Mangá² #36 – Moe (feat. Rubio Paloosa)

Sejam novamente bem vindo ao episódio Jor-El do Mangá², o podcast que provavelmente não é moe pra ninguém… provavelmente.

E nessa semana resolvemos tratar um tema bem polêmico e bastante complicado: o moe. Para nos ajudar chamamos o Dr. em Moe pela Universidade da Internet, Rubio Paloosa, do Omnia Undique.

Então venha conosco nessa incrível jornada repleta de epifanias, onde tentaremos decifrar o que é o moe, até que ponto há sexualização nele  e qual a relação de Sailor Moon, Berserk e Evangelion com tudo isso. Afinal de contas, será que todo mundo gosta de moe e ninguém sabe?

E como já de tradição, a recomendação da semana ficou por conta do convidado, que adicionou à lista um mangá que é expressão do moe, só que sem ter nenhuma característica de moe.

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Cronologia do episódio

(00:20) Discussão Semanal – Moe (feat. Rubio Paloosa)

(28:50) Leitura de Emails

(45:30) Recomendação da Semana – Yotsubato

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

37 Respostas para “Mangá² #36 – Moe (feat. Rubio Paloosa)

  1. Realmente Evangelion tem um arquétipo moe muito utilizado, como a Asuka tsundere ou a Rei calma do cabelo azul, e até o Pen² como mascote, que geralmente são usados em diversas obras.
    Ótima recomendação, Yotsubato& é um mangá delicioso de se ler, é algo leve e extremamente divertido, espero que consiga encontrar o mesmo naquele das baratas que não me lembro do nome.
    Ótimo cast como sempre, agora toda segunda a noite eu espero o cast, como toda quarta eu espero meus comics.

    Uma coisa que queria comentar, é que ao ler o Socrates in Love, não consegui/não senti nenhuma emoção, a história não me tocou, vai ver é por não ter me identificado com os personagens ou a própria situação. Algo que é bem estranho, eu chorei no filme mais recente do Homem-Aranha na cena dos guindastes. Foi algo que realmente me identifiquei, todas as vezes em que o Aranha apanhava, e sempre voltava e se esforçava ao máximo para ajudar as pessoas. Foi algo que eu me tocou e chorei durante a cena.

  2. Acho que não poderiam ter escolhido convidado melhor. XD

    O que imagino que causa esse preconceito em mim (e imagino que em muitas pessoas), de não querer pegar algo considerado “moe” pra ler, é a imagem que se fez do moe como aquelas histórias que só fazem apelar para tentar causar esse “sentimento”, ou o fetichismo, sem ter nada além.
    Continuando as comparações a battle shonens, seria como pensar em “ah, não quero mais ler um desses battle shonens acéfalos”, que é uma frase que representa só o lado ruim do “gênero”

    Bem, foi um programa que deu pra tirar umas boas reflexões, XD

  3. Mas ficou MUITO BOM esse programa, sério mesmo. Só vou falar isso mesmo porque acho que nem tenho o que complementar.

  4. Olá pessoas, pegando o programa agora, mas já gostaria de dizer que li Bokurano. Não achei ele tão tão triste assim, obvio que ele também não é o filme da Mary Popins, mas de qualquer forma ele e muito bom e bem coerente, factível dentro de seu universo.

    Minhas únicas ressalvas e que a Kana Ushiro num dado momento estava madura demais para alguém de 10 anos.
    Achei o traço meio chocho, contudo ele não atrapalha a obra, cumpre o seu papel apenas. o que quero dizer e que o traço e bem comunzinho, não é feio, é agradável ate, mas nada impressionante.

    spoiler alert
    por fim, a morte da Machi, num manga cheio de mortes, e absurdamente surpreendente.

    Sobre o tema, depois volto para comentar, mas já adianto que possuo uma grande ojeriza pelo moe assim como fan-service desnecessário. Vejamos como foi o programa. Inté

  5. Comecei a ouvir vocês há duas semanas e já ouvi vários programas desde então, parabéns, realmente é bem legal o trabalho de vocês. Graças a vocês comecei a ler Dorohedoro e One-Punch Man, li Koe no Katachi e provavelmente ainda lereia muitas coisas conforme ouço os programas em ordem regressiva kkk.

    Com relação ao moe, realmente não tinha essa visão de que tem um pouco dele em vários mangás e animes que não se vendem como “moe’s”. Nunca tive problemas com o estilo, até gosto bastante de K-ON, acho divertido, mas tento ver se faz o estilo da pessoa na hora de recomendar, pois muitos acham um anime chato.

    Judeu Ateu, como assim você não viu Toradora o_O?! Veja, por favor, é um ótimo anime. É meu romance favorito, pois aborda a relação de um ponto de vista masculino de forma bem divertida e ao mesmo tempo desenvolvida. Inclusive recomendo que, além de ver o anime, leiam o mangá, a arte é bem bonita e, ao meu ver, a protagonistas Taiga fica mais carismática no papel, não sei porque mas mesmo não ligando para a voz de criança da seiyu Kugimiya Rie, ainda acho que a Taiga do mangá me cativa mais.

    É isso galera, um abraço e continuem com o ótimo podcast o

  6. Muito bom episódio. Assim que falaram do sentimento moe me lembrei do dorama de Densha Otoko. O personagem principal descreve a mulher principal como moe, sendo que ela não tem nenhum característica física moe, por assim dizer. Ela é mais velha, alta, não se veste como uma criança, se comporta basicamente como uma dama. Em nada ela lembra a estética moe. Porém, como ele a salvou de um bebado no trem, ela despertou o sentimento moe(querer salvá-la/cuidar dela) nele. Tanto que ela é um pouco ingênua, tem muita fé nas pessoas.

    Com a explicação de vocês e esse flashback do dorama, agora separo o moe em duas categorias: sentimento e estética.

  7. Não sabia dessa diferença entre o moe e a estética moe.
    Observação – seres de silício em Blame, silicone – silicon – é erro de tradução.

    Pensando um pouco numa ótica ‘National Geografic’, acredito que e bem normal, previsível ate, que homens queiram proteger garotas, o inverso também se espera, tanto que mulheres tendem a preferir homens de porte físico forte, que gere a idéia de proteção. Então mulheres que carecem de proteção tendem a chamar a atenção de homens, creio, agora como isto vem a atrair os otakus – e aqui falo dos nerd e otakus true, daqueles que estão longe do jogador de futebol da escola – tendem a ter esta atração por garotas que pasmen, precisaria da proteção dele. Como ?
    Quando eu li Eva pela primeira vez eu confesso, amava a Rei, depois Eva começou a cair no meu gosto por outros fatores.

    As questões do moe nos leva a outra perguntar, e fanservice ?
    Pensando aqui, no ocidente o moe não seria ‘ a mocinha’ enquanto tsudere seria ‘femme fatale’ ?

    Havendo chance pode deixar que eu apresento aos meus amigos que curtem manga/anime.

    Que foda, vocês citaram Dark Knight na leitura de emails, e fiquei curioso com Hawkeye do Fraction, segundo lugar que ouço falar da serie, estou começando a ficar curioso.

    Gostei da participação do Rubio, me falou coisa de moe que não sabia e ainda, nas recomendações usa o termo Arte Seqüencial, isto é ao meu ver, selo de autoridade no assunto. Yotusubato esta na minha lista algum tempo.
    Aria eu li, é doce… mas é perigoso le-lo numa empresa muito sacal, se não você pede conta e vai trabalhar na Bahia como guia turístico.
    Yokohama parei no segundo volume, e falo, nada de maratona nele, ele é para ser curtido lentamente, muito lentamente, e especialmente se você tiver cansando.

    E finalizando, com a pergunta a que não quer calar, que todos querem perguntar e ninguém aqui esta com coragem, como eu conquisto uma garota real que se encaixe no termo moe, pra aproveitar a viajem, como conquistar uma tsundere também?

    • Errei no silicone mesmo, logo quando o Judeu falou depois percebi o erro.

      Fanservice moe é muito mais sutil do que por exemplo o erótico. Uma garota que normalmente não perderia as roupas perder, boom, fanservice. Já um moe, qualquer coisa que possa invocar o sentimento. Grande problema é a palavra fanservice dita que aquilo ali foi colocado apenas para fan serviciar, e não tem nenhuma ligação com o resto. Por exemplo uma das melhores cenas de Berserk http://1-media-cdn.foolz.us/ffuuka/board/a/image/1336/68/1336684973023.jpg Isso é moe as fuck, mas mesmo assim tem uma conotação para a história como um todo de uma forma espetacular, então, pode se chamar de moe por invocar a emoção em um personagem que normalmente não invocaria? Ou simplesmente É aquilo?

      Assim como moe, não sou fã da palavra fanservice, porque ela coloca muita bagagem de pensamento que pode ou não estar lá.

      Como conquista uma garota moe? Do mesmo modo que se conquista qualquer garota, tendo um pênis de chocolate que ejacula dinheiro. Tsundere quando ela falar que você é um lixo, só responda que é um lixo mas ainda a ama! Ai ela vai ficar vermelha e pronto, GOOD GAME.

  8. Muito bom o podcast, serviu mais para conhecer o gênero que desconhecia.
    O gênero numa me atraiu tentei ver uma vez K-on, mas não passei do 2 episódio, porém assim como vocês descobri os mangás que li que tinham moe, posso considerar que o It’s not my falut that i’m not popular tem Moe? Certo?

    Acho que as pessoas tem pré-disposição de gostar de coisas Moe sem ter a estética Moe, pelo que foi falado.
    Aliás no blog do Rúbio parece ter alguns Moe’s com histórias interessantes.

    Eu particularmente ligava Moe a uma história infantil feita pra vender, não necessariamente Lolicon.
    Mas valeu para agregar conhecimento sobre esse assunto que eu particularmente não entendo.

  9. Finalmente kkkkkkkkkk eu já tinha dito umas 500 vezes que queria um programa assim sobre Moe. Baixando

  10. Bizarro, parece que meu comentário anterior e o de outras pessaos sumiram. Tinha 12 agora tem 8 o_o. Enfim, resumindo XD
    O dorama de Densha Otoko deixa claro essa diferença entre estética e sentimento moe. Na novelinha o personagem principal, um otaku hardcore, classifica a mulher principal como moe senda que ela não lembra em nada a estética que estamos acostumados. Ela se veste e se comporta como uma verdadeira dama. Porém, como ele a salvou e pelo fato de ela acreditar muito nas pessoas, desperta o sentimento de querer cuidar.
    Bom programa e agora vou reparar mais nisso, do sentimento, em outras obras.

  11. Vou resumir o que eu penso antes de ouvir o podcast: Eu gosto de moe, desde que a obra não seja focada no mesmo. Se o moe vier apenas como um complemento (que ao meu ver, é o que acontece em Evangelion) eu vou gostar. Isso acontece porque, ao meu ver, moe deve ser apenas UMA CARACTERÍSTICA da personagem, e não algo que defina toda a personalidade da mesma.
    Moe não é algo que necessariamente reduz a qualidade da obra, acho que se for bem utilizado, pode até tornar a obra mais agradável.

    • Exatamente meus pensamentos, lol.

      Confesso que há um bom tempo atrás eu costumava ter um preconceito enorme contra coisinhas moe… aliás, ainda tenho, mas é como o amigo aí do comentário acima disse… desde que seja uma característica no meio da obra e não algo que seja a única razão de tal obra existir (principal motivo de eu não conseguir gostar NEM UM POUCO de K-On, por exemplo… tentei ler o 1º volume do mangá e não consegui gostar por nenhum decreto).

      Um mangá que meio que me ajudou a perder esse preconceito foi The World God Only Knows, tem muitas personagens ali que me fazem ter esse sentimento de “admiração”, e junto disso, uma trama por trás, e então vi que o moe pode ser usado apenas como uma pequena característica no meio de uma obra, e não uma moleta para ela). No mais, excelente programa e me deu muita vontade de voltar a ler Yotsuba&, li uns 3 capítulos há uns anos e achei uma experiência bem divertida.

  12. só acho que voc~ers deviam ter citado haruki suzumia ,que foi um anime que de certa forma firmou o moe da geração atual
    e acredito que o grande problema hoje em dia não seja o moe em si,mas sim como é administrado ,por exemplo o ja citado girls ans prunzers ,por que ele tem moe?por que vende ,apenas por isso hoje em dia o mercado esta saturado de tantos animes com moe apenas por que é popular e é o que vende
    e isso entra naquilo de que se,um estudio tem dois animes pra fazer ,um com uma historia foda e outro sendo um puro moe de fanservic,vão dar prioridade ao moe ,pois ele é retorno certo em questão de dinheiro
    isso anda se tornando mais comun devido a crisse pela qual estudios dew animação estao passando

    • Acho que não existe UM anime que firmou o “movimento”. Todo “movimento” é formado por uma série de fatores. Até mesmo Haruhi teve alteração no seu design de 2006 para o de 2009 e ficou mais “k-onzado”.

      E quanto ao anime ter uma história boa, e ser moe? Por que não pode ter os dois? Ou nenhum. O próprio citado Suzimiya Haruhi, tem bastante moe e mesmo assim é um ótimo sci-fi. Uma coisa não influencia a outra, não diretamente.

      E moe é retorno certo? Só olhar as vendas para ver como isso está longe da verdade.

  13. eu não disse que um anime moe não pode ser bom,existem animes moes bons como o citado haruki suzumia,,eu ate gosto de moe,o problema em si é quando tem um anime que ele é apenas moe,mais nada ,por exemplo o sengoku coletion ,que segue esse molde ele é simplesmente um anime sobre garotas moes fazendo coisas moes
    sobre vender,o anime das meninas moe que pilotam tanks,foi o mais vendido naquele ano

    • Mas por tudo o que falamos no podcast, achei que tinha ficado claro que não existe um anime “apenas moe”. Ele é uma ferramenta, não um tema.

      • Sengoku Collection é uma parodia a filmes e animes famosos, como pode ser visto aqui http://imm.io/10XpX . Girlz und Panzer é um anime de esporte muito bem feito (praticamente um Slam Dunk), fez sucesso pela sua execução, não tema, nem por supostamente ter moe. E é como o Estranho falou, “ferramenta, não um tema”.

  14. Bom terminei de ler The music of marie e gostei bastante, mas eu queria recomenda-lo a um amigo, mas ele não tem uma base em mangás, por isso receio que ele não consiga compreender a grandiosidade da obra, uma vez que ele não tem o costume da leitura oriental. Por isso eu pergunto a voces se teriam como indicar um manga que consideraram de leitura facil e que mesmo assim possui uma boa historia.
    Sobre o podcast voces tao melhorando cada vez mais, tanto no formato tanto no modo que nos é passado as informações.

    • Valeu pelo apoio, cara! Significa muito pra gente!

      Sobre recomendação de obra leve e boa… Olha, eu tenho a convicção que uma obra ótima pra qualquer um começar mangás é Solanin. Você ainda tem a vantagem de ter em português, veja só!

  15. Escutando mais uma vez o cast passei a ter agora raivinha de Idol Master ao saber que estes foram um, dos vários, entraves na produtividade de Togashi e Kentaro Miura. Inda mais do autor de Berseck, eu ansioso esperando cada vez mais batalhas épicas com aquele traço lindo, que muito me lembra o Conan o Barbaro no traço de Buscema, e não, o autor se perde no videogame.
    Bem… pelo menos quando ele faz ele o faz de boa vontade.

  16. Eu pensava que sabia o que era Moe, eu achava isso só se resumia ao visual e aos “Kyaaaas” que algumas personagens fazem. Escutando o podcast, eu percebi o tanto que eu estava errado. Esse cast foi muito interessante.

    Algum de vocês deve ter contato na Jump. Na semana passada, vocês elogiaram o jeito que o Oda desenha as páginas duplas e parece que ele mudou o estilo de sacanagem. Na recomendação dessa semana, vocês citaram uma cena que a menina vê o mundo através de um tubo de papel higiênico. E o Madara faz a mesma coisa com uma folha. Vocês tem contatos com pessoas importantes da Jump. rs! Ou então alguém de lá escuta o Mangá²!

    Acabei de ler Onani Master Kurosawa, que obra incrível! É uma das melhores coisas que eu li em meses! Obrigado por recomendar este mangá, porque acho que eu nunca iria ler a obra baseado na sinopse.

  17. Primeira vez que ouço o podcast e… curti.
    Mas acho que faltou desconstruir o maior de todos os mitos sobre o moe: a famigerada frase “o moe está matando a indústria do anime”. Esperava algumas respostas para essa afirmativa. Mesmo assim, foi bastante esclarecedor.

    • Opa, obrigado, espero que volte mais vezes!
      E é que aquela coisa, como meio que concluímos que o Moe não é nada mais que um “estilo visual”, ele por si só não seria motivo de matar nada, e sim os tipos de histórias que ele tá inserido. E daí seria outra discussão (que muito possivelmente retomaremos no futuro!).

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