Shin Angyo Onshi

Ação, aventura, drama, romance, ótima arte e sangue jorrando para todos os lados, conheçam o Berserk coreano: Shin Angyo Onshi

Há muito tempo atrás, em um grande reino chamado Jushin, guerreios do reino, chamados Angyo Onshi, vagavam a terra e protegiam a ordem e a justiça com seus poderes. No entanto Jushin caiu, e agora todo reino está prestes a desabar em desordem, mas um Angyo Onshi, Munsu, ainda vive e ele fará de tudo pra que a sua justiça prevaleça.

SAO (Shin Angyo Onshi) é um manhwa, uma arte sequencial com estilo muito parecido com o mangá do Japão, só que escrito na Coreia, publicado entre 2001 e 2007 na coreana Young Champ, e ao mesmo tempo, na japonesa Sunday GX. Baseado em vários contos e personagens históricos coreanos, o manhwa teve uma ótima recepção e chegou a ganhar um longa animado, este que eu não cheguei a ver, portanto não será comentado aqui.

Demorei pra começar a ler SAO, primeiramente a sinopse do mangá parece ser extremamente clichê e entediante, depois as próprias capas de volumes dão a impressão de não ser um história fora do comum, e quando resolvi tentar ler, com muita pouco fé, parei nas 10 primeiras páginas, concluindo precipitadamente que aquilo não merecia minha atenção. Aqui então faço um apelo, para que não caem na mesma armadilha que eu, SAO está muito longe do comum, aqui temos um ótimo e original enredo, personagens épicos, muita ação, muito sangue até um profundo romance que, diferentemente da maioria das vezes, me agradou muito, achei bem profundo. Este é aquele típico manhwa que pode agradar a todos, não importa quem seja.

Logo no começo fiz uma comparação entre o manhwa e Berserk, isso porque acredito que, apesar da ideia geral e contexto serem diferente, os dois se assemelham muito em estilo e personagens. O Angyo Onshi, por exemplo, é muito parecido com o Gutts no começo do mangá, um personagem frio, com uma maldição, sanguinário e que não poupa palavras nem ações pra fazer o que acha que é certo. A mesma semelhança para com Ajhi Tae e Griffith, dois personagens, que apesar de do extremo carisma, revelam ser os grandes vilões da história (relaxe isso não é um spoiler).

Uma das maiores qualidades de Shin Angyo Onshi, que alias é o que o difere bem nitidamente de Berserk, são os plot-twists. Logo nas 30 primeiras páginas o autor já nos surpreende com virada de roteiro genial, eu realmente me impressionei muito e foi o que me fez continuar lendo, muito bem bolado toda uma construção de personagens feita pra ser desconstruída depois, achei muito bem bolado. O interessante é que esses plot-twists continuam durante boa parte do mangá e nunca nos deixam de surpreender, tentamos ficar mais espertos, mas simplesmente chega uma hora em que você desiste de tentar adivinhar o que vai acontecer e acaba se deixando levar pelo clima do mangá, dessa forma a leitura flui muito suave e os aparentes intermináveis 17 volumes voam num piscar de olhos.

A arte aqui é outro ponto positivo do mangá, alias é uma situação bem curiosa, porque, pelo menos eu, tive a impressão de que as páginas coloridas, que normalmente são as que mais nos impressionam, não eram tão bem feitas quanto o resto do mangá, o que, infelizmente, me afastou do mangá no começo, afinal de contas as capas dos volumes são todas coloridas, é realmente uma pena isso, mas sem nem sombra de dúvida a arte de SAO é excepcional, ótimos character design, ótimos cenários e uns dos monstros mais bem feitos e desenhados que já li em um mangá.

Em resumo, Shin Angyo Onshi é um ótimo manhwa, com ótimos plot-twists, ótima arte e ótimos personagens, principalmente o principal que tem um ótimo carisma, que agrada a todos. É o típico “para maiores de idade, mas não obrigatoriamente para adultos”. Novamente, um daqueles que pode agradar a todos e todas, sendo assim…

Eu recomendo, com louvor, o manhwa Shin Angyo Onshi

7 Respostas para “Shin Angyo Onshi

  1. É um bom manga e eu não posso negar, depois de berserk e ubel, desse gênero, vem ele.E boa escolha de imagens, principalmente a primeira, ela é linda.

  2. Os personagens tem aquele "q" de "Eu acho que eu já vi este personagem em algum lugar…",tendo ainda os rostos triangulares e um olhar frio.O melhor desta estória deve ser mesmo o desenvolvimento não-cíclico dado aos rostos e enredos aparentemente familiares." Manhwas Undergrounds".

  3. Eu coloquei na minha lista, eu gosto muito da arte de Berserk e irei SAO algum dia por causa do seu post

  4. Art style é primorosa. Na minha opinião o manhwa perde um pouco o foco no fim, quando entram na batalha final. De resto, um manhwa muito sólido, com vários personagens interessantes e alguns plot twists fodas. Única grande ressalva foi que achei os motivos do antagonista, Aji Tae, um pouco abstratos demais. Até hoje não sei algumas motivações dele.

    • É, concordo com você (nossa, esse post tá fazendo um ano de existência…), a história falha demais no arco final como um todo.

      Os momentos finais da luta do Munsu com o Aji Tae especificamente achei bem interessantes (todas aquelas páginas duplas e tal), mas tudo o que levou a isso concordo que foi bem confuso. Praticamente tudo que aconteceu depois do flash-back foi abstrato demais pra falar a verdade,

      Depois de um ano de ter lido SAO, acho que tenho uma visão diferente da que tinha, hoje me lembro do manhwa como uma obra com uma arte primorosa, com alguns momentos chaves fantásticos, mas que falhou em juntar tudo e dar coesão ao contexto geral. Imagino que o autor poderia ter se dado bem melhor numa obra de menor duração, 3 ou 2 volumes quem sabe…

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