Bitter Virgin

Argh, esse texto vai ser complicado…. Olha, vamos fazer um negócio diferente. Antes de começar a review pra valer, vou ter que revelar a minha carta armadilha e pedir pra você depositar sua confiança em mim, vou pedir pra você NÃO ler a sinopse, nenhuma outra review ou opinião e ir direto ler o primeiro capítulo:

http://www.batoto.net/read/_/1837/bitter-virgin_v1_ch1_by_solaris-svu

Não dá pra falar dessa obra de arte sem falar do primeiro plot-twist do capítulo e não quero estragar a sua experiência de descobrir ele sozinho, por isso, peço novamente a sua fé cega em mim, leia o primeiro capítulo (ou mais se se empolgar com o ritmo) e volte aqui. Sei que isso vai contra todos os princípios e ideais de uma review, mas porra… é foda.

Bom, feito isso…

O melhor romance que já li: Bitter Virgin

Bitter Virgin é um mangá seinen publicado em 2005 na Young GanGan pela mangaka Kei Kusunoki (ela desenhou bastante manga, mas não conheço nenhum deles). A obra possui um total de 4 volumes.

Qual foi a sua sensação ao ler este primeiro capitulo? Estou perguntando diretamente mesmo, pois adoraria saber se eu sou o único que teve tamanha surpresa e emoção com este mangá. Peguei Bitter Virgin muito por acaso pra ler, sabia que poderia ter uma carga emocional um pouco mais pesada devido à tag de Psychological que vi no Manga-Updates, mas nunca, NUNCA que eu imaginava ler uma obra dessas.

Provavelmente o primeiro fator que me fez ficar tão enganado em relação à obra foi a arte, o traço desse mangá é tão clichê que eu nem lembro mais o motivo de eu ter começado a ler. Depois temos o primeiro capítulo que apresenta um monte de personagens que são triplamente mais óbvios ainda: o garoto metido, a amiga apaixonada, o amigo brincalhão, a pseudo-puta e a garotinha virgem que é toda atrapalhada. E como se isso não fosse o bastante, toda a construção das 29 primeiras páginas dão uma impressão que iremos ler mais um romancezinho de esquina… Digo, isso até o fatídico plot-twist né.

Ainda decepcionado com o que estava lendo e me perguntando o porquê da tag Psychological, Aikawa surge com a sua declaração (de ter sido estuprada por seu padastro, ter feito um aborto e ter entregue um filho seu para a doação) e aquilo me atinge como uma bigorna de profundidade e construção de enredo. Percebe-se imediatamente que tudo o que houve de clichê até agora foi só um truque para que olhemos para o lado enquanto a autora nos atinge com essa marreta.

Não sei quantos de vocês leram minha analise sobre Thorfinn em Vinland Saga, mas lá falo sobre um plot-twist que, mais do que criar um vinculo de identificação com o personagem, nos faz sentir literalmente na pele do pequeno viking. Esse tipo de “projeção de personagem” no leitor não é algo exclusivo de Vinland Saga, é sim um recurso narrativo muito difícil de se conseguir, mas quanto se consegue, nascem obras de arte.

Em Bitter Virgin, a autora consegue alcançar essa “nirvana narrativa” em apenas uma capitulo. Os sentimentos, a surpresa e até a expressão que Daisuke tem, ao escutar Aikawa fazer a sua confissão, são exatamente os mesmo que os do leitor ao ver aquilo. O sentimento de descobrir que uma garota desprezada por você, tem um passado tão sombrio, é equivalente ao sentimento de surpresa de ler uma obra que parece clichê e perceber que ela é incrivelmente profunda e isso é totalmente incrível!!!

Estou um pouco entusiasmado demais com esse primeiro capítulo, mas nenhuma obra de 4 volumes se constrói com 30 páginas e o todo o resto de Bitter Virgin é tão surpreendente e maduro quanto essa primeira página.

Peço desculpas aos apreciadores dessa demografia, mas de todos os shoujos que li, nenhum nunca me decepcionou, todos foram um lixo. É engraçado porque joseis ja li vários bons, mas shoujo é sempre a mesma bosta, os mesmos clichês, os mesmos personagens rasos e as mesmas cenas de amor inexplicável forçadas. Bitter Virgin não é um shoujo, mas é interessante ver que ele possui vários elementos e várias cenas que formariam um romancezinho adolescente, mas mesmo assim, nada parece ser forçado ou irreal, exatamente o contrário tudo é muito maduro e crível.

Isso acontece porque os clichês que são inseridos na obra ganham sentido na maturidade da mesma. Quando uma obra se leva a sério, os seus clichês também são levados a sério, pelo enredo e pelo leitor. Por exemplo, há uma cena no qual o Daisuke e a Aikawa encostam as mãos e se encontram os olhares, ao tentarem pegar uma lenço que caiu no chão juntos (quer algo mais clichê que isso?).

NO ENTANTO, aqui nunca parei pra me irritar com a cena, ao contrário, meu coração literalmente batia rápido de emoção com aquilo. Isso porque aquela página não foi simplesmente jogada com um “eles se amam”, o fato do Daisuke conseguir tocar a garota e o fato da Aikawa deixar ser tocada pelo garoto representa muito mais do que uma idealização virginal. O trauma e a falta de confiança nos homens por parte da menina é trincada e o medo da relação impossível do garoto se desaparece aos poucos, sei que isso é dito demasiadamente quando faltam argumentos para defender uma obra, mas acho justo dizer aqui que NADA em Bitter Virgin é inútil, tudo tem um significado.

Outra coisa que me fez ficar apaixonado por este mangá, é a coragem da autora de fazer perguntas que todos pensam, mas ninguem tem os culhões de fazer. Aborto, estupro, natimorto são assuntos recorrentes nos 4 volumes e como se isso já não fosse o bastante pra dar um clima pesado à obra, perguntas e comparações que chegam até a serem maldosas de tão cruas, são feitas constantemente.

Quem sofre mais, uma mãe que queria ter um filho, mas o mesmo morreu no parto, ou uma menina que foi estuprada e deu o filho para um orfanato? O segundo caso parece ser a alternativa óbvia, mas é mais complicado que isso se a menina enxergasse o filho como um verme parasitando seu corpo, ela nunca quis ter este ser pra começo de conversa, já mãe perdeu algo que ela realmente amava.

São conflitos assim que são construídos durante o mangá inteiro. E é essa profundidade misturada com o romance, que agora tem um nexo, que cria momentos inesquecíveis, momentos que lembrarei pra sempre, momentos que fizeram esse seu amargo e sarcástico blogueiro derramar lágrimas… EM UM ROMANCE!!!

PORRA! Esse mangá até me fez mudar minha perspectiva de vida sobre alguns assuntos. Eu era tão sínico sobre a tristeza com natimortos. “É só um um feto, faz outro e pronto” era o que eu pensava, talvez por ser uma situação nunca vivenciada por mim, mas agora tenho muito mais sensibilidade sobre o assunto.

Um mangá que mais do que te tocar, te faz mudar, quantos assim encontramos por aí? E é por tudo isso que…

Eu recomendo o inesquecível: Bitter Virgin.

20 Respostas para “Bitter Virgin

  1. Eu não costumo ser obediente quando o autor da review chega e diz “pare por aqui, zona de spoilers”, mas o modo como você abordou o leitor, me fez largar a curiosidade e a preguiça de lado para ler primeiro o capítulo e depois a review.
    Li o primeiro capítulo inteiro e percebi que eu já tinha passado os olhos nesse mangá em uma madrugada de 2011, só que eu não procurei continuar a leitura, abandonei depois de algumas páginas. Eu costumo julgar primeiro a aparência e traços muito shoujo como o caso de Bitter Virgin, não me agradam.
    Fiz questão de embarcar na proposta do primeiro parágrafo do texto e dei mais uma chance ao mangá.
    O começo me fez pensar e repensar se eu não deveria primeiro ler a review e depois voltar para o capítulo, mas segui apesar da tendência a desistência.
    E chega num determinado momento em que eu imagino que a garota vai se declarar, dizendo que gosta do protagonista, quando levo o pior soco que já pude levar algum dia.
    A minha ficha simplesmente não caiu. Até o final do capítulo eu coloquei na minha cabeça de que era brincadeira, tiração de sarro.
    Voltando a review, eu tive que fazer a ficha cair na marra. Era aquilo mesmo que eu tinha lido.
    Sinceramente a proposta é boa e o primeiro capítulo “porrada” foi ótimo. Não é o tipo de mangá que gosto e nem o que eu me interesso por ler, tanto que não continuei a leitura, mas não menosprezo em nada a obra. Esse é o meu gosto e todos sabemos que gosto não se discute, já dizia alguém que comia… Enfim.
    O fato de uma pessoa falar “não vou ler”, não quer dizer que seja uma mangá péssimo. PELO CONTRÁRIO! Bitter Virgin é interessante, tem assuntos incríveis que deveriam ser abordados e tratados menos como tabus! Poderia ser usado como material para uma palestra ou algo do tipo para chamar a atenção dos jovens e porque não dos adultos também.
    Eu recomendo a leitura, pelo menos do primeiro capítulo se você não for fã do estilo ou realmente não curtir a obra. É um soco interessante de levar. Poucas obras conseguem isso.

  2. Me fez ler o capitulo um! Tiração!
    Vamos lá: vou continuar a ler o mangá pra ver o que vira (primeiro mangá que vou ler por recomendação sua). Mas sinceramente, não fui tão impactado. Digo, claro que foi uma bela surpresa, algo forte e tudo mais, mas essa construção de 30 páginas foi rasa, pelo fato de eu nem sequer conhecer a personagem ou ter criado algum carisma por ela. É como se a Caska fosse estuprada no primeiro capítulo (de forma bem simplória). E daí? quem é ela? não ligo a mínima. Peso na história é uma ferramenta a ser usada como qualquer uma, nada que indique mais profundidade do que uma história de amor comum (minha opinião) não sei se estou conseguindo me expressar bem mas é isso.
    O que pode dar forma ao que aconteceu nesse primeiro capitulo é o que vai rolar pela frente, aí quando eu ler todo o mangá venho aqui e comento de novo.
    PS: Li o cap em ingles, e depois vi que o mangá está todo traduzido em portugues. Poxa, acho que vale a pena disponibilizar a versão mais fácil, prefiro ler na língua que domino completamente.

  3. eu li esse manga por acaso quando tava fuçando o central de mangas
    o engraçado que na epoca eu tava gostando de uma garota e todas situaçoes do manga lembra dela
    a cena que eu + gostei foi aquela da escada onde os dois encostam os labios e ela machuca os labios dele
    eu so achei o final muito aberto + a maioria dos mangas bons tem esses finais

  4. Cara, Li de pura confiança a você. Acabo de finalizar o capítulo 32. Não vi um drama ali.
    Eu SENTI o drama dali. Eu VIVENCIEI o drama da obra. Eu entendi o sentimento de impotencia do personagem principal, pois eu também o sinto. Eu me identifiquei com o Daisuke, mesmo ele sendo metidinho e playboy no começo. Eu me identifiquei com suas preocupações, seus medos, suas nuances como personagem.
    Eu não LI esse mangá. Eu SENTI esse mangá. Foi brilhante do começo ao fim, e me prendeu pra caramba.
    Obrigado, Gabriel. Obrigado por, como tantas outras foram, essa recomendação brilhante.

  5. Bom, eu conheci esse site por um acaso, mas devo dizer que me surpreendeu em muito ele, principalmente pelo alto nível de suas análises dos mangás. Seus textos são bem extensos, e nem por isso é monótono. Ele é muito bem escrito, e acima muito coerente e imparcial . Parabens mesmo pelo site meu chapa. Realmente gostei muito^^

  6. Eu também acabei confiando em você e lendo o manga antes da resenha. sevo concondar que a trama é bem interessante e as situações suaves e ao mesmo tempo plausíveis, mas não consegui sentir o manga como o leitor do comentario acima. Sei esxiste uma grande quantidade de drama na história, pude percebê-lo, mas não sei se pelo traço inexpressivo ou até mesmo pelos poucos diálogos, não consegui realmente me emcionar profundamente. Contudo devo concordar com você quanto à qualidade desse manga, tenho uma relação complexa com histórias que envolvam romances, mas gostei bastante dessae. Enfim belo texto como sempre.

  7. Ja tinha lido esse mangá, A abordagem de conteudo é simplesmente facinante, passa muita emoção, Fora que depois pesquisando sobre a autora ela teve o mesmo “Problema” na vida real. Parabens Otimo review.

  8. Novamente, agora que li tudo.
    Primeiro, lembrei que não foi a primeira recomendação sua que li, tem o dos gatinhos do Junji Ito tb, mas enfim: Bom mangá, o último volume valeu muito a pena, foi bem emcionante.
    O que me fez ler o mangá “rápido” foi o fato da história e o desenvolvimento ser bom, mas a narrativa peca pra caramba, o que talvez tenha me impossibilitado de achar tudo isso que vc exaltou aí.
    No fim das contas, compensou bastante, um bom mangá.

  9. Confesso não ter sentido tanto impacto assim, fora que esse tipo de drama não me atrai muito (embora o filme Festen, que considero uma obra-prima e recomendo, tenha a mesma essência).
    De toda forma, vale a conferida. O traço camuflar o peso da história é uma sacada genial.

  10. Bacana seu blog, muito boa a lista de 7 mangás supervalorizados.

    Fugindo do post: você acompanha Billy Bat? Procurei mas não há nada no site, é meu mangá favorito do Urasawa, apesar de ainda estar em curso.

    • Obrigado, mesmo que eu tenha meio que vergonha daquele post XD

      Conheço, mas infelizmente não acompanho Billy Bat não. Do Urasawa só li 20th CB e Monster.

  11. Lembro que conheci esse mangá quando um colega meu vivia falando dele para mim. Um dia que não tinha nada para fazer, decidi baixar esse mangá e não me arrependi. Muito bom mesmo, te faz refletir várias coisas.

  12. Só tenho uma palavra pra esse mangá.
    Incrivel.
    Não esperava pelo final no primeiro capítulo.
    Achei que era um shoujo comum.

  13. Eu diria, esquecível Bitter Virgin, que é basicamente um amontoado de clichês subdesenvolvidos, forçados e sem muita criatividade, quase uma novela mexicana. É um legitimo
    tearjerker, e não é dos melhores, não. Não é dos melhores pois é covarde e se esconde atrás de temas polêmicos, como aborto e estupro, mas não tem ousadia pra ir além, nem se desenvolve de forma tão satisfatória. Defino o mangá como um romance, com temas polêmicos por trás.

    Vou dizer que eu gostei do mangá, é agradável, e recomendo a leitura. Tem momentos intensos e os personagens tem ao menos 2 dedos de personalidade. Mas não é isso tudo que você fez transparecer no post não. Como drama, é fraco. Como romance, é bobo como qualquer outro shoujo (sei que é seinen) e como psicológico, é razoavelmente bom.

    A protagonista é uma coitadinha. Mas tudo bem, ela se mostra forte quando precisa e sua fraqueza tem razão de ser. Mas a autora apelar pra situações descabidas como ela ser vitima potencial de estupro e de repente os personagens masculinos da história sentirem necessidade de abusar dela, é sem lógica. O que é aquele megane do último capítulo indo pra cima dela? Sério que precisavam ela sofrer outro ataque de estupro, no meio da rua pro príncipe salvador ganhar uns pontos? E os diálogos? FRACOS e tive a impressão que foram feitos na medida pra arrancar lágrimas “Eu moro sozinha, meus pais pararam de ligar pra mim de repente, então..”

    ÓH, COITADINHA >___<

    Sério, vários diálogos nessa linha, PRA PIOR. Fora situações sem nexo em uma história assumidamente verossímil. Aquela garota perturbada que passa o mangá inteiro atentando e no final fica boazinha, é basicamente uma crise de identidade, já que a autora não soube trabalhar a personagem como se devia. Quer dizer, ela vai ser uma personagem bem construída, um arquétipo psicopata ou quê? Decida-se. Aliás, todos os personagens são arquétipos não tão bem construídos, principalmente a garota estuprada. O drama do abordo foi ok, sincero e tals, apesar dos excessos e situações forçadas (acho que a autora desenvolveu bem, por ter passado por isso). Mas a do estupro, apenas ferramenta do roteiro barata pra fazer tearjerker e chocar o leitor. Se é pra chocar fez melhor com a personagem Mayu, sem precisar ficar "a garota estuprada, a garota estuprada, a garota estuprada, a garota estuprada, a garota estuprada". Sério, ambos são tearjerker e suas intenções são chocar. Mas é preciso saber manipular o leitor, pra que ele não perceba estar sendo manipulado ou que ao menos, isso se torne o menos visível possível. Por isso que roteiros pobres como o de Ano Hana (outro tearjerker), fazem sucesso enorme. E Bitter Virgin tenta ser adulto, complexo e tals, mas convenhamos que o roteiro é muito pobre.

    Efim, eu realmente adoro tearjerkers, mas esse definitivamente não é excelente no que pretende ser (1 litro de lágrimas consegue ser mais competente nesse quesito). Mas é bom, eu gostei do Okawa…não lembro o nome do protagonista, da irmã dele e seu drama. Tem uns plot twists realmente inquietantes e que te deixa com a pulga atrás da orelha. Como romance, eu adorei, é bonitinho e tudo, mas como drama é fraco e eu me decepcionei. No geral, uma boa leitura e merece com louvor uma nota 07/10, gostei e agradeço pela dica. Só não podem cair no erro de comprar essa história, como um bom drama ou um bom psicológico. É apenas um dramalhão, IMO.

    • Opa, aquí é o Trilles do http://ecchimustdie.wordpress.com e realmente gostaria de concordar com você nessa Roberta.

      Basicamente a obra é um amontoado de clichês, com personagens ilógicos e acontecimentos forçados feitos para que o leitor se interesse pelos personagens nada carismáticos apresentados pelo autor.

      Vi o Judeu Ateu falando que era o melhor romance que ele leu e tive que conferir. É claro que o fato dele não ter “vivenciado uma situação parecida” como dito por ele pode ter melhorado sua opinião sobre a obra, porém o manga não deixa de ser bom. Mesmo contendo tantos clichês e personagens “bobos”, o autor teve guts pra tratar de um tema forte e conseguiu de certa forma desenvolver o enredo rapidamente (4 volumes). Porém não passa disso, uma obra “boa”. Recomendaria, mas não chega perto de ser o melhor romance que já vi/li na minha opinião.

  14. Pingback: Editorial #00: Seis Meses, Resumo e BlogRoll | Nahel Argama·

  15. eu acho que esses mangás que “mudam” você de alguma forma são os que vale apena ler, e esse eu realmente achei fenomenal…

  16. Amo esse mangá!!
    Confesso que de todos os mangás que já li, a história de Aikawa será sempre a mais triste mas também a mais linda… A sensibilidade e a leveza com que Kusunoki conduz o drama é perfeita! Recomendo que leia quem se interessar.. Ei torcia desde o início pra que Aikawa e Daisuke fossem felizes ^^

    Bitter Virgin será o mangá mais lindo que eu guardarei pra mim…

  17. Amo esse mangá. Eu acabei o achando do nada, enquanto procurava um mangá comédia. Não gosto muito de drama mas tenho que admitir, o mangá esta na listas dos melhores que eu já li!

    Muito bom!

  18. Esse mangá me foi recomendado por um amigo há pouco mais de um ano e acabei deixando-o na minha lista de Plan to Read. Comecei a dar prioridade para outros e até me esqueci dele. Foi então que encontrei essa sua análise por acaso e seu pedido para que lêssemos o primeiro capítulo antes de prosseguir com a leitura foi o que me amarrou a esse mangá. Realmente, foi um belo plot twist. Me senti da mesma maneira que você se sentiu ao levar a “marretada” na cabeça, assim como a maioria dos que leram, creio eu.
    Gostei bastante da sua análise e concordo com tudo o que disse, especialmente com o fato de que nada nesse mangá é por acaso, que tudo nele tem um significado.
    Não cheguei a chorar, mas meus olhos se encheram de lágrimas algumas vezes. Fazia tempo que eu estava à procura de um mangá que mexesse comigo.
    Agradeço pela análise. Não fosse por ela, talvez eu não teria dado uma oportunidade a essa bela história.

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