Me and The Devil Blues

Robert Johnson foi o homem que definiu e recriou o Blues do jeito que ele é conhecido hoje em dia. Além de servir como influência para praticamente toda uma nova geração de gênero musical.

Este mangá não conta a sua história.
O mangá até utiliza-se do nome de Johnson para contar a história, mas aqui a obra é totalmente fictícia, então se você for um fã de Blues esperando ler uma biografia, melhor já ir parando por aqui.
Mas só por ser uma obra fantasiosa não quer dizer que ela seja ruim, é bem o contrário.
Se for entrar em gênero, provavelmente entraria em Aventura ou Horror, mas é um obra bem única.
A história conta a vida de um garoto simples, preguiçoso e praticamente sem talento para a música. Vende então a sua alma em uma encruzilhada para o diabo e se torna o melhor musicista da cidade, no entanto nada é de graça neste mundo.
Após várias tragédias Jhonson se encontra com Clyde Barrow, personagem baseado num verdadeiro gangster do final da década de 20, os dois formam uma “parceria” e assim começa a sua aventura por várias cidades bem perturbadas do velho-oeste. Lugares de deixar até o psicopata e o sem-alma parecerem pessoas normais.
Muitas cenas bizarras no mangá, por isso pode ser até considerado com horror, ou gore, mas nada que assuste ou cause traumas em alguém, são só cenas muito chocantes que aliadas a uma extensa força narrativa e peso dramático conseguem causar um grande impacto.
A arte é um grande ponto forte do mangá. O autor sabe muito bem utilizar sombras de forma a causar impressão de grandeza conforme ele desejar. Sabe manipular muito bem o preto também, consegue passar muito bem a idéia do calor e Sol escaldante do velho-oeste, impressão muito díficil de se passar num mangá na minha opinião.
É uma arte que foge um pouco dos padrões orientais e pode passar quase como uma comix, por isso é uma boa história para não leitores de mangá, também.
O mangá no entanto de um grande ponto negativo (além da história ser um pouco enrolada as vezes), após o o quarto volume a história foi descontinuada. Tentei pesquisar sobre o aconteceu com a obra e o autor, mas não encontrei nada (vendeu a sua alma?), só que não seria mais publicado. Portanto se você não que ler um obra incompleta nem comece a ler esta.
Mas mesmo sem um fim, eu acho que é um mangá que vale a pena ser lido principalmente pelos pontos altos da história que realmente são de surpreender.
Sendo assim, se você é fã de blues, do RJ, do velho-oeste ou de histórias de horror em geral…
E te recomendo o sensacional Me and The Devil Blues

2 Respostas para “Me and The Devil Blues

  1. Possivelmente a obra poderia ser tratada como numa junção dos gêneros ficção histórica,sobrenatural(horror)e aventura.Visto que Clyde Barrow foi a figura masculina do famoso casal Bonnie(Bonnie Paker) e Clyde(Clyde Barrow),uma dupla 'romântica' famosa de assaltantes e assassinos que distribui o terror em estados centrais dos EUA durante a Crise de 1929(A Grande Depressão).Entretanto aqui a temática é no desmedido músico que obteve talento com seu pacto e na aventura sanguinária com um criminoso clássico do fim da década de 20.Não pode ser despercebida na arte a abundância da escuridão quase total e da penumbra, e do traço das revistas em quadrinhos da overrated comix como bem assinalou anteriormente.A continuidade é que ficou como o Blues(triste) por não ter um rumo não bem explicado,restando somente um fim da linha(the end of line) sem atalho cogitado. :{

  2. Pingback: Prison School | Ao Quadrado²·

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