito, mas ele joga isso na sua cara, não tenta disfarçar. O autor de Shingeki tenta ”esconder” a arte fraca e sua falta de conhecimento e habilidade se utilizando de várias cenas e ângulos bizarros pra tentar mostrar que é bom, sendo que muitas vezes a arte fica apenas mais confusa com isso. Dizer que é uma ”bosta” foi só uma maneira de enfatizar o meu desgosto pela obra. Agora algo que eu realmente acho uma bosta é o caso oposto de Shingeki, To Love Ru, arte SENSACIONAL mas feita pra desenhar uma história de lixo haha

        • tudo bem entao 😛 valeu por nao soltar spoils gratuitos de shingeki, pra falar de shingeki 🙂

  10. Deixa eu ver se entendi correto, o fandom é a massa de fanboys?

    Sabe uma coisa estranha nos fanboys, é a idéia que só os argumentos deles e valido, por exemplo. Se um fandom afirma que tal obra X é boa porque vendeu tanto milhões ou que ganhou tal premio, mas se você fala que gosta de uma obra Y e ele ataca, se você resolve tentar defender com os argumentos que vendeu tanto e ganhou tal premio, o infeliz não aceita mas quer que você aceite os argumentos dele sendo equivalente.

    Tão ruim quanto os fanboys, são os haters, que são fanboys que ao invés de agir defendendo e glorificando a obra, fica caçando briga, brigando e ridicularizando.

    Leonardo, discordo um pouco com o quesito fandom – idade, tem muito velhinho fanboy. Já vi gente de 26 que fica irritadinho se fala mal de One piece, e de 30 e tantos que glorificam o Alan Moore tal qual os narutards.

    Por fim, acho que já falei isto mas gosto de repetir, temos que separar gosto pessoal de valor de qualidade. Amo CDZ, mas sei que aquilo tem uma penca de erros, não gostei de One piece (um dia ainda darei uma segunda chance) mas depois de 300 episodios tenho ciência que a serie tem méritos para ser a mais vendida do mundo, que uma obra muito bem escrita. Mas nem por isto vou sair por ai tentando enfiar Cavaleiros goela abaixo nos outros, assim como não quero que me, sei la, tentem me empurrar goela abaixo One piece. Sim, há um pouco de mimimi aqui, culpa de um colega chato.

    E mais importante, se queremos respeito temos que respeitar.
    Mas confesso ter um pouco de ‘fanboismo’, nunca falem mal do filme 2001 A Space Odissey perto de min.

    Otima recomendação, e nem é um manga, é um quadrinho nacional. Que por sinal eu dei de presente para minha Irma, autorgrafado ainda. Só que sem chance de eu ler, pois ela emprestou pro namorado, terminou e ele mora em outro estado. Um dia compro uma edição só pra min.

  11. No fundo todos fazemos parte do “fandom” por estarmos ligados pelo gosto em comum pela manga e pela necessidade que daí vem em discutir as obras, debater assuntos e partilhar a nossa opinião com outros fãs com a mesma mentalidade que nós. Sendo o meio da manga/anime um nicho, é natural que se amplifique na net e que procuremos o contacto com pessoas até de outras culturas que também partilhem o nosso interesse – veja-se o fórum do Anime News Network, por exemplo, que através do uso em comum da língua inglesa reúne ali pessoas de todo o mundo. Mas há “fãs” e “fãs”, e a mentalidade “otaku” da apropriação de uma obra de arte como se fosse um objeto, a mimetização da coisa e o conhecimento enciclopédico dos pormenores mais insignificantes e dos “factos” é algo com que não me consigo identificar, e, mais, é algo que não promove a verdadeira compreensão e discussão de um meio artístico. Nem se trata tanto de ver as “camadas” de Bleach ou não (eu prefiro os bankais neste caso); é encerrar logo a possibilidade de uma interpretação subjetiva com a apresentação de “factos” absolutos (o tal “se o Kubo disse é porque está lá”) e privilegiar a explicação lógica da mecânica da chakra em Naruto em detrimento do uso simbólico dos elementos (estou a inventar só para o exemplo, mas acho que dentro do battle shonen, a par de um Fullmetal Alchemist, Naruto é das obras mais interessantes no que diz respeito a uma leitura temática e de dimensão humana – o ciclo do ódio, o sofrimento, etc. – e tem o paradoxo de talvez não ser tão respeitado por ser extremamente popular e por ter um mau anime que altera a percepção das pessoas que só têm conhecimento da obra pela adaptação).

    Sempre fui da opinião de que uma especialização extrema em algo pode na verdade afunilar a nossa visão do meio como um todo, e no caso da banda desenhada, da qual a manga é apenas uma das suas expressões, é necessário estar em contacto permanente com outros média – em particular o cinema, diria, mas também a literatura e a fotografia, entre outros – e com diversos estilos de BD para daí nascer uma verdadeira compreensão da arte e dar-se o nosso crescimento enquanto fãs – ou entusiastas – da mesma, porque considero-me fã de BD antes de ser fã de manga (embora esta constitua neste momento a esmagadora maioria do que leio), e ainda antes disso sou um apreciador de Arte, e antes disso…e por aí fora. E isto falando numa esfera superior de quem já quer compreender um média; um “otaku” nem passaria do primeiro estágio da coisa. Não me surpreende por isso que o Kitsune (um abraço para ele porque sigo o Video Quest, embora nunca me tenha manifestado) diga que o público daquele tal evento seja renovado todos os anos: embora uma visão mais limitada seja natural da própria idade e da necessidade adolescente de pertença e de afirmação da sua identidade e da sua tribo urbana, a verdade é que depois dos 16 anos ou assim, se continuar a consumir manga/anime, estará à partida predisposto a ver as coisas da forma a que sempre se habituou e a manter a mesma mentalidade. Claro que isto também se encontra ligado à questão da educação, porque os índices de leitura são muito baixos (falo do caso português, que é o que conheço pessoalmente) e a escola não tem cumprido plenamente o seu papel de formar futuros cidadãos consumidores – e (re)produtores – de cultura em vez de produtos e objetos construídos para apelar e satisfazer determinados gostos (mas nem vou por aqui agora para ficar mais dentro do tema). É absolutamente verdade que o jornalismo cultural sobre manga/anime – feito na blogosfera por entusiastas ou por “profissionais” (que daria outra discussão) numa publicação – poderia ser algo muito maior se houvesse um verdadeiro interesse das pessoas em discutir também como arte aquilo que se limitam apenas a mimetizar, e a cultura rápida em que vivemos, a cultura de notícias em cima da hora, do sensacionalismo e da plastificação, do abandono de valores morais e de discussão ética, conduz a meios imediatistas e infantilizados – que tipo de discussão é promovida no twitter, afinal?

    Costumo fazer sempre o paralelo com a indústria dos videojogos, porque atualmente ela já é parte integrante e incontornável de uma cultura jovem – e não só, porque há muitos jogadores já na casa dos trinta e muitos anos de idade ou mais –, e tem números de vendas e receitas brutais, tem uma blogosfera e indústria profissional especializada no Ocidente bem maior que a da manga/anime, mas a que falta imenso também a promoção e realização de discussões mais profundas e de debates mais alargados, indo muito pelo lado imediatista – também porque essa é a natureza dos jogos e acho que a sua componente mais interessante reside nas mecânicas de jogo, que são algo que pode ser explicado de uma forma mais lógica e racional e que tem depois uma execução direta e performance do próprio jogador (que é, deste modo, também uma espécie de autor), mas que ainda assim remete sempre para uma importância secundária o lado humano e emocional de um média em constante mutação.

    No caso dos fighting games, que acabam por ser uma espécie de subcultura dentro de subcultura, em que conheço o meio e o seu público pessoalmente e tenho amigos lá com quem me encontro ocasionalmente, essa mentalidade “otaku” de posse e de querer quantificar tudo em vez de pensar “out of the box”, impede o meio de crescer e de atrair mais pessoal e novos jogadores. E neste caso nem é tanto pelo valor “artístico” dos fighting games e pela sua enorme “profundidade” – não ganho nada em fazer uma caracterização psicológica do Ryu do Street Fighter e da sua relação com a Chun-Li (lol), porque a profundidade existe é ao nível de uma mecânica de jogo extremamente elaborada e complexa quando é compreendida e utilizada na sua plenitude – que deviam ser melhor explorados, é antes a mentalidade de apropriação que também não permite nem cria um debate intelectual sobre o que é um desporto, por exemplo, já que os e-sports têm vindo a crescer bastante nos últimos anos e este subgénero dos fighting games é um dos que tem uma das comunidades mais fechadas e infantilizadas e que parece querer manter-se deste forma (o que nem quer dizer que todos sejam assim, evidentemente). Dei este exemplo porque o sentimento que tenho em relação ao anime/manga é em tudo semelhante, e a mentalidade “otaku” num sentido negativo existe afinal em vários tipos de fandom.

    Agora sobre Bokurano, já pensaram em como a nossa identificação com as personagens não virá também da forma em como crianças são escritas como se fossem adultos e em como isso facilita a nossa projeção e um tom de “descontrução”? Encontrei este artigo que partilho agora convosco e onde, entre outros, também se refere Bokurano: http://io9.com/5490323/to-protect-and-kill-morality-in-action-manga

    E como de futuro vocês deixaram subentendido que farão um podcast sobre “desconstrução”, deixo aqui a recomendação de um filme – tecnicamente são 4 OVAS de cerca de 30 minutos cada, mas o melhor é vê-las todas de seguidas, até porque a conclusão de cada uma nunca é definitiva nem num ponto lógico do enredo, havendo assim a necessidade de vê-las como um todo – que pega na história de origem da cicatriz do Kenshin, retirada e adaptada da manga, mas com um tom muito mais sóbrio, maduro e reflexivo: http://www.nyaa.eu/?page=view&tid=331768 Talvez o Judeu até já tenha visto, mas recomendo-o em particular ao Estranho por toda a questão da adaptação (sim, li os textos sobre Shingeki – que estou a acompanhar – e Aku no Hana) e também por ele ter visto pouco anime, sendo este um dos meus filmes preferidos por abordar temas como a vingança, a redenção e expiação e adaptar tudo isso a partir de um “simples” battle shonen, usando uma economia narrativa e inteligência extraordinárias.

  12. Como perdi o “time” pro email, vai por aqui mesmo hehe.
    Muitas vezes o fandom também espanta quem não conhece a obra… eu não lia os “big 3” por conta disso. Com muito esforço quebrei o preconceito com One Piece, e hoje me divirto horrores com o mangá. Não fiz o mesmo com Naruto por conta da falta de tempo e paciência hoje em dia pra ler dezenas de volumes.

    Mas tenho um amigo que até hoje julga obras pelo fandom, e deixa de acompanhar outras no meio porque ele não quer ser incluído como “um deles”. Acho um pensamento babaca dele, pois você gostar de algo não o obriga a agir e pensar como a grande maioria que a acompanha, mas meu amigo cabeça dura nunca dá ouvidos… paciência.

  13. Bom podcast, Neon Genesis Evangelion dá treta em qualquer fandom, até no próprio fandom de Mecha, o mesmo para séries que tenham o conceito de robôs similares como Rahxephon, Jushin Liger, Dunbine entre outros….

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