Mangá² #34 – Mangás Tristes

Sejam novamente bem vindo ao episódio #34 do Mangá², o podcast que é uma desconstrução de todos os outros.

E cá estamos de volta com mais um tema subjetivo, pessoal e pseudo-filosófico no Mangá². Esse semana tentamos responder à pergunta: Por que lemos mangás tristes? O que leva alguém a ler um mangá triste, mesmo sabendo que ele é triste e que vai terminar triste? E será que é possível de se tirar algum tipo de recompensa com obras que não te proporcionam entretenimento?

E pra acompanhar o tema da semana, uma recomendação de um mangá muito triste e extremamente humano.

Contato

O seu contato é muito importante pra nós! Queremos sempre a sua participação comentando os capítulos, a pauta sugerida, enviando sugestões de leitura, pedidos de sugestões específicas, elogios e críticas em geral, qualquer coisa!

O email para contato é: mangaaoquadrado@gmail.com

E lembre-se de encaminhar seu arquivo .mp3 com uma gravação de Recomendação do Ouvinte, que será incluída a cada 5 episódios.

Cronologia do episódio

(00:20) Discussão Semanal – Mangás Tristes

(18:35) Leitura de Emails

(36:50) Recomendação da Semana – Bokurano

Download (CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “SALVAR DESTINO COMO…” OU “SALVAR LINK COMO…”)

25 Respostas para “Mangá² #34 – Mangás Tristes

  1. Bom, eu fiquei um tempo sem escutar vocês (mas não se preocupem, já coloquei tudo em dia!), e eu não tava comentando porque já tinham muitos comentários nos posts (hehehe).

    Então, que trilha mais triste! Nem prestei atenção direto de tão triste u_u

    Mas enfim, sobre o tema, realmente, o flashback do Sakuragi, é extremamente triste e, principalmente pontual. Eu me lembro que na primeira vez que li eu fiquei muito de cara, pois nenhum dos personagens “existem” fora do ginásio,fora do basquete em si. Relendo com um pouco mais de maturidade, eu percebi que um pouco de “slice of life” (podemos dizer isso?) tiraria a dinâmica do mangá, e essa pontualidade do Inoue é genial (sim, eu faço julgamento de valor mesmo, ele é meu ídolo maior).

    Sobre Inio Asano, graças a vocês eu finalmente fui ler as obras dele. Eu estou deprimida. Enfim, comprei e li Solanin, li Nijigahara Holograph e li até o capítulo 118 Oyasumi Punpun. Eu não aguentei mais e eu estou deprimida (acho que já disse isso). Hehehe, brincadeira à parte, acima de tristes, as obras dele são extremamente introspectivas, e “linkando” com o cast passado, não seríamos nós mesmos, os leitores, os protagonistas nesse caso? Afinal, nas obras dele eu me sinto dentro da mente dos personagens (tá, é um argumento fraco)… A identificação também é pontual, quem nunca se perguntou certas coisas que os personagens pensam, mas eu não sou psicopata (eu acho).

    Terminando com os mangás mais tristes que eu li recentemente (depressão total heheehhe): o vice colocado no myanemelist (why??!!) Watashitachi no Shiawase na Jikan e o já citado Socrates in love. Choradeira na certa!

    Para finalizar com uma puxação de saco, li boa parte das recomendações de vocês, parabéns pelo trabalho novamente!! 😀

  2. Uma observação interessante em outra mídia sobre a discussão da “tristeza” como objetivo de identificação dos próprios humanos como um todo.

    Vale o trecho do filme Matrix, em que dizem que quando a Matrix foi criada, as Máquinas programaram um mundo onde tudo era perfeito, não havia guerras nem fome. Porém os próprios humanos não se identificavam com aquilo, e rejeitavam aquela realidade. “Sem sofrimento” tudo parece falso.

    Acho que é o mesmo que ocorre na arte. Se a obra quer causar identificação com o público, precisa a longo prazo criar um laço de tragédia para que haja empatia.

    Um exemplo claro é de One Piece (estranhamente não citado, e até acho um exemplo perfeito, estranhei colocarem como uma obra “feliz”). A camada superficial de One Piece é de total alegria. Porém se observar TODOS personagens principais tem um forte drama e uma motivação bem pesada.

    Ruffy, morte de um amigo de infância/ seu herói ter perdido um braço para salvá-lo/ criado sem pais (embora parece que a falta deles não seja muito sentida pelo mesmo)…

    Zoro, teve a morte da amiga e rival. Usopp (esse sim sentiu a falta do pai), morte da mãe. Nami, ser uma escrava junto com toda sua cidade, e morte da mãe. Sanji, período de fome com canibalismo, Robin, ser culpada(indiretamente) pela destruição de uma civilização inteira… e por aí vai… Até o drama de alguns personagens secundários que se tornaram icônicos; Como o Gaimon que vivia num báu e foi abandonado pelos amigos, e aquele gigante durante a guerra Oz Jr. Que seu drama era só ficar perto demais do sol e ser burrão. Mas em 2 ou 3 páginas de Flashback dele com o Ace (tentando criar um laço entre os dois), já foram suficientes para ficar emocionado com a própria morte do gigante umas 2 páginas depois.

    Os flashbacks e dramas de One Piece, se for reparar são bem pesados. Talvez os personagens não ficarem “lamentando” os ocorridos durante a história não diminua a importância deles.

    A maior parte de OP realmente é uma obra bem prafrentéx. Porém são nesses momentos de tristeza que fazem dela criar tantos leitores fiéis, e se identificarem com aquele grupo de personagens.

    _______

    Só mais uma observação, sobre o que o Judeu falou de contraste, ás vezes ler uma obra feliz outra triste para equilibrar. Já deu (talvez por acaso de quem editou), uma sensação assim aos 18min, quando o background da música “mais triste do Judeu” vai mudando para outra com acordes mais felizes. Dá pra sentir exatamente essa sensação de alívio ao contraste, numa escala menor.

    Um exemplo num disco famoso, é no Abbey Road dos Beatles, ouvindo na sequência, quando acaba a música com um dos climas mais pesados do Beatles “I Want You(She so Heavy)”, e entrando logo depois os acordes felizes de “Here Comes de Sun”.

    Acho que esse contraste é algo essencial para arte. Talvez se não tivesse sido colocado essa música pesada de 7min e quase torturante nesse álbum dos Beatles, para depois haver o alívio com Here Comes the Sun, talvez a mesma música não tivesse tido tanto sucesso. Isso vai para o Contexto inserido.

    E aí que entra outra discussão dos próprios Mangás, e do que falei de One Piece. O contexto do contraste entre felicidade e tristeza, como citado no exemplo de Slam Dunk, pode ser o grande segredo de “seduzir o leitor”.

    Quando feito do jeito certo, é quase impossível não sentir empatia pela história.

  3. Por que lemos mangás tristes? Por que é legal ficar se cortando.
    Olha, não sei se concordo com Bokurano ser triste viu, é muito mais sobre a superação da tristeza do que ela. Para alguns ali, conseguir resolver seus problemas e “pilotar” o robô, é a saída mais feliz o possível.

    • Hummm… interessante, me fez pensar aqui, mas acho que pelo menos pra mim, a história continua com um clima triste. Não só porque a sensação é predominante durante a maior parte da obra, mas também porque mesmo que a maioria dos personagens tenham um desenrolar feliz e você realmente se sinta bem com o final de cada um, toda vez com uma sensação boa começa a crescer, ela é derrubada pelo inevitável fim de cada personagem.

      O personagem se sente bem e a mensagem que ele passa é positiva, mas a sensação que fica é de melancolia, pelo menos pra mim.

  4. Acho que ler obras “tristes” ou que não sejam felizes ou motivadoras em si, é justamente o aprender por meio da obra, ou mesmo querer saber como você vai absorver aquilo que para muitos é triste, violento, etc….

    Sabe uma obra recente que faz um bom paralelo ao tema é o filme Amor do Michael Haneke, onde todo o clima “triste” do filme acaba sendo pela reflexão que o filme faz o espectador ter enquanto assiste a obra. Você pela sinopse e pelo diretor ja sabe que não pode esperar nada bom, mas ainda sim você vai assistir, talvez por termos a velhice relativamente longe (ou não),por sabermos que é uma fase da vida que chegará, acabamos nos interessando pela obra. Eu mesmo apesar de ouvir o Érico Borgo do Omelete falar que saiu depressivo, não esperava o mesmo efeito em mim, além de querer ver a obra foi aquele gosto de vamos ver como isso me atinge, se será tão profundo e triste assim.

    Saindo do cinema podia ver que cada um tem sua própria reação de tristeza, eu particularmente sai pra baixo, depressivo, até mais romântico diria, enquanto via outras pessoas chorando feito bebê de um jeito que nunca vi antes em um filme, imagino eu q talvez essas pessoas passaram por alguma experiência parecida na família, ainda sim foram ver o filme sabendo de como poderiam sair dali ou as memórias ruins que poderiam ser revividas.

    Ou simplesmente gostamos pelo fato de poder ter um experiência triste sem necessariamente ter que vivê-la.

    Bom peguei o Music of Marie para ler, to no cap 4, terminando comento, espero ter tempo ainda pra ler todas recomendações.

  5. esse tema me pegou de surpresa,bom no meu caso eu leio mangás triste quando to cansado de ver mangás felizes ,simples assim
    bem que um ia voces podiam fazer um podcast sobre descontrução de mangá

  6. Eu acho que as pessoas leiam mangas tristes , pois oferecem um maior numero de situações que causa uma reflexão, e você pensa ou que eu faria em determinada situação.
    Concordo com voces que o foto das pessoas lerem manga so por diversório nao as tornam ´´inferiores“ , pois tem pessoas que utiliza de uma determinada mídia para refletir e outras só por diversão isso vai de pessoa para pessoa.
    Espero que nao tenha deixado de uma forma incompreendível.

  7. Faz um tempo que eu tinha começado a ler Bokurano e parei(mas não dropei), no capítulo 12, por falta de tempo e tbm fiquei mais interessado em outros mangas.

    Não sei se o problema é comigo por ser insensivel ou se é aquele traço. Por mais dificeis que as situações sejam ou por melhores que as decisões sejam, o manga ainda não conseguiu me comprar por completo.

    Mas o manga é interessante mesmo. As historias do primeiro garoto e do gordinho irmão mais velho são minhas preferidas até o momento.

    • Não sei dizer quanto aos outros, mas eu tentei ler Bokurano pelo computador e não consegui engrenar também. Só quando fui comprar as edições da Viz que me pegou de jeito e me deu o ânimo pra ler tudo o que faltava online (e continuar comprando e relendo a cada mês).

  8. Eu tenho uma pergunta:

    Devo ler Oyasumi Punpun de uma só vez, ou dando intervalos lendo outras obras?
    Só tem sofrimento naquela porra, meu kokoro não vai aguentar.

  9. Esse lance da arte propor vários sentimentos, é por isso que histórias de terror fazem sucesso (se é que fazem).
    Leio mangás tristes por que gosto de acompanhar o personagem pela sua merda de vida e ver como ele deixa ela melhor, ou não.

    • nossa, eu generalizei lindamente, não é nisso que histórias tristes se resumem, estava pensando em histórias do asano.

  10. Obras tristes, ou melhor, obras sofridas compensam às vezes pelo tapa na cara do leitor.
    Pode parecer repetitivo, mas, cara ao ler Oyasumi PunPun dói lá no fundo da alma. Os últimos capítulos, então, nem se fala, mostra escancaradamente o qual baixo o ser humano pode chegar.
    No meu caso, as obras que demonstram a profundidade (e podridão) do ser humano são as que mais me tocam, pois me fazer refletir.
    As obras “alegres” por outro lado, não deixam nenhuma marca mais profunda, apenas um leve frescor na alma (ou nada, às vezes).
    Seria isso masoquismo? Gostar de obras doloridas?

  11. Um excelente tema como há tempos não se via nesse poadcast. Bem, vamos ver se eu consigo fazer as minhas considerações sobre esse tema. Ao ouvir o poadcast, a primeira coisa que eu esperei para começar a desenvolver o meu raciocínio foi a definição de “história triste”. Ela não veio, mas vamos supor que todo mundo sabe do que estamos falando. Pode ser um pouco inacreditável, mas eu me considero um leitor meramente espectador. Consigo perfeitamente imergir no universo ou em determinado cenário em que se passa a história. Entretanto sou incapaz de sentir empatia, simpatia ou desprezo pelos personagens em particular, o que não me impede de achar um personagem bom ou ruim. É como se eu avaliasse o personagem como personagem literalmente, mas não como “ser” ou “pessoa”. Pode ser um pouco irônico, porque eu consigo absorver muitos sentimentos da situação/contexto e da história. Acho que isso depende muito da identificação do leitor com o personagem, entretanto eu consigo me identificar com alguns personagens, mas não consigo “torcer” para o personagem ou o oposto. Enfim, pra “finalizar”, eu sempre bato na mesma tecla de que pra mim, o mangá é sempre uma forma de alguém tentar me contar uma história, independentemente do teor de drama, comédia ou tragédia que a história apresente, boas histórias são sempre bem vindas.

    P.S.: Acho que posso dizer que prefiro histórias tristes, porque possuo uma tendência de gostar de obras mais profundas, psicológicas e reflexivas do que obras fantásticas, que fogem mais da realidade, e eu creio que sem o elemento da tristeza, ou da dificuldade, esses tipos de temas não podem ser abordados apropriadamente. Para exemplificar, quando eu leio algo “divertido”, um battle shonen, ou uma comédia, por exemplo, comumente eu sinto que falta alguma coisa pra eu pensar a respeito.

    P.S.²: Acho que um mangá interessante, parando pra pensar, depois de tudo que eu escrevi, é Yotsubato!, é um mangá ao mesmo tempo bastante reflexivo, e divertidíssimo de se ler. Pode ter dado a entender lá em cima que eu quis dizer que um mangá tem que ser triste pra ser realista, e que um mangá divertido geralmente foge da realidade porque não é triste. Esse é um exemplo que prova que não é bem assim (fica ai a recomendação pra quem não conhece, quem sabe eu não mande a recomendação por áudio para o poadcast)

    P.S.³: Sem piadinhas aqui. (Espero que não tenha escrito nada confuso)

    • Esqueci de comentar sobre a recomendação da semana –‘ (isso que dá fazer comentário à meia-noite). Já li, adorei, e recomendo pra todo mundo (até pra minha mãe). O interessante é que quando eu peguei pra ler, eu achava que era só mais um mangá de mecha, e como eu nunca tinha lido mangá de mecha nenhum, eu resolvi pegar esse aleatoriamente. Não me arrependi nadinha. Me deleitei bastante com as conversas do Yōsuke Kirie (o gordinho) com a Capitã Tanaka. São diálogos e reflexões que vão ser relidas e repensadas durante toda a vida.

  12. Gostamos de ler esse tipo de obra porque vemos como nossa vida poderia estar pior. Talvez seja uma forma de massagearmos o nosso ego, encontrar algum conforto com o pensamento “pois eh, e eu reclamando disso e disso outro dia da minha vida…”

  13. Creio que o que gera os apreciadores da tristeza não provem de um único motivo.
    Um dos possíveis fatores é a identificação, note que muitos passam a gostar de obras triste na adolescência, momento dos sentimentos aflorados, tive amigas que adoravam historias tristes, por que e elas eram bem ‘emos’ no sentido melancólico da palavra. uma delas que ficou muy irritada quando um site falou meio mau de fics depressivas.
    Bem pontuado pelo Estranho o dipolo arte-entretenimento, e por fim escapismo. E ate mesmo que você esta certo, a arte serve para trazer mostrar vários sentimentos, reflexões e analises da realidade.

    A empatia e outro fator, nisto nota-se que é muito difícil alguém gostar de um personagem, protagonistas, que não possua fatores, por isto o herói é geralmente alguém do povo com alguns pontos tristes, embora o mesmo possa aparentar felicidade – pegarei um Shonen, por que todos gostam da saga dos irmãos Elric, por que no passado tem um fator triste que o faz ir pra frente. Quero citar o – juro que comprarei em breve, Solanin – confesso que li ‘por empréstimo’ mas irei comprar vale muito a pena , a tristeza dos personagens e palpável, pois se não passamos por momentos similar ao dos personagens, pelo menos conhecemos pessoas em situação similar, logo há a empatia e identificação.
    Nota – depois de Solanin, por uma questão de auto-preservação, nunca irei tirar a habilitação de moto.

    Cuidado galera – a pergunta ‘pessoas que leem coisas tristes são melhores do que as que não leem’ pode gerar polemicas bobas . Mas Judeu fez uma opinião bacana, não é ser melhor, é aproveitar melhor a mídia. E por fim o Estranho matou a pau com o ‘range’ de obras, além de colocar mais um programa para eu baixar e ler – e como terminei de ler Glaucos vou ouvir este também.

  14. Uma observação peculiar:
    Já notaram que 99% dos mangas/livros/filmes/etc sobre androides, é na verdade sobre sentimentos?

  15. Olá Mangá2, sou muito fã de vôces ! O podcast 34# mangás tristes foi o programa com que mais me identifiquei, obrigado por me abrirem a mente para os mangás! PS: qual são as musicas do programa 34# mangás tristes ?

  16. Pingback: Mangá Musical #4 – Ai-Ren, Oyasumi Punpun e Hospice. | Ao Quadrado ²·

  17. Pingback: Mangá² #129 – Você, Mangás e a Vida | AoQuadrado²·

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s